Mania de Cachecol – I

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– Não se esqueça do cachecol do Benfica, me aconselhou o prestativo e bem-humorado recepcionista do hotel de Lisboa, ao saber que eu ia ao jogo do time dele.
-Força, Benfica – completou, quando me despedi.
Usar o cachecol do time é uma mania nos estádios de Portugal e da Europa. No Metro de Lisboa, a caminho da catedral do futebol português que é o novo estádio da Luz, a maioria dos torcedores leva com orgulho a echarpe do time.
Taí uma coisa que não pegou nos estádios do Brasil, talvez pelo clima.
Dentro da Luz, é impactante a acústica da arena. Uma moça à minha frente chegou a tapar os ouvidos durante uma vaia. E olha que neste sábado, o público foi de 35 mil pagantes- pouco mais da metade da capacidade do estádio do clube recordista de sócios no mundo.


Aliás, como em outros estádios, quem dá show nas bancadas é aquela torcida mais fanática que fica atrás de uma das balizas. “Benfica, amor da minha vida. Benfica, minha paixão”.
O restante do estádio acompanha essa torcida nos momentos mais felizes do time. E vaia, reclama e xinga muito técnico (“És burro mesmo, o pá!”, grita um benfiquista ao meu lado), jogador que não está bem, adversário e juiz.
Lá como cá, fila pra comprar ingresso.

Atendendo a sugestão do leitor benfiquista, dentro do post vou acrescentar aos poucos fotos de cachecóis de futebol. Não obrigatoriamente do glorioso encarnado de Lisboa… Continuar lendo “Mania de Cachecol – I”

Supercampeões de Espanha 2011

Publicado em 18/08/2011 image
Dizem que La Bombonera pulsa. Também posso dizer que o Camp Nou pulsa. E balança! Também pudera. O Barça começa a temporada 2011-2012 como terminou a anterior: levantando taças. Num tira-teima (se é que era necessário algum tira-teima) entre o tricampeão espanhol e o campeão da Copa do Rei, o Barcelona enfrentou pela sexta vez no ano o Real arquirrival de Madri. A Supercopa de Espanha. Primeiro jogo: 2-2 no Bernabéu. Segundo jogo: 93 mil pessoas no Camp Nou. Expectativa para a reestreia de Cesc Fàbregas, depois da novela que foi sua volta ao Barcelona. Lembro-me que em maio de 2011 havia torcedores com camisas do Barça já com o nome de Fàbregas. Ontem ele ficou no banco e entrou quase aos 40 do segundo tempo de um clássico eletrizante. Continuar lendo “Supercampeões de Espanha 2011”

Doria! Doria! Doria!

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Bom, como estava tentando dizer e o dispositivo não ajudou, impressionante a torcida da Sampdoria. Os ultras lotaram os dois níveis atrás do gol sul. E passaram o tempo todo gritando “Dória! Dória! Dória!” E de tudo quanto é jeito.
Também me impressionou o ingresso “popolare” para a partida contra o Alessandria pela Coppa: 5 euros. Menos do que uma flâmula. Doze mil tifosi foi considerado um bom público para o jogo no meio de um feriado. Na próxima fase da Coppa, a Doria pega o Empoli. Juve, Roma, Lazio,Milan, Palermo, Udinese, Inter e Napoli só entram nas oitavas de finais, em dezembro. Se seguir em frente, a Samp poderá se encontrar com Roma, Juve, Lazio ou Milan no seu lado da chave.

Calcio Popolare Club

Segunda fase eliminatória da Coppa Itália. A Sampdoria recebeu o Alessandria no interessantíssimo Luigi Ferraris – arquitetonicamente uma mistura das arenas Barueri e da Baixada com uma cobertura tipo Engenhão. O detalhe são as torres nos quatro córners do gramado, onde muitos torcedores preferem ver o jogo. A Samp (hoje na série B) teve dificuldades pra seguir em frente na Coppa.
Marcava seu gol, mas cedia o empate – o 2×2 no finalzonho. Mas na prorrogação Sanmarco fez o tento da vitória. Um golaço, de bicicleta. Para alegria dos cerca de 12 mil tifosi que não pararam de empurrar o time.

Fussball Pop Club

Fröttmaning: estação pertinho do Allianz Arena, quer ver?
... saindo da estação, já é possivel ver a arena do Bayern


Rumo ao Allianz Arena, onde o Bayern de Munique manda seus jogos, a linha de metrô é a U-6. A estação, Fröttmaning. Na saída da estação, já dá para ver o “pneuzão”, que ficou lotado para o jogo entre dois velhos rivais, o Bayern e o Borussia Mönchengladbach -primeira rodada da Bunsdesliga. Muita organização, muito consumo e também muita fila na loja oficial do Bayern e nas lanchonetes da arena. Imagine se não fosse tudo tão organizado. Confesso que fiquei surpreso com o excelente número de torcedores do Borussia, já no metrô.
Dentro do estádio, eles ficaram concentrados num dos cantos, em dois dos três níveis do moderno estádio – mais alguns espalhados, misturados com os do Bayern. Atmosfera incrível durante o jogo. Ambas torcidas cantando o tempo todo, só que os visitantes cantaram mais forte no fim, graças a uma trapalhada do goleiro Neuer e do zagueiro Boateng. Gol da vitória do Borussia, apesar do domínio do time da casa. Continuar lendo “Fussball Pop Club”

