Publicado em 15 de abril de 2014
Vai só até domingo, 20 de abril, a mostra Futebol de Papel, exposição temporária do Museu do Futebol.
Nessa época de mania de colecionar figurinhas, vale dar uma passada para conferir álbuns, postais, cartazes, selos, carteirinhas de sócio e 40 ingressos de Copas do Mundo. Tem também entrada de partidas históricas, como a cerimônia de inauguração do próprio estádio do Pacaembu (que abriga o Museu do Futebol), em 1940. Em 1961, o estádio recebeu o nome de Paulo Machado de Carvalho, que chefiou a delegação brasileira na Suécia, em 1958. E trouxe o bi, em 1962, do Chile.
O acervo pertence a 12 colecionadores, 5 clubes, à Biblioteca Nacional e ao Instituto Von Martius. Uma parte da mostra é de originais, em vitrines. Algumas coleções foram digitalizadas e são apresentadas num totem multimídia.
Chama muita atenção o trabalho do torcedor João Batista dos Santos, que entre 1962 e 1981, fez à mão o “Nosso Jornal”, com notícias do futebol profissional e as informações do Grêmio Esportivo XXV de Janeiro, time de várzea do bairro paulistano de Perdizes. Impressionante. Lembra os fanzines, que explodiram no movimento punk.
O Moleque Travesso completa 90 anos no domingo, 20 de abril. No último fim de semana, o mesmo em que o Clube Atlético Juventus terminou sua participação na série A-3 do futebol paulista em 2014 (sem subir, mas também sem cair, ufa!), torcedores cederam sua coleção para uma exposição. “As Camisas do Juventus”, no espaço cultural da sede social do clube, no tradicional bairro paulistano da Mooca.
Foram mais de 100 camisas do grená e branco, dos anos 70 para cá, incluindo uniformes de goleiro, de treino, algumas de futsal e abrigos.
A maior parte veio da coleção de Hamilton Kuniochi, que publica o blog Manto Juventino. Ele tem uns 120 uniformes do Juve.
A peça mais antiga da coleção é um abrigo, da década de 60, com “gola CBD” – semelhante aos abrigos da seleção naquele tempo.
Uma das preferidas do colecionador é a camisa das fotos abaixo, fabricada pela Hering, do começo dos anos 70.
Hamilton Kuniochi, do blog Manto Juventino…
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Do jogo pra mostra: a camisa atual…
… com um patch comemorativo dos 90 anos
Da 1ª edição da Copa Paulista
Esta abaixo é do título da Copa Paulista, de 2007, tema do filme “Juventus Rumo a Tóquio“. Com faixa e tudo.
É campeão!Rumo a Tóquio!Lula Noel?
Alguns uniformes juventinos da mostra pertencem a Glauco Kruth, presidente da torcida Ju-Jovem.
Glauco e as camisas de goleiro da exposição.
A camisa do Juventus chama atenção pela linda cor grená. Mas devo confessar que o uniforme nº 2, branco, com detalhes em grená, também é maneiríssimo. Veja dentro do post. Continuar lendo “Exposição: “As Camisas do Juventus”.”→
Bahia, Ceará, Cruzeiro, Flamengo, Inter, Sampaio Corrêa, Sport ou Atlético Goianiense serem campeões estaduais não chega a ser uma novidade. Nem o CENE em MS ou o Londrina no Paraná. Agora, o Ituano ser campeão paulista num ano em que os grandes entraram no campeonato (entraram, mesmo? só se for pelo cano!)… O Galo de Itu já tinha ganho o título em 2002, quando os grandes jogaram o Rio-São Paulo e só entraram num tal de Supercampeonato Paulista, de tiro curtíssimo e regulamento tão ridículo como o Paulistão 2014. O que não tira os muitos méritos do Ituano, num ano em que os times do interior voltaram a fazer festa.
15 de abril de 1989. 96 torcedores do Liverpool morreram no estádio Hillsborough, em Sheffield, numa semifinal de Copa da Inglaterra contra o Nottingham Forest. Na rodada que antecedeu o dia dos 25 anos da tragédia, não foi só o Liverpool que fez homenagens aos torcedores mortos, como o memorial cheio de cachecóis (dos Reds e de outros times, acima) e o sepulcral minuto de silêncio em Anfield antes da vitória sobre o Manchester City (abaixo). Continuar lendo “YNWA 96”→
Para quem está em Sampa e curte a história das camisas de futebol: neste sábado, 12 de abril, tem mais um encontro de colecionadores, no Museu do Futebol. Desta vez, os uniformes de goleiros são os temas. Tive a oportunidade de passar lá quando o tema foram as camisas centenárias.
Os #goalkeepers são o tema do mês porque em 26 de abril se comemora o Dia do Goleiro. Homenagem ao aniversário de Manga, o Manguita Fenômeno, goleiro da seleção de 1966, do Sport, Bota, Nacional do Uruguai, do Inter campeão de 75, Operário-MS, Coritiba, Grêmio, Barcelona de Guayaquil.
Cola lá. Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu, até 17h deste sábado. Continuar lendo “Camisa 1. Ou 12. Ou 01…”→
O álbum de figurinhas oficial da Copa veio encartado no jornalão no fim de semana. Na segunda-feira, já tinha gente trocando cromos, fazendo listas das figurinhas que tem, das que faltam e até ‘maluco’ completando o álbum.
Que febre! Toda Copa é a mesma coisa.
Taí uma coleção que gente que passa quatro anos nem aí pra futebol fica fissurado para completar. Vai entender…
Um desses maníacos pelo álbum da Copa me deu a dica do aplicativo da editora Panini, que publica o álbum.
Você baixa o Panini Collectors App no celular ou no tablet, passa em cima de cada figurinha obtida, para digitalizar, confirma… E o #app conta as que você já tem, as que faltam, os cromos repetidos. Dá para comaprtilhar e facilitar a troca com os amiguinhos.
O app da Panini Collectors pode ser baixado tanto pelos applemaníacos como pelos adeptos do Android.
E não é que funciona, mesmo?
Embora no meu caso, tenha aparecido a cara do Podolski quando tentei digitalizar o Ozil! E um uruguaio no lugar do Thomas Müller! Hahaha.
S e n s a c i o n a l a série LPFC do designer James Taylor, no site Pennarello Design. LP é de LP, mesmo, long play, o velho disco de vinil que virou uma coqueluche para os colecionadores, sustentando feiras, lojas e sites. Pois bem. O artista gráfico imaginou como seriam as capas de discos “gravados” por craques da bola, do doutor Sócrates ao Valderrama. Também estão na imaginária coleção de vinil de James Taylor artes sobre Pelé, Zico, Zidane, Maradona, Beckham, Ronaldo, Eusébio, Beckenbauer, George Best, Cruyff, Kempes, Jairzinho, Maradona, Platini, Bobby Charlton, Gerd Müller, Van Basten, Roger Milla, Baggio etc.
Que requinte, o detalhe dos selos. Sire no caso do “disco” do doutor… Blue Note, no caso de Ronaldo Fenômeno, um dos destaques entre os craques brasileiros retratados pelo designer (veja na galeria abaixo).
Alguns desses craques gravaram músicas realmente, de memória lembro de Pelé, Sócrates e Zico, que batucou com Raimundo Fagner. Uma lista muito mais completa está no livro “Futebol no País da Música”, de Beto Xavier.
Sem esquecer do samba gravado por Júnior para a Copa de 1982, que fez um sucesso danado com o refrão “Voa Canarinho”. Vendeu muito.