O último show do Nirvana

Cris e Dave em show do Nirvana no Brasil. Arquivo do fanzine HEADLINE.
Krist e Dave em show do Nirvana no Brasil. Arquivo do fanzine HEADLINE.

Munique, 1º de março de 1994.  Quatro meses depois do excelente MTV Unplugged, o grupo mais influente dos anos 90 fez seu último show, num lugar chamado Terminal 1. Caramba, lá se vão 15 anos já.  O site Nirvana Live Guide fornece  o set list (que termina com Heart -Shaped Box) e  informa que Kurt Cobain perdia a voz(normalmente já rouca) durante o show, por causa da bronquite. Em abril de 94, o líder do Nirvana seria encontrado morto. No começo de 2009, cansei de falar aqui no blog de discos de estreia. E não via a hora de arrumar uma deixa para falar do segundo disco do trio de Aberdeen, Washington. O maior sucesso do Nirvana, um disco que superou qualquer expectativa da gravadora DGC (Geffen), que contratou o grupo do selo SubPop, de Seattle. Nevermind tem um clássico atrás do outro. Foram quatro singles, com clips muito interessantes: Smells Like Teen Spirit, Come As You Are, Lithium e In Bloom. Mas olha, num cenário mais alternativo, no mínimo a balada Polly, os hardcores Territorial Pissings e Stay Away e a delicada Something in the Way poderiam ser compactos de sucesso perfeitamente. Pra mim é um discão. Curioso é que o próprio Kurt Cobain não curtia muito a produção sonora de Nevermind. Chegou a comparar com a produção do Motley Crue. OK, pode ser um punk rock com banho de loja, mas é muito bom, com todas as suas distorções e berros combinados com melodias. A música pop perfeita para mim. Fórmula que o batera Dave Grohl – guardadas as proporções – levou para o Foo Fighters, onde é cantor e guitarrista. Continuar lendo “O último show do Nirvana” →

Deu Peixe no San-são. E os próximos clássicos paulistas.

Na Vila, o Peixe ganhou o San-São: 1×0. Gol de Molina. Segunda derrota tricolor no Paulistão. Não vi, mas li que o jogo foi feio. Ruim nível do Paulistão, preocupação para Libertadores, que é muito mais complicada.

PRÓXIMOS CLÁSSICOS

domingo que vem 8/3 – Palmeiras x Corinthians – em Pres. Prudente

22/3 – Corinthians x Santos – Pacaembu

28/3 – São Paulo x Palmeiras – Morumbi

31/3 – Santos x Portuguesa – Vila Belmiro

Existe uma discussão grande, em São Paulo, se clássico deveria ter uma torcida só, para evitar a violência. Tem gente que propõe 5% de ingressos para a torcida visitante, outros 10%. Aí entra outra questão: a PM tem que se preparar para proteger essa minoria. Hoje ouvi na rádio Jovem Pan um jornalista argentino dizer que lá essa pequena quantidade é  destinada somente aos sócios dos clubes, não a torcedores das barras bravas, as organizadas de lá. E que na segundona aí é que não entra torcida visitante mesmo. Confesso que ainda não tenho uma opinião formada sobre esse assunto. Só acho que dirigentes, mídia (especialmente eses dois), jogadores e torcidas devem tomar muito cuidado com o que fazem e falam antes de clássicos.

E ninguém cala…

… este amor do Botafogo pela Taça Guanabara. Neste domingo, 1º de março, em que a Cidade Maravilhosa completou 444 anos, o alvinegro de General Severiano goleou o Resende por 3×0 (Reinaldo, Lucas Silva e Maicosuel) e conquistou pela quinta vez  a Taça Guanabara – hoje, o primeiro turno do Estadual do Rio. O Bota já está na final do campeonato. Se ganhar também a Taça Rio (o segundo turno), será campeão. Como nota o GloboEsporte.com, uma boa notícia para o botafoguenses que gostam de uma superstição: nas outras quatro vezes que ganhou a Taça GB, o Fogo foi campeão do Rio: 67, 68, 97 e  06. Parabéns ao técnico Ney Franco, que tem estrela. Os campeões: Renan; Emerson (Léo Silva), Juninho e Wellington; Alessandro, Leandro Guerreiro, Fahel, Maicosuel e Thiaguinho (Wellington Júnior); Lucas Silva (Jean Carioca) e Reinaldo. Público excepcional: mais de 72 mil pagantes!

