Entrevista com Juan Rodríguez-Briso, diretor de #Eighteam, atração do #CINEfoot.

11036802_866215093413957_5276178551288061191_nJogos Olímpicos de Seul, 1988. Zâmbia dá de 4 a 0 na seleção da Itália. Três gols de Kalusha Bwalya.

Abril de 1993. Um acidente aéreo no Gabão mata 18 Chipolopolos (balas de cobre) – apelido dos jogadores da seleção de Zâmbia. Bwalya só não morreu porque jogava no PSV Eindhoven e se juntaria à seleção depois.

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facebook.com/e18hteam/

Copa Africana de Nações, 2012. Dezoito anos e 18 pênaltis depois, Zâmbia enfim conquista o primeiro título africano, no mesmo Gabão do acidente aéreo. A saga pra reerguer a seleção zambiana é o tema de E18team” (Eighteam), segundo filme de Juan Rodríguez-Briso. Uma das boas atrações do festival CINEfoot 2015, em São Paulo. Passa no domingo, às 19h, no Espaço Itaú de Cinema (da Rua Augusta). E disputa a Taça CINEfoot de melhor longa-metragem (confira os selecionados). Por e-mail, o blog Fut Pop Clube conversou com o diretor Juan Rodríguez-Briso sobre os Chipolopolos, cinema e futebol.

  • FUT POP CLUBE – Quando resolveu contar a história da seleção de Zâmbia? Na decisão por pênaltis contra a Costa do Marfim, na final da Copa Africana de Nações de 2012?

Juan Rodriguez-Brizo – Sou muito fã de futebol e geralmente vejo todas as

O diretor Juan Rodríguez-Briso
O diretor Juan Rodríguez-Briso : facebook.com/e18hteam/

grandes competições desse esporte. Estava vendo a final da Copa da África de 2012 na televisão e antes da partida se falava que Zâmbia ia jogar a final na mesma cidade onde ocorreu o acidente. Esse detalhe por si só já era muito chamativo. Mas quando a decisão por pênaltis começou a ser a ser tão estranhamente longa e finalmente foram 18 cobranças, automaticamente lembrei que 18 jogadores tinham falecido no acidente. Talvez tenha sido uma simples coincidência, mas pensei que se todas essas coincidências acontecessem num filme de ficção, as pessoas pensariam que o roteirista estava louco, mas nesse caso era uma história real e tinha que contar.

  • Onde poderia chegar aquela seleção de Zâmbia, não fosse o acidente aéreo Gabão?

Juan Rodríguez – Em geral, as apostas esportivas são uma boa referência para saber as chances de uma equipe. Se Zâmbia ganhasse esse o campeonato, se pagaria 40 por 1. Na final, a vitória de Costa de Marfim pagaria 1,5 a 1 e a de Zâmbia, 7 a 1. Zâmbia não tinha nenhum jogador entre as principais equipes da Europa, ao contrário da Costa do Marfim (Drogba, Yaya Touré, Gervinho). Pelo elenco, Zâmbia no deveria ter passado das quartas de final, mas por sorte demostraram que o futebol é um esporte coletivo e, seguramente, o fato de jogar no mesmo lugar do acidente deu uma motivação, una energia extra, que levou Zâmbia a ser a melhor equipe. Não esqueçamos que, além de ganhar da Costa do Marfim na final, também derrotaram Gana e Senegal, que dizer, ganharam de 3 das 5 melhores equipes da África, em teoria.

Nunca pensei em “Eighteam” como um documentário de futebol, mas como uma história de superação coletiva, do triunfo da força de vontade” – Juan Rodríguez

  • Quais foram as dificuldades para filmar “Eighteam”?

Juan Rodríguez – O mais difícil foi encontrar um patrocinador que ajudasse o projeto. Em Zâmbia, não existe uma grande produção audiovisual profissional e os possíveis patrocinadores que poderiam apoiar não acreditavam que seríamos capazes de realizar esse filme. Por sorte, pude entrar em contato com una produtora local, Ngosa Chungu, que foi minha mão direita lá. Durante o primeiro ano e meio, fizemos tudo de maneira independente. Até o primeiro esboço da “película”, não tivemos nenhuma ajuda. Finalmente, depois deste primeiro copião, conseguimos que a Zambeef, uma grande empresa de Zâmbia, se interessasse pelo documentário e aí conseguimos terminar.

