“Todos os Corações do Mundo”

Cartaz original do filme da Copa de 94

Romário, Bebeto, Baggio, Stoichkov, Brolin, Bergkamp, Hagi, Taffarel, Preudhomme (considerado o melhor goleiro da Copa), o fanfarrão Ravelli, um jovem Larsson, cabeludo, Maradona (até ser suspenso por causa de exame antidoping). Craques de montão, uniformes “classe” (Brasil vestiu Umbro), estádios grandes e lotados (maior média de público das Copas até hoje!), jogos emocionantes. O filme oficial da Copa 94, “Todos os Corações do Mundo / Two Billion Hearts“, é tão bom assim ou o Mundial disputado nos Estados Unidos foi muito, muito melhor do que o de 90, na Itália? Provavelmente as duas opções. “Todos os Corações do Mundo”, dirigido pelo cineasta Murilo Salles, com muitos outros brasileiros na equipe, é o melhor dos filmes oficiais das Copas. Está no DVD da Coleção Copa do Mundo Fifa, que a Abril distribuiu em bancas, com a capinha tradicional da série (veja trailer aqui).
Em vez de contar a Copa jogo a jogo, o roteiro de “Todos os Corações do Mundo” opta por destacar Seleções e seus craques: Argentina de Maradona, a Romênia de Hagi, a Bélgica de Preudhomme, a Bulgária de Stoichkov, a Itália de Baggio, o Brasil de Romário. Ângulos diferentes, replays, trilha sonora que aumenta a dramaticidade do mata-mata, a festa do torcedor ajudam a fazer do filme da Copa de 94 um grande documentário sobre futebol.
Tem brasileiro que nem gosta de contar esse título, o do “É tetra! É Tetra”. O que chega a ser absurdo. Ok, o estilo da Seleção, num 4-4-2 caretinha, não encantou – e perde em popularidade para o “dream team” de 1982, que não voltou com a taça, infelizmente. Mas para o baixinho dar show, havia um esquema azeitado. Está na hora de valorizar essa conquista como ela merece. De modo geral, o Mundial 94 foi muito melhor do que o da Itália 90. E o resultado final foi bem melhor, não?
A CAMPANHA DO TETRA Continuar lendo ““Todos os Corações do Mundo””

17/06/1992: o São Paulo conquista sua 1ª Libertadores

O São Paulo disputou 5 Libertadores antes da Taça de 1992. Bateu na trave em 74, como bateria em 94 e 2006. Curiosamente, a campanha do bicampeonato 92/93 começou com uma derrota. Campeão Brasileiro, o Tricolor de Telê Santana foi a Santa Catarina e tomou um 3×0 do campeão da Copa do Brasil, o Criciúma  de Jairo Lenzi e de um treinador chamado… Luiz Felipe Scolari! Lembro-me que quem passou essa partida para SP foi a TV Jovem Pan, que ficava no canal 16 UHF, e tinha como narrador o Milton Leite (hoje no Sportv). Da Bolívia, o São Paulo voltou com um 3×0 sobre o San José de Oruro e um empate com o Bolívar. No Morumbi, devolveu a goleada ao time de Felipão com juros e correção: 4×0. Empatou com o San José e dobrou o Bolívar. Nas oitavas, contra o Nacional, no Uruguai, o São Paulo venceu o jogo, mas perdeu Zetti, expulso. No Morumbi, os zagueiros Antonio Carlos e Ronaldão fizeram 2 gols e o goleiro reserva Alexandre não tomou nenhum (Alexandre morreria em acidente de carro). Nas quartas, de novo o Criciúma pela frente. 1×0 no Morumbi e 1×1 no Heriberto Hulse levaram o Tricolor para a semifinal contra o Barcelona do Equador. 3×0 no Morumbi e 2×0 em Guaiaquil. Aos trancos e barrancos, o São Paulo chegou à final contra o Newell´s Old Boys, da Argentina. Em Rosario, 0x1. Segunda e última partida no Morumbi, há exatos 18 anos, num 17 de junho: tentei ir ao estádio com um amigo, mas sem ingresso, desistimos no caminho totalmente congestionado e acabamos vendo pela TV. Foi o jogo do (imagine Galvão Bueno gritando) “Zetti! Zetti! Zetti” . Muito sofrimento até um pênalti meio mandrake (como foi mandrake o pênalti para o Newell´s, em Rosário), convertido por Raí. Na decisão por pênaltis, baixou o São Waldir Peres pegador de pênaltis em Zetti. Telê acabava de vez com a pecha de pé-frio. São Paulo, enfim, campeão da Libertadores da América! O gramado do Morumbi foi tomado pela festa. Taça levantada pelo capitão Raí, num timaço que ainda tinha Cafu, Palhinha, Muller, Macedo…são paulo ediouro.com.br A noite de 17 de junho de 1992, da segunda e decisiva partida contra Newell´s, é um dos capítulos do livro de Conrado Giacomini para a coleção Camisa 13, da Ediouro: “São Paulo Dentre os Grandes, És o Primeiro”. Todos capítulos do livro destacam um ídolo tricolor. Nesse, Giacomoni escolheu Zetti. Merecido.