CAMPEONATO CEARENSE: CEARÁ CAMPEÃO DO PRIMEIRO TURNO

CAMPEONATO PARAENSE: PAYSANDU CAMPEÃO DO PRIMEIRO TURNO

NO CAMPEONATO GAÚCHO, O PRIMEIRO TURNO É COLORADO

No Gre-Nal que decidiu o primeiro turno no Rio Grande do Sul, deu Inter. 2×1 sobre o Grêmio. Índio e Magrão para o Colorado. Alex Mineiro para o Tricolor. O treinador Tite garantiu seu time na final, no ano do centenário colorado, com Lauro, Bolívar, Índio, Álvaro e Kleber; Sandro, Magrão (Rosinei), Guiñazu e Andrezinho; Taison (Alecsandro) e Nilmar (Marcelo Cordeiro).

Turno colorado FOTO: Jefferson Bernardes VIPCOMM
Turno colorado FOTO: Jefferson Bernardes VIPCOMM

Quadrinhos no palco

AVENIDA DROPSIE foto João Caldas
AVENIDA DROPSIE foto João Caldas

Uma dica de teatro para quem está em São Paulo: Avenida Dropsie, baseada em graphic novels do quadrinista Will Eisner, o criador do Spirit. Oito artistas se revezam interpretando diversos personagens de Will Eisner, em cenas curtas, basicamente num prédio de três andares de uma grande cidade – cenário de Daniela Thomas. A montagem da Sutil Companhia de Teatro, dirigida por Felipe Hirsch, usa com inteligência a linguagem dos quadrinhos. Textos do narrador da história são projetados numa tela transparente na frente do palco, como os balõezinhos das HQs. Tela essa que dá um ar granulado, de filme, à peça. Avenida Dropsie também usa muita música: jazz, blues, Dylan, rap do Beastie Boys, rock dos Ramones, ópera – trilha selecionada pelo próprio diretoe e Guto Gevaerd.  No elenco, está Guilherme Weber, o Benny da minissérie Queridos Amigos. Neste domingo, 1º de março, às 20h no Teatro Popular do Sesi. Volta em 11 de março. Inteira custa 10 reais. Continuar lendo “Quadrinhos no palco” →

Ultramen

"Olelê", do Ultramen
"Olelê", do Ultramen

Rap + trovadores gaúchos (ouça Peleja.) Reggae + metal (tente a pesada cover de Exodus, clássico de Marley). Junte influências de hardcore (Bem Mal, que me apresentou a uma banda que era muito, muito mais do que rock rápido), Jorge Benjor, Tim Maia (regravação de Johnny). Considero um discão o segundo CD do Ultramen, Olelê. Um dos melhores já gravados por um grupo independente brasileiro. Uma excelente pedida para abastecer o som do carro e cair na estrada, cantando junto refrões como o da ótima Preserve. “Pelo céu ou pelo mar, vou por aí, a procurar/pelo céu ou  pelo mar, vou por aí, a te encontrar”.

U2 sobe no telhado

Quarenta anos depois do último show dos Beatles, num terraço da gravadora Apple Records, o U2 deu uma canja no topo de um prédio da BBC.  Os irlandeses tocaram o novo single Get On Your Boots, Magnificent e os sucessos Vertigo e Beautiful Day . Na página de música da BBC, tem uma cobertura especial, mas aqui no Brasil acho que não dá para ver os vídeos.  Em todo caso, o show já caiu na rede. Basta procurar naquele  site de vídeos, cujo nome soa muito parecido com o do U2, que estão lá Get On Your Boots e Magnificent.

