Categoria: Futebol
México 70 no Bom Retiro
O projeto Cinema no Museu do Futebol passa nesta sexta-feira, 30/11, o emocionante O Ano em que Meus País Saíram de Férias – melhor filme pelo júri popular na Mostra de SP e no Festival do Rio, em 2006 . Horário: 18h30. De graça. A distribuição de senhas começa meia hora antes. Para mim, é uma das duas melhores ficções nacionais que abordam futebol, ao lado do primeiro Boleiros, do Ugo Giorgetti. Continuar lendo “México 70 no Bom Retiro”
Noite de Obina
Três vezes Obina. Um de David Sacconi. O Palmeiras goleou o Goiás na noite de garoa em São Paulo, fez as pazes com a vitória e reassumiu a ponta do Brasileirão de muitas e muitas finais, que ficou com o tricolor por menos de 24 horas. Após a 32ª rodada, o Palmeiras lidera com 57 pontos. O São Paulo tem 55. O Atlético-MG, que perdeu do Fluminense no Maracanã por 2 a 1, tem 53. O Internacional seguiu com 52. Disparado o melhor do returno, o Cruzeiro vem em quinto com 51. Mesma pontuação do Flamengo, o sexto. Em sétimo, Grêmio, com 47 (a 10 do líder e a 5 da zona de classificação à Libertadores). Goiás é o 8º, também com 47. Continuar lendo “Noite de Obina”
A noite de Bosco

Jason parecia abatido na primeira metade do campeonato. Chegou a flertar com a zona de rebaixamento. No meio do turno, ganhou a primeira fora de casa, contra o Barueri. Na boa partida contra o Grêmio, o Morumbi começou a ouviu o grito de “O campeão voltou”. Depois de uma sequência de bons jogos, Jason cochilou. Até a heroica virada contra o Náutico, nos Aflitos, com 2 jogadores a menos. Mais um período de sonolência, poucos pontos ganhos, a primeira derrota em casa e logo para um concorrente direto, o Galo. No San-São de 7 gols do último domingo, Jason mostrou força, de novo fora de seus domínios. Nesta superquarta, em seu quintal, Jason foi seriamente ameaçado por um gigante colorado. Que dominou boa parte do duelo com cara de “final”. Mas Jason fez a lição de casa e faturou três pontos mais. Graças a um golzinho chorado de Washington, “coração valente”, nos acréscimos da primeira etapa. Um centroavante que muitas vezes é o mais xingado em campo e de repente mete o pé ou a cabeça na bola e decide a peleja. Neste campeonato doido de tão equilibrado, é difícil saber se o Morumbi vai continuar gritando “o campeão voltou”. Até quando Jason surpreenderá? Uma coisa é certa: se o São Paulo for o campeão brasileiro -de novo- em 2009, o capitão Rogério Ceni (o goleiro-artilheiro, 84 tentos na carreira) teria que dividir a glória de mais um troféu com seu leal reserva. João Bosco de Freitas Chaves, pernambucano de Escada, desde 2005 no tricolor, salvou o São Paulo de uma derrota contra o Internacional do talentoso argentino D´Alessandro. Continuar lendo “A noite de Bosco”
O melhor campeonato
Começam as “finais” do Brasileirão 2009!? Não, eu acho que, no campeonato de pontos corridos, todos os jogos são “decisões”. Na 13ª rodada, por exemplo, Inter e São Paulo jogaram no Beira-Rio. O Inter saiu na frente com 2 gols de Alecsandro (lembram-se?). Washington perdeu um pênalti ainda no primeiro tempo, mas o São Paulo buscou o empate. O clássico desta noite é como se fosse a volta desse “mata-mata” particular entre tricolores e colorados. Acredito que quem perder pode ficar muito longe do título tão sonhado.