2002: Família Scolari apresenta…

Publicado em abril de 2010

São Marcos, Cafu (“100% Jardim Irene”), Lúcio, Edmílson, Roque Júnior, Roberto Carlos; Gilberto Silva, Kléberson, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Rivaldo Maravilha e grande elenco em… Seven Games from Glory. Astros especialmente convidados: Oliver Kahn; seleção da Turquia. Coreia do Sul e a “massa de tomate”. Senegal. Juízes trapalhões contra Itália e Espanha. Participações especiais (pontas) de Zidane e da Argentina. Seven Games from Glory é o nome do filme oficial da Copa do Mundo de 2002, o segundo DVD da coleção da Abril nas bancas. Neste link, você pode conferir o trailer e “folhear” virtualmente o Dossiê preparado pela revista Placar. Eu me apressei em conferir se não se tratava do mesmo DVD lançado pela Placar após a conquista do penta, em 2002. Pode ficar tranquilo. Não, não é.  É o filme mesmo. Vem com 2 extras: perfis de Rivaldo e do alemão Matthaeus. E um top 10 gols de finais das Copas. Leia também: DVD México 1970.

Livro: “Os 11 Maiores Laterais do Futebol Brasileiro”

Nosso futebol produziu um monte de grandes jogadores pelas bordas dos gramados (hoje em dia Dunga tem até duas opções muito boas para a direita). Está chegando às livrarias Os 11 Maiores Laterais do Futebol Brasileiro. O jornalista Paulo Guilherme, editor do portal de notícias G1, escalou Djalma Santos, Nilton Santos, o capita Carlos Alberto Torres, Nelinho, Wladimir, Júnior, Leandro, Branco, Leonardo, Cafu e Roberto Carlos. Noite de autógrafos: terça-feira, 13 de abril, a partir de 18h30, na livraria Cultura do Conjunto Nacional. Dá para ler a apresentação do livro aqui, no site da editora Contexto.
A mesma editora acabou de lançar o livro Os 11 Maiores Camisas 10  do Futebol Brasileiro, escrito pelo Marcelo Barreto, do Sportv.
A série começou no ano passado, com Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro, de  Maurício Noriega, do Sportv e Blog do Nori.
Não demora, e lá vem os atacantes… O dos goleiros já está no prelo (leia texto anterior).

Uma Seleção 2000-2009

Marcos, Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Ronaldo e Rivaldo. Técnico: Felipão.Com a base da seleção que ganhou a Copa de 2002, o maior título do futebol brasileiro nos últimos 10 anos, esse é o escrete a que Fut Pop Clube chegou, depois de uma pesquisa com gente que -acho que posso usar a expressão – cobe, bebe e dorme futebol. 12 jornalistas de rádio, TV, jornal, revista, blog, livros – ou de várias dessas mídias- além de  Domingos D´Angelo, criador do MemoFut, grupo que discute memória e literatura da bola, colecionador de livros sobre futebol.

Convidei os 13 para eleger uma seleção dos melhores jogadores brasileiros entre os anos 2000 e 2009. 11 titulares, mais seis reservas e o melhor técnico.  Pedi que levassem em consideração desempenho com a amarelinha ou com a camisa de clubes, daqui ou de fora, em qualquer tipo de competição. E o título da Copa de 2002, obviamente, acabou sendo decisivo.

Os zagueiros Lúcio e Juan e o lateral Roberto Carlos receberam 13 votos, como Kaká, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. Marcos, Cafu e Ronaldo, 12. Zé Roberto, 8. Gilberto Silva, 6. O banco poderia ter gente como Júlio César, Roque Júnior,  Juninho Pernambucano(ou Kléberson), Alex, Adriano e Robinho (ou Nilmar e  Luís Fabiano). Também foram citados Rogério Ceni, Vítor, Dida, Cicinho, Maicon, Daniel Alves, Belleti Thiago Silva, Henrique, Luisão (zagueiro), Júnior, Gilberto, Vampeta, Edmílson, Emerson, Mineiro, Josué, Lucas, Hernanes, Diego (da Juve, ex-Santos e Werder Bremen), Fred, Edílson, Luizão (atacante) Romário, Denílson e até o Deco, que defende Portugal.

