Bayern x Lyon. Destino: estação Santiago Bernabéu.

Um clube alemão, um francês, um italiano e um espanhol que fala catalão são os semifinalistas da Champions League. O Lyon eliminou o atual campeão da liga francesa, o Bordeaux – que hoje ganhou por 1×0 (placar agregado: Lyon 3×2). Já o Bayern de Munique… esse fez a festa em pleno teatro dos sonhos do Manchester United. Eu estava no carro, ouvia a transmissão pela rádio Eldorado/ESPN aqui de São Paulo, e com 6 minutos, o placar de Old Trafford já marcava dois a zero para o time da casa. O Manchester massacrou no começo do jogo. Aos 40, chegou a 3×0. Nani arrebentava, fez 2 golaços! Fatura liquidada? Qual o quê!!! Um golzinho do croata Olic (não é a cara do Ben Linus do  “Lost“?) no final do primeiro tempo manteve o Bayern vivo. O goleirão do Manchester, o holandês Van der Sar (a cara do Salsicha, não é Scooby Doo?) começou a fazer das suas. Acho que Van der Sar é um excelente goleiro, está no meu Top 5 mundial. Mas o holandês não fez milagre e, aos 28 do 2º tempo, seu compatriota Robben fez um golão, golão, golão. Segundo do Bayern, contra os 3 do ManUtd. Gol da classificação do time da Baviera para uma semifinal da Liga depois de 8 anos! Agora sim podemos dizer que Bayern – que ganhou o jogo de ida, de virada – se vingou do ManUtd, que venceu a final da Europa em 1999 numa virada inacreditável nas “últimas voltas do ponteiro”. Detalhe: dois holandeses dispensados pelo RealMadrid, Sneijder e Robben, marcaram gols decisivos nestas quartas de final da Champions (o Real nem está mais). E com Inter e Bayern podem chegar à final, marcada exatamente para o Santiago Bernabéu, do Real Madrid, num sábado, 22 de maio. Será que um deles impedirá o bi/tetra do Barcelona de MegaMessi? Façam suas apostas, digo, comentários!

P.S. – Nenhum time inglês nas semifinais. Nas três últimas Ligas, havia 3 clubes ingleses entre os 4 melhores.

Imagens das flâmulas: lojas virtuais do Lyon e do Bayern.

Barça x Inter: quem vai a Madri?

Foi mais um espetáculo de Messi, SuperMessi, “Díos del Fútbol”, de outro mundo, como vibrou a imprensa esportiva da Espanha (Barcelona e Madri!) em outra oportunidade, quando o melhor do mundo marcou “apenas” três gols. Contra o bom time do Arsenal, o argentino marcou quatro, fora o show.  2×2 semana passada, mais 4×1 hoje. Placar agregado: 6×3. O Barcelona segue no caminho de Madri. Destino: estação Santiago Bernabéu, 22 de maio.

No meio do caminho, há uma barreira chamada Internazionale, de José Mourinho, Júlio César, Lúcio, Cambiasso, Sneijder… Eto´o…  A Inter despachou o CSKA (2×0 no placar agregado) e volta a uma semifinal da Liga depois de 7 anos.

Vários desafios: o cracaço argentino contra a parede brasileira, Barça x Inter, campeões espanhóis contra italianos, Guardiola x Mourinho, Ibra x Eto´o… e como se não bastasse, podemos ter ainda um confronto entre irmãos: os argentinos Gabriel e Diego Milito. Gabi, defensor azulgrana. Diego, atacante nerazzurri.

Figurinhas

Daqui até o junho é Copa do Mundo em tudo quanto é lugar. TV, rádio (hoje começaram boletins do Max Gehringer sobre os Mundiais na Globo AM e CBN, As Copas de Max), centros culturais como o do Banco do Brasil, no Rio (dia 13/4 tem Ruy Castro e Marcos Eduardo Neves)… a série de palestras Brasil nas Copas, que volta este sábado ao Museu do Futebol, em SP… e até em universidades. A Gama Filho promove uma série de encontros a partir desta quarta-feira, 16h, na Treze de Maio, 681, Bela Vista, SP. No 1º encontro, José Renato Santiago, do MemoFut, fala de futebol e sociedade.  É de graça e também pode ser visto no site www.phortetv.com.br. E para quem também gosta de trocar figurinhas, literalmente, está chegando às bancas o álbum oficial da Copa do Mundo. Em 2006, foi uma febre! A capinha que ilustra este texto é de um livro que ouvi falar pela primeira vez na coluna do Dapieve, em O Globo. Il Grande Album dei Mondiali Di Calcio, da editora italiana Rizzoli,  reproduz todos os álbuns de figurinhas das Copas editados pela Panini entre 1970 e 2002.

Links:

Ouça As Copas de Max no site da CBN.

