A tolerância tem que virar este jogo

O planeta bola não ficou insensível à demonstração de intolerância do massacre de 49 pessoas na boate de Orlando. A seleção americana de #soccer, logicamente o Orlando City e o camisa 10 dos “lions”, o brasileiro Kaká, publicaram mensagens de solidariedade às vítimas. Teve minuto de silêncio antes da partida de Copa América nos EUA, entre Brasil e Peru (a morte da seleção brasileira também merece um minuto de silêncio, mas isso é assunto para outros 500 posts).

Hoje gostaria aqui de lembrar uma ação de marketing da Kelme e do Rayo Vallecano de Madrid. Na temporada europeia 2015-16 (que terminou no mês passado), o segundo uniforme do clube de Vallecas, bairro operário de Madri, tinha um arco-íris no lugar da faixa diagonal – que costuma ser toda vermelha no “away kit” do Rayo. Cada cor representando uma luta (fato explicado em post anterior aqui no blog).

Segunda #equipación do Rayo Vallecano 2015-16 (Kelme(
Segunda #equipación do Rayo Vallecano 2015-16 (Kelme)

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Giro do @FutPopClube pelo estádio do Rayo Vallecano

Giro do @FutPopClube pelo estádio do Rayo Vallecano

Publicado em 28 de maio de 2015

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Cadeira cativa pra sempre?
Cadeira cativa pra sempre?

Um dos times mais #guerreiros do futebol espanhol é o Rayo Vallecano de Madrid . Que nesta sexta-feira, 29 de maio, faz 91 anos de peleia.
Aliás, em maio, o Rayo Vallecano renovou o contrato por mais um ano com o técnico Paco Jémez, uma figuraça. Que não tem medo de encarar os grandes times como o Barça e o Real da maneira mais corajosa possível. Joga pra frente, não se fecha na defesa, mesmo que isso pareça uma solução quase suicida. Mostra ousadia e combina com a filosofia do time de Vallecas, um bairro madrilenho que é considerado politicamente mais “à esquerda”. Não faz muito tempo, o Rayo ajudou financeiramente uma moradora idosa, ameaçada de despejo. Que time de futebol a gente vê fazendo isso?

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Acompanhei minha segunda partida do Rayo em casa, o Campo de Fútbol de Vallecas, no começo de abril de 2015, justamente contra o primo mais rico da cidade, o Real Madrid. Contraste maior com os franjirrojos, difícil.DSC06433

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Mapinha do Campo de Vallecas

O campo de Vallecas pode receber umas 15 mil pessoas, não estava totalmente lotado, não, mas teve um bom público naquela noite friazinha de primavera, meio de semana. Confesso que fiquei surpreso por encontrar ingressos no dia na bilheteria, para um jogo em Madri, com o Real ainda na briga pelo pelo título da Liga. Os ultras do Real Madrid ficaram (e cantaram o tempo todo) num canto da tribuna alta lateral – veja o mapinha na foto acima. Mas havia também madridistas (alguns turistas… algumas fãs do Cristiano Ronaldo)- misturados com os simpatizantes do time da casa. Um torcedor do Rayo lá da “lateral cubierta” passou o primeiro tempo todo provocando os madridistas que estavam no andar de cima. Uma coisa meio chata, porque tinha gente do lado dele só querendo ver o jogo. Foi advertido por seguranças e, no intervalo, retirado do lugar. Atrás do gol “fondo”, só os ultras do Rayo, sempre animados. DSC06438
Torcida pequena, mas que faz um belo espetáculo com suas bandeiras, cantos e gritos de guerra. Não desanima nem com um 0 a 2 no marcador, como eles chamam placar.DSC06468

Não fosse o Casillas...
Não fosse o Casillas…

O Rayo pressionou bem no primeiro tempo, não abriu o placar por azar do time da casa e ótima atuação de Casillas. Mas cansou e não resistiu aos galáticos. O Real fez 2×0 no segundo tempo.

... o placar não teria passado sem pelo menos um gol do Rayo
… o placar não teria passado sem pelo menos um gol do Rayo

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Rayo Vallecano 2014-15

O post sobre o Rayo Vallecano de Madrid no blog Efeito Fúria, da jornalista brasileira Tatiana Mantovani, destaca o orçamento do clube de Vallecas para a temporada: apenas 7 milhões de euros, contra as centenas de milhões do Barça e dos vizinhos Real, campeão europeu pela décima vez, e Atlético de Madrid, campeão e supercampeão espanhol.

Em 2014, o Rayo comemorou 90 anos (veja os uniformes comemorativos)- foi fundado em 29 de maio de 1924. É um time de bairro, alternativo, simpático, que (à maneira do Juventus da Mooca no Paulistão de até alguns anos atrás), de vez em quando apronta uma travessura e arranca pontos preciosos dos três grandes, como aconteceu com o Atlético multicampeão de Diego Simeone no começo da temporada 14-15.

  • >IN>: Léo Baptistão, atacante brasileiro que já goleou pelo Rayo, volta a Vallecas emprestado pelo Atlético de Madrid, é um dos principais reforços de um ‘time de operários’. Emiliano Insúa (lateral-esquerdo, também emprestado pelo Atleti).
  • <OUT<: o argentino Joaquín Larrivey (Celta) foi uma das perdas.
  • Técnico: o ‘figuraça’ Paco Jémez, no Rayo desde 2012.
  • Estádio: Campo de Fútbol de Vallecas. Estação do Metrô de Madri: Portazgo (linha 1). Capacidade: 14.708. Para a temporada 14-15, já são mais de 10 mil rayistas ‘abonados’. Torcedores de carteirinha, com direito a entrar em todos os jogos.

    http://www.rayovallecano.es/
    O Campo de Fútibol de Vallecas : a casa do Rayo | http://www.rayovallecano.es/

A atmosfera de um jogo no Campo de Vallecas e o cotidiano de um clube alternativo, de bairro, realmente do povo como o Rayo foram bem retratados neste maneiríssimo curta da série Sausages and Caviar, ao som da banda Parálisis Permanente.

http://www.rayovallecano.es/
http://www.rayovallecano.es/
  • Uniformes: são feitos pela italiana Erreà e para esta temporada ganharam a marca do novo patrocinador, Qbao.

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