Bola Fora

No último jogo pelo São Paulo, André Dias deixou seu gol de despedida. FOTO Gaspar Nóbrega VIPCOMM
Na despedida, o zagueiro deixou seu gol. FOTO Gaspar Nóbrega VIPCOMM

Peço emprestado o título do último livro do jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, “Bola Fora – A História do Êxodo do Futebol Brasileiro”, para este post sobre a negociação do zagueiro André Dias para a Lazio. Se um dia houver uma reedição atualizada do livro, com a imensa lista que PVC publicou com nomes de brasileiros que foram jogar nos principais mercados do futebol europeu, lá estará o do ex-zagueiro são-paulino. Pode não ser um craque titular de seleção, mas era importante para a linha de 3 zagueiros do Morumbi – eta 3-5-2 difícil de acabar! E se as coisas já não estavam muito azeitadas, imagina agora sem André Dias… E isso a pouco mais de uma semana da estreia do tricampeão na Libertadores, competição que é o objeto de desejo, a obsessão de todo são-paulino. Alex Silva (repatriado) ainda se recupera e deve perder 2 rodadas de Libertadores. André Luís está suspenso por toda a primeira fase (talvez motivo de alívio para muito torcedor). Restaram Miranda, que a cada janela de transferência fica nesse vai-não-vai para a Europa (um dia acaba indo), Xandão, que entrou bem no time, mas é uma contratação ainda muito recente, e Renato Silva, que quase foi liberado para o Grêmio.  Caramba, que planejamento é esse?

Claro, André Dias tem todo o direito de ganhar o seu dinheirinho, de garantir um futuro melhor – o segundo filho está a caminho. No seu jogo número 197 pelo São Paulo, o 3×0 contra o Paulista em Barueri, o zagueiro tricampeão brasileiro entre 2006 e 20008, marcou seu 11º gol com a camisa tricolor. E fez a bela homenagem à esposa grávida, registrada na foto do Gaspar Nóbrega, da Vipcomm, que ilustra o post. Acabou sendo a despedida também.

Num certo momento desse que foi último jogo de André Dias pelo tricolor, o goleiro Rogério Ceni saiu com os pés, numa jogada ousada.

Do meio de campo, André olhou para Rogério, meio que preocupado com o amigo.

Um cara de confiança do capitão. Pena que o São Paulo não conseguiu segurar.

Só resta desejar: boa sorte, André Dias!

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Uma tarde na Arena Barueri

Sessão da tarde desta quinta-feira: visita à Arena Barueri, confortável estádio na cidade da Grande São Paulo onde o tricolor paulista mandará alguns jogos enquanto o Morumbi é alugado para alguns shows (Metallica, Beyoncé, Coldplay). O São Paulo goleou o Paulista de Jundiaí por 3 a 0, em tarde muito feliz de Dagoberto.

Placar do 1º tempo: 1x0

Jogando aberto pela esquerda, fez dois gols (o primeiro, uma pintura, numa jogada individivual) e sofreu a falta que originou o segundo cartão vermelho do Galo da Japi e o terceiro gol do tricolor (André Dias tocou pro gol vazio). Estou impressionado com o abismo técnico entre os grandes e os times do interior no Paulistão 2010. Ontem o Santos não teve muitas dificuldades para fazer 5 a 0 no Grêmio Barueri, aquele que agora joga em Prudente – em noite inspirada de Neymar. Desse jeito, o campeonato estadual não prepara para Libertadores, Copa do Brasil ou Brasileirão.  É muito fraco o nível técnico da maioria dos times do interior, infelizmente.

Mas o assunto desse post é a Arena Barueri. Continuar lendo “Uma tarde na Arena Barueri”

Nomes para não esquecer

Elenco campeão da Copinha 2010. FOTO Bruno Miani VIPCOMM

Richard, o “nome do jogo” (porque poderia ter sido expulso; porque defendeu 3 pênaltis); Filipe Aguaí (depois Willian), Fabiano, Bruno Uvini e Felipe (depois, Paulo Henrique); Casemiro, Zé Vitor, Jefferson e Marcelinho; Roniele e Lucas Gaúcho (depois, Rener). Técnico: Sérgio Baresi.