Cinema: “Vlado – 30 Anos Depois”

Peço tempo ao futebol para publicar uma notinha sobre cinema. Uma dica de documentário para quem estiver em São Paulo nesta segunda-feira, 5 de abril. O filme Vlado – 30 Anos Depois tem uma exibição daqui a pouco, às 19h30, na livaria Cultura do Shopping Villa-Lobos, seguida de debate com o diretor João Batista de Andrade (das 20h30 às 21h30). Vlado era o apelido do jornalista Vladimir Herzog – quando dirigia o jornalismo da TV Cultura, em 1975, Vlado foi preso por homens do DOI-Codi, torturado e morto nos porões da ditadura, que tentou emplacar uma versão de suicídio. Bom saber mais sobre os anos de chumbo.

Gols históricos. Narrações para sempre.

Publicado em 3 de abril de 2010

http://www.radioglobo.com.br

– Vai marcar, apontou, atirou, entrooou!!!
– Que lindo!
– Golaço, aço, aço! Camisa número 10!
– Golão, golão, golão!
– Gooolll legal!
Indivíduos competentes esses radialistas!
Quando eram decorridos 90 dias de 2010, a rádio Globo do Rio lançou, numa promoção com o jornal Extra, quatro CDs com narrações clássicas de gols decisivos na história dos quatro maiores clubes do Rio, nas vozes de Jorge Cury, José Carlos Araújo,  Waldir Amaral, Antonio Porto, Celso Garcia (descobridor de Zico), Doalcei Camargo, Edson Mauro, Evaldo José e Gilson Ricardo – e quando disponíveis, comentários de Mário Vianna   “carimbando” os tentos. Um rápido resumo, porque quero voltar ao tema, com mais calma:

Os CDs foram produzidos pela rádio Globo do Rio e infelizmente não são mais encontrados em bancas do Rio. As narrações do acervo da rádio são contextualizadas pelo locutor Evaldo José. Tomara que o pessoal da rádio Globo de São Paulo pegue essa onda. Seria demais ouvir (de novo ou pela primeira vez) gols clássicos dos quatro maiores clubes paulistas nas vozes de Osmar Santos, o pai da matéria, Oscar Ulisses, Oswaldo Maciel, Reinaldo Costa, Braga Júnior, Silva Júnior e muitos outros. Quem sabe, a Globo do Rio não lança depois mais um CD, com os gols históricos da Seleção Brasileira?
Agora, um teste pra ver se você manja de rádio esportivo mesmo. De quem são as vozes que costumam ou costumavam dizer os “bordões” que abrem este texto? Tá fácil!

– Vai marcar, apontou, atirou, entrooou!!!
– Que lindo!
– Golaço, aço, aço! Camisa número 10!
– Gooolll legal!
– Indivíduo competente este garoto…

LINKS INTERESSANTES:

Atualizando em 2011: pessoal, fiquei sabendo que infelizmente não há mais estoque de CDs. Agora, só com muita com sorte, em sebos.

MemoFut: 3 anos de bola rolando

Preservar a memória do futebol.
Divulgar a literatura e outras formas de expressão cultural e artística do futebol. São os objetivos expressos do MemoFut, grupo formado por administradores, advogados, engenheiros, escritores, estudantes, historiadores, jornalistas, médicos, pesquisadores e professores… são-paulinos, palmeirenses, corintianos, santistas etc etc etc. Todos têm uma coisa em comum: são loucos por futebol. Colecionam livros, camisas, estatísticas, todo tipo de memorabilia. Uma vez por mês, reúnem-se aos sábados pra trocar figurinhas, digo, ideias e informações. O MemoFut também faz encontros abertos ao público em geral. Até maio, por exemplo, a bola rola redondinha nas palestras da série Brasil nas Copas (saiba mais), parceria com o Museu do Futebol. No finalzinho de novembro de 2009, o pessoal fez uma reunião aberta no Sesc Pompeia só para contar histórias dos maiores clássicos paulistas (leia aqui).  Ainda em 2009, Domingos D´Angelo teve a paciência de responder por e-mail a um monte de perguntas sobre livros de futebol, e deu uma série de dicas – tantas, que publiquei em 5 posts diferentes! Aqui vão meus parabéns ao MemoFut e um abraço ao seu Domingos e ao José Renato Santiago.

Só tem jogão!

A superquarta no futebol europeu, latino-americano e brasileiro começou com uma partida emocionante de quartas de final da Champions, no Emirates Stadium, em Londres. Arsenal x Barcelona. O atual campeão de tudo pressionou muito no começo. Ibrahimovic, 2 vezes, e Xavi perderam chances claras de gol. O portero espanhol do Arsenal, Almunia, fez ótimo primeiro tempo. Recomeço de jogo. Bolão enfiado para Ibra, que percebeu Almunia adiantado e encobriu o goalkeeper. 1×0. O segundo foi quase um replay do primeiro. Ibra -às vezes muito contestado – não perdoou de novo. 2×0, fatura liquidada? Nada disso. Duas equipes que tocam muito – e muito bem a bola, num jogo aberto, aberto pelas pontas. E pelas pontas, Walcott, que acabara de entrar diminuiu para a armada londrina. Puyol cometeu pênalti. Cesc Fábregas, catalão, cria das canteras do FC Barcelona, cobrou com força. 2×2, dá pra ver aqui. O Arsenal está vivo no mata-mata que repete a final da Liga dos Campeões de 2005/2006. Volta semana que vem, no Camp Nou. Continuar lendo “Só tem jogão!”

