Maracanã, 7 da noite. Noite ‘N’ de Neymar?

Ou será que vai dar “I” de Iniesta?
O torcedor e a imprensa blaugrana sorriem com a perspectiva de uma final de um torneio de seleções com quase todo um time do Barça em campo. Falta Messi, de férias na América do Sul. Descanso merecido. Ele precisa, mesmo.
Gostaria de aproveitar este post sobre um dos personagens da decisão para um desabafo que está entalado desde a venda de Neymar para o Barça. Foi emocionante a apresentação do jovem brasileiro, diante de milhares de torcedores do novo clube, mas percebi que muita gente por aí saudou a chegada do topetudo ao Camp Nou como ‘agora, sim”. Como se o ex-clube de Neymar não fosse imenso também. Já ouvi comentarista dizendo que ele já tá jogando melhor. Peraí, Neymar nem estreou pelo Barça. Só se for por ter tirado das costas o estresse de uma negociação, em que deixa a terra natal e um clube querido pelo novo Velho Mundo.

A propósito, está nas bancas o número 2 do gibi “Neymar Jr”, com o traço e a graça da grife Mauricio de Sousa. Já pensam numa versão em castelhano ou catalão?
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A maior arquibancada do Brasil

O pessoal da publicidade da Fiat certamente não imaginava que o anúncio com o som da banda O Rappa emprestaria seu refrão para um protesto do tamanho do Brasil. “Vem pra rua, vem pra rua”. Pegou. O Rappa é certamente um dos grupos mais “callejeros” do país, dono de discurso e atitude de rápida comunicação com o jovem público de diferentes classes sociais. Curiosamente, a manifestação – em grande parte motivada pelos gastos vergonhosos em estádios da Copa 2014 e pela atenção internacional despertada pela Confederações 2013 –  não deixa de mostrar uma influência de  ‘gritos de guerra’ de torcidas organizadas, em muitos refrões.

O Brasil acordou, ô” (leia como ‘o campeão voltou, ô’).

S e m  v i o l ê n c i a” (leia como o ´É  … q u a r t a – f e i r a!’ dos estádios)

Eu sou brasileiro/com muito orgulho/com muito amor… ” (cantado nos estádios há mais de 15 anos).

Pena que junto com tantas manifestações imensas, bonitas e justas, a gente tenha visto outra característica de torcidas organizadas. A intolerância a quem pensa diferente. Rasgar bandeiras de partidos, agredir quem não usa as mesmas cores, não tem as mesmas crenças… provocar policiais (que também ganham mal para caramba)… destruir ou saquear patrimônio público ou particular… não tem nada a ver e não é nem um pouco democrático. Tolerância zero e vandalismo… isso não me representa! Diálogo, sim!
O gigante, que parecia “deitado eternamente em berço esplêndido”, despertou pra valer. Especialmente seu lado jovem. Mostrou para governantes brasileiros de TODOS os níveis…  parlamentares de TODOS os plenários –  e também a todos os estrangeiros que planejam lucrar muito com o mínimo de investimentos – que a farra acabou.
Viu só? Foi só sair da internet para reclamar que as passagens de transporte público caíram (por outro lado, não acredito em tarifa zero). Outros aumentos foram revogados. Governo e oposição acordaram. Voltaram a discutir temas de interesse nacional, e não só aquele Fla-Flu, aquele Gre-Nal, aquele derby PT x PSDB que enche o saco nos anos de eleições, quanto mais nas outras temporadas. O Congresso -outro alvo da fúria popular – reagiu. Caiu a absurda PEC-37 que limitava as investigações do Ministério Público. Demorou.
No domingo, vamos ter uma grande final da Copa das Confederações, no caro Maracanã, entre a seleção brasileira e uma esquadra fortíssima europeia. Respeitemos o direito de manifestação pacífica. Respeitemos o direito de ir e vir. Respeitemos o resultado. Se a nova Família Scolari ganhar, ótimo. Se perder, tudo bem. Felipão terá um ano para corrigir os erros. E posso apostar que ele saberá trazer a ‘maior arquibancada do Brasil” para o lado da seleção.

A bola está com os políticos. Claro, vamos ter que continuar a marcar forte. Pressão. Mas sem violência. Continuar lendo “A maior arquibancada do Brasil”

Jordi Alba, lateral-artilheiro. Desde criancinha.

Que golaços do lateral-esquerdo da seleção espanhola contra a Nigéria, não? Jordi Alba mostrou uma tranquilidade de dar inveja a muito camisa 9 de ofício -ao receber o lançamento de 45 metros do seu colega Villa-, na hora de driblar o goleiro e fazer o 3º gol da Espanha, no último domingo em Fortaleza. Eis que descubro no canal do Barcelona no You Tube o vídeo “o espírito de atacante de Jordi Alba”. Mostra que o  jovem catalão de L´Hospitalet de Llobregat jogava de meia-atacante, atacante ou ponta -às vezes com a 10- nos seus tempos de “canteras” do Barça. E fazia belos gols. Grande garoto!