Peço emprestado o título da faixa 17 do CD Coração de 5 Pontas, gravado por Hélio Ziskind (saiba mais no post anterior), que menciona uma infinidade de grandes jogadores que passaram pelo time do São Paulo, para anotar os nomes desses garotos do tricolorzinho sub-18, campeões da Copinha 2010. É claro que meu objetivo não é comparar as jovens promessas às feras citadas na bela homenagem de Ziskind a Bellini, De Sordi, Dino Sani, Lugano, Luís Fabiano,  Mirandinha, Pita, Poy, Silas, Waldir Peres e muitos outros.  Mas sim deixar na blogosfera os nomes desses 11, 14 atletas. Vamos dar tempo ao tempo… pelo menos um, talvez dois ou três anos para ver quem decola como o “foguete tricolor” do CD infantil mencionado. É importante ter paciência. Da Copinha, participam jogadores do sub-18.  Por outro lado, com tantos reforços (Alex Silva, André Luís, Xandão, Léo Lima, Marcelinho e Carlinhos Paraíba, Rodrigo Souto, Cléber Santana, Fernandinho), será que a molecada que sai da base são-paulina terá oportunidade de uma sequência de jogos?

Em tempo. Do time do Corinthians campeão da Copinha em 2009, o Boquita costuma aparecer no time de cima, tem marcado seus golzinhos.  O lateral-esquerdo Bruno Bertucci foi emprestado ao São Caetano. E o meia Marcelinho, para o Monte Azul.

São Paulo da Floresta

Publicado em 25 de janeiro de 2010

O CD Coração de 5 Pontas, de Hélio Ziskind (autor da trilha de Cocoricó), bolado pelo publicitário Rui Branquinho e ilustrado por Gustavo Duarte, conta a vida do tricolor paulista em 18 músicas, de olho nos torcedores mirins – e seus pais, tios, avós e padrinhos corujas… Não ficaram de hora os 5 anos de história do chamado São Paulo da Floresta, também SPFC, fundado há exatamente 81 anos, num 25 de janeiro, por boleiros descontentes com o fim do futebol no Clube Atlético Paulistano (vermelho e branco) e na Associação Atlética das Palmeiras (uniforme preto e branco). O campo da A.A. das Palmeiras era a Chácara da Floresta, que chegou a ser o maior estádio paulista, e rendeu o apelido do precursor do São Paulo F.C. de hoje.

Ilustração de Gustavo Duarte para o encarte do CD

São Paulo da Floresta que é tema de 3 músicas no comecinho do CD do Hélio Ziskind. Viajando pelo Tempo lembra do Paulistano, “pai do tricolor” e do craque Friedenreich. Em  Era Uma vez um Lugar, Hélio Ziskind descreve o campo da Floresta, “na beira do rio Tietê… uma arquibancada de madeira/e uma cerca branca ao redor” e o título paulista de 1931 (tema da ilustração acima, do Gustavo Duarte, presente no encarte do CD). A taça do Paulistão de 1931 está lá, no Memorial do São Paulo Futebol Clube, no Morumbi. A falência do tricolor da Floresta também é cantada no CD Coração de 5 Pontas. Seguida pela segunda fundação, em dezembro de 1935. O resto é história, ou letra e música de Hélio Ziskind.

Conheça mais sobre o CD no site da gravadora MCD.

LIVROS  SOBRE A HISTÓRIA DO SÃO PAULO FC, INCLUINDO O PERÍODO DO TRICOLOR DA FLORESTA… Continuar lendo “São Paulo da Floresta”

Para Leônidas, o homem de borracha

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O homem de borracha no Memorial do SPFC"

24 de janeiro. 6 anos sem Leônidas da Silva. O primeiro brasileiro a terminar uma Copa do Mundo como artilheiro: a de 1938, na França, com 7 gols, segundo site da Fifa. Virou homem de borracha, para os franceses, encantados. Seu apelido brasileiro, diamante negro, virou nome de chocolate, inspirou o título da ótima biografia escrita por André Ribeiro. O “Pelé” antes da era Pelé, jogou (e aprontou!) no Sírio e Líbanes, São Cristóvão, Bonsucesso, Penãrol, Vasco, Botafogo, Flamengo (campeão nos 3 grandes grandes cariocas onde jogou),  São Paulo (cinco títulos paulistas na década de 40!) e Seleção Brasileira. Também é personagem de um belo samba eternizado por Carmen Miranda, regravado por Marcos Sacramento, Deixa Falar, e do CD Coração de 5 Pontas, recém-lançado por Hélio Ziskind.

Leia mais sobre grande craque aqui.

Livros sobre o São Paulo Futebol Clube

Atualizado em fevereiro de 2014

16 de dezembro de 1935 é a data oficial da fundação do São Paulo Futebol Clube. Em 25 de janeiro de 2010, foram lembrados os 80 anos do chamado São Paulo da Floresta. Também São Paulo Futebol Clube, foi fundado por ex-integrantes do departamento de futebol do Clube Atlético Paulistano (vermelho e branco) e da Associação Atlética das Palmeiras (uniforme preto e branco). O tricolor de 1935 manteve escudo e uniforme do São Paulo da Floresta. Livros sobre o São Paulo? Saiba tudo aqui.

