Livro: “Os 11 Maiores Laterais do Futebol Brasileiro”

Nosso futebol produziu um monte de grandes jogadores pelas bordas dos gramados (hoje em dia Dunga tem até duas opções muito boas para a direita). Está chegando às livrarias Os 11 Maiores Laterais do Futebol Brasileiro. O jornalista Paulo Guilherme, editor do portal de notícias G1, escalou Djalma Santos, Nilton Santos, o capita Carlos Alberto Torres, Nelinho, Wladimir, Júnior, Leandro, Branco, Leonardo, Cafu e Roberto Carlos. Noite de autógrafos: terça-feira, 13 de abril, a partir de 18h30, na livraria Cultura do Conjunto Nacional. Dá para ler a apresentação do livro aqui, no site da editora Contexto.
A mesma editora acabou de lançar o livro Os 11 Maiores Camisas 10  do Futebol Brasileiro, escrito pelo Marcelo Barreto, do Sportv.
A série começou no ano passado, com Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro, de  Maurício Noriega, do Sportv e Blog do Nori.
Não demora, e lá vem os atacantes… O dos goleiros já está no prelo (leia texto anterior).

Livro: “Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro”

Publicado em 18 de março de 2010
Dizem que onde eles jogam não nasce nem grama. Sim, eles jogam com a camisa 1. Um deles foi inscrito com a 3 na Copa do Mundo de 1958. Outro, que costuma ser comparado a santo, atua com a 12, que o consagrou. E um contemporâneo desse santo goleiro, de tanto fazer gols na linha de frente, adotou o número 01 nas costas. Sim, vem aí Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro. Texto de Luís Augusto Símon, o Menon, repórter da Revista ESPN  que já lançouTricolor Celeste e Nascido para Vencer!. Menon convocou Barbosa, Castilho, Gylmar, Raul, Leão, Taffarel, Zetti, Rogério Ceni, Marcos, Júlio César e Dida. Muito boas as escolhas. Continuar lendo “Livro: “Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro””

Quem pode impedir o bi do Barça?

Você viu o show do Messi hoje à tarde? Dá pra ver aqui os gols do 4×0 do Barcelona sobre o bom Stuttgart. E o Barça caminha para tentar o bi/tetra da Liga dos Campeões em 22 de maio, decisão que será na casa do Real arquirrival de Madri, o estádio Santiago Bernabéu. O Bordeaux é mais um clube francês nas quartas da Champions: derrotou o Olympiakos. Ontem avançaram o CSKA (que dobrou o Sevilla de Luís Fabiano na Andaluzia!) a Internaziole de Milão e  Eto´o Maravilha, Júlio, Lúcio, Maicon & José Mourinho (um a zerinho muito reclamado pelos azuis do Chelsea). Já estavam classificados o todo poderoso Manchester United, Arsenal, Bayern e Lyon (que tirou o Real).  

Portanto, entre os 8 melhores da Europa em 2009/2010, estão dois times ingleses, dois franceses, 1 espanhol que fala catalão, um italiano, um alemão e um russo. Será que alguém impedirá o Barça de fazer a festa no Santiago Bernabéu? Pode votar na enquete acima. Os confrontos das quartas de final na Europa serão definidos por sorteio na sexta-feira.

As Melhores Seleções Brasileiras x As Melhores Seleções Estrangeiras

Estamos a menos de 3 meses da Copa 2010! Dois livros onde desfilam personagens que fizeram história nos Mundiais dos últimos 56 anos estão sendo lançados pela Contexto nesta terça-feira, 16 de março, 18h30, na Saraiva do shopping Eldorado. Milton Leite, locutor do Sportv, escolheu As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos (a saber, as de 58, 62, 70, 82, 94 e 2002). Mauro Beting, comentarista de rádios e TVs Bandeirantes, colunista do Lance!, entre outros veículos, convocou As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos (para Beting, Hungria 54, Inglaterra 66, Holanda e Alemanha 74, Itália 82, Argentina 86 e França 98). Ambos volumes já estão nas livrarias, leituras altamente recomendadas a quem Come, Bebe e Dorme História das Copas do Mundo. Fut Pop Clube propôs um desafio aos dois jornalistas. Imaginar como seriam jogos entre as 6 seleções brasileiras convocadas pelo livro do Milton Leite e 6 dos 7 escretes gringos escolhidos por Mauro Beting. Esqueci da Itália de 82, que fez chorar não só aquele menino da capa do Jornal da Tarde – deve ser trauma de fã de mestre Telê Santana. Mas quem sabe, caso o Brasil de Dunga fature o hexa, se a gente não volta à brincadeira?
Vamos começar essas pelejas virtuais com um jogo de sonhos: Brasil campeão de 58 e Hungria vice de 54, na imaginação de Milton Leite e Mauro Beting.

