A Libertadores verde. A de 1999.

Alex, Evair, Galeano, Cléber, Júnior Baiano, Sérgio e Velloso. FOTO: Fabio Menotti
Alex, Evair, Galeano, Cléber, Júnior Baiano e os goleiros Sérgio e Velloso. FOTO: Fabio Menotti

Uma noite para palmeirense e fã do futebol brasileiro não esquecer. 16 de junho de 1999.  O Palmeiras conquistava sua primeira Libertadores, nos pênaltis, depois de vencer o Deportivo Cáli por 2 a 1, no Palestra Itália. Na semana em que o Palmeiras e seus dois maiores rivais jogam seus destinos em 2009 (e 2010), os esmeraldinos aplaudiram heróis da conquista da América.

Scolari, homenageado da segunda-feira, entre Belluzzo e Luxemburgo. FOTO: Fabio Menotti
Scolari, homenageado da segunda-feira, entre Belluzzo e Luxemburgo. FOTO: Fabio Menotti

Nesta segunda, Felipão recebeu placa. Ontem, Alex, Evair, Galeano, Júnior Baiano, Sérgio e Velloso deram volta olímpica no Palestra Itália, antes do jogo contra o Cruzeiro. Outro dos grandes responsáveis pela Taça de 1999 ainda defende – e como defende – o Palmeiras. E o nome dele são vocês que vão dizer: SÃO Marcos.

Entrevista com Mauro Beting (final)

Seguimos com o papo via e-mail com o jornalista Mauro Beting. Abaixo, a linha atacante de raça, digo, as três últimas perguntas. Ele fala do pai, Joelmir Beting, de música -brinca de DJ!-e futebol, claro.

9 – Fut Pop Clube – Seu pai trabalhou no jornalismo esportivo antes de mudar para as páginas de economia. O estilo do Joelmir influenciou seu texto?beting

Mauro Beting – Muito. Por DNA, não por cópia. Mas, claro, sem a mesma qualidade. O que é bom é que sempre soube que eu não estava à altura dele. Nunca pretendi chegar perto. Mas, de fato, tem alguma coisa. No início de carreira, até fiz alguns textos que ele assinou. Uma baita honra. E sei que, desde o início, até sempre, as pessoas vão comparar, vão achar que ele me botou nos lugares em que trabalhei… sou tão burro que só fui trabalhar com ele depois de 17 anos de ofício. Ele é o pior nepotista que existe, embora nós façamos há 5 anos o programa mais nepotista da história da TV brasileira: “Beting & Beting” [canal Band Sports].

10 – Fut Pop ClubeVocê escrevia sobre música pop no começo dos anos 90, no jornal FT, do grupo Folha, que depois virou Agora. Que som você gosta de ouvir hoje? Que show te tiraria de casa?

Mauro Beting – Gosto desde música napolitana até rock bem alternativo. radioheadNão pude ir ao Radiohead, mas é um show que me tiraria de casa. Como Oasis[NdaR: site reformulado!]. Como REM. Como Pink Floyd. U2. Travis. Stevie Ray Vaughan (in memorian). Beatles. Kinks. João Gilberto. Tom Jobim. 10.000 Maniacs. Cowboy Junkies. Ih… tanta gente e tanto gênero. Menos breganejo e pagode, tudo eu escuto. Discothèque, blues, chorinho, hinos de clubes e de países. Nos últimos tempos, tenho até brincado de DJ, numa festa do Simoninha de MPB, e de rock lá na Funhouse, em São Paulo. É o meu maior prazer depois do futebol. por mim, tocaria todas as noites, vendo jogos antigos no telão.

11 – Fut Pop Clube -Pra terminar, uma pegadinha. Qual é o maior Palmeiras da história? O da Arrancada Heróica de 1942? O campeão da Copa Rio, em 1951? A primeira Academia que disputava com o Santos de Pelé? A segunda Academia, bicampeã brasileira? O time que saiu da fila em 93/93 e também foi bi brasileiro? O do ataque de 100 gols? Ou o campeão da América? Difícil, hein?