Já estamos trabalhando para que a historia de “Eighteam” vire um filme de ficção. Desde já é uma história muito forte, com um final bem à La Hollywood – Juan Rodríguez-Briso

  • E o momento mais emocionante durante as gravações, qual foi?
  • Juan Rodríguez – As entrevistas com Beauty Lupiya, jornalista zambiana, e Simataa Simaata, ex-diretor da Federação de Futebol de Zâmbia. Ambos tinham muita relação com as pessoas que morreram no acidente. Quando fizemos a entrevista, já tinha passado quase 20 anos do acidente, mas pela maneira de contar como foi, parecia que o acidente tinha sido no dia anterior. Nas duas entrevistas, tivemos que parar porque os dois foram às lágrimas. E eu também, claro.

O Barcelona tem o melhor jogador da Argentina, o do Brasil e o do Uruguai, mais vários campeões do mundo com a Espanha em 2010. Se estivéssemos nos anos 80, seria como ter Maradona, Zico e Francescoli, mais a metade da seleção italiana de 82.

(a entrevista continua dentro do post)
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Rodada paulista do CINEfoot 2015

geraldinos2Saiu a programação completa da edição paulista do CINEfoot – festival de cinema 11036802_866215093413957_5276178551288061191_nde futebol, que vai de 26 de novembro a 1˚de dezembro, primeiro no auditório do Museu do Futebol (quinta a sábado) e depois no Espaço Itaú de Cinema (rua Augusta, sábado à terça) – entrada grátis em todas as sessões. Um pouco antes, no dia 26, o CINEfoot chega a Vitória (confira a programação capixaba aqui).

Chance para ver ou rever um monte de filmes bacanas sobre a história de times, de jogadores, de torcedores – como Geraldinos, vencedor da Taça CINEfoot de longa metragem na edição carioca do festival. Concorre de novo em Sampa: é um dos 15 longas e curtas brasileiros e internacionais que disputam a Taça CINEoot 2015 (veja post anterior).

Nas sessões especiais, tem estreia brasileira do documentário do Décio Lopes sobre o Orlando City e da série “Som das Torcidas”, produção da Central3 com direção de Pedro Asberg (“Democracia em Preto e Branco”; “Geraldinos”) e homenagens à diretora Lina Chamie e aos ex-jogadores Afonsinho e Ivair e ao XV de Piracicaba.

Confira a programação completa do sexto CINEfoot em Sampa dentro do post.

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Eighteam

Kalusha Bwalya jogava no PSV Eindhoven em abril de 1993 quando recebeu uma notícia terrível. A seleção de seu país, Zâmbia, saiu de Lusaka, mas não chegou ao Senegal, onde jogaria pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1994. O avião caiu no Gabão. Morreram os 30 passageiros e tripulantes – incluindo 18 Chipolopolos (balas de cobre) – apelido dos jogadores da seleção de Zâmbia. E 18 anos depois, a Zâmbia conquistou a Copa Africana de Nações, no mesmo Gabão do acidente aéreo. Na 18ª cobrança de pênaltis, na decisão contra a Costa 11036802_866215093413957_5276178551288061191_ndo Marfim, com Drogba e tudo. Esta saga é o tema de E18team” (Eighteam), segundo filme do jornalista e diretor espanhol Juan Rodríguez-Briso. Uma das boas atrações do festival CINEfoot 2015, em São Paulo. Passa no domingo, 29/11, às 19h, Espaço Itaú de Cinema (da Rua Augusta).

