Do Queen aos Stones e Sabbath: os shows do Morumbi, roqueiro cinquentão.

JOÃO R 01-09-13 - 00002Atualizado em 2015

O U2 entra no gramado, digo, no palco, em abril de 2011!

O Rock in Rio I marcou de vez a entrada do Brasil no circuito de festivais, em 1985. Mas não dá para falar da história dos megashows no país sem lembrar da passagem de Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor pelo Morumbi, em março de 1981. O coro da galera em “Love of My Life” virou parâmetro para a banda. Continuar lendo “Do Queen aos Stones e Sabbath: os shows do Morumbi, roqueiro cinquentão.”

O pai da matéria


Pego emprestada a expressão de Osmar Santos – o “pai da matéria” no radiojornalismo esportivo discotheque, livre, leve e solto – para lembrar dos 40 anos da morte de Jimi Hendrix. Um “mais-que-perfeito” da guitarra. Do baú de rock, blues, R&B e soul que James Marshall Hendrix deixou, herdeiros e gravadoras não param de lançar e relançar CDs, DVDs, caixas com um e/ou outro desses formato. Tem muita coisa boa. Algumas dicas desses sons estão na Coluna de Música do Fut Pop Clube. Continuar lendo “O pai da matéria”

Frampton, Bon Jovi, Scorpions, Jeff Beck.

O que esses grupos e músicos têm em comum, além das guitarras, baixos, baterias e dos shows este semestre no Brasil? O talk box, ou voice box, um equipamento usado por alguns guitarristas na boca que produz um som maneiríssimo, um pouco parecido com o pedal wah-wah. Quatro dicas: Peter Frampton, o primeiro a chegar ao Brasil este ano, usou o efeito em músicas como Show Me The Way (balada que é show). Continuar lendo “Frampton, Bon Jovi, Scorpions, Jeff Beck.”

Guitarras para o povo!

Ao som do riff de The Ocean, clássico do Led Zeppelin, está entrando no ar Guitarras, digo, o programa Rock Flu nº 70 (ouça aqui e continue navegando no blog!). É que o convidado de Serginho Duarte e Gustavo Valladares nesta edição é Paulo “Heavy” Sisinno, que produzia o programa Guitarras para o Povo, depois somente Guitarras (entre outros) na saudosa rádio Fluminense FM, a Maldita – escola de rock para quem morou no Rio nos anos 80, como este que vos digita. Continuar lendo “Guitarras para o povo!”

Shea Stadium, 15 de agosto de 1965

http://www.worldstadiums.com

Bem lembrado pelo BeatlesTweets: há 45 anos, os quatro rapazes de Liverpool tocaram para 56 mil pessoas no Shea Stadium, o clássico estádio de beisebol do NY Mets, demolido em 2009. Era o pontapé inicial para a era dos megashows em estádios e arenas esportivas. Rendeu o documentário The Beatles At Shea Stadium (confira vídeos e imagens no site oficial da banda). Também tocaram no mítico estádio nomões do rock como Grand Funk Railroad, The Who, The Clash, The Police, Bruce Springsteen, Rolling Stones, Elton John & Clapton e, enfim, Billy Joel – há um documentário sobre esse último show, Last Play at Shea (já exibido no Tribeca Fim Festival). O Shea deu lugar ao CitiField Stadium, nova casa do Mets. Onde em julho de 2009 Paul McCartney lembrou do 15 de agosto de 1965, tocando em três noites de lotação esgotada. Depois, virou CD e DVD: Good Evening New York City (o vídeo já passou no canal TNT).

Conheça também minha Coluna de Música.

Shows pra ir (2010)

Nos últimos dias, os line-ups dos festivais SWU (outubro) e  Planeta Terra (novembro) ganharam reforços de peso!
O reformado Rage Against the Machine é a atração internacional da primeira das três noites do SWU Music and Arts Festival, numa arena erguida na fazenda Maeda, em Itu, a 70 km de São Paulo. Então, no sábado 9 de outubro, não bobeie para sair de São Paulo porque tem show dos viajandões barra pesadões goianos Black Drawing ChalksMutantes com Bia Mendes nos vocais, The Mars Volta, Infectious Grooves (lembra do clip Violent & Funky? era por aí)e, enfim, RATM ! Continuar lendo “Shows pra ir (2010)”

Uma Copa do Mundo de bandas!

Está no ar desde as quartas de final a edição 69 do programa online Rock Flu, com a segunda parte do especial Copa do Mundo. Desta vez, o convidado de Serginho Duarte e Gustavo Valladares para comentários sobre futebol e música é o guitarrista Renato Zanata, da banda Zanata & Blues Trio, agora um dos titulares da coluna Futebol Argentino, no globoesporte.com. São mais 16 sons, cada um “vestindo” a camisa de uma seleção do Mundial 2010. Países que ainda estão na disputa, que caíram nas quartas, nas oitavas ou não passaram da primeira fase. No Rock Flu, como nas Olimpíadas, o que importa é participar!
Quem ganharia um mata-mata sonoro entre a banda Buitres, vestindo com a conhecida garra uruguaia a linda camisa da Celeste Olímpica e o veterano grupo Golden Earring, com a não mais bela camisa laranja da Holanda?
Podemos até pensar em revanches musicais: Kraftwerk, da favorita Alemanha, pais da música eletrônica, versus Kaiser Chiefs (banda de Leeds, Inglaterra, nome que faz uma referência ao Kaizer Chiefs, time de futebol de Johanesburgo, África do Sul).
Quem ganharia: os Heroes Del Silencio (extinto grupo de hard rock de Zaragoza, Espanha) ou Os Pontos Negros (Portugal)?
Divididos veste a camisa albiceleste da forte cena rock da Argentina). Horkýže Slíže representa o rock da Eslováquia, novata em Copa que eliminou a Azzurra. Também tem música de banda roqueira do Paraguai: Los Rockers.
Elvis Presley, o rei do rock, foi escolhido para representar o supreendente time de Donovan, a seleção de “soccer” dos Estados Unidos.
Os tricolores Serginho e Gustavo não esqueceram quem dançou na primeira fase. Da terra de Didier Drogba, vem o Zoanet Comes (cantor de reggae da Costa do Marfim). Da Nova Zelândia, o país do time dos all blacks ou all whites, dependendo do esporte, se rugby ou futebol, o Rock Flu pescou a banda Atlas. E a Dinamáquina? Não foi deixada de lado, não! Do fundo do baú do rock, o programa tirou o Moses, um trio dinamarquês de hard rock dos anos 70, cujos vinis viraram uma raridade. Da Coreia do Norte (Pochonbo Electronic Ensemble, uma orquestra. E o que mais me chamou a atenção, representando a Argélia, foi Rachid Taha, com uma maneiríssima cover de “Rock the Casbah”, clássico da essencial banda The Clash (discão “Combat Rock”). Coprodutor e um dos apresentadores do programa, Serginho me recomenda o balanço jazz do Manu Dibango, de Camarões.
Acesse www.rockflu.com.br e baixe. Copie num pen e ouça no carro ou enquanto navega aqui pelo blog… Hahaha!

