Robertão/Taça de Prata

Roberto Gomes Pedrosa. Nome de goleiro da Seleção, do Botafogo e do São Paulo. Nome de presidente da Federação Paulista. Nome da praça em frente ao estádio do Morumbi. Nome do torneio Rio-São Paulo a partir de 1955. Em 1967, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa cresceu, ganhou participação de clubes gaúchos, paranaenses e mineiros. Virou Robertão. Baianos e pernambucanos estrearam em  1968 (algumas fontes dizem que a partir desse ano o Robertão passou a ser chamado de Taça de Prata; outras dizem que esse nome surgiu em 1970). Confira os campeões das 4 edições do Robertão (P.S.: considerados campeões brasileiros pela CBF em 22/11/2010).

  • Robertão 1967 Palmeiras campeão. Vice: Internacional. Artilheiros:  Ademar Pantera (Flamengo) e César Maluco (Palmeiras), 15 gols. Participantes: 15 times: os 12 grandalhões do eixo Rio-SP-MG-RS, mais Portuguesa, Bangu e Ferroviário-PR (que depois de algumas fusões daria origem ao Paraná Clube). O site Bola na Área tem a tabela completa.
  • Robertão 1968Santos campeão. Vice: Internacional. Artilheiro: Toninho Guerreiro, 18 gols. Participantes: 17. Atlético Paranaense substitui o Ferroviário. Estreiam Bahia e Náutico. Tabela no site Bola na Área. A taça está lá no Memorial das Conquistas do Santos (confira post anterior).
  • Robertão 1969Palmeiras campeão. Vice: Cruzeiro. Artilheiro: Edu Antunes Coimbra, do América-RJ, irmão de Zico, 14 gols.  Participantes: 17. Ameriquinha entra no lugar do Bangu. Campeões estaduais,  Coritiba e Santa Cruz substituem Atlético-PR e Náutico. Tabela aqui.
  • Robertão/Taça de Prata 1970Fluminense campeão. Vice: Palmeiras. Artilheiro: Tostão, do Cruzeiro, 12 gols. Participantes: 17. Ponte Preta na 5ª vaga paulista. Atlético Paranaense volta a representar seu estado. Santa Cruz permanece. Tabela aqui. A campanha vitoriosa do Flu é tema do novo livro de Roberto Sander, Taça de Prata de 1970.

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O dia em que Pelé disse “Love, Love, Love”

Esse dia, eternizado na música “Love, Love, Love”, de Caetano Veloso (disco “Muito”, 1978, capinha ao lado), foi também um dia em que Pelé jogou contra o seu Santos. Meio jogo, é verdade. 1º de outubro de 1977. NY Cosmos x Santos. Giants Stadium lotado por 75 mil pessoas.  Pelé (então com 37 anos) atuou o 1º tempo com a camisa verde do time de NY, como esta, do colecionador Paulo Gini. Fez um gol. No segundo tempo, vestiu a clássica camisa branca do Peixe. Placar: Cosmos 2 x1 Santos.

Ticket do jogo de despedida do Rei, encarte do livro "Pelé - Minha Vida em Imagens" (editora Cosac Naify))

O amistoso de despedida do Rei do soocer é um dos assuntos abordados na autobiografia muito bem ilustrada Pelé – Minha Vida em Imagens, lançada pela editora Cosac Naify. Além do texto de Pelé, muitas fotos e lista dos 1.283 gols, o livraço vem com encartes, como o ingresso (veja ao lado) desse jogo entre Cosmos e Santos. O Peixe contava com Clodoaldo, Aílton Lira, Juary e João Paulo, mix de veteranos e jovens de uma das muitas gerações do que se convencionou chamar Meninos da Vila. O time da Warner Communications contava ainda com  Beckenbauer, Carlos Alberto Torres e Chinaglia – atacante italiano que não se dava exatamente bem com o Rei, aprendi no documentário O Mundo A Seus Pés – A Extraordinária História do NewYork Cosmos. Hoje o Museu do Futebol tem uma tarde reservada a filmes sobre Pelé. A partir de 15h, os curtas Uma História de Futebol, bela ficção sobre a infância do Rei, mais Pelé 70 1.284 – O Último Gol de Pelé, que circula na web. Às 16h30, o doc Isto É Pelé. Leia mais sobre o filme do Cosmos neste link, ou dentro do post.

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Hat-trick: Zé Eduardo e Jonas

O santista Zé Eduardo fez 3 no chocolate sobre o líder Fluminense no Engenhão.
Jonas fez 3 dos 4 do Grêmio contra o Prudente. Artillheiro isolado do Brasileiro. 17 tentos, contra 11 de Bruno César.
Tag hat-trick pra eles.
Aliás, que arrancada gremista com Renato Gaúcho! Na virada do 1º pro 2º turno, o Grêmio estava em 16º lugar, era o último antes da zona de rebaixamento, com apenas 20 pontos. Nove rodadas depois, o tricolor gaúcho já é o 8º, com  42 pontos – a 6 da zona Libertadores (considerando G3). O campeonato voa.