Os 18 formavam uma geração promissora – mesmo assim, tinham que voar num avião militar, da força aérea. Zâmbia tinha vencido a Itália nos Jogos Olímpicos de 1988 por 4 a 0. Três gols de Kalusha Bwalya. O artilheiro sobreviveu porque viajaria direto da Holanda para o local da partida pelas Eliminatórias do Mundial 1994. Viveu para ajudar a reerguer a seleção de Zâmbia, vice-campeã já na Copa Africana de 94. Foi Chuteira de Ouro da edição de 1996, depois treinador da seleção e presidente da federação de Zâmbia. É um dos entrevistados do documentário de Rodríguez-Briso.

Veja o trailer neste link aqui. E cartaz original, dentro do post. Continuar lendo “Eighteam”

#Geraldinos no CINEfoot 2015

Atualizado para o CINEfoot SP 2015

Cartaz do filme “Geraldinos”: https://www.facebook.com/geraldinosdoc

Dez anos do fim da geral no Maracanã! O documentário Geraldinos passou no festival É Tudo Verdade e é uma das atrações do CINEfoot. O filme de Pedro Asbeg e Renato Martins ganhou a Taça CINEfoot de longa-metragem na edição carioca e agora tenta a dobradinha na seleção paulista do festival.

O da poltrona pode ver o filme sobre os da geral em 28 de novembro, às 21h, no Espaço Itaú de Cinema – rua Augusta.
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“Nhô Quim – O Caipira Centenário”.

Atualizado para o CINEfoot 2015.

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Cartaz: Nhô Quim – O Caipira Centenário

Em 2013, o centenário do XV de Piracicaba, o tradicional “Nhô Quim” do futebol paulista, inspirou um documentário, já exibido nos sábados de encontro do Memofut.
O torcedor/espectador da “capitar” tem mais uma chance de ver “Nhô Quim – O Caipira Centenário”. O doc é uma das atrações do CINEfoot 2015 em Sampa. Passa em 30 de novembro, uma segunda-feira, às19h, no Espaço Itaú da rua Augusta.

E a fita sobre o modo “xis vê” de vida está classificada para lutar pela Taça CINEfoot de melhor longa! Goooor! 

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“Futebol Total”. O CINEfoot mostrou a Copa de 1974 nas lentes do Canal 100.

Leão, Nelinho (Zé Maria), Luís Pereira, Marinho Peres e Marinho Chagas; Piazza (Carpegiani), Rivellino e Paulo César Caju; Valdomiro, Jairzinho e Leivinha (Mirandinha ou ainda Dirceu). No papel, está muito longe de ser um time ruim. Todos eram craques que deram muitas alegrias aos torcedores de seus clubes (e olha o desperdício: do banco, Ademir da Guia só saiu para disputar o 3º lugar, contra a Polônia – Pelé só aparece nas tribunas e numa visita à concentração). Mas o “Futebol Total” do título se refere ao Carrossel Holandês, a Laranja Mecânica de Cruyff e cia, que deu um baile de bola na Copa do Mundo disputada na Alemanha Ocidental, em 1974. As câmeras do Canal 100 esperavam registrar o tetra do Brasil, 4 anos depois do tri no México. Acabaram registrando um pouco da “revolução holandesa”. E muitos motivos do fiasco brasileiro. A arrogância e o desprezo perderam feio.
É interessantíssimo ver o documentário do Canal 100 sobre o Mundial de 74 pouco antes da abertura da Copa de 2014. Futebol muito bem filmado, e ainda por cima, com um uso do slow motion, o efeito de “câmera lenta”, que transforma o jogo de bola num balé de imagens.

Por coincidência, a sessão que eu vi, no encerramento do festival CINEfoot no Espaço Itaú de Cinema, foi poucos dias depois da morte do lateral-esquerdo Marinho Chagas. O camisa 6 da seleção naquela Copa era mesmo uma das opções de ataque do escrete de Zagallo. O zagueiro Luís Pereira também.