Memorial do São Paulo

Publicado em 27 de fevereiro de 2009 e atualizado em 2012

FOTOS SCAN COLOR -0006 L-RESUma dica de passeio para o torcedor tricolor é o Memorial do São Paulo F.C., inaugurado em 1994, dentro do estádio do Morumbi. A visita ao Memorial agora faz parte do roteiro Morumbi Tour, do programa Passaporte FC (informações aqui). Grátis, para sócio-torcedor (mediante reserva) e sócio do clube (basta apresentar a carteirinha). No fim do post, acrescentei um vídeo oficial do Morumbi Tour, do Passaporte FC. Continuar lendo “Memorial do São Paulo” →

Slade, Quiet Riot, Oasis

slade_cum_on_feel_the_noize_e1O que o Oasis (grupo inglês) e o Quiet Riot (banda americana) podem ter em comum, além de tocar rock, com guitarra, baixo e bateria? Ambos regravaram o sucesso do grupo britânico Slade, Cum On Feel the Noize – assim, escrito errado mesmo. A diferença é que o a cover do Quiet Riot foi o carro-chefe do álbum Metal Health, em 1983. Já a versão do Oasis saiu no single da balada Don´t Look in Anger, 1996. Há 36 anos, o Slade entrou de cara no 1º lugar da parada inglesa de singles com a versão original de Cum On Feel the Noize (26/02/1973). Informação do calendário da excelente revista britânica Classic Rock.

“Chapetuba Futebol Clube” volta a jogar

foto: FLÁVIO TOLEZANI
foto: FLÁVIO TOLEZANI

No domingo de polêmicos clássicos em São Paulo, BH, Rio e Milão, o que eu assisti mesmo foi a um clássico do teatro nacional. E peguei no último minuto do tempo normal a peça “Chapetuba Futebol Clube”, escrita em 1959 por Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha. Fotonovela na revista “Placar” nos anos 70, se passa na véspera e no dia de uma partida decisiva de uma segunda divisão paulista. O Chapetuba só precisa da vitória para subir para a primeira divisão. Enquanto alguns jogadores pensam em disputar jogos no Pacaembu, o misto de técnico e jogador veterano do time, Durval, sonha é com uma volta ao Flamengo. Até que aparece um jornalista que tenta subornar o goleiro do CFC, Maranhão. Os jogadores ainda têm que enfrentar os compromissos políticos e a pressão psicológicas dos cartolas – até uniforme novo para a última partida eles inventam… e sabe como jogador (como torcedor) é supersticioso… Pessoal, não tem cena de jogo. A peça se desenrola na pensão onde moram  jogadores e, depois, no vestiário do time, com uma reverência ao rádio como meio de comunicação. Muito interessante. Tem até cenas românticas…

Gostaria de destacar especialmente as atuações de Fábio Pinheiro como o goleiro Maranhão, Flávio Kena como o veterano Durval e Fernando Prata como o desmiolado Cafuné.

Pra quem gosta de teatro é uma ótima dica. Quem se interessa por futebol deveria tentar ver.

Titãs – A Vida Até Parece uma Festa

ATUALIZADO EM MAIO DE 2011
titas_cartaz1 “Só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder…”

Quantas vezes você ouve alguém cantarolando uma letra -como essa de “Go Back”- na poltrona do lado, na sala escura do cinema? Provavelmente só em filmes sobre música ou com trilha sonora de sucessos populares. “Titãs – A Vida Até Parece uma Festa” -dirigido pelo titã Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves- compila gravações caseiras, feitas com a câmera pessoal do vocalista, clips e arquivo de programas de TV. Sem narração em “off”, a história do octecto (hoje quinteto) é contada pelos depoimentos dos próprios músicos. Eu achei que funciona. E sobra bastante tempo para música. Mesmo quem não é assim o fã número 1 de Titãs pode se emocionar com o tratamento dado à perda de Marcelo Fromer, num lamentável acidente.  Pode dar risada com os primeiros registros de shows da superbanda, no teatro Lira Paulistana ou num bar mitzvah no clube Hebraica – ou antes ainda dos Titãs do Iê Iê Iê, da apresentação do Trio Mamão e as Mamonetes, Tony Bellotto à frente, cabeludo, num programa da extinta TV Tupi chamado Olimpop. Gozado, playback por playback, as colagens de apresentações dos Titãs dublando Sonífera Ilha, por exemplo, em programas como Hebe, Raul Gil, Bolinha, Barros de Alencar, Perdidos na Noite etc, dizem muito mais sobre um período do que os video-clips, mais recentes e muito mais caros.
EXIBIÇÃO NO FESTIVAL IN-EDIT BRASIL: Continuar lendo “Titãs – A Vida Até Parece uma Festa” →