Mauro Beting – o que mais marcou é o de 12 de junho de 1993. Por culpa de tudo que não fizeram desde 18 de agosto de 1976, excetuando 9 de dezembro de 1979 [Nota do blog: ficou curioso? veja que jogo foi esse no Futpédia]. O futebol mais lindo que vi de verde, e dos mais lindos que vi na vida, é o do primeiro semestre de 1996. O que mais prendeu a respiração foi o de 16 de junho de 1999. Mas aquele que vi em 20 de fevereiro de 1974 ser bi brasileiro é uma rima que foi uma seleção do Brasil em 1974. Enfim, todos esses, e muito mais. Pelo futebol, o de 1996, mas durou pouco. Pela bola, fico com a segunda academia. Técnica, tática e física. E tinha Ademir. Tinha Luisão Pereira. Tinha Leivinha. Tinha Leão. Tinha Dudu. Tinha César Maluco. E tinha um moleque de seis anos que curtia o primeiro e último amor além da família. E, entre nós, tem família melhor que a do nosso time?

Fut Pop Clube -Valeu, Mauro Beting. Muito obrigado!

VERDE-amarelo contra a Celeste Olímpica

Publicado originalmente em 6/7/2009 e atualizado em 9/8/2015

7 de setembro de 1965. Alviverde de amarelinha. Foto: Academia de História do Palestra-Palmeiras
7 de setembro de 1965. Alviverde de amarelinha. Foto: Academia de História do Palestra-Palmeiras

Está na ficha técnica do jogo Brasil 3×0 Uruguai, em 7/9/65, publicada no livro  sobre a Seleção Brasileira, do Roberto Assaf e Antonio Carlos Napoleão. A Seleção jogou com Valdir Joaquim de Moares (depois Picasso), Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar Carabina (Procópio) e Ferrari; Dudu (Zequinha) e Ademir da Guia; Julinho Botelho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar Pantera) e Rinaldo (Dario). Opa! Todos os que entraram jogando (em negrito) eram do Palmeiras em 65!!! Sim, exatamente. O time chamado de Academia do Futebol vestiu a camisa amarelinha num dos amistosos de inauguração do Mineirão. E ganhou da Celeste por 3 a 0, gols de Rinaldo, Tupãzinho e Germano. Até o técnico palmeirense, Filpo Nuñez (que era argentino!), serviu a seleção brasileira no amistoso.

Por causa disso, para comemorar o centenário do Palmeiras (2014), em outubro de 2013 a Adidas lançou uma camisa amarela pro alviverde – com o mote Pátria Amada Palmeiras. Essa camisa voltou a ser usada em 9 de agosto de 2015, na partida contra o Cruzeiro, exatamente no Mineirão.
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Veja o anúncio da camisa na loja oficial do clube. A pré-venda fez um incrível sucesso. Atenção: o anúncio e o preço são de outubro de 2013.

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Anúncio e preço de 2013. http://www.mundopalmeiras.com.br/

Leia também o texto do Memória E.C. sobre a histórica partida.

“Cadê o Pênalti?”

Skank 7x5 comissão técnica do Palmeiras. Foto: assessoria de imprensa do Palmeiras
Skank 7x5 comissão do Palmeiras. Foto: assessoria de imprensa do Palmeiras

Toda a segunda-feira é a mesma coisa. “Cadê o pênalti/que o juiz não deu?” é o que mais se ouve em debates esportivos e conversas de bar. Principalmente depois de clássicos como o Palmeiras e São Paulo da 3ª rodada. Cadê o Pênalty – assim, com y- foi composta e gravada em 1978 por Jorge Benjor, então Jorge Ben, no disco A Banda do Zé Pretinho (Som Livre). E regravada na estreia do Skank, em 1993. Que acaba de ser relançado em vinil, na série Meu Primeiro Disco. Mais detalhes você encontra no último capítulo do livro do Beto Xavier, “Futebol no País da Música”. Pois bem. O Skank esteve em São Paulo para shows no fim de semana. E aproveitou para bater uma bolinha com a comissão técnica do Palmeiras, reforçada por funcionários, diretores, gerente do departamento de futebol e pelo jornalista Mauro Beting, que fez as vezes de goleiro. O vocalista Samuel Rosa ficou “todo todo” com o convite para jogar bola num dos campos da Academia de Futebol do Palmeiras. “Todos sabem que sou cruzeirense, mas a verdade é que o Palmeiras também foi Palestra Itália, por isso a simpatia. É muito legal participar desse momento“, disse o músico. E o time do Skank ainda venceu por 7 a 5!