Revistas Match day

Corinthians
Palmeiras
Santos
Preleção, do São Paulo

Este domingão não foi dia de jogo no Brasil (lá fora, em compensação, podemos destacar a vitória do Chelsea, 2-0 num clássico londrino contra o Arsenal; e a goleada do Real Madrid sobre o Deportivo La Coruña, 6-1). Match Day (dia de jogo) é o nome que se dá às revistas que são como programas oficiais das partidas. Hábito lá fora. Aqui, as empresas G8 Sports e ProFootball publiacm essas revistas de quatro grandes paulistas: Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. Tem jogo “em casa”? Revista match day nova na área. Elas podem ser encontradas em alguns setores dos estádios e também na internet. Veja os links: Continuar lendo “Revistas Match day”

PontosCorridos.com.br

FOTO Jefferson Bernardes / Vipcomm

Que jogão o do Beira-Rio neste domingo, hein? Um clássico, sim, entre um tri brasileiro, o Internacional, e um tetra, o Corinthians. Belos gols, bolas na traves, expulsões, empate no finalzinho e desempate no último instante. 3×2! E ainda tem gente que acha que o sistema de pontos corridos não tem emoção. Não que eu não goste de mata-mata. Muito pelo contrário. Temos que ter os dois sistemas. Mas para mim o certo mesmo é seguir Brasileirão em pontos corridos (de preferência, sem pontapé inicial no meio de fases decisivas de Libertadores e Copa do Brasil e sem tantos jogos no meio de semana). E uma Copa do Brasil forte, com os clubes que participam da Libertadores, sim. E uma final longe da Libertadores. Talvez no fim da temporada, logo após o campeonato nacional, como acontece na Espanha (na última Copa do Rey, milhares e milhares de torcedores do Atlético de Madrid e do Sevilla viajaram a Barcelona para ver a final no Camp Nou, vencida pelos sevilhanos).
Voltando ao BR-2010, após a 25ª rodada, 10 pontos separam o líder Fluricy, digo, Fluminense, do 7º, o Atlético Paranaense, em bela arrancada.
É G3 ou G4? Se for G3, mesmo, Flu (48 pontos ganhos), Corinthians (47 PG, 1 jogo a menos) e Cruzeiro (44PG) estariam na Libertadores, ao lado do campeão, Inter (4º na luta pelo BR, com 41 PG, 1 J a menos), e do vencedor da Copa do Brasil, o Santos (6º, com 38 PG, 1J a menos). Mas se a Libertadores 2011 voltar a ter o G4 do BR-10, entraria o Botafogo (logo abaixo do colorado, 40 PG). Essa decisão não pode ficar pra última rodada! Continuar lendo “PontosCorridos.com.br”

Gylmar dos Santos Neves, 80 anos

O goleiro Gylmar dos Santos Neves – 80 anos neste 22 de agosto – foi campeão de tudo pela Seleção Brasileira e pelo Santos. E pediu bis. Só que antes também ganhou títulos pelo Corinthians (aliás, defendia o alvinegro quando foi campeão do mundo na Suécia, em 1958, inscrito com a camisa 3). No aniversário do grande goleiro, que começou no Jabaquara, lembro do livro Tributo a Gylmar, Matrix editora, de Marcelo Mello. Continuar lendo “Gylmar dos Santos Neves, 80 anos”

Politheama. Chico Buarque e O Futebol.

Publicado em 10 de agosto de 2010

Capa do DVD Chico Buarque: O Futebol

Ele é um dos principais personagens do filme Uma Noite em 67, excelente documentário já lançado em DVD. O time de coração de Chico Buarque está na ponta do Brasileirão, contratou Deco, Belletti, trouxe Washington de volta, manteve Conca e Fred  – e ainda contou com o Dia do Fico de Muricy Ramalho. No oitavo DVD da série retrospectiva dirigida por Roberto de Oliveira, o cantor, compositor (e peladeiro nas horas vagas) Chico Buarque mostra sua paixão não só pelo tricolor, mas pelo futebol de modo geral. O nome do DVD é uma referência ao samba dedicado a Mané, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro: O Futebol, de Chico Buarque, um dos camisas 10 da paquera futebol e música no Brasil. Ou melhor, camisa 9, de Pagão, ex-jogador do Santos, ídolo de Chico – que o encontra num dos capítulos do DVD (ele também vê Pelé, Ronaldinho Gaúcho e os veteranos do Santos – que ganham do Politheama em amistoso na Vila Belmiro. Politheama é o time de pelada de Chico, que herdou o nome de seu jogo de botão. Manda seus jogos no campo Vinicius de Moraes. E como diz o hino, o Politheama cultiva a fama de jamais perder – fora amistosos. “Alguns empates”. Fala sério, Chico!
E ele fala de uma maneira bem divertida de futebol, ao lembrar do Maracanazo de 1950 (tem áudio de gol narrado por Edson Leite), das idas ao Pacaembu… E ainda tem uma pá de músicas que de alguma maneira citam futebol, como Conversa de Botequim (Noel Rosa/Vadico), E o Juiz Apitou (Antonio Almeida/Wilson Batista) Doze Anos (com Moreira da Silva), Pelas Tabelas, Bom Tempo (com Toquinho) etc. Para estufar o filó, mesmo.

