Steve Harris & West Ham United FC

pieceofmind1 O que o capitão do time do heavy metal tem em comum com o homem-gol do samba rock? A paixão pelo futebol. Como Jorge Benjor, que chegou a jogar nas divisões de base do Flamengo, o baixista Steve Harris, do Iron Maiden, atuou nos  juvenis do West Ham, clube da ZL de Londres que teve três jogadores na seleção inglesa campeã do mundo, em 66 (o capitão Bobby Moore, o meia Peters e o atacante Hurst). O W.Ham também revelou Lampard (hoje Chelsea) e teve Carlos Tévez por um semestre (antes de repassá-lo ao ManUtd), mas no Brasil é mais conhecido mesmo pela ligação com o ilustre torcedor. Steve Harris queria ser jogador profissional, mas trocou as chuteiras pelo baixo. E hoje, neste 12 de março em que completa 53 anos anos, começa por Manaus a parte brasileira da turnê Somewhere Back in Time. Pelo menos um som que pode aparecer no setlist vem do quarto álbum do Maiden, Piece of Mind, outro discão. Continuar lendo “Steve Harris & West Ham United FC”

Iron Maiden 3.0: The Number of the Beast, 29/03/1982

Foto: Robert Ellis (C) Iron Maiden Holdings 1996/38596 Fonte: EMI

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A sirene de ataque aéreo – apelido do vocalista  Bruce Dickinson -começou a funcionar pra valer no terceiro disco do Iron Maiden, estreia do cantor na banda inglesa. The Number of the Beast (ouça trechos aqui) foi o primeiro álbum  nº1 do Iron (nas paradas inglesas). Primeiro Top 40 nos EUA. É aquele disco que  mesmo revistas e livros não especializados em rock pauleira elegem para falar do Maiden. Não é à toa que Number mereceu um programa da série Classic Albums, já lançado em DVD no Brasil. Aqui não tem Prodigal Son nem instrumentais. É pau puro, desde a faixa 1, Invaders, até a última, Hallowed Be Thy Name, um clássico de Steve Harris, cheio de mudanças de ritmo e clima, sobre um homem no corredor da morte.  Agora, além do apelo da capa (Derek Riggs), teve dois singles fortíssimos. Continuar lendo “Iron Maiden 3.0: The Number of the Beast, 29/03/1982”

Iron Maiden 2.0

killers O segundo álbum do Iron Maiden marcou a estreia de Adrian Smith (ex- Urchin), um “velho” de Dave Murray. Um guitarrista mais melódico, como mostram suas canções (ex: Wasted Years) e carreira fora da donzela.  Killers (02/02/1981) abriu a parceria do quinteto com o produtor Martin Birch, de clássicos como Machine Head, do Purple, referência para os Irons. A maioria das canções (ouça trechos no site da banda) foi composta por Steve Harris bem antes de Adrian entrar. Innocent Exile, por exemplo, existia ante de Harris fundar o Maiden. Clássicos do metal como Wrathchild e Killers já levantavam shows como Live at the Rainbow. Killers não chegou tão alto na parada como o LP anterior (12º, contra 4º de Iron Maiden). Uma pena. É um discão. Se você acha que o Iron não toca nada, tente ouvir Prodigal Son. A formação com Paul Di´Anno lançou ainda dois singles e um excelente mini-LP ao vivo. Continuar lendo “Iron Maiden 2.0”

Iron Maiden 1.0

The Soundhouse Tapes, o primeiro compacto:  Iron Maiden/Invasion, Prowler
The Soundhouse Tapes, o primeiro compacto: Iron Maiden/Invasion, Prowler

O Iron Maiden do baixista Steve Harris passou por umas seis formações até chegar à que gravou a demo tape, no finalzinho de 78, num estúdio perto de Cambridge, com o vocal Paul Di´Anno, um guitarrista só (Dave Murray) e o batera Doug Sampson, além de Harris. Os caras gastaram toda a grana na gravação e não puderam comprar o resultado final. Depois, quando voltaram com dinheiro para levar a fita equalizada, ela já tinha sido apagada. Harris e cia tiveram que se contentar com fita k7 não mixada com 4 músicas: Iron Maiden, Invasion, Prowler e Strange World. Quase um ano depois, as três primeiras foram lançadas num compacto bancado pela própria banda: “The Soundhouse Tapes”. Vendeu as 5 mil cópias, mas a lenda dizia que 15 mil unidades voaram, o que ajudou a banda a ser contratada pela EMI. NO DVD The Early Years, um executivo da gravadora na época diz que a EMI teve que escolher entre Iron Maiden e Def Leppard. Não dava para contratar os dois. Escolha certa.

Running Free/Burning Ambition, 1º single pela EMI
Running Free/Burning Ambition, 1º single pela EMI

Pouco antes da 1ª sessão de gravações para EMI, novas mudanças: saiu o batera Doug Sampson, entrou Clive Burr. E a guitarra de Dave Murray ganhou a companhia – ou a competição, algumas fontes dizem – de Dennis Stratton. “Running Free” foi a canção eleita para o segundo compacto do grupo, o primeiro pela EMI. Música tocada em shows de quase todas turnês posteriores. No lado B, “Burning Ambition” mostrou o interesse de Harris pelo rock progressivo.  O single superou as expectativas e pintou o convite para tocar “Running Free” na parada “Top of The Pops”, da TV inglesa. O que a BBC não imaginou é que a Donzela de Ferro fez questão de tocar ao vivo, sem playback, “ousadia” perpretada pelo The Who 8 anos antes. Rock é rock mesmo. A performance dessa música no Top of the Pops é um dos extras do já mencionado DVD The Early Years.