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Livro: “Os Dez Mais do São Paulo”

Publicado em 3/12/2009 e atualizado em 12/12/2012
O Blog do Juca Kfouri noticia a noite de autógrafos do livro do jornalista Arnaldo Ribeiro, da revista Placar. Os Dez Mais do São Paulo será lançado na quarta-feira que vem, 9 de dezembro, a partir das 7 da noite, na Saraiva do MorumbiShopping – pra quem tiver pressa, alguns sites especializados  terão o livro disponível na segunda-feira. É o 7º volume da Coleção Ídolos Imortais, da Maquinária Editora – depois de Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Internacional e Botafogo. Funciona assim. Um júri de convidados vota nos seus favoritos e os 10 escolhidos entram no livro escrito por um jornalista que não necessariamente participou da votação. No caso do São Paulo, como Fut Pop Clube noticiou em agosto, os eleitos foram: o goleiro-artilheiro Rogério Ceni, os zagueiros e volantes Roberto Dias e Darío Pereyra, o meio campo Bauer (da histórica linha média Rui, Bauer e Noronha, nos anos 40), os meias Pedro Rocha e Raí, mais os atacantes Leônidas, Canhoteiro, Serginho Chulapa e Careca. Um timaço. E conhecendo a coleção Ídolos Imortais e o texto de Arnaldo Ribeiro, podemos esperar mais um golaço da Maquinária Editora. O curioso é que 8 desses ídolos tricolores já foram personagens principais de outros livros. Confira aqui. Continuar lendo “Livro: “Os Dez Mais do São Paulo””

Dica de livro: “Tricolor Celeste”

Publivado em 2009

Diego Lugano, capitão do Uruguai, é um dos quatro personagens de Tricolor Celeste, livro do jornalista Luís Augusto Símon, o Menon, sobre quatro jogadores da seleção uruguaia que fizeram história no São Paulo. Acabei de ler e posso recomendar suas 110 páginas não só aos são-paulinos, mas a todo mundo que goste de acompanhar o futebol sul-americano, uruguaio, e especialmente, aos fãs do lateral direito Pablo Forlán, do clássico meia Pedro Rocha, que marcava muitos gols, do quarto-zagueiro e volante Darío Pereyra e do zagueiro Diego Lugano.

Comecei a ler pelo capítulo que trata de Pedro Virgílio Rocha. “El Verdugo” (carrasco) – o segundo “verdugo” do futebol uruguaio, aprendi com o livro do Menon – foi o meu primeiro ídolo nos gramados. Na segunda metade dos anos 70, ele era sócio de uma loja chamada Pedro Rocha Sports, que funcionava na hoje badalada esquina da Joaquim Floriano com a João Cachoeira, em São Paulo. Eu ia lá para olhar os artigos esportivos, às vezes comprava um time de botão e, com sorte, saía com um autógrafo, se Rocha estivesse por lá (pelo menos uma vez o vi na loja). Continuar lendo “Dica de livro: “Tricolor Celeste””

CD “Coração de 5 Pontas”

Não faltam gols ao CD Coração de 5 Pontas, do qual fiquei sabendo pelo Blog do Birner. O músico Hélio Ziskind (autor da trilha do Cocoricó, entre outros programas infantis) compôs e gravou o disco, idealizado por Rui Branquinho (publicitário que bolou as camisetas 92 93 05 e a série de produtos que começou como 4-3-3), e lançado agora pela gravadora MCD.  Continuar lendo “CD “Coração de 5 Pontas””

Paixão entre Linhas

Os livros do kit são-paulino da coleção Paixão entre Linhas, da editora Leitura, vão ser lançados nesta quarta-feira, a partir das 19h, na Saraiva do Morumbi Shopping. Os jornalistas Luís Augusto Simon (o Menon) e Marcelo Prado autografam Nascido para Vencer, que resume as campanhas dos principais títulos tricolores, mostra a importância de jogadores como Leônidas, Roberto Dias, Careca, Raí e Rogério e entrevista Kaká, Lugano, Miranda, torcedores como o novelista Bendito Ruy Barbosa e até políticos como o ex-governador Laudo Natel (presidente do São Paulo de 58 a 72) e Marco Aurélio Cunha. Thiago Braga assina O Time do Meu Coração, versão pocket da história do São Paulo. Continuar lendo “Paixão entre Linhas”