Futebol ao cair da tarde – uma bela tarde com jogo do Nacional no estádio Centenario.

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Publicado no começo de novembro de 2015

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Montevidéu – O Nacional chegou à 11ª “fecha” (rodada) do torneio Apertura 2015 do campeonato uruguaio na liderança, mas o Bolso deu uma derrapada na partida de sábado, contra o Racing Club de Montevideo, em posição intermediária na tabela.DSC07402

Jogando com sua belíssima segunda camisa, vermelha, parecida com esta da temporada 2014, o tricolor de Montevidéu abriu o placar com Santiago Romero no primeiro tempo…DSC07403

e chegou a fazer 2×0 com Sebastián Fernández logo no começo do segundo tempo, só que o Racing mostrou atrevimento e igualou o marcador no mítico Centenario (gols de Franco Romero e Líber Quiñones). O estádio  recebeu apenas 7 mil torcedores (minha fonte aqui é o Ovación, caderno esportivo do jornal El País, de Montevidéu). Mas a torcida da “banda del Parque” deu show, cantando o tempo todo, mesmo no finalzinho, com o empate amargo, pra empurrar  o time.


Um olho no jogo, outro na tribuna Colombes, onde fica a torcida tricolor.

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Com o empate, o Nacional deu ao arquirrival Peñarol a possibilidade de assumir a liderança do Apertura 2015, no domingo, o que realmente aconteceu, na semana antes do grande clássico uruguaio, entre tricolores e aurinegros.

A “estreia” do Fut Pop Clube no Centenário, o primeiro giro do blog no estádio da final da Copa de 1930 em dia de jogo, foi na tribuna Olímpica, onde fica a torre que é um cartão postal de Montevidéu. O ingresso nesse setor custou 300 pesos uruguayos para não sócios do Nacional. Uns 50 reais.

Montevidéu, 31 de outubro de 2015. @FutPopClube
Uma manutenção não faria mal ao Centenario. Montevidéu, 31 de outubro de 2015. @FutPopClube

Dentro do post, a ficha técnica de Nacional 2×2 Racing. Continuar lendo “Futebol ao cair da tarde – uma bela tarde com jogo do Nacional no estádio Centenario.”

Mazurkiewicz (1945-2013)

2013 começou com uma grande perda para o futebol uruguaio, sul-americano e mundial.
Em 2 de janeiro, morreu Ladislao Mazurkiewicz, goleiro do Uruguai em três Copas do Mundo. Sim, o goleiro que não tomou aquele gol do Pelé, no drible de corpo gingado na semifinal da Copa de 70, que o escrete canarinho ganhou de virada por 3 a 1 (Cubilla abriu o placar; Clodoaldo, Jairzinho e Rivellino marcaram para o Brasil). “Mazurka” começou no gol do Racing de Montevidéu, mas se consagrou entre 1965 e 71 no Peñarol, clube em que encerraria a carreira depois de guardar a meta de Atlético Mineiro, Granada, Peñarol de novo, Cobreloa e América de Cáli.

Segundo o texto de César Groba no site do Peñarol, “Chiquito” tem o recorde de minutos sem tomar gol no futebol uruguaio: 987!

O jornalista e radialista Beto Xavier, autor do livro Futebol no País da Música, me informa: “Era um goleiro muito elegante. Jogava adiantado, olhava o jogo da marca do pênalti. No Atlético Mineiro, vestia uma camisa preta, mas por baixo, uma outra, de gola amarela, à mostra, para lembrar o Peñarol”.

DSC00026No Peñarol, Mazurkiewicz foi campeão sul-americano e mundial em 1966. Venceu a Libertadores ao lado de Pablo Forlán, do grande Pedro Rocha, do artilheiro equatoriano Spencer e do peruano Joya, num time treinado por Máspoli – goleiro do Uruguai no Maracanazo, em 1950.  Depois de vencer o River Plate, os carboneros disputaram o Mundial de Clubes contra o Real Madrid. E levaram a Copa Intercontinental para Montevidéu. E é por isso que ilustro o texto com esta flâmula comemorativa do tri da Libertadores.

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