Muricy: do céu ao inferno em seis meses

O cara deu um tri que o São Paulo nunca tinha conquistado em campeonato nenhum, numa arrancanda belíssima, depois de ficar 11 pontos atrás do líder do Brasileirão 08. Pouco mais de 6 meses depois, é demitido um dia após a eliminação no objetivo maior (Libertadores) pela quarta vez seguida. E se fosse no seu time, você concordaria com a demissão de um técnico como Muricy?
Bem, a esta hora, você já sabem que o sucessor dele no tricolor paulista é o Ricardo Gomes. Mas o assunto do dia em rodas de conversa ainda é a demissão de Muricy. Impressionante.

Jogos de 6 pontos na 6ª rodada

O técnico é Celso Roth, liberado pelo Grêmio. Júnior, Éder Luís e Diego Tardelli, trio que o São Paulo não quis mais, são peças importantes e têm feito gols. Esse é o Galo, líder do Brasileirão, após os 3×0 sobre o Náutico. E seu técnico tem fama de retranqueiro. Com os mesmos 14 pontos, mas menos saldo, o Internacional -certamente com a cabeça nas finais da Copa do Brasil, empatou pela segunda rodada seguida. 0x0 num jogo de 6 pontos, porque o Vitória está no G4. Jogos de seis pontos também fizeram os antigos Palestras, no Palestra Itália – o Cruzeiro saiu na frente e o Palmeiras virou para 3 a 1, dois de Keirrison-. Os tricolores do Rio e do Rio Grande do Sul:Flu 0x0 Grêmio. E no sábado, São Paulo e Santo André,que entraram na rodada com 6 pontos e saíram com 7, porque empataram em 1×1.

Borges salvou o tricolor da derrota FOTO: divulgação VIPCOMM
Borges salvou o tricolor da derrota FOTO: divulgação VIPCOMM

Marcelinho Carioca fez um golaço e quase o Santo André ampliou ainda no 1º tempo. Washington cabeceou uma bola na trave antes de Borges empatar, mas seus erros irritaram quase todos os 9 mil pagantes. Se o tricolor jogar desorganizado assim contra o Cruzeiro, se despede da Libertadores na quinta-feira. No Couto Pereira, o resultado mais elástico da rodada: Coritiba 5 x0 Flamengo. Batata do Cuca assando… Renê Simões respira aliviado, mas o Coxa segue na zona que torcedor nenhum gosta de frequentar.

A ERA DO RÁDIO esportivo brasileiro

Ouvir emocionantes transmissões de rádio é o jeito de acompanhar uma rodada se você está na estrada. Sempre que isso acontece, lembro dos meus tempos de garoto louquinho for futebol, tentando ouvir rádios de outros estados em AM ou ondas curtas, numa era sem internet, muito menos PPV. Até vi o primeiro gol do Flamengo. Emerson, o sheik. Deu para ver ainda o segundo, também do Emerson. Mandei até torpedo para amigo flamenguista: “dá-lhe Sheik”. Depois, peguei meu caminho e segui ouvindo as rádios Globo-CBN, que no Rio agora transmitem futebol em dobradinha, ou melhor, em três frequências (AM 1220 e 860 Khz e FM 92,5 Mhz). O que eu não esperava era que o excelente locutor Evaldo José narraria QUE LINDOOO! -o grito de gol dele- seis vezes em 34 minutos de jogo. Quatro gols do Sport em 8 minutos. Quem poderia imaginar que o Sport viraria esse jogo? E assim terminou: 4 a 2 pro novo time treinado por Emerson Leão – alguém aí se lembra da blitz são-paulina contra o São Caetano, na continuação do jogo que parou por causa da morte do zagueiro Serginho, lá se vão quase 5 anos? Os sinais de emissoras paulistanas como Pan, Band, Globo, CBN… ainda estava fracos na estrada, mas deu para saber que o Palmeiras ganhou de virada do Vitória no Palestra Itália. Seis e meia da tarde.

Magrão abriu o placar em BH. FOTO: divulgação: VIPCOMM
Magrão abriu o placar em BH. FOTO: divulgação: VIPCOMM

Hora de acompanhar o grande clássico da rodada, entre o Cruzeiro e o líder Internacional, até então 100% no Brasileiro. Pela rádio Gaúcha (impressionante como dá para ouvir a 600 Khz de POA à noite na cidade de S.Paulo!), ouvi o primeiro gol do Inter (Magrão). Também fiquei sabendo que Lauro, goleiro do Inter, e Kléber, esquentado atacante cruzeirense brigaram e foram expulsos (será que vem punição?). Depois, mudei para a Globo-CBN do Rio, onde José Carlos Araújo transmitiu o clássico-vovô. Não sabia que agora a rádio apresenta os hinos cariocas como o do Flu e Bota em versão para guitarra. Demais. No segundo tempo, Wellington Paulista empatou pro Cruzeiro. 1×1.