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Diego Forlán. 100 vezes Celeste.

A Asociación Uruguaya de Fútbol (AUF) divulgou na sua página no You Tube um vídeo em homenagem ao atacante Diego Forlán, que completou 100 partidas vestindo a mítica camisa Celeste na vitória do Uruguai sobre a Nigéria, 20 de junho, na Arena Fonte Fova, em Salvador. E marcou o gol da vitória!
O vídeo, de 7 minutos e meio, mostra quase jogo a jogo a história de Diego Forlán com a Celeste. É o primeiro jogador a completar 100 partidas por essa seleção cheia de história e títulos (2 mundiais, 2 medalhas de ouro olímpicas – daí as quatro estrelas acima do escudo-e  quinze títulos de Sul-Americano/Copa América .

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Clássicos Futbox: Brasil x Itália

Brasil e Itália decidiram as Copas de 1970 e 1994. Nas duas ocasiões, a seleção Canarinho levou a melhor sobre a Azzurra. No ano do tetra, foi apertado, só nos pênaltis. Mas no tri, foi um chocolate: 4×1. Olha só a animação stop-motion feita pelo portal Futbox para o quarto gol, do capitão Carlos Alberto Torres.


Fonte: http://www.futbox.com/pt/animacoes

E que golaço do Futbox. O portal é uma enciclopédia ilustrada do futebol. Bate um bolão com ilustrações sobre a história dos clubes, dos dérbis (os grandes clássicos), dos principais troféus, do Brasileirão 2013 e da Copa das Confederações. A animação do gol do capita Carlos Alberto é uma da lista de gols históricos das Copas do Mundo, que podem ser conferidos neste link: http://www.futbox.com/pt/animacoes

Dentro do post, os créditos dessa animação. Dez,não?

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“82 – Uma Copa – Quinze Histórias”

Dica da coluna do Tostão.

http://82umacopa15historias.blogspot.com.br/
http://82umacopa15historias.blogspot.com.br/

Dos 5 clássicos entre Canarinho e Azzurra nas Copas, ganhamos as duas finais (tema do post seguinte) e vencemos também a decisão do 3º lugar em 1978 (golaço do Nelinho!). E a Itália triunfou em duas autênticas “decisões”: semifinal de 1938 e em 5 de julho de 1982.Só no ano passado, o Brasil 2×3 Itália do velho estádio do Espanyol e a seleção de Telê foram tema de três livros brasileiros, mais o do colombiano Wilmar Cabrera, “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal“, lançado na Espanha. E agora “82 – Uma Copa – 15 Histórias reúne 15 contos de ficção em torno da chamada “tragédia do Sarrià”. Ele fala de uma seleção que não ganhou a Copa, mas conquistou o mundo, como diz o título de outro livro, o de Falcão. O Brasil de Telê poderia empatar, mas perdeu da grande Itália de Zoff, Rossi e Bearzot e saiu fora de um emocionante Mundial.82 - DIVULGAÇÃO (1)
Dentro do post, o convite para a próxima noite de lançamento do livro organizado por Mayrant Gallo em Salvador, que tem na capa a premiada foto de Reginaldo Manente, primeira página do saudoso “Jornal da Tarde” no dia seguinte da “tragédia“. Continuar lendo ““82 – Uma Copa – Quinze Histórias””

Black Sabbath dois mil e 13. Atual como em 1970.

O disco novo do Sabbath chegou esta semana ao #1 na Billboard!

Coluna de Música | J.R. Lima

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Is this the end of the beginning or the beginning of the end?

999243_394663027321729_785078305_nBirmingham, 1970. O quarteto lança “Black Sabbath” num ano em que as bombas explodem no Vietnã. Espanha e Portugal vivem sob ditadores, os Beatles e o sonho tinham acabado. O Brasil, sob o AI-5, vivia seus piores anos de chumbo, com o linha dura Emilio Garrastazu Médici na presidência.  No finzinho de 1970, o segundo álbum, “Paranoid”, foi #1 nas paradas britânicas. Quarenta e três anos depois, um álbum da banda volta a liderar as paradas em casa.

2013. Um ano em que o bicho pega na Síria, em que Turquia e Brasil vão para as ruas, em que jogo de Copa Libertadores termina com morte de um torcedor de 14 anos, varado por um sinalizador, em que israelenses e palestinos continuam se estranhando, em que se mata porque a vítima do assalto não tem mais do que…

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