Thinking Football 2015: um festival de cinema que dá o que pensar.

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Em fevereiro, a Fundación Athletic Club e a Sala BBK promovem, lá na bela Bilbao, a terceira edição do Thinking Football Film Festival e tem até filme brasileiro. O festival de cine boleiro bilbaíno começa com “Os Rebeldes do Futebol 2″ (tema do post anterior), a continuação do ótimo “Les Rebelles du Foot”.  Eric Cantona e Gilles Pérez, enolvidos na série dos boleiros rebeldes, também vão encerrar o festival com “Foot et immigration, 100 ans d’histoire commune” (“Fútbol e inmigración, cien años de historia común”), documentário sobre o papel da imigração no futebol francês, na seleção dos Bleus desde 1930 e na sociedade francesa – um tema bem do presente.

Entre as 10 películas escaladas, está o documentário brasileiro “Democracia em Preto e Branco”, que fala muito (mas não só) da democracia corintiana, e também da luta pela abertura e eleições diretas no país e o despertar do Rock Brasil, no começo dos anos 80. Não à toa, a “madrinha” Rita Lee (que é corintiana) narra o filme de Pedro Asbeg, que já foi exibido e premiado em festivais nacionais como o CINEfoot  – na virada do ano, passou direto na ESPN Brasil e ainda pode ser visto no canal Now, da Net, e na internet, no Watch ESPN. Recomendo!


O filme brasileiro sobre futebol, política e rock and roll – que tem Sócrates, Casagrande e Wladimir como personagens centrais – passa em 10 de fevereiro, depois do documentário alemão “Wie im falschen Film” (“Estamos en la película equivocada”), onde o diretor Timiam Hopf trata de racismo, preconceitos e homofobia nas arquibancadas. Depoimentos de atletas como Jérôme e Kevin-Prince Boateng e Gerald Asamoah,

“Sons of Ben” fala de uma década de luta dos fãs de soccer na Filadélfia, para a cidade ter um time na MLS! Goal! Eles conseguiram: o Philadelphia Union!

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João Sem Medo

Saiu em vídeo o excelente documentário “João Saldanha”, de André Iki Siqueira e Beto Macedo sobre “o comentarista que o Brasil inteiro consagrou”. Na revisão, chamaram minha atenção alguns depoimentos sobre a participações de Saldanha no rádio. José Carlos Araújo conta que João costumava escolher um ou outro “geraldino” na (hoje extinta) geral do Maracanã, para fazer seu comentário no rádio, como que batendo um papo imaginário com os torcedores.
Outro jornalista, Pedro Costa, conta que tinha técnico que fazia substituição com base nos comentários de Saldanha. O DVD tem o selo Coleção Canal Brasil.

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Um derby de 1945 virou livro

Publicado em 9/4/2010 e atualizado em 27/10/2011

É do deputado – agora ministro do Esporte – Aldo Rebelo (PCdoB-SP) o livro Palmeiras x Corinthians 1945 – O Jogo Vermelho (editora Unesp). Se um time é alviverde e o outro, alvinegro, por que o derby de 1945 é chamado de “o jogo vermelho”? Na época, Palmeiras e Corinthians fizeram um amistoso para ajudar a campanha do Partido Comunista a favor de uma Assembleia Nacional Constituinte. O livro já foi tema de coluna do Ugo Giorgetti no Estadão. O diretor dos filmes Boleiros I e II conta que Aldo Rebelo teve a ideia de pesquisar o tema ao se deparar, na sala de troféus do Palestra Itália, com uma taça que dizia: “Homenagem do Movimento Unificado dos Trabalhadores – 13 de outubro de 1945 – Palmeiras x Corinthians”.