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Kings of Leon, “Only By The Night”

kingsofleon Confesso que não prestei a devida atenção ao três discos anteriores da banda da família Followill. O Kings of Leon é formado por três irmãos -Caleb (g/v), Jared (baixo) e Nathan (bateria)- mais o primo Matthew (guitarra). Outro dia, entrei numa loja e foi pego de supresa pela ótima trinca Closer, Crawl e Sex on Fire. Procurei saber que som era aquele e descobri Only by the Night, quarto disco do quarteto de Nashville. Comprei na hora. Muito mais indie, por outro lado sem ser amigável ao que toca em rádios de música pop, o KOL já emplacou Sex on Fire como single mais vendido em formato digital no Reino Unido. Aliás, o grupo norte-americano invadiu o Brit Awards e saiu do prêmio britânico com as taças de melhor banda internacional e melhor álbum internacional. Para ouvir e ver tudo o que é possível sobre o Kings of Leon, clique aqui.

Duffy, “Rockferry”

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A cantora do País de Gales Duffy saiu do último Brit Awards com três prêmios: melhor cantora solo britânica, revelação britânica e melhor ábum britânico para Rockferry, seu primeiro disco – que já foi relançado lá fora como edição dupla, emplacando mais um single (Rain on you Parade) numa relação que já tinha Rockferry, Mercy, Warwick Avenue e Stepping Stone, . Som indicado para quem gosta de Amy Whinehouse e rhythm and blues.

DVD: “The Early Days”

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Paul Day no vocal (não confundir com Paul Di´Anno), Dave Sullivan e Terry Rance (guitarras), Ron Mathews na bateria e Steve Harris no baixo. Essa foi a primeira (de muitas) formações da banda Iron Maiden, em 1975. Esse quinteto tocou junto até o meio de 76 e dele ficou só o capitão do time, Steve Harris. Tempos em que o grupo que se tornaria o gigante do heavy metal mundial cobrava de cachê 5, 10, 15 libras – só o gelo seco dos efeitos de palco custava 10 libras. São informações como essas, que fazem a delícia de fissurados no rock rápido, pesado e melódico do grupo de Londres, que recheiam o documentário de 90 minutos no duplo DVD “The History of Iron Maiden, Part 1: The Early Days”, disponível no Brasil. A equipe rodou 4 países e fez 40 entrevistas – são ouvidos um monte de ex-roqueiros do grupo, em depoimentos sempre gentis, mesmo quem pediu pra sair aparece “bem na fita”, alto astral total. Sobra apenas para o produtor do primeiro disco, muito criticado pela qualidade do som. Entre os extras que ajudam a documentar a explosão do Maiden, um vídeo caseiro gravado no pub Ruskin Arms, no mesmo dia do lançamento do 1º LP, bem amador mesmo -vale apenas como registro histórico. Mais os cinco primeiros clips do Iron. Apresentações histórias no Top of the Pops, antiga parada de sucessos da rede de TV BBC: com Running Free, o Maiden foi o primeiro a tocar ao vivo, depois de anos e anos de playback – o último a tocar de verdade tinha sido o The Who. E um achado: um filme de 20 minutos – filme mesmo, em preto e branco, produzido pela Granada TV inglesa, sobre este comecinho da banda. A formação que gravou Iron Maiden manda a ver ao vivo, a edição deixa o rock rolar e ainda tem entrevistas curiosas. O DJ Neal Kay, que teve grande importância para o “descobrimento” do Iron, comenta que não gosta do rótulo heavy metal. Mas veste uma camiseta com dizeres tipo Heavy Metal Sounds… Surreal. E tem muito mais material para deleite dos fãs de carteirinha.Clique aqui. Continuar lendo “DVD: “The Early Days””

“Control”. Vida, obra e morte de Ian Curtis.

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Classificação: 14 anos

“Control”, filme biográfico sobre o vocalista Ian Curtis, tem por trás das câmeras duas pessoas muito relacionadas à curta vida do vocalista do Joy Division. O diretor holandês Anton Corbijn, aqui em seu primeiro longa, que foi fotógrafo da banda (também do jornal New Musical Express e do U2), diretor de clips (Depeche, Nirvana) e ajudou a produzir a imagem do JD. O roteiro, premiado com na Inglaterra, é atribuído a Matt Greenhalgh e à esposa de Ian, Deborah Curtis, que escreveu a biografia “Touching from a Distance”.”Control” acompanha a formação do Joy Division, com foco na vida de Ian, interpretado por Sam Riley- o casamento com Deborah, a doença (epilepsia), a paixão pela jornalista belga Annik Honoré (vivida pela bonita atriz romena Alejandra Maria Lara, que fez a jovem secretária de Hitler em “A Queda”, está em “O Leitor” exatamente como vítima do nazismo, e aqui surge com cabelos compridos) e aborda de leve o suicídio do vocalista, aos 23 anos.

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Joy Division

No ano passado, dois filmes sobre a banda Joy Division e seu cantor Ian Curtins passaram quase que simultaneamente em salas paulistanas. Eu consegui ver no cinema  “Joy Division”, que é um documentário de visual sombrio, mas muito interessante. Com bastante informação, embora curtos demais os sobe-sons musicais. No próximo texto, “Control”, uma cinebiografia sobre Ian Curtis, que acaba de sair em DVD.