Mais uma pra coleção do Samuel! Foto: assessoria de imprensa do Palmeiras
Mais uma pra coleção do Samuel! Foto: assessoria de imprensa do Palmeiras

Leia também:
https://futpopclube.wordpress.com/2009/04/16/10-perguntas-para-beto-xavier/

Sobre “bonde de 200 contos”

Publicado em maio de 2009

Capa da nova edição de “Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva”, agora pela editora Cia dos Livros

E por falar em Carmen Miranda e Marcos Sacramento, que gravaram música sobre Leônidas (“Deixa Falar”, de Nelson Petersen), esta semana ouvi na sala dos Gols,  no Museu do Futebol, a narração do primeiro gol de bicicleta do Diamante Negro no futebol paulista. Foi no terceiro jogo de Leônidas pelo São Paulo, em 14 de junho de 1942. Vitória por 2×1 do Palestra Itália, que ainda durante aquele campeonato mudaria de nome para Palmeiras (e seria campeão).  Aos 44 do primeiro tempo, Leônidas fez o gol tricolor no Pacaembu, Para explosão de alegria do locutor Geraldo José de Almeida, da rádio Record: “o bonde… o bonde de 200 contos fez um gol de bicicleta“.Diamante-Eterno-big (1) O sensacional livro do André Ribeiro, O Diamante Eterno [Diamante Negro, Biografia de Leônidas da Silva, no relançamento pela Cia dos Livros], registra  que alguns dias antes da estreia de Leônidas, o jornal “A Hora” manchetou: “São Paulo compra Bonde de 200 contos”. O livro do André Ribeiro explica que os redatores do tablóide “A Hora” usaram a palavra “bonde”, que na época significava mau negócio, para rotular o artilheiro da Copa de 38. Leônidas chegou ao São Paulo com 29 anos, por 200 contos, depois de problemas na relação com o Flamengo. O tal “bonde de 200 contos” seria campeão paulista cinco vezes nos anos 40. Marcou 140 gols em 211 jogos pelo São Paulo. Para um “bonde”, tá bom, não?

Não será mera coincidência qualquer semelhança com a história recente de outro grande atacante carioca, que também teve passagem pelo São Cristóvão, caso de amor tumultuado com o Flamengo,  também jogou no exterior, foi artilheiro de Copa do Mundo e chegou meio desacreditado ao futebol paulista.  E já foi campeão estadual. O nome dele são vocês que vão dizer: Ronaldo, o Fenômeno.

Leia também:

https://futpopclube.wordpress.com/tag/futebol-no-pais-da-musica/

https://futpopclube.wordpress.com/?s=carmen+miranda

https://futpopclube.wordpress.com/2009/05/17/museu-do-futebol-ii-anjos-barrocos/

Futebol em 11 ritmos: 10) BALADA

Fut Pop Clube – Uma balada nota 10?

BETO XAVIER – “BALADA Nº 7 (Mané Garrincha)“, cantada pelo MOACYR FRANCO (autoria de Alberto Luiz, disco Nosso Primeiro Amor, 1970)

Mais informações no capítulo 17 do livro do Beto, Futebol no País da Música.

P.S. – Na segunda quinzena de junho de 2009, o palmeirense Moacyr Franco foi convidado do programa Loucos por Futebol, que a propósito dos 10 anos da Libertadores de 1991, lembrou da música O Amor é Verde e da versão do cantor para o hino do Palmeiras, em ritmo de valsa.

Livro: “Os Dez Mais do Palmeiras”

O livro de Mauro Beting
O livro de Mauro Beting

Nesta segunda-feira literária, o jornalista Mauro Beting lança o seu “Os Dez Mais do Palmeiras” (Maquinária Editora, coleção Ídolos Imortais). Para eleger o seleto grupo de craques alviverdes, o livro teve os votos de feras: Antero Greco, Claudio Carsughi, Joelmir Beting, Lucas Neto, Maurício Noriega, Paulo Bonfá, PVC, Roberto Avallone, Soninha e Ugo “Boleiros” Giorgetti.

E os dez mais da vida do Palmeiras escolhidos para o livro de Mauro Beting são: Marcos, Oberdan Cattani, Djalma Santos, Luís Pereira, Fiúme, Dudu, Jair Rosa Pinto, Ademir da Guia, Julinho e Evair.

A coleção Ídolos Imortais, da Maquinária Editora, já abordou Flamengo e Corinthians.  Vem aí volumes sobre Fluminense, São Paulo, Botafogo, Inter, Grêmio,Vasco, Santos, Cruzeiro e Galo.

Enquanto você aguarda o livro sobre o seu clube, você pode dizer quais são, na sua opinião, os 10 mais da vida do seu time de coração. É só entrar aqui na página de comentários.