Título tão sonhado também por toda a torcida do Flamengo, quinto colocado, que vem numa arrancada imperial neste segundo turno e hoje enfrenta o Barueri, na Grande São Paulo, na sua “final”. Para o Cruzeiro, a 3 pontos do Fla e 6 do líder, o duelo contra o Santo André também é decisivo. Como é uma final para o Palmeiras o jogo de amanhã contra o Goiás, no Palestra. A decisão para o Galo – mais uma!- é contra o Fluminense e seu desespero na luta contra o rebaixamento, no Maracanã. Continuar lendo “O melhor campeonato”
Juan Pablo Sorín
Títulos, bom futebol, raça, carisma e identificação com a camisa de um time. O ala argentino Sorín alcançou tudo isso em suas passagens pelo Cruzeiro. Por isso, a Raposa dá exemplo e vai fazer uma bela festa para a despedida do ídolo dos gramados. Quarta-feira que vem, 4 de novembro, o Mineirão recebe um amistoso entre Cruzeiro e Argentinos Juniors (primeiro clube/time de coração de Juampi), mais show do Skank e pelada entre artistas e celebridades. Continuar lendo “Juan Pablo Sorín”
Zebra
“Ih, olha eu aí… zeeebra”. Pois é, deu zebra em Alcorcón, perto de Madri, pela Copa do Rei. Alcorcón 4, Real Madrid zero. Repetindo: Alcorcón 4, Real Madrid. Agora, o sexto colocado da Segunda B (na verdade, a Terceira Divisão espanhola) pode até perder por 3 gols de diferença no jogo da volta no Bernabeu que passa para as oitavas-de final da Copa. Ok, não jogaram Casillas, Kaká, e Cristiano Ronaldo. Mas fala sério! O próprio site do diário madrilheno Marca, diz que “Alcorcón foi o cenário do maior ridículo da história do Real Madrid“
Telê na tela

Telê Santana (1931-2006) é muito lembrado pelas dezenas de conquistas do São Paulo na primeira metade da década de 90, incluindo dois terços das glórias continentais e mundiais do tricolor paulista. Agora que o Atlético Mineiro está mais do que na briga pelo segundo título nacional, quem se lembra quem era o técnico do Galo forte e vingador, campeão do Brasileirão de 71? Ele mesmo, o mestre, tema do documentário das jornalistas Ana Carla Portela e Danielle Rosa: Telê Santana – Meio Século de Futebol-Arte. Volto ao tema porque o doc, em fase de finalização, está cadastrando fãs interessados. Continuar lendo “Telê na tela”
San-São
Interessante a edição paulista do Lance! neste domingo de clássicos. Tem encarte especial sobre o San-São de hoje na Vila.
Lembrei-me do rock gravado pelo santista Sérgio Britto, em “Eu Sou 300”, disco-solo do titã. Sérgio canta “Chulapa Free”, visão alvinegra sobre um centroavante que foi artilheiro nos dois clubes, o do Morumba e o da Vila. Serginho Chulapa. Dá para ouvir no site do Sérgio Britto (link aqui).
Amando a Maradona
Maradona se despediu do Nápoli em 1991. No nada convencional documentário de Emir Kusturica sobre “el diez”, exibido aqui pela 1ª vez na Mostra de SP de 2009, há uma cena na cidade do sul da Itália. Autêntica beatlemania, digo, diegomania. Os tifosi batem nos vidros, chacoalham… quase viram o veículo que leva o ídolo que deu as maiores glórias ao Nápoli. São cenas de 2005 – 14 anos depois da última partida do parceiro de Careca com aquela camisa celeste napolitana.
“Maradona”, o filme (classificação: 14 anos), acompanha Kusturica tentando entrevistar o mito. O craque dá uma canseira no cineasta – Kusturica, ele mesmo um movie/rock star, cabelos compridos, aparece tocando guitarra com sua banda. Quando finalmente senta para o fuça-a-fuça ao diretor, Maradona se pergunta: “que jogador eu teria sido se não fossem as drogas?”. Humilde, quase nada arrogante, o gênio brinca até que é mais bonito que Cláudia – esposa que segurou todas as barras.
É claro que quem não gosta dessa peça rara dificilmente deve passar na porta do cinema. Para quem se interessa pelo pibe, Maradona traz um belíssimo arquivo sobre a vida, glória, queda e parte da recuperação do craque. Um festival de gols sensacionais, dividido em blocos, que sempre terminam com o “gol do século” – e animações que tiram sarro de Margaret Tatcher, Blair, Bush, ao som de “God Save the Queen”, hino anarco-punk dos Sex Pistols.
Música? O filme de Kusturica tem bastante. Manu Chao e seu guitarrista emocionam Diego com uma versão à capela, nas ruas de Buenos Aires, de “La Vida Tombola”. Mas acho que o momento mais emocionante é a cena de Maradona num palco, cantando a música “La Mano de Dios”, composta por Rodrigo, amigo dele (veja aqui). Continuar lendo “Amando a Maradona”