Melhor técnico? Felipão, com 10 votos. Contra 3 de Wanderley Luxemburgo.

De São Paulo, vieram os votos dos coleguinhas Abel Neto, André Rizek, Bruno de Almeida, Emerson Ortunho, Fernando Galvão, Mauro Beting, Maurício Noriega e Luís Augusto Simon (o Menon) – além de seu Domingos, do MemoFut. Do Rio de Janeiro, votaram Marcelo Monteiro e Roberto Santer. De Belo Horizonte, Mário Marra. E de Porto Alegre, Beto Xavier.

Cada um tem o seus favoritos. Convido você a mandar sua seleção para cá, na página de comentários. Só não vale ofender jogadores, técnicos ou as pessoas que votaram. Claro que dá para formar diversos escretes com esse elenco maravilhoso. Veja as seleções 2000-2009 de cada um dos convidados a participar na votação.

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Canarinhos

O blog aproveita o 7 de setembro (e a classificação!) para publicar uma seleção brasileira de uniformes raros, da coleção do administrador Paulo Gini, um dos autores do livro A História das Camisas dos 12 Maiores 317Times do Brasil. Nas araras do colecionador, nada de réplicas, só uniformes usados por titulares ou reservas. A pedido do Fut Pop Clube, Gini escolheu: Marcos, Cafu, Carlos Alberto Torres, Oscar, Branco, Falcão, Gérson, Garrincha, Ronaldo, Pelé e Romário. Nos próximos textos, uniformes históricos de Pelé, Romário, Gérson, Oscar… a começar pelo que Cafu usou nas suadas Eliminatórias para a Copa de 2002 (bem mais complicadas que a atual).

Camisa usada por Cafu nas Eliminatórias da Copa de 2002. Coleção de Paulo Gini.

Camisa usada por Cafu nas Eliminatórias da Copa de 2002. Coleção de Paulo Gini.
Veja também: 12 camisas clássicas escolhidas por Paulo Gini.

15 anos do É TETRAAA!!!!

1994Há exatos 15 anos, Dunga era capitão da Seleção e ergueu a Copa do Mundo. O Brasil enfim chegava ao tetra, 24 anos após o Mundial do México, na decisão por pênaltis contra a mesma Itália, depois de 120 minutos de um insistente zero a zero.

Onde você estava naquele 17 de julho de 1994? Eu assisti ao jogo nos Estados Unidos, não no Rose Bowl, abarrotado por 94 mil pessoas . Mas em Nova York, com uma turma de estudantes de inglês de vários cantos do mundo. Depois que Baggio mandou a cobrança pelos ares, uma galera festejou na rua dos brasileiros – italianos no meio, clima de confraternização total.

cartaz_tO Mundial na terra do soccer foi um sucesso de público. Uma excelente dica para lembrar da festa dos povos que foi aquela Copa é o excelente documentário oficial, Todos os Corações do Mundo, do brasileiro Murilo Salles, que usou 22 câmeras espalhadas pelos EUA e países participantes. Não espere um filme gol a gol sobre a Copa. Tem gol, mas também tem a alegria do torcedor, a emoção, a tensão do jogador. Tem uma cena clássica que é o olhar que Romário e Baggio (mal) trocam no túnel de acesso ao campo, antes da decisão. Vale a pena procurar.

1992. O último Paulistão que Telê ganhou.

Canhoto de bilhete da final do Paulistão 92
Canhoto de bilhete da final do Paulistão 92

O Paulistão de 92 foi decidido justamente pelos dois grandes que ficaram fora da final agora em 2009. O São Paulo comandado por Telê Santana teve que passar pelo Palmeiras já patrocinado pela Parmalat para ser bicampeão paulista. No primeiro jogo, em 5 de dezembro, um espetáculo, comandado especialmente por Raí – fazendo jus ao refrão “Raí, Raí, o terror do Morumbi”, com 3 gols – e Cafu (“terror do Pacaembu” no grito de torcida), um gol e atuação decisiva. São Paulo 4×2 no  Palmeiras (que já tinha Mazinho, César Sampaio, Zinho, Evair e um certo Cuca…). No intervalo de 2 semanas entre os dois jogos, o tricolor foi ao Japão e voltou com seu primeiro Mundial Interclubes, derrotando o Dream Team do Barça (aí são outros 500 posts…) Continuar lendo “1992. O último Paulistão que Telê ganhou.”