No pote 1 do sorteio dos grupos da Copa do Mundo, na sexta-feira, estará a atual campeã, a Espanha, bicampeã europeia. Conseguirá La Roja, vice na Copa das Confederações, chegar a outra final no Maracanã? Vai depender um pouco do sorteio, da tabela – e muito da forma com que chegarão ao Brasil os motores da seleção espanhola, como Xavi e Iniesta, e também os astros dos grandes da liga da estrelas que jogam por outras seleções, como o brasileiro Neymar, o argentino Messi e o português Cristiano Ronaldo.
Para quem é totalmente apaixonado pelo futebol espanhol como eu, indico o site Efeito Fúria, da jornalista Tati Mantovani, que está de endereço e visual novos: http://efeitofuria.com.br/. Vale a pena conferir.
E esta inspirada arte que ilustra o blog é mais uma colaboração de Lais Sobral, da série Te Vejo em 2014. Gostei demais dessa “paella” que ela fez com o touro, com chifres que parecem garras. À altura das influências modernistas. Confira as ilustrações já publicadas. Continuar lendo “La Roja e o traço surreal de Lais Sobral.”→
Sexta-feira agora, 6 de dezembro, 14h, as bolinhas vão decidir os grupos e a tabela da Copa do Mundo. O último país a confirmar presença no Brasil 2014 é um dos cabeças de chave. O Uruguai, atual campeão da Copa América, bicampeão mundial em 1930 e 1950, no chamado Maracanazo. Sobre o escudinho, há mais duas estrelas douradas, porque os uruguaios valorizam como um Mundial as medalhas de ouro no futebol nas duas últimas Olimpíadas antes de começar a história das Copas do Mundo. Quem já visitou o Museo del Fútbol, no estádio Centenário de Montevidéu, sabe disso.
O técnico Joachim Löw conta agora com uma equipe mais amadurecida do que a que brilhou em 2010. Neuer, Lahm, Schweinsteiger (será que se recupera a tempo?), Thomas Müller, Mario Gomez, Goetze, Reus, Kroos, o artilheiro Klose …. e Özil, que está jogando muita bola. A seleção alemã será uma das cabeças de chave, no sorteio dos grupos da Copa 2014, na sexta 6 de dezembro, na Bahia.
Argélia, Croácia, França, Gana, Grécia , Portugal e México virão à Copa do Mundo. Algumas classificações foram heroicas, como a dos franceses, que em casa, reverteram o 0x2 do primeiro jogo. E a dos portugueses, fora de casa, com show de Cristiano Ronaldo.
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Só falta o Uruguai confirmar. O que deverá acontecer hoje à noite no Centenário lotado.
Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Espanha, Inglaterra, França, certamente o Uruguai (ufa!) … presentes todos os campeões mundiais!
Dentro de campo, a Copa vai ser do caramba! Esperemos que o Brasil não dê vexame fora dos estádios. Que a polícia deixe de bater primeiro antes de perguntar.
A seleção da Colômbia fez a segunda melhor campanha das Eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2014. La Tricolor vai ser cabeça de chave em sua quinta participação em Mundiais.
Agora sem o implacável artilheiro Radamel Falcao García, conseguirá a Colômbia treinada pelo argentino José Pekerman meter medo, como essa brilhante ilustração (meio jacaré, meio Godzilla) de Lais Sobral para o blog Fut Pop Clube? Mais uma da série que a Lais apronta aqui.
A seleção da Bélgica foi uma das sensações das Eliminatórias europeias. A campanha invicta (8 vitórias e 2 empates) num grupo com Croácia, Sérvia, Escócia, País de Gales e Macedônia levou os “diabos vermelhos” à condição de cabeça de chave no Mundial. A Copa de 2014 vai ser a 12ª dos belgas. O melhor resultado até aqui foi o quarto lugar no México, em 1986, com a geração de Pfaff, Celeumans, Gerets e Scifo.
A Argentina, já classificada e escalada como uma das cabeças de chave da Copa do Mundo, entrou em acordo com o Atlético Mineiro e vai usar a Cidade do Galo (em Vespasiano, MG) como casa da seleção alviceleste, no Mundial 2014. Curioso, não? Uma alviceleste no terreiro do alvinegro…
De Belo Horizonte, aliás, vem a ilustração da artista plástica Lais Sobral, feita especialmente para a série que o Fut Pop Clube chamou de “Te Vejo em 2014“. Confira aqui as ilustrações anteriores:
Os outros sete cabeças de chave serão Brasil, dono da casa, Espanha, Alemanha, Colômbia, Bélgica, Suíça e Holanda (ou Uruguai, se a Celeste evitar um “Jordaniazo”). As bolinhas serão sorteadas em 6 de dezembro na Costa do Sauípe, na Bahia.
‘By the way’, lembramos os confrontos da repescagem que vale as últimas vagas da Europa para o Brