Estopa e La Roja: uma música pra seleção da Espanha, rumo ao bi da Eurocopa

Iniesta, Villa e Busquets no estúdio com os irmãos Muñoz, do Estopa | http://www.estopa.com

A Espanha, seleção campeã do mundo e da Europa, já tem música oficial na sua luta pelo bicampeonato continental, que seria o terceiro título de La Roja na Eurocopa. O Estopa, grupo de Cornellà (Catalunha) formado pelos irmãos David e José Muñoz, lançou no domingo pela rádio do diário esportivo “Marca” a canção “Showtime 2.0” – versão “futbolera” de “Showtime”, que foi hino da seleção espanhola de basquete, também composto e gravado pela dupla.  E hoje saiu a versão digital do single de “Showtime 2.0”, disponível para compra digital no iTunes. O dinheiro será revertido para projetos de apoio a jogadores desempregados e em situação de risco social, da associação espanhola dos futebolistas (caramba, isso vale uma reportagem!). Continuar lendo “Estopa e La Roja: uma música pra seleção da Espanha, rumo ao bi da Eurocopa”

Oasis x Thin Lizzy. City x United.

Quem leva a liga inglesa? O Manchester City, dos irmãos Noel e Liam Gallagher, que eram do Oasis? Ou o Manchester United, que tinha a torcida de Phil Lynott, rock star dos 70/começo dos 80? Aliás, o novo DVD do bom e velho Thin Lizzy, seminal grupo de hard rock, tem uma cena que deixa clara a paixão de Phil Lynnot (inglês radicado na Irlanda) pelo Man United (confira tudo sobre o DVD do Thin Lizzy aqui ao lado, na minha Coluna de Música). Continuar lendo “Oasis x Thin Lizzy. City x United.”

Sobre Guardiola, Barcelona e uma canção de Adriana Partimpim

Barcelona sem Guardiola. Guardiola sem Barcelona. A confirmação da saída de Pep Guardiola do Barcelona numa entrevista coletiva, que (pasmen!) foi transmitida para o mundo todo pela CNN International, me lembrou de uma canção do projeto de Adriana Calcanhotto de músicas para os chicos e chicas. É como “Avião sem asa, fogueira sem brasa… Futebol sem bola…”. Adriana Partimpim, “Fico Assim Sem Você” – veja aqui o clip. Continuar lendo “Sobre Guardiola, Barcelona e uma canção de Adriana Partimpim”

Três atacantes

É melhor jogar com dois ou três atacantes? No mundo do rock, o Foo Fighters escala três guitarristas. E como o Barça e o Real Madrid  são fábricas de gols, a banda do roqueiro Dave Grohl (ex-Nirvana) fabrica um monte de hits cantados em massa – E ótimos riffs, as frases de guitarra. Veja os meus pitacos sobre o showzão do FF no Lollapalooza na Coluna de Música do Fut Pop Clube.

Coluna de Música | J.R. Lima

A sirene de ataque aéreo – apelido do vocalista  Bruce Dickinson -começou a funcionar pra valer no terceiro disco do Iron Maiden, estreia do cantor na banda inglesa. The Number of the Beast (ouça trechos aqui) foi o primeiro álbum  nº1 do Iron (nas paradas inglesas). Primeiro Top 40 nos EUA. É aquele disco que  mesmo revistas e livros não especializados em rock pauleira elegem para falar do Maiden. Não é à toa que Number mereceu um programa da série Classic Albums, já lançado em DVD no Brasil. Aqui não tem Prodigal Son nem instrumentais. É pauleira pura, desde a faixa 1, Invaders, até a última, Hallowed Be Thy Name, um clássico de Steve Harris, cheio de mudanças de ritmo e clima, sobre um homem no corredor da morte.  Agora, além do apelo da capa (Derek Riggs), teve dois singles fortíssimos.

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Zazueira

JORGE BEN JOR E A BANDA DO ZÉ PRETINHO
Via Funchal, São Paulo, 9/03/2012
Coluna de Música do Fut Pop Clube

Gosto de ver sempre os shows de determinados artistas. Manu Chao. Buddy Guy. Metallica. Pearl Jam, por exemplo. São sempre diferentes do da véspera ou de anos anteriores e cheios de enegia, mesmo que eventualmente repitam o set-list. Jorge Ben Jor é um deles. Não tem duas semanas que vi o segundo show do Circo Voador (confira como foi no post anterior). Nesta sexta, vi de novo, em Sampa. Ingresso de pista 20 reais mais caro do que o do Rio, o que costuma acontecer. Casa lotada! Fila para pegar ingresso comprado via internet. No caminho, vi o carro de uma moça com um adesivo gigante de São Jorge, igual ao das costas da camisa com que Ben Jor entrou no palco. Era noite de Jorge. Chega de nariz de cera e vamos ao show. Foram mais de duas horas de clássicos do samba-rock – com muitas pitadas de funk e reggae – e vários hits apresentados um colados no outro, em formato de medley,

  • Eu Vou Torcer (de Tábua de Esmeralda) abriu o show.
  • Comanche
  • A Banda do Zé Pretinho 
  • Santa Clara Clareou / Zazueira / A Minha Menina
  • em seguida, veio uma levada reggae (acho que foi Zumbi)
  • Bebete Vãobora
  • Que Maravilha / Magnólia
  • Ive Brussel (que refrão!)
  • Engenho de Dentro
  • O Homem da Gravata Florida (público acompanha na palma da mão)
  • País Tropical / Spyro Gyro (dobradinha sempre sensacional)
  • Do Leme ao Pontal, cover do “síndico” Tim Maia, colada em W/Brasil (Chama o Síndico), que foi cantada em coro por uma plateia em parte formada por uma molecada que sequer engatinhava quando esse hit explodiu.

Depois de uma hora e dez de show, um intervalo de cinco minutos, “para afinar as guitarras”. Ben Jor voltou todo de branco e o BIS começou com: Continuar lendo “Zazueira”

“E novamente ele chegou com inspiração…”

Ubirajara Alcântara, Aloísio, Fred, Reyes, Paulo Henrique, Liminha, Rodrigues Neto, Rogério, Caio (depois Samarone), Paulo César e Arilson (depois Fio). Com esse time, citado pelo excelente site Fla Estatística.com, em 15 de janeiro de 1972 o mais querido derrotou o glorioso Benfica por um a zero, em partida do Torneio Internacional de Verão do RJ, disputado no Maracanã. Esse Fio, que entrou no lugar de Arilson e fez o gol da vitória rubro-negra sobre os encarnados de Lisboa, é o Fio Maravilha, imortalizado no samba-rock superclássico do homem-gol da MPB, sucesso de público até hoje nos shows de Jorge Ben Jor, como o que Fut Pop Clube curtiu sábado, no Circo Voador. “Foi um gol de anjo/Um verdadeiro gol de placa”, escreveu Jorge Ben Jor, torcedor do Flamengo que chegou a jogar no clube de coração.
Como bem lembrou o Memória EC no mês passado, em janeiro fez 40 anos da “jogada celestial” que inspirou o “gol de classe” da música brasileira que fala de futebol. Jorge Ben Jor lançou “Fio Maravilha” pela primeira vez no discão “Ben” (capinha ao lado), no mesmo ano: 1972. Continuar lendo ““E novamente ele chegou com inspiração…””

“Joga bola, jogador”

Show de JORGE BEN JOR
Circo Voador, Rio de Janeiro, 25/02/2012
Da Coluna de Música do Fut Pop Clube
“E novamente ele chegou com inspiração/Com muito amor, com emoção, com explosão e gol/Sacudindo a torcida”. Aos “trinta e três minutos” do segundo tempo do verão 2012, Jorge Ben Jor tabelou com sua celestial Banda do Zé Prestinho e começou um show de anjo, um verdadeiro show de placa no Circo Voador. Aliás, foram dois concertos em noites consecutivas. Fui ao de sábado, quer dizer, madrugada de domingo. Ben Jor e Banda do Zé Pretinho deram um showzaço aço aço para um mais do que o florido, “crowdeado” (e suado!) Circo Voador. Continuar lendo ““Joga bola, jogador””

Jazz e memorabilia do futebol

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Toda segunda-feira tem jazz no bar São Cristóvão, na Vila Madalena. Ontem, o pessoal do Septeto S.A. fez um show “camisa jazz”, para combinar com milhares de fotos, flâmulas, cachecóis, pins, placas com nomes de jogadores, que enfeitam as paredes do bar.
Parte dessa memorabilia futboleira está no livro “No Campo da Memória, Jogando Música Fora”, lançado em 2010 pra comemorar uma década do bar, mas que só agora caiu nas minhas mãos. O livro tem algumas crônicas de Leonardo Prado e muitas fotos, de Stefan Schmeling. Editora Olhares.
O jazz rola toda segunda, a partir de 21h30.