Santos, campeão da Copa do Brasil 2010

Publicado em 5 de agosto de 2010

Agora quem dá a bola… agora quem dá a bola… Depois de faturar o campeonato paulista, os Meninos da Vila 3G são os campeões da Copa do Brasil 2010. Com isso, o Santos já está na Libertadores 2011. Parabéns, Peixe. Conquista merecida, e valorizada pelo bravo Vitória, que virou a partida para 2×1, mas não foi o suficiente. O gol de Edu Dracena acabou acabou sendo o do Parabéns, Dorival. Técnico sério.

A LISTA DOS CLUBES VENCEDORES DA COPA DO BRASIL, ANO A ANO. Continuar lendo “Santos, campeão da Copa do Brasil 2010”

Copa de Filmes: as escolhas de Ricardo Drago, do site “Meu Time de Botão”.

A cena do pênalti “mandrake” do “juizão” vivido por Otávio Augusto está entre as melhores do filme “Boleiros”

Trila o apito o árbrito. “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo, torcida brasileira” [(C) Fiori Gigliotti]. Terceira jornada desta copa virtual de cinema. Agora, quem dá a bola -digo, as dicas de filmes de futebol- é o são-paulino Ricardo Drago, do democrático site Meu Time de Botão. No site Canelada, escreve sobre Futebol Europeu.

Documentário nacional: “Inacreditável -A Batalha dos Aflitos e Pelé Eterno, de Anibal Massaini Neto”.
[N da R: em Inacreditável – A Batalha dos Aflitos, o diretor Beto Souza mostra a trajetória do Grêmio na série B do Brasileirão 2005, que culminou com o célebre jogo contra o Náutico, nos Aflitos. Dá pra ver o trailer aqui também.]


Documentário estrangeiro: “Argentina e sua Fábrica de Futebol, de Sergio Iglesias” [dá para ver um trailerzinho aqui. Numa pesquisada no You Tube, percebo que os hermanos fazem muitos “documentales” sobre “fútbol”].

Ficção nacional: “Boleiros – Era Uma Vez o Futebol, de Ugo Giorgetti” [que elenco! Otávio Agusto, no hilário papel de juiz ladrão, Lima Duarte, o técnico linha dura, Rogério Cardoso, Cássio Gabus Mendes, Adriano Stuart, Flávio Migliaccio, Marisa Orth, Denise Fraga. Disponível em DVD da Paris Filmes. Há uma edição que inclui Boleiros 2 – Vencedores e Vencidos]

Ficção estrangeira: “A Copa, de Khyentse Norbu” [boa lembrança, Ricardo. É uma produção do Butão. O diretor, um lama budista, conta o esforço de um jovem monge fanático por futebol para ver a Copa do Mundo de 1998. Passou nos cinemas, saiu em vídeo, DVD, mas não sei se está em catálogo.]

Curta-metragem nacional/ficção: “Uma História de Futebol, de Paulo Machline [Antonio Fagundes é o narrador, o menino Zuza, companheiro de pelada do rei do futebol, que lembra as façanhas do menino Pelé (então Dico, como é chamado até hoje em família) nos campos de terra de Bauru. Sensível roteiro de José Roberto Torero, Paulo Machline e Maurício Arruda. Bela fotografia de Lito Mendes da Rocha. Veja Uma História de Futebol e a lista de prêmios no site Porta Curtas]

Curta-metragem nacional/documentário: “Loucos de Futebol, de Halder Gomes” [documentário sobre futebol cearense, com ênfase nas torcidas e na rivalidade entre Leão e Vovô, Fortaleza e Ceará, que fazem o Clássico Rei].

Taí a excelente lista de filmes de futebol preferidos do Ricardo Drago, do site Meu Time de Botão.

Ainda hoje, as dicas cinematográficas/boleiras de Sérgio Duarte, do programa Rock Flu. No fim de semana, os favoritos de Mário Marra, comentarista da rádio CBN, do Blog do Marra.

Confira nos posts anteriores as escolhas do crítico Luiz Zanin, do Estadão, e as dicas do Fut Pop Clube. Bola na Tela é aqui!