Uma boa e uma notícia para os fãs das baladas e rocks eletrizantes dos Scorpions. Primeiro, a má: a banda vai pendurar as guitarras. Agora, a boa: os alemães ainda lançam disco novo e embarcam em turnê mundial. Leia mais na minha Coluna de Música.
Categoria: Rock
Paralamas, Rock in Rio, 16/01/1985
Herbert Vianna Jr ainda usava óculos quando os Paralamas dos Sucesso arrebentaram no palco do primeiro Rock in Rio, há 25 anos. Formação básica: guitarra, baixo, bateria. Não precisava mais. Em novembro de 2007, saiu um DVD com a segunda apresentação do trio no Rock in Rio de 1985. O festival que reuniu milhares de jovens coincidiu com um momento importante da política brasileira. Na véspera desse segundo show dos Paralamas na Cidade do Rock houve a eleição (indireta) de Tancredo Neves, um nome de consenso (era a palavra usada) para a Presidência da República, após 21 anos de regime militar (como a gente sabe, Tancredo ganhou a eleição, mas pouco antes de tomar posse foi hospitalizado e, depois de longa agonia, morreu em abril de 1985 – o vice de sua chapa, José Sarney, governou até o fim do mandato). Mas em janeiro, Tancredo era sinônimo de esperança para os brasileiros, meio desiludidos pela derrota das Diretas-Já para presidente (só viriam em 1989). E os Paralamas aproveitaram para tocar o mega sucesso do Ultraje a Rigor, Inútil(“a gente não sabemos escolher presidente…“). Continuar lendo “Paralamas, Rock in Rio, 16/01/1985”
“O Dia em que o Brasil Esteve Aqui”

Pouco depois do Brasil assumir o comando da força de paz no Haiti, em 2004, o governo começou a agitar com a CBF um amistoso no país caribenho, então devastado apenas pela miséria, por golpes de estado, pelas consequências de cerca de 30 anos de ditadura dos Duvalier – “Baby Doc, Papa Doc”, como diz a letra de “Nome aos Bois“, paulada dos Titãs em certos tiranossauros.
O amistoso acabou rolando em agosto de 2004. A Seleção Brasileira levou suas feras ao Haiti. A goleada (6×0, fácil) foi o de menos. O que ficou na retina de quem acompanhou a cobertura do Jogo da Paz foi o desfile dos craques brasileiros (com os dois Ronaldos e tudo!) pelas ruas de Porto Príncipe, num blindado das Nações Unidas, para delírio do povo – sofrido é pouco. A passagem da Seleção em 2004 pela capital do Haiti – agora destruída pelo terremoto – virou documentário, O Dia em que o Brasil Esteve Aqui, de Caíto Ortiz e João Dornelas (dá para ver um trailer neste link).
Foi o segundo amistoso entre Brasil e Haiti, segundo o site da CBF.
25 anos do Rock in Rio I

Em 11 de janeiro de 1985, mais ou menos a essa hora, começava o Rock in Rio. Primeiras atrações: Ney Matogrosso, o tremendão Erasmo Carlos e Baby Consuelo+Pepeu Gomes (algo deslocados na programação da tarde/noite/madruga). O Brasil entrou de vez no circuito internacional do show bizz quando soou o hard rock do Whitesnake, com talvez sua melhor formação. O vozeirão de David Coverdale, a guitarra envenenada, cheia de efeitos, do John Sykes (ex-Thin Lizzy), o baixo do Neil Murray e a batida pesadaça do Cozy Powell. Showzão! Com destaque para Gulty of Love, Love Ain´t No Stranger e Slow and Easy, que tocaram até furar nas rádios brasileiras.O Whitesnake ainda participaria de mais uma noite do festival, mas a atração seguinte, não. Iron Maiden! Veio, arrebentou e voou de volta para os EUA (leia também o texto anterior). Depois, Queen, pela segunda vez no Brasil (existia um vídeo VHS Live in Rio, correto?). 300 mil espectadores, fãs de Iron, de Freddie Mercury, Brian May e cia, ou apenas gente jovem em busca de diversão. Era o primeiro de dez dias seguidos de festival!

