40 anos do Paulistão de 1970

DIAS Pontes EditoresSérgio, Pablo Forlán, Jurandir, Roberto Dias e Gilberto (ou Tenente); Édson e o canhotinha de ouro Gérson (Nenê disputou alguns jogos, inclusive os 2 últimos); Paulo (Miruca), Terto (Zé Roberto), Toninho Guerreiro e Paraná. É o time-base do São Paulo campeão paulista de 1970, depois de um jejum de 13 anos (o último Paulistão tricolor havia sido em 1957), período que coincide com a construção do Morumbi (inaugurado parcialmente em outubro de 1960, ficou pronto em janeiro de 1970). Curiosamente, o título tão esperado foi confirmado longe do Morumbi,  em Campinas, em 9 de setembro de 1970. São Paulo 2×1 Guarani. No volume II de O Caminho da Bola, série de três livraços que conta a história da Federação Paulista, Rubens Ribeiro escreve que o Paulistão de 70 teve uma fase de classificação com 9 times do interior e o Juventus, que jogaram entre si em turno e returno. Guarani, Ferroviária, Botafogo de Ribeirão, Ponte Preta e São Bento passaram para a fase final, em que entraram os grandes: Santos, Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Portuguesa (ordeno de acordo com a classificação final do Paulistão de 1969). Os dez clubes jogaram entre si, de novo em turno e returno. O tricolor foi campeão com uma rodada de antecedência.

Aproveito para republicar parte de um post sobre Roberto Dias e biografia dele, Dias – A Vida do Maior Jogador do São Paulo nos Anos 1960, do jornalista Fábio Matos.
DIAS Pontes EditoresO zagueiro e médio-volante Roberto Dias aparece na maioria das listas dos melhores jogadores da história do São Paulo, como a do livro do Arnaldo Ribeiro. Em  26 de setembro faz 3 anos que o ídolo tricolor morreu. A biografia Dias – A Vida do Maior Jogador do São Paulo nos Anos 1960 (Pontes Editores),  escrita por Fábio Matos, mostra a importância do zagueiro habilidoso, considerado por Pelé seu melhor e mais leal marcador –  “era inteligente e sabia marcar sem fazer faltas”, disse o Rei ao Estadão, em 2005. Roberto Dias, esse zagueiro, é considerado o único grande craque que defendeu o Tricolor do Morumbi enquanto o estádio era concluído.

Foram anos de vacas magras. O São Paulo ficou seu ganhar títulos paulistas entre 1957 e 1970, quando jogadores como o cerebral Gérson, o canhotinha de ouro, e o artilheiro  Toninho Guerreiro foram contratados para acabar com o jejum. Nessa entressafra, o São Paulo de Roberto Dias ficou muitas vezes no “quase”, diante do timaço do Santos de Pelé ou da primeira Academia do Palmeiras. Mas no Memorial do São Paulo está a Pequena Taça do Mundo, conquistada em 1963, na Venezuela, contra Porto e Real Madrid, sob o comando de Oswaldo Brandão.

Em “Dias – A Vida do Maor Jogador do São Paulo nos Anos 1960“, Fábio Matos conta a vida de Roberto Dias (1943-2007) desde o berço, no bairro do Canindé, onde o menino “Bebé”, que torcia justamente para o time que o São Paulo enfrenta no Majestoso deste domingo, aprendeu a gostar do tricolor. Os técnicos que deram força ao jovem defensor, a seleção que foi às Olimpíadas de Roma em 1960, a consolidação como titular do São Paulo, as potentes cobranças de falta no estilo folha-seca, os grande jogos, as decepções, a conquista do Paulistão de 197o; o infarto do miocárdio aos 28 anos, no finalzinho de 1970, poucas horas depois de um jogo contra o Santos; a volta, um ano depois, as perdas na família; o desligamento do time que defendeu com tanta categoria, em 1973 e, no fim da vida, o trabalho como treinador das escolinhas do departamento social do clube.
O livro de Fábio Matos termina com um desejo do biografado: “pisar no Morumbi até o último suspiro”. E foi mesmo no estádio do clube em que trabalhava, em 2007, que Roberto Dias teve a parada respiratória que o levou à morte, horas depois, no hospital, me informa texto do biógrafo, em gentil e-mail de Domingos D´Angelo.
Roberto Dias atuou 25 partidas pela Seleção principal, mas foi cortado da relação final da Copa de 66. Jogou ainda por CEUB (DF), Jalisco (México), Dom Bosco (MT) e pendurou as chuteiras no Nacional da rua Comendador de Souza.

A CAMPANHA/SÃO PAULO campeão paulista 1970:

  • 1×0 São Bento (Morumbi)
  • 1×2 Portuguesa (Palestra Itália)
  • 2×2 Ponte Preta (Campinas)
  • 3×2 Santos (Palestra Itália)
  • 2×1 Ferroviária (Palestra Itália)
  • 1×1 Corinthians (Morumbi)
  • 2×1 Botafogo (Ribeirão Preto)
  • 1×0 Palmeiras (Palestra Itália)
  • 0x0 Guarani (Morumbi)
  • 3×2 Santos de Pelé (Morumbi)
  • 0x2 Ferroviária (Araraquara)
  • 1×0 Portuguesa (Morumbi)
  • 0x1 Palmeiras (Morumbi)
  • 4×0 Botafogo (Morumbi)
  • 3×0 São Bento (Sorocaba)
  • 2×0 Ponte Preta (Morumbi)
  • 2×1 Guarani (Campinas) *jogo do título
  • 1×0 Corinthians (Morumbi)

Foram 12 vitórias (que valiam 2 pontos) mais 3 empates e 3 derrotas. Total: 27 pontos.

Fontes: Almanaque do São Paulo e O Caminho da Bola -História da FPF

Agradecimento: Domingos D´Angelo pela correção

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