Buddy Guy 7.4

Dica do amigo Serginho, do programa Rock Flu. Saiu lá fora nesta terça-feira, 26 de outubro, o novo disco do Pelé do blues, Buddy Guy. Senhor guitarrista, senhor cantor! Living Proof conta com canjas do rei do blues, BB King, em Stay Around a Little Longer, que já ganhou clip, e de Carlos Santana, em Where the Blues Begins – parafraseando o grande Geraldo José de Almeida: linda, linda, linda. Continuar lendo “Buddy Guy 7.4”

Shows do ano

Qual foi o melhor show internacional em 2009? Você decide. Pode votar em quantos quiser.

Fut Pop Clube acompanhou alguns: 

Manu Chao & Radio Bemba em São Paulo;

Iron Maiden na praça da Apoteose;

Kiss na Arena Anhembi/SP;

Living Colour , Via Funchal/SP, em outubro;

Faith No More na Chácara do Jockey/SP, na mesma noite de novembro em que Iggy Pop, Sonic Youth e Primal Scream tocavam em outro festival em SP, o Planeta Terra;

e enfim, AC/DC no Morumbi.

Trem expresso do rock

A indústria da música de vez em quando tira cada achado do fundo do baú do rock… Se o filme O Poder do Soul, que documenta o festival Zaire 74 só saiu este ano, Festival Express, lançado lá fora em 2003, acompanha a viagem megalomaníaca inventada por jovens promotores em 1970. Um festival de rock, blues, folk e country em cidades do Canadá, no verão de 1970. Atrações principais: Janis Joplin, o Greatful Dead, do Jerry Garcia, a ótima The Band e o bluesman Buddy Guy, jovenzinho de tudo na época. E que “viagem” em itálico e entre aspas: para levar artistas, roadies, técnicos de uma cidade a outra, os organizadores fretaram um trem! Botaram até um órgão Hammond no vagão-bar para estimular as jams da moçada! Continuar lendo “Trem expresso do rock”

Buddy

buddy1Ele é “o cara” no eletrizante blues urbano Chicago style. Bela notícia hoje nos jornais: o guitar hero e vocalista (e que vocalista!) Buddy Guy vai tocar de novo no Brasil, ao lado da cantora de jazz Dianne Reeves, no show Open Jazz da Telefônica. O bluesman esteve no Brasil no primeiro semestre, mas agora o show vai ser num parque. E o melhor, de graça. 29 de novembro, às 16h, no parque ao lado do Museu do Ipiranga, em SP.  O local, onde os Mutantes já se apresentaram, comporta 25 mil pessoas. Quer saber mais sobre Buddy e o show?  Continuar lendo “Buddy”

SRV

srvFui apresentado ao som do guitarrista texano que deu sangue novo e pegada roqueira ao blues por um saudoso amigo de faculdade, músico fissurado por rock e (futebol) do bom. Ele me emprestou uma fitinha K7  (ahn? era final dos anos 80!) e não me disse qual era o som. Gostei. “Tem influência de Hendrix, mas não só”. Era Stevie Ray Vaughan, com o seu Double Trouble. Comecei a procurar discos, o Live Alive foi um dos primeiros CDs que comprei na vida… Poucos anos depois, já estagiário, recebi via agência internacional a notícia do precoce desaparecimento do bluesman- SRV morreu num acidente de helicóptero junto com o piloto e 3 pessoas da equipe de Eric Clapton, em 27 de agosto de 1990. Apenas 7 anos depois do espetacular disco de estreia: Texas Flood. Que mostrou a levada típica de Stevie, o shuffle, em blues-rocks como Love Struck Baby, ótimas covers como Mary Had a Little Lamb, de Buddy Guy, baladas blues, lancinantes blues, emocionantes blues. A repercussão da estreia foi tão boa que Vaughan abriu mão de seguir tocando com David Bowie, com quem gravou guitarras do disco Let´s Dance. Compre, grave, baixe, jogue Rock Band, dê um google, não importa o jeito, mas ouça Stevie Ray Vaughan. Seus ouvidos merecem. Continuar lendo “SRV”

Um blues para Rory Gallagher

Num 14 de junho, o mundo do blues rock perdeu o espetacular guitarrista irlandês Rory Gallagher. Ele morreu com apenas 47 anos, devido a complicações após um transplante de fígado, em 1995. gallagherDeixou uma pá de bons discos, como Photo-Finish, de 1978, gravado no estúdio alemão do produtor Dieter Dirks, que trabalhou com o Scorpions. Ouvi neste domingo. Gravado por um power-trio. É um blues eletrizante, com muita slide guitar, harmônica de vez em quando, batida sincopada, recomendado para quem gosta de Stevie Ray Vaughan, por exemplo. Certamente, os dois saudosos guitarristas tiveram muitos ídolos em comum – a bio do irlandês no site All Music diz que ele era um grande colecionador de discos e cita Leadbelly, Albert King, Freddie King, Buddy Guy, Muddy Waters e John Lee Hooker como influências – quase todos com clássicos regravados por SRV! Procure Shadow Play ou a balada bluesy Fuel to the Fire na internet. São dois dos destaques do disco. Para sorte de quem vive no século XXI, Rory Gallagher também fez grande shows, registrados em discos ao vivo ou DVDs (leia meu texto anterior). Dica de blog em inglês:   Shadow Plays. Tem notícias de vários shows e festivais em tributo ao guitar hero irlandês.

Um blues para Koko Taylor (1928-2009)

A rainha do blues, em foto de Marc Norberg
A rainha do blues, em foto de Marc Norberg

Aos 80 anos, morreu a blueswoman americana Koko Taylor, que veio ao Brasil algumas vezes. Entre as dezenas de bons discos gravados pela cantora, queria destacar o primeiro, Koko Taylor, de 1969, produzido por um astro blues, Willie Dixon. Em especial, a eletrizante gravação de Wang Dang Doodle, composta pelo próprio Dixon. Se não me engano, quem arrebenta na guitarra nesta versão é Buddy Guy. Vale procurar na internet: Koko Taylor, Wang Dand Doodle. Recomendo.