Milton Leite: Brasil 5×4 Hungria
“Jogo de muitos gols, muitos gênios em campo. Mas com Pelé e Garrincha, a turma de Puskas não teria chances. Brasil 5 x 4.”

Mauro Beting: Brasil 6×5 Hungria
“Que jogo!!!! Aposto em duplo: vitória do Brasil, vitória da Hungria. Nenhum dos dois empataria. Muito menos perderia. Time por time, o Brasil era um pouco mais técnico, e melhor no aspecto defensivo. A qualidade da marcação brasileira acabaria garantindo a vitória, além do Pelé no auge, diferentemente do Puskas baleado pelo zagueiro alemão. Jogo para 6 x 5 Brasil. Claro, 2 x 0 Hungria no inicio, como sempre, com 9 minutos: Kocsis faria 1 a 0 aos 3, de cabeça; Hidekguti entraria tabelando e ampliaria, aos 9. O Brasil diminuiria com Garrincha, aos 11, depois de driblar três vezes Lantos e bater entre Grosics e a trave esquerda. A Hungria faria 3 a 1 aos 16 minutos. Boszik, da meia direita, uma bomba no ângulo de Gilmar. O Brasil fecharia os 20 minutos mais fabulosos do futebol diminuindo aos 19, com Vavá, depois de cruzamento de Zagallo, e confusão dentro da área, e empataria aos 20, com Pelé, passando por Boszik, Zakarias e, na saída do goleiro, batendo cruzado, no canto direito. O Brasil viraria o placar aos 39 do primeiro tempo. Lance de Garrincha com Pelé, que meteu entre as pernas de Lorant, driblou Grosics, e rolou de pé esquerdo. 4 x 3.
No segundo tempo, Nilton Santos e Boszik seriam expulsos, repetindo a Batalha de Berna. A Hungria empataria aos 15, com Puskas, depois de tabelar com Kocsis. Os húngaros passariam à frente aos 21, novamente com Kocsis, de cabeça. 5 x 4. Aos 30, Garrincha entraria em diagonal e chutaria de canhota, no ângulo de Grosics. 5 x 5. Pelé definiria o placar, em lance polêmico: ele fez a falta em Lantos, mas o juiz não viu. Ele seguiu, driblou três e tocou por cobertura, na saída de Grosics, aos 43 minutos. Ah, sim. Aos 44min, Puskas bateu um pênalti que Gilmar defendeu. Pênalti também duvidoso, de Bellini em Hidekguti.”

Quem venceria? Brasil´62 ou Inglaterra´66?

Os autores de As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos e de As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos jogam agora mais um futebol virtual, imaginário, de sonho, entre o Brasil bi de 62, de Garrincha, Vavá, Amarildo etc, e a Inglaterra campeã de 66, de Gordon Banks, Bobby Moore e Bobby Charlton. Com a palavra, os jornalistas Milton Leite e Mauro Beting.

Milton Leite: 2×2
“Se fosse na Inglaterra, acho que os ingleses venceriam. Pelé machucado, Brasil envelhecido… Neste aqui vou colocar empate: 2 a 2.”

Mauro Beting: Brasil 3×1
“Brasil. 3 x 1. Muito mais time e mais experiente,teria problemas pelo preparo físico inglês, mas ganharia no entrosamento e na técnica. Garrincha faria 1 x 0, aos 40mim. De cabeça, relembrando 1962. Bobby Charlton empataria em grande arrancada, desde o meio-campo, aos 12 do segundo tempo. Vavá desempataria, em lance de raça, aos 22. Zagallo, em grande lance de Garrincha e Amarildo, faria 3 a 1, aos 40, quando a Inglaterra mais pressionava. O time inglês era um dos mais fracos de todos os campeões do mundo. O Brasil era envelhecido em 1962. Mas foi o único bicampeão com a base mantida. A Itália de 1938 só tinha dois titulares campeões mundiais em 1934.”