“Futebol Total”  foi dirigido por Carlos Leonan e Oswaldo Caldeira, com texto de Sergio Noronha e narração de Cid Moreira. Na trilha, rola Jimi, rola Ben, rola Milton. A montagem, inteligente, comenta com as imagens os depoimentos. Tem muitas entrevistas com torcedores e a certa altura João Saldanha (a quem Zagallo sucedeu em 1969) bate papo com Aymoré Moreira e Gerson. Preguinho, Leônidas, Domingos da Guia, Zizinho, Garrincha, Gylmar, Nilton Santos e o ‘canhotinha de ouro’ falam sobre a participação do Brasil nos mundiais de 1930 a 70. Somos brindados com muitos lances do tri.
Enfim, que bonito é… futebol filmado e editado pelo Canal 100. Valeu, CINEfoot!

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“12 de Junho de 93 – O Dia da Paixão Palmeirense”.

Publicado em junho de 2013, durante o festival CINEfoot, e atualizado em novembro.

Reprises na terça, 11/11,  às 15h30, na ESPN Brasil e 22h na ESPN.
Reprises na terça, 11/11, às 15h30, na ESPN Brasil e 22h na ESPN.
https://www.facebook.com/12dejunhode93ofilme
https://www.facebook.com/12dejunhode93ofilme

Drama. Humor. Provocações. Boas histórias. Depoimentos interessantes, bem amarrados. Rico material de arquivo.
O filme “12 de Junho de 93 – O Dia da Paixão Palmeirense tem tudo o que um bom documentário de futebol deve ter. Estádios lotados. Craques. Grandes decisões. Golaços.
O filme, assinado pelo jornalista Mauro Beting, pelo cineasta Jaime Queiroz e pela produtora Canal Azul, se concentra nos 16 anos da história do Palmeiras. Do Paulistão de 1976 ao de 1993, já com o patrocínio da Parmalat, e o sofrido jejum entre essas conquistas. Destaca também que 2 anos antes de começar esse jejum, o Palmeiras deixou o rival Corinthians mais três anos na fila, ao vencer a decisão do estadual de 1974. Ainda eram os tempos de Ademir da Guia, divino camisa 10 reverenciado no começo do documentário, Dudu, Leivinha e Luís Pereira. Com a venda dos dois últimos para o Atlético de Madrid (onde viraram ídolos) e o fim da carreira de Dudu e Da Guia, o Palmeiras teve que se reformular. E teve cada elenco… que o bom humor dos entrevistados, muito bem escolhidos, não deixa escapar.

Claro que os palmeirenses vão se emocionar com as lembranças das grandes vitórias e  também dos anos de sofrimento.

Mas “12 de Junho de 93 – O Dia da Paixão Palmeirense” não deveria ser curtido só pelos alviverdes, não. Deveria ser visto por todos que gostam de futebol emoção, talvez até por alvinegros que já tenham superado as feridas de 74 e 93. Aqui está boa parte da história do nosso futebol, na década dos últimos grandes campeonatos paulistas. Palmas.

Abaixo, um teaser divulgado na página da produtora Canal Azul no You Tube.

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#MaracanáLaPelícula. O filme sobre o Maracanazo, no Canal Brasil.

Sexra, 25 de novembro, 22h, Canal Brasil. Replay terça, 13h30.
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Um filme sobre a Copa de 1950 estreou no escurinho do estádio – o mítico estádio da copa de 1930, vencida pela mesma seleção. A primeira sessão de Maracaná – La Película” (de Sebastián Bednarik e Andrés Varela) levou 10 mil torcedores, digo, espectadores ao Centenário, em Montevidéu. É uma coprodução celeste-canarinho (envolveu produtoras uruguaias e brasileiras) que procura mostrar o lado tanto do campeão, como do vice, no que para nós brasileiros foi uma tragédia, a derrota de virada no jogo decisivo do quadrangular final da Copa de 50, no Maracanã lotado.  O #Maracanazo teve todo um clima de “já ganhou” e a pressão política para que o Brasil conquistasse a Copa, num ano de eleição, incluiu o discurso do prefeito do Rio, Mendes de Morais.

Brasileiros, cumpri minha palavra construindo este estádio. Cumpram agora seu dever, ganhando a Copa do Mundo.