Wellington Paulista empatou. FOTO: Washington Alves VIPCOMM
Wellington Paulista empatou. FOTO: Washington Alves VIPCOMM

O Colorado não é mais 100%, mas segue invicto e lidera com 2 pontos mais que o Galo! Que goleou o Furacão no clássico atleticano da Baixada: 4×0 (o que custou o emprego de Geninho). Enquanto isso, no Maraca, Fred marcou no finalzinho e deu a vitória pro Flu. Tudo isso -e resgate de mais corpos do voo 447 – fiquei sabendo via AM ou FM. Longa vida ao rádio esportivo brasileiro!

UMA DICA PARA QUEM SE AMARRA EM NARRAÇÃO DE RÁDIO. A SALA DE GOLS DO Museu do Futebol (clique), em São Paulo, TEM UMA PENCA DE ÁUDIOS DE LOCUTORES CLÁSSICOS, COM GRAFISMOS MANEIRÍSSIMOS ANIMANDO AINDA MAIS AS GRANDES JOGADAS DESCRITAS.

Leia também: CURIOSAS CANÇÕES COM NARRAÇÕES DE GOLS.

É Data Fifa. Mas tem rodada. Cheia de clássicos!

O Brasileirão não para nem para jogo da Seleção. A quinta rodada começou bem, com muitos gols. Grêmio 3 a 0 no Náutico, que estava invicto. Showza! No ABC, o Santos marcava … e o Santo André buscava a igualdade… três vezes. 3 a 3. No sábado de Eliminatórias para a Copa 2010, um único jogo pelo Brasileiro. Corinthians x Coritiba, no Pacaembu. Mesmo que Ronaldo não jogue (deve ser poupado por Mano), não estranhe se o Paulo Machado de Carvalho ficar lotado às 9 da noite de um sábado.  No domingo, mais clássicos. Choque rubro-negro no Recife: o Flamengo visita o Leão (Sport) do Leão (o técnico). Na Arena da Baixada, encontro atleticano:  Paranaense e Mineiro. O Furacão deve apresentar Paulo Baier! No Palestra Itália, certamente de uniforme novo, o Palmeiras recebe o Vitória. Confronto que já decidiu Brasileirão (leia sobre a decisão de 1993 e veja os gols de Evair e Edmundo no GloboEsporte.com). O Mineirão deve abrir para um jogaço: Cruzeiro contra o líder Internacional (dupla que decidiu o Brasileirão de 75, Inter 1×0 Cruzeiro, célebre gol iluminado de Figueroa). No jogo das 18h30 no Maraca, o Clássico Vovô, pois Flu e Bota se enfrentam desde 1905! A rodada ainda tem Goiás x Barueri. E em Floripa, às 16h, na casa do Avaí, do técnico Silas (ex-Menudo de Cilinho, no São Paulo) será que o tricolor repete o bom futebol?

Os superclássicos da rodada. E as “12 ELEITAS” para a Copa de 2014.

Será que o Brasileirão engata uma terceira marcha na quarta rodada? Vejamos. Sábado, tem Botafogo x Sport, já sem o técnico Nelsinha Batista, 1 título pra cada lado. Domingo, no Maraca, o Flamengo deve contar com a estreia de Adriano, o imperador. Jogo de seis conquistas em campo, 5 do Fla contra 1 do Atlético Paranaese. Na Vila Belmiro, outras seis conquistas no gramado: bi,o Santos turbinado pela goleada sobre o Flu faz o clássico paulista contra um tetra, o Corinthians, certamente cheio de reservas. O Morumbi vai receber mais de 40 mil pessoas para um superclássico com 7 Brasileirões somados: o São Paulo hexa e o Cruzeiro, grande campeão em 2003. ingresssoMais um São Paulo x Cruzeiro, entre os dois jogos de mata-mata pela Libertadores. O que poderia ser um clássico desperdiçado pela tabela, infeliz, esquentou por uma boa iniciativa de marketing. Uma promoção de troca de alimentos por ingressos, para saudar o anúncio de São Paulo como uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. E diga-se que os 40 mil ingressos dessa promoção acabaram rapidamente. Junte com os 15 mil torcedores que têm ido ao Morumbi em jogo de fim de semana  e teremos um grande público. Perfeito. Espero que o tempo e os times colaborem para um belo espetáculo. Um “jogo de seis pontos”, já na 3ª rodada, alguém duvida? 

Por falar em 2014, o blog do jornalista Ancelmo Gois banca as cidades escolhidas para sediar os jogos da milionária Copa. Segundo a coluna do jornal O Globo, as 12 eleitas são: Rio, S.Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Salvador, Recife e Natal. O anúncio oficial é domingo, 15h30, no Caribe.

Sem sugerir a exclusão de nenhuma cidade, Fut Pop Clube lamenta que Belém não esteja na lista. Uma cidade que possui bom estádio (Olímpico Mangueirão) e torcidas grandes e apaixonadas como as de Remo e Paysandu. Uma pena!