Jogão virtual: Brasil 1970 x Holanda 1974

Desafiamos os jornalistas Milton Leite e Mauro Beting para imaginar um jogaço dos sonhos, entre o Brasil tricampeão de 70 e a Holanda vice de 74, que assombrou o mundo. Vamos aos placares vituais entre os dois timaços:

Milton Leite
“Uau! Que clássico. Jogo muito complicado, cheio de alternativas dos dois lados… Fico com o Brasil vencendo por 3 a 2, gol no finalzinho!”

Mauro Beting
“Outro jogaço espetacular. Espero apenas que fosse menos violento que o de 1974… Também daria Brasil. Os holandeses marcavam mais que os brasileiros. Mas esses tinham Pelé e um senhor preparo físico de quase 4 meses de trabalho, superior ao excelente desempenho laranja, mesmo com apenas duas semanas de treinamento. Fico com o Brasil. 3 x 2.
Cruyff faria 1 x 0 Holanda, aos 11, em jogada sensacional de todo o ataque holandês. Uma linha de impedimento mal feita por Krol deixaria Jairzinho livre para receber lançamento de Gérson e empatar, aos 14. Rivellino, de falta, desempataria, aos 36min. No segundo tempo, Rensenbrink, às costas de Carlos Alberto, bateria cruzado, sem chances para Félix, aos 28. A vitória sairia num gol de Tostão, em sensacional tabela com Pelé, aos 31min. Um pênalti de Brito não foi marcado em Cruyff, aos 37min. As duas equipes saíram aplaudidas de campo.”

Quem venceria?Brasil´82 ou Alemanha 1974?

Mais um jogão imaginário, entre o Brasil de Telê e do “quadrado mágico” (Cerezo, Falcão, Zico e Sócrates), que parou na Itália de Zoff e Rossi na tragédia do Sarriá, e  Alemanha de Helmut Schön, Maier, Beckenbauer, Breitner e Müller. Quem apita o desafio virtual? Milton Leite, que está lançando As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos, e Mauro Beting, que escreveu As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos.
Milton Leite
“Duas das maiores seleções que eu vi jogar. Foi o mais difícil de opinar (embora nenhum dele seja fácil). A genialidade e a movimentação dos brasileiros, contra o pragmatismo com muitos craques dos alemães… Vou para o muro de novo: 1 a 1.”
Mauro Beting
“Alemanha 2 x 1. Zico abriria a contagem para o time brasileiro, mais técnico e encantador, com 29 minutos. Jogada sensacional entre Cerezo e Sócrates pela direita. Cerezo foi ao fundo e bateu para trás para Falcão fingir que iria bater e só tocar por cobertura para Zico que, de voleio, como fez contra a Nova Zelândia, se antecipar a Vogts e abrir o placar. O zagueiro alemão, que o marcava individualmente, já tinha amarelo. Mas empatou o jogo aos 39 minutos, numa saída errada da zaga brasileira. Luisinho tocou curto para Júnior, que tentou driblar Grabowski, perdeu a bola e ele chutou. Valdir rebateu para dentro da área, onde estava Vogts, que marcava Zico até na área brasileira. O camisa 2 pegou de canela e empatou. Aos 5 do segundo tempo, Breitner entrou pela meia esquerda, cortou para dentro e mandou uma bomba de pé direito. A bola bateu em Oscar e traiu o goleiro, no contrapé. O Brasil perderia um saco de gols e reclamou de um pênalti em Serginho Chulapa. Mas a Alemanha teve pelo menos dois pênaltis mais escandalosos não marcados. O Brasil perdeu em lances tolos. A Alemanha, que tinha um ótimo time, foi mais competente na finalização.”

Clássico imaginário:Brasil´94 x Argentina´86

Nesta terça-feira, os jornalistas Milton Leite e Mauro Beting lançam livros sobre as melhores seleções de todos os tempos. Milton Leite pesquisou os escretes brasileiros. Mauro Beting estudou as seleções gringas. Os dois livros, da editora Contexto, terão noite de autógrafos a partir das 18h30, na Saraiva do Eldorado, em SP. Vamos a mais um desafio virtual, entre uma seleção do novo livro de Beting e outra, do volume de Milton Leite. Quem ganharia? O Brasil tetra de 94 ou a Argentina bi de 1986? Os dois experts imaginam…

Milton Leite: Argentina 2×1 Brasil
“Romário e Maradona no auge.