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Eu quero ver gol

Que quartas de finais esta Copa do Mundo promete, hein? Brasil x Holanda; Uruguai x Gana; Argentina x Alemanha; mais o confronto entre os vencedores de Paraguai x Japão e Espanha x Portugal. Jogos de resultado imprevisível. Mas a gente pode torcer para rolar do nosso lado da chave um clássico sul-americano na semifinal. Brasil x Uruguai, como em 1970. Como diz a música de “Rappa Mundi”, primeiro disco do Rappa, “Eu Quero Ver Gol”, regravada no “Acústico”, pouco antes do Mundial 2006.
Eu quero mais é ver grandes e disputados jogos, como foram as da brava seleção dos Estados Unidos, Eslováquia 3×2 Itália, Uruguai x Coreia do Sul, Alemanha 4 x 1 Inglaterra, especialmente o primeiro tempo, antes da lambança do trio de arbitragem, que não viu o golaço do Lampard.
Eu quero mais é ver o Kaká saindo do jogo todo feliz com sua atuação e a do Brasil, como hoje, no Ellis Park.
Eu quero mais é ver o Luís Fabuloso Fabigol dar motivos pra toda torcida gritar “L U Í S   F A B I A N O”.
Eu quero mais é ver as partidaças habituais da dupla de zaga Lúcio e Juan, que fizeram Júlio Cesar trabalhar tão pouco contra o Chile.
Eu não queria ver o segundo cartão amarelo que suspende Ramires do jogo contra a Holanda. Porque ele entrou muito bem hoje.
Eu não quero mais ver lambanças como a do apito de domingo, que facilitou demais as já prováveis vitórias da Alemanha e da Argentina.
Mas a Fifa não quer que os árbitros vejam as imagens que o mundo todo pode ver, em HD e até 3D, vejam só.
Eu quero mais é ver esse clássico da Penísula Ibérica entre Portugal de Cristiano Ronaldo e cia e a Espanha de Xavi, Iniesta, Villa etc.
Eu quero mais é que chegue sexta-feira logo pra ver a “amarelinha” (ou vamos com o manto azul?) de Kaká, Robinho, Lúcio e cia contra a laranja da dupla dinâmica Bat, digo, Sneijder e Robben.
Eu quero muito que chegue sábado para ver este clássico de quartas de final, que bem poderia ser no mínimo uma semifinal antecipada, entre a Argentina de Messi, Tévez, Higuain etc contra a Alemanha de Özil, Thomas Müller, Podolski e Klose.
Link: site de O Rappa.

35 anos de “África Brasil” – discão de Jorge Ben Jor

Aproveito o dia 23 para lembrar de um discão de Jorge Ben Jor (dos tempos em que era Ben): “África Brasil”, de 1976. Samba-rock camisa 10. Foi relançado no finalzinho de 2009 na tentadora caixinha de CDs “Salve Jorge“.  Para quem procura músicas sobre futebol, é “a” dica. Tem apenas as clássicas “Camisa 10 da Gávea”, que Jorge, um ex-ponta direita da base do Flamengo, feita para Zico, claro; e”Ponta de Lança Africano (Umbarauma)”, já regravada pelo Soulfy de Max Cavalera no ritmo acelerado do thrash metal. Há pouco, saiu uma nova versão, em que Ben Jor divide vocais com Mano Brown (muito boa! veja o clip aqui, com direito ao inesquecível Ee quee goool do eterno pai da matéria, Osmar Santos, o melhor locutor esportivo de todos os tempos).
“África Brasil” ainda tem “Taj Mahal”, Xica da… Xica da… “Xica da Silva”, “Cavaleiro do Cavalo Imaculado” etc. Continuar lendo “35 anos de “África Brasil” – discão de Jorge Ben Jor”

No país de Stoichkov, uma festa do metal.

Nestes dias em que se fala tanto do Big Five na África do Sul, peço licença para falar um pouco do Big Four, o G4 do thrash metal, tema da Coluna de Música, braço sonoro do Fut Pop Clube. O Vassil Levski, estádio nacional em Sofia, na Bulgária do artilheiro Stoichkov (que foi ídolo do Barcelona), tem um estilo clássico, com parte dos lugares cobertos por uma bela marquise. Na terça, 22 de junho de 2010,  foi cenário do encontro histórico dos quatro peso-pesados do thrash, vertente do heavy metal tão rápida como um trem-bala desses que vão ligar as capitais da Copa 2014 (… rs).  Anthrax, Megadeth, Slayer e Metallica, pela primeira vez juntos no mesmo festival (o Clash of the Tytans, anos atrás, reuniu apenas três deles). E mais: integrantes das quatro grandes tocaram uma música juntos, durante o show do Metallica, numa jam session pra não esquecer. Ah, o Tom Araya, do Slayer, entrou no gram… digo, palco, com o uniforme de La Roja – a seleção de seu país natal, o Chile. Pitacos sobre o que pude ver do festival europeu, na poltrona de um cinema paulistano, estão aqui ao lado, na Coluna de Música.