Que não era só de rock, apesar do nome. Tudo bem. Os roqueiros brasileiros tiveram a primeira oportunidade para ver AC/DC (ouvido a alguns quilômetros da Cidade do Rock!), Scorpions (no auge, um show eletrizante), Ozzy Osbourne (com o excelente guitarrista Jake E.Lee brilhando no emprego que foi do Randy Rhoads) ou o Yes (veteranos do progressivo). Havia espaço para música mais pop (Rod Stewart, James Taylor), MPB (Moraes, Alceu) e para bandas então emergentes do Rock Brasil, como Barão Vermelho (com Cazuza) e Paralamas do Sucesso (voltaremos ao assunto esta semana).
Em 2008, a Scortecci publicou o livro Metendo o Pé na Lama – Os Bastidores do Rock in Rio de 1985, do diretor de arte Cid Castro, que trabalhava na Artplan e criou a marca do festival (e os óculos, como o do marcador de livros ao lado). Num tom bem pessoal, linguagem franca e direta, Cid faz praticamente um diário da saga que foi a realização do Rock in Rio I. O livro será relançado em 27 de janeiro, na livraria Travessa do Leblon, pela editora Tinta Negra.
Eu fui. Ao Rock in Rio I, II (em 1991, no Maracanã) e III (2001, de volta a Jacarepaguá). E você? A qual edição? Conte suas lembranças no espaço de comentários.
Iron Maiden, Rock in Rio, 11/1/1985
No meio da insana World Slavery Tour, a excursão promocional do discão Powerslave, o Iron Maiden fez um bate e volta rapidez para o primeiro Rock in Rio. Saiu dos EUA no inverno, tocou em pleno verão na Cidade Maravilhosa em 11 de janeiro de 1985 e voltou para os EUA em seguida. Entre o Whitesnake e o Queen, headliner da primeira noite do festival, a Donzela de Ferro fez um espetáculo para ficar na memória dos fãs sul-americanos presentes.
Cerca de 50 minutos do showzão histórico fazem parte do DVD Live After Death, que o grupo lançou oficialmente com vários bônus, para combater a pirataria. 300 mil pessoas viram o grupo no auge, após uma pá de grandes discos. No documentário History of Iron Maiden – Part 2, um desses bônus, Steve Harris confirma que foi o maior público que já viu a banda. No DVD, estão presentes Aces High, 2 Minutes to Midnight, The Trooper, Revelations (com a cena em que Bruce Dickinson aparece com o rosto sangrando, após se chocar com a guitarra de Dave Murray, lembra o empresário do então quinteto, no documentário), o imortal riff de Powerslave, que acaba servindo de mote para um solo de guitarra de Murray), Iron Maiden (e a aparição da mascote Eddie, em versão mumificada – a banda havia dado um fim ao “monstro” na turnê anterior… tem essa lógica, hahaha!), Run to the Hills (Bruce grita em português: “quero-todo-mundo-louco-esta-noite”) e Running Free.
Baionarena
Não, não é nome de alguma cara e moderna arena erguida para alguns dias de grande competição esportiva. Mas o da praça de touros de Bayonne, na região basca da França, onde foi gravado o recente disco ao vivo de Manu Chao. Uma tentação para quem gosta do som do cantor e sua banda Radio Bemba e não teve a a oportunidade de ver uma das duas pernas da Tombola Tour no Brasil em 2009. Baionarena quase repete numa embalagem com 2 CDs e um DVD a maratona aeróbica que é um concerto de Manu Chao e Radio Bemba. Mais de duas horas e quinze minutos de show, tanto no CD duplo, como no DVD. E o DVD ainda tem bônus: fotos, um documentário estradeiro de meia hora chamado “Diário de Ruta”, com trechos de canções em diferentes cidades e, o melhor… Continuar lendo “Baionarena”
Casa Babylon
Quarto e último disco de estúdio da superbanda que explodiu em Paris: Mano Negra. Na guitarra e voz principal, um certo Manu Chao. Na bateria, seu primo, Santi. No trompete, o mano, Antonio Chao. A formação incluía ainda um guitarrista, baixista, trombonista, tecladista e um percussionista, Phil, ainda hoje com Manu, na Radio Bemba Sound System. “Casa Babylon” é aquele que tem “Santa Maradona” (com samplers de narrações de gol, até voz de locutor brasileiro). E muito mais: uma vitaminada paella de rock, pop, punk, reggae, funk, ska. “Casa Babylon”, “The Monkey”, os sensacionais suíngues de “Señor Matanza” e “Machine Gun”, “Hamburger Fields” podem pintar até hoje em shows de Manu Chao (leia meus pitacos sobre Baionarena). Entra fácil para a categoria Discão.
LINKS: Página da Mano Negra no MySpace.
Texto sobre canções com narrações de gols.
Phil Lynott, uma lenda do rock irlandês
Da Irlanda, o amigo do blog Ernani Lemos lembra que neste 4 de janeiro faz 24 anos da morte do vocalista e baixista Phil Lynott, líder da banda Thin Lizzy. Ernani, vizinho de blogosfera, prepara um documentário sobre atribulada vida do rock star irlandês antes de Bob Geldof e Bono. Philip Lynott, torcedor do Manchester United e fã de craque George Best, outro irlandês boêmio que partiu cedo, é este simpático de bigode e cabeleira black power, na capinha do DVD The Boys Are Back in Town, gravado em 1978 na frente da Opera House de Sidney e lançado nos EUA pela Rhino. Continuar lendo “Phil Lynott, uma lenda do rock irlandês”
Garage Days Re-Revisited
O EP de pérolas do heavy metal britânico e do hardcore que o Metallica lançou entre Master of Puppets e …And Justice For All foi a estreia de Jason Newsted como baixista da banda em vinil – eram tempos do vinil. The 5.98 EP – Garage Days Re-Revisited saiu nos EUA em 1987 – e, que eu me lembre, oficialmente não deu as caras por aqui, a não ser em versões importadas ou piratas. Claro que os fãs das antigas do quarteto não precisaram esperar pela ótima coletânea Garage Inc (de 1998)para conhecer as covers de alguns dos grupos prediletos dos metalli-men: Continuar lendo “Garage Days Re-Revisited”
Shows do ano
Qual foi o melhor show internacional em 2009? Você decide. Pode votar em quantos quiser.
Fut Pop Clube acompanhou alguns:Manu Chao & Radio Bemba em São Paulo;
Iron Maiden na praça da Apoteose;
Living Colour , Via Funchal/SP, em outubro;
Faith No More na Chácara do Jockey/SP, na mesma noite de novembro em que Iggy Pop, Sonic Youth e Primal Scream tocavam em outro festival em SP, o Planeta Terra;
e enfim, AC/DC no Morumbi.