Há 25 anos…

flamula_fluminense_fcPaulo Vítor, Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Branco; Jandir, Delei e Romerito; Tato, Washington e Assis. Com esse time, o Fluminense treinado por Parreira se sagrou campeão brasileiro em 27 de maio de 1984, após dois jogos decisivos contra o Vasco: 1×0 e 0x0. O blog Memória E.C. tem um especial sobre o aniversário da conquista, incluindo compactos das finais.  Vale navegar.

Bons clássicos no Brasileirão

Taison infernizou a defesa verde. FOTO: LUCAS UEBEL/VIPCOMM
Taison infernizou a defesa verde. FOTO: LUCAS UEBEL/VIPCOMM

Três clássicos da 2ª rodada foram transmitidos pela TV aberta ou por assinatura para São Paulo. No sábado, Celso Roth, agora técnico do Galo, encarou o ex-clube, Grêmio. Bom jogo, corrido, bem disputado, mas que só teve gols a partir do 30 do segundo tempo. Thiago Feltri, bom ala atleticano, fez 1×0. Herrera, que acabara de entrar, empatou. No finzinho, pênalti polêmico. Diego Tardelli acertou. Galo 2×1. Gostei de ver Júnior, que estava encostado no São Paulo, como um meia, com a camisa 10. Bons passes e… uma finalização desperdiçada. No Beira-Rio, o Inter recebeu o Palmeiras e começou com um mistão. Continuar lendo “Bons clássicos no Brasileirão”

Brasileirão, de 1971 a 2008

A polêmica taça das bolinhas
A polêmica taça das bolinhas

O pessoal do Futpédia, do portal Globoesporte.com, marcou um golaço neste começo de Brasileirão. Preparou um infográfico sobre a história dos campeonatos nacionais. Os campeões de 1971 (Atlético-MG) a 2008 (São Paulo) ganham ficha com time-base, campinho com esquema tático, nome do técnico, craque, artilheiro e um vídeo da época. Por falar em Galo e tricolor, os dois clubes decidiram o título de 1977. O Galo era um timaço, tinha João Leite, Cerezo, Paulo Isidoro, o artilheiro Reinaldo (suspenso na finalíssima) etc, e ganhou mais pontos do que o campeão, o São Paulo de Minelli, SÃO Waldir Peres, Chicão, Dario Pereyra, Zé Sérgio, Serginho Chulapa (outro suspenso na final). Não tinha idade para acompanhar o campeonato, mas lembro da dramática final como se o 5 de março de 78 fosse hoje. Sempre se diz que o Galo era muito melhor. Mas o vídeo do quadro “Baú do Esporte” usado pelo Futpédia mostra a força do São Paulo de Minelli. Um 4×1 no então bicampeão Internacional em pleno Beira-Rio, 2ª fase do campeonato, em 11 de dezembro de 1977Continuar lendo “Brasileirão, de 1971 a 2008”

Os primeiros jogos de 6 pontos

Foto: Divulgação VIPCOMM
Foto: Divulgação VIPCOMM

A campanha do São Paulo em 2008, ano do tri brasileiro, começou com uma derrota em casa, justo pro Grêmio, que lutou pelo título até o último apito. Jogo de seis pontos. Isso mostra que é perfeitamente possível reverter essa grande desvantagem – estrear com derrota em casa. Mas é bom abrir o olho. Esses pontos podem fazer diferença. No sábado, o Palmeiras teve que tirar do banco os três melhores jogadores para virar a partida contra o Coritiba, no finalzinho. Nos grandes clássicos interestaduais do domingão, resultados normais. Campeão paulista contra o gaúcho, no Pacaembu: o Inter levou a melhor, graças a um gol de antologia de Nilmar, driblando quase meio time corintiano (veja e reveja o vídeo no globoesporte.com). Continuar lendo “Os primeiros jogos de 6 pontos”

Uma nova voz na série B (atualizado)

Foi dada a largada também para a divisão de acesso do campeonato mais bacana do mundo, o Brasileirão. Um blogueiro não pode abraçar o mundo e acompanhar todas as competições legais, mas pretendo manter um olho na Série B, com tantos times que foram campeões ou vice da 1ª divisão. A torcida do Vasco seguiu o canto e transformou São Januário realmente num caldeirão, lotado (aparentemente por bem mais que os 13 mil anunciados), em jogo que passou ao vivo em TV aberta para o Rio (estreia em transmissões da Globo aberta de Luiz Carlos Júnior e Alex Escobar). Torcida que cantou quase o tempo todo, mesmo que o gol do veloz Rodrigo Pimpão contra o Brasiliense só tenha saído aos 16 minutos do segundo tempo (veja/reveja). Continuar lendo “Uma nova voz na série B (atualizado)”