História do Verdão tá no gibi

O twitter do Futebooks chamou minha atenção para o lançamento do livro do Ziraldo que conta a história do Palmeiras em quadrinhos. Verdão – O Campeão do Século já está nas livrarias. Grandes momentos da história do alviverde foram contados na linguagem das HQs: o hino, as camisas, os escudos, o dia em que o Palmeiras saiu da fila com uma goleada sobre o arquirrival, a conquista da Libertadores… Ídolos como Ademir da Guia e Marcos aparecem no traço maneiríssimo do Ziraldo. O cartunista assina ainda livros-gibizões sobre o Flamengo, Corinthians e Vasco. Tomara que a coleção não pare por aí!

“Na Grande Área”, Armando Nogueira.

Publicado em 29 de março de 2010

“Na Grande Área”, de 1966, foi reeditado em 2008 pelo Lance!

Dez é a camisa dele. “Camisa 10 do jornalismo brasileiro”, batiza o GloboEsporte.Com. Mesas-redondas, telejornais, crônicas sobre futebol… sempre que a gente curte esses produtos jornalísticos hoje no Brasil, deve lembrar que há um toque de Armando Nogueira. E foi numa segunda-feira – consagrada às principais mesas-redondas dos canais de esporte da TV por assinatura – que Armando Nogueira nos deixou. Decolou – já disseram – porque amava voar. Pensei em dar a este texto um título como “um minuto de silêncio”. Mas pensando bem, para homenagear alguém que adorava tanto a vida e bola, talvez seja mais coerente solicitar mais 90 minutos de emoção.
O livro que ilustra o post, Na Grande Área, reeditado pelo grupo Lance! em 2008, compila crônicas publicadas em jornais entre 1964 e 1966, ano da 1ª edição, de Bloch Editores. Tempos em que meninos jogavam bola na rua em Ipanema (“A Rua do Caloca”). Fala de boleiros anônimos e de vitórias (Copa de 58, “Retrato da Vitória”). Dá para montar quase que uma seleção de feras citadas nas crônicas.

  • No gol, um escritor. Albert Camus (“O Goleiro Camus”).
  • Djalma e Nílton Santos.
  • Zito (“Par Constante”).
  • Didi (“O Homem que Passa “).
  • Zizinho (“Sempre imaginei Zizinho jogando futebol de sapato preto, traje rigo, tal a leveza se sua passada com a bola e sem a bola. Pois um dia Mestre Ziza mandou que o sapateiro Aristides, do Bangu, arrancasse todas as travas de suas chuteiras”, escreveu em “Futebol Traje a Rigor”, uma das crônicas do livro).
  • Garrincha (“Uma Força da Natureza”).
  • Vavá (“cabra-macho está ali naquele pernambucano”, escreve, em “A Bravura de Vavá”).
  • Pelé (“Onipresença”, entre outros).

Se a doença impediu Armando de ver a nova safra de Meninos da Vila (3 ou4G?) acariciando a bola (como gostaria de dizer), certamente ele pode se encantar com as jogadas de Marta.  “Graças a Deus, vivemos em um país onde até as mulheres têm o gosto da bola” (já dizia em “A Explicação”,  Na Grande Área).
Recentemente, publiquei aqui no Fut Pop Clube textos sobre dois documentários que retratam craques da bola. Artilheiro do Meu Coração é sobre Ademir Menezes. Quem escreveu a crônica que batizou o filme dos três jovens pernambucanos? Armando Nogueira. Um Craque Chamado Divino convidou o próprio Armando Nogueira para explicar o clássico sobre Ademir da Guia, o eterno camisa 10 do Palmeiras. “Nome, sobrenome e futebol de craque”. O nome era o mesmo de Ademir, sim, o mesmo Ademir Menezes, artilheiro do coração dos torcedores de Sport, Vasco, Flu e Seleção nos anos 40 e 50. O sobrenome, o Ademir de Bangu e Palestra Itália herdou do pai, Domingos da Guia, o Divino Mestre. Mas não era só. O futebol de Ademir da Guia também era de craque, atestou Armando Nogueira. “Ele tinha um ar, assim, de primeiro violino” – palavras do mestre. Continuar lendo ““Na Grande Área”, Armando Nogueira.”

Brasil, Futebol e Livros

Brasil, Futebol e Livros. Essas três palavras tão bem tratadas pelo mestre Armando Nogueira formam o nome de uma série de palestras que o Centro Cultural Banco do Brasil promove até junho no Rio de Janeiro, sempre às terças-feiras, a partir de 18h30. Temas do terceiro bate-papo do ciclo neste 30 de março: História e Sociedade. Convidados:  os jornalistas Teixeira Heizer, autor de O Jogo Bruto das Copas do Mundo (editora Mauad), e Claudio Nogueira, que escreveu Futebol Brasil Memória (editora Senac Rio, já mencionado aqui no FutPop Clube). O jornalista e cantor Pedro Paulo Malta faz a mediação. A programação é muito legal. Confira os próximos encontros no CCBB-RJ…  Continuar lendo “Brasil, Futebol e Livros”