Maracanazo… Por si, um assunto caro aos brasileiros… Não somos um povo melancólico… mas como adoramos debater nossas grandes derrotas nos gramados! 1950… 1982… 1998…
Ainda mais num ano de outra Copa do Mundo no Brasil – e de eleições também – conhecer melhor a exploração política do esporte nunca é demais.
Antonio Leal, do CINEfoot, esteve na sessão realizada no estádio Centenário. O documentário “Maracaná – La Película” (título original) é uma das atrações do festival de cinema de futebol. Em São Paulo, quinta-feira, 29 de maio, às 20h, no Museu do Futebol (estádio do Pacaembu). Grátis. Mas é bom chegar pelo menos 1 hora antes pra pegar o convite.
Mas as imagens raras, históricas, e a montagem do trailer, que você pode ver abaixo, já deixam ansioso qualquer espectador interessado em bons filmes de futebol e documentários, de modo geral, como eu e você que me lê.
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“Santos Para Sempre na Pele”

santos para sempre na pele
http://www.facebook.com/santonifilmes

Poster do documentário “Santos Para Sempre na Pele” (de Bruno Curti e Lorraine Lopes; Santoni Filmes) levou o Prêmio Porta Curtas, na última rodada da etapa carioca do CINEfoot 2013. Até o começo de junho dá para ver o filme, de 9 minutos, nesta página do Porta Curtas. Na etapa paulista do CINEfoot, o curta passa no domingo, 9 de junho, às 19h30, no Espaço Itaú de Cinema|Augusta (Rua Augusta, 1.475 e 1.470 – Consolação) numa sessão em homenagem ao bicampeonato mundial do Santos.
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“Bichos Criollos”: Argentinos Juniors e La Paternal no CINEfoot

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Camiseta retrô do AAAJ

A fase não é boa. O clube que revelou Diego Armando Maradona para o planeta bola luta contra o rebaixamento, no complicado promédio do futebol argentino. Nesse contexto, um documentário de 75 minutos sobre a história do Argentinos Juniors está na mostra competitiva do festival CINEfoot, no Rio de Janeiro e em São Paulo.  Bichos Criollos”, dirigido por Diego Lombardi e produzido por Victor Tujschneider, vai passar na mostra competitiva do festival CINEfoot 2013 tanto no Rio (segunda-feira, 27 de maio, às 19h, no Espaço Itaú de Cinema -Praia de Botafogo) como em São Paulo (domingo, 9 de junho, sessão das 21h30, Espaço Itaú de Cinema, na rua Augusta). Entrada: grátis.

Um bairro. Um clube de futebol. Uma identidade.

O bairro é La Paternal, na região central de Buenos Aires. O clube, a Asociación Atlética Argentinos Juniors, que revelou o genial Diego Maradona (“Los Cebollitas” era o apelido do time formado pelo treinador Francisco Cornejo) e outros craques como Juan Román Riquelme, Fernando Redondo, Esteban Cambiasso e Juan Pablo Sorín. Curioso é que as maiores glórias do Argentinos surgiram depois da venda de Maradona para o Boca: o torneio Metropolitano portenho de 1984, o Nacional argentino de 1985, a Libertadores de 1985, a Interamericana de 1986… a quinta estrela veio no Clausura 2010, na linda cancha do Huracán. “Bichos Criollos” fala tanto dessas grandes conquistas como da derrota no Japão para a forte Juve de Platini e cia (Mundial de Clubes 1985), das lutas para voltar à elite do futebol argentino (os jogos da primeira divisão eram aos domingos), das dificuldades, dos jogos mandados longe de Buenos Aires. Longe de La Paternal. A identidade do Argentino Juniors.

Cartaz do filme “Bichos Criollos”, sobre o Argentinos Juniors

Diego Armando Maradona hoje dá nome ao estádio do clube. E “el diez” é um dos entrevistados, ao lado de Sorín, Cambiasso, Redondo etc.
O título da “peli” reúne dois dos apelidos do Argentinos: Bichos (mais recente) e Criollos (do começo do século XX). Sorte ao filme na Taça CINEfoot e sorte ao Bicho. Continuar lendo ““Bichos Criollos”: Argentinos Juniors e La Paternal no CINEfoot”