Publicado em 20/07/2009
“Crepúsculo de jogo, torcida brasileira… atirou, entroouuu… Ee queee gooooll!” Há meses, fiz um texto em homenagem ao rádio esportivo. Hoje, volto ao assunto, para lembrar de canções bacanas que ficaram ainda mais interessantes por causa de narrações clássicas de gols. Como a linda faixa número 10 do CD da capa ao lado, Canções Curiosas, da Palavra Cantada. Golaço de Paulo Tatit e Zé Tatit sobre “o nosso rei da bola, o Rei Pelé”. Altamente indicado não só para crianças, mas para adultos que não perdem a curiosidade típica dos mirins. E o CD nos brinda com vozes de dois clássicos do rádio, misturadas com a música: Edson Leite e Pedro Luiz. Dentro do texto, a lista continua… Continuar lendo “Curiosas canções com narrações de gols”
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A ERA DO RÁDIO esportivo brasileiro
Ouvir emocionantes transmissões de rádio é o jeito de acompanhar uma rodada se você está na estrada. Sempre que isso acontece, lembro dos meus tempos de garoto louquinho for futebol, tentando ouvir rádios de outros estados em AM ou ondas curtas, numa era sem internet, muito menos PPV. Até vi o primeiro gol do Flamengo. Emerson, o sheik. Deu para ver ainda o segundo, também do Emerson. Mandei até torpedo para amigo flamenguista: “dá-lhe Sheik”. Depois, peguei meu caminho e segui ouvindo as rádios Globo-CBN, que no Rio agora transmitem futebol em dobradinha, ou melhor, em três frequências (AM 1220 e 860 Khz e FM 92,5 Mhz). O que eu não esperava era que o excelente locutor Evaldo José narraria QUE LINDOOO! -o grito de gol dele- seis vezes em 34 minutos de jogo. Quatro gols do Sport em 8 minutos. Quem poderia imaginar que o Sport viraria esse jogo? E assim terminou: 4 a 2 pro novo time treinado por Emerson Leão – alguém aí se lembra da blitz são-paulina contra o São Caetano, na continuação do jogo que parou por causa da morte do zagueiro Serginho, lá se vão quase 5 anos? Os sinais de emissoras paulistanas como Pan, Band, Globo, CBN… ainda estava fracos na estrada, mas deu para saber que o Palmeiras ganhou de virada do Vitória no Palestra Itália. Seis e meia da tarde.

Hora de acompanhar o grande clássico da rodada, entre o Cruzeiro e o líder Internacional, até então 100% no Brasileiro. Pela rádio Gaúcha (impressionante como dá para ouvir a 600 Khz de POA à noite na cidade de S.Paulo!), ouvi o primeiro gol do Inter (Magrão). Também fiquei sabendo que Lauro, goleiro do Inter, e Kléber, esquentado atacante cruzeirense brigaram e foram expulsos (será que vem punição?). Depois, mudei para a Globo-CBN do Rio, onde José Carlos Araújo transmitiu o clássico-vovô. Não sabia que agora a rádio apresenta os hinos cariocas como o do Flu e Bota em versão para guitarra. Demais. No segundo tempo, Wellington Paulista empatou pro Cruzeiro. 1×1.

O Colorado não é mais 100%, mas segue invicto e lidera com 2 pontos mais que o Galo! Que goleou o Furacão no clássico atleticano da Baixada: 4×0 (o que custou o emprego de Geninho). Enquanto isso, no Maraca, Fred marcou no finalzinho e deu a vitória pro Flu. Tudo isso -e resgate de mais corpos do voo 447 – fiquei sabendo via AM ou FM. Longa vida ao rádio esportivo brasileiro!
UMA DICA PARA QUEM SE AMARRA EM NARRAÇÃO DE RÁDIO. A SALA DE GOLS DO Museu do Futebol (clique), em São Paulo, TEM UMA PENCA DE ÁUDIOS DE LOCUTORES CLÁSSICOS, COM GRAFISMOS MANEIRÍSSIMOS ANIMANDO AINDA MAIS AS GRANDES JOGADAS DESCRITAS.
Leia também: CURIOSAS CANÇÕES COM NARRAÇÕES DE GOLS.
Museu do Futebol II. Anjos barrocos.
Gilmar (ou Taffarel), Djalma Santos (80 anos), Carlos Alberto Torres, Nilton Santos, Roberto Carlos; Falcão, Didi e Zizinho; Garrincha, Pelé e Ronaldo. Ou que tal um meio com Gérson (Zico), Sócrates e Rivellino (Zagallo)? E um ataque com Romário, Tostão e Rivaldo? Esse timaço virtual que joga na sala Anjos Barrocos, do Museu do Futebol, ainda conta com Ronaldinho Gaúcho, Bebeto, Jairzinho, Julinho Botelho e Vavá.
Outra sala que emociona no percurso do torcedor é a dos gols. Depoimentos de craques da mídia sobre seus lances favoritos. E narrações de clássicos do rádio esportivo brasileiro. Osmar Santos, o Pai da Matéria, esmerilha num gol de Jorge Mendonça, o “Jojô Beleza”. Mesmo que você não seja palmeirense, não tem como não se arrepiar. Grande Osmar. Grande Jorge Mendonça!
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Troféu “E que gol!” de terça: Adebayor
(“Eee quee gooool” – (C) Osmar Santos, o pai da matéria. Homenagem ao maior entre os grandes locutores da história do rádio esportivo brasileiro)
O do Marcos Senna já foi bonito. Chutaço. Villarreal 1×0 (o brasileiro que defende a Fúria quase fez outro). Mas o gol de empate do Arsenal… Adebayor recebeu passe açucarado do Fábregas, dominou no peito, girou o corpo e, de bicicleta, fez um golaço. E por isso o atacante togolês recebe o imaginário troféu “E que gol” nesta terça. Veja os 2 gols neste link para o site da ESPN Brasil. Semana que vem, decisão no belíssimo Emirates Stadium. 0x0 é do Arsenal. 1×1 vai pros pênaltis. Empate a partir de 2×2, dá submarino amarelo nas semifinais.