Pontos ganhos e perdidos

Alguns pitacos sobre o Brasileirão, que teve um fim de semana perfeito para o Flamengo e muito bom para o Palmeiras.
Em 13 rodadas, quatro times ganharam mais pontos como visitantes do que em casa.
O São Paulo somou 10 pontos no Morumbi. Perdeu para os cariocas Botafogo e Vasco e empatou com o Atlético Goianiense. Melhor fora de casa: 15 pontos (Fluminense, Galo, Ceará, Inter, Coritiba).
O próprio Vasco somou mais como visitante do que na Colina: são 11 pontos em São Januário e 13 fora de casa.
Surpreendentemente, o Internacional ganhou 8 pontos no Beira-Rio e 11 fora.
E o Atlético Goianiense ganhou 6 em casa e 7 pontos fora, graças a 4 valiosos empates como visitante.
Por outro lado, os oito pontos ganhos do Atlético Paranaense foram obtidos no seu alçapão (2 vitórias e 2 empates). É a força do fator Arena da Baixada.
Chamou a atenção de um portal como o MSN o fato de Corinthians, Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Vasco – times de maior torcida –  ocuparem os 5 primeiros lugares pela primeira vez na era dos pontos corridos. Tendência? Pode ser.
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“Montevidéu – O Gosto do Sonho” no CINEfoot

http://www.flickr.com/photos/cinefoot
MONTEVIDEO, BOG TE VIDEO: http://www.flickr.com/photos/cinefoot

30 de julho de 1930: o Uruguai bate a rival Argentina por 4 a 2 e vence o primeiro Mundial, no estádio Centenário.
Tive a oportunidade de ver o filme sérvio Montevideo, God Bless You (ou Taste of a Dream). Ficção que conta a história da preparação da Iugoslávia, uma das quatro seleções europeias a cruzar o Atlântico para disputar a Copa no Uruguai (eram duas semanas de viagem para vir, outras duas pra voltar…).

O filme de Dragan Bjelogrlic escolhe os atacantes Tirnanic e Marjanovic como principais personagens e tem muitas cenas de treinos e amistosos lá na Iugoslávia. Gostou do brasileiro O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias? Recomendo que fique de olho quando Montevideo passar num cinema perto de você – na 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, foi exibido como “Montevideo – O Sonho da Copa“. E agora está de volta, no festival CINEfoot, no Rio (domingo, 26 de maio, 21h15, Espaço Itaú de Cinema – Praia de Botafogo). Tem o tema da amizade, romance, um pouco de política… e bola na rede!

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Noite de gala. Épica!

Que rodada foi essa do Brasileirão!?!? Às 11 e pouco da noite, eu tuitava: “Superquarta no #Brasileirão, hein? Ótimos públicos nos estádios, muitos gols . . . Mal podia esperar pelos segundos tempos. Que jogaço aço aço o clássico nacional, continental, mundial na Vila Belmiro. O Santos de Muricy abriu 3×0. Com gol de placa de Neymar e tudo.  O Flamengo de Luxemburgo encostou. Elano perdeu pênalti. O rubro-negro empatou. No segundo tempo, o Santos fez 4×3. Mas o Fla empatou e virou, com show e hat-trick de Ronaldinho Gaúcho. A despeito do resultado adverso, torcedores do Peixe que foram à Vila vão ter muita história para contar sobre esse jogão, destaque na imprensa mundial – só o site do Marca reserva quatro destaques na capa! E vale repetir a máxima: os quase 13 mil espectadores poderiam sair e pagar de novo o ingresso depois do 1º gol do Neymar. Gol de placa, jogo de enciclopédia.

Um olho na Vila, outro no Couto Pereira. O São Paulo de Adílson virou com 3 a zero. Belos gols. A torcida do Coxa não deixou de apoiar. Impressionante. O tricolor chegou ao quarto gol com Lucas. Com um a menos, o Coritiba foi encostando, fazendo gols… E olha… se tivesse mais 5 minutos de jogo, era capaz de empatar e virar. O São Paulo conseguiu outra boa vitória fora, mas não dá para dizer que o Coritiba saiu derrotado. Continuar lendo “Noite de gala. Épica!”

80 anos do eterno mestre Telê

Gostaria de lembrar de um documentário e de um livraço sobre o ponta franzino do Fluminense – daí o apelido “Fio de Esperança” – que virou técnico campeão pelo Flu, Galo, Grêmio, São Paulo campeão de tudo entre 1991 e 94. Onde não levantou título, deu show de bola – Palmeiras 1979, Seleção Brasileira da Copa de 1982 e, em menor grau, do Mundial de 1986.
Já saiu em vídeo pela Imovision o documentário Telê Santana – Meio Século de Futebol-Arte, dirigido pelas jornalistas Ana Carla Portella e Danielle Rosa. Tive o prazer de ver uma exibição em cinema do doc, na mostra CineFoot, no ano passado. Depoimentos de montão: Cafu, de quem Telê pegou muito no pé para aprender a cruzar a bola, Roberto Dinamite, Juvenal Juvêncio, Leonardo, Wanderley Luxemburgo, Marcelinho Carioca, Muller, o pupilo Muricy Ramalho,  Palhinha, Raí, Renato Gaúcho, Serginho Chulapa, Sócrates, Zetti, Zico e muitos outros. Confira o site e o Facebook do filme.

A outra dica vai para uma reedição, uma oportuna reedição: Fio de Esperança-Biografia de Telê Santana é o emocionante livro do jornalista André Ribeiro, agora pela editora Cia dos Livros e com nova capa, que você pode ver ao lado. André Ribeiro é o autor de Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva, também relançado pela Cia dos Livros.  Tem 512 páginas e vale cada 59 reais e 90 centavos.

Outros posts sobre o maior técnico de todos os tempos:
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