Os dois carregaram seleções que nem eram tão brilhantes. Acho que daria Argentina, 2 a 1.”
Mauro Beting: 0x0 e Brasil vence nos pênaltis
“0 x 0 no tempo normal, com ligeiro predomínio brasileiro, 0 x 0 na prorrogação, com a Argentina mandando bola na trave com Valdano, e um jogo muito amarrado e chato. Nos pênaltis, Romário e Dunga perderam seus chutes. Valdano, Burruchaga e Maradona também. 3 x 2 Brasil. Taffarel catou os três. O gol do título foi de Bebeto. Duas equipes muito boas taticamente, mas que poderiam ser melhores. Maradona fez uma boa partida,mas abaixo do muito que sabia.”

Brasil 2002 x França 1998

Vai começar o futebol… virtual. Quem ganharia um jogo imaginário entre a seleção brasileira de 2002, a do penta, e a França campeã do mundo em 1998? Propus o desafio a Milton Leite, autor do livro As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos (entre elas, o escrete de Scolari), e a Mauro Beting, que escreveu As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos, incluindo a multiétnica seleção francesa de 98. Ambos os livros, da Contexto, terão lançamento amanhã (terça-feira, 16 de março, a partir das 18h30, na Saraiva do shopping Eldorado). Vamos às respostas dos dois jornalistas sobre essa revanche imaginária.

Milton Leite

“Um Brasil com Ronaldo voando contra a França de Zidane… No conjunto, a França era melhor do aquele Brasil. Um craque no auge para cada lado. A França venceria, por 3 a 1”.

Mauro Beting
“Mesmo bem marcados por Karembeu e Petit, Cafu e Roberto Carlos fizeram boa partida. Mas Rivaldo e Ronaldo desequilibraram. Lebouef não substituiu à altura o suspenso Blanc. O Fenômeno foi a diferença. Até gol de cabeça fez, aos 2 minuos do segundo tempo. Bobagem de Henry, que se sentiu mal durante o jogo e até desmaiou no gramado. Com Guivarc’h em campo, a França não suportou. Ronaldo fez o segundo aos 13 minutos, em arrancada sensacional pela esquerda, passando por três e batendo de canhota. A França diminuiu com um golaço magnífico de Zidane, aos 22, depois de passar por 5 brasileiros. Ele foi o melhor em campo. Teria feito o gol de empate aos 34, de cabeça, mal anulado por suposta falta dele em Gilberto Silva, num escanteio. Não houve nada. A não ser uma briga feia no final do jogo. Dois expulsos de cada lado. E vitória final brasileira por 2 a 1.”

DVD: “Clube da Lua” | “Luna de Avellaneda”

Um artigo do escritor argentino Alan Pauls na Ilustrada (Folha de S.Paulo, sábado, 13 de março de 2010) revelou o que eu já desconfiava: o diretor hermano Juan José Campanella, premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro para O Segredo dos Seus Olhos, e o ator Guillermo Francella, que dá show na mesma película, são hinchas fanáticos do Racing Club de Avellaneda, a academia no futebol argentino. Já viu o filme? Volto a recomendar, vale a pena. Um senhor thriller policial.
Estes dias revi Clube da Lua (Luna de Avellaneda, DVD Europa Filmes, classificação: 14 anos), um Juan José Campanella de 2004. O filme também conta com a dupla de atores de O Filho da Noiva, um Campanella anterior, o mais conhecido no Brasil até agora. Ricardo Darín e o engraçado Eduardo Blanco. Como o título original indica, passa-se num clube quase falido de Avellaneda, mesma cidade do Racing na vida real (La Acadé também passou por problemas financeiros). E não é que o personagem de Eduardo Blanco nesse Clube da Lua, o Amadeo, tem uma flâmula do Racing no seu muvucado apartamento? Pena para Campanella, Francella, para a grande torcida de La Acadé – e para nós, simpatizantes – que o Racing perdeu em casa para os Argentinos Juniors na rodada deste fim de semana, depois de vencer o clássico contra Boca na Bombonera, como explica o Futebol Portenho, excelente site brasileiro . E volta a flertar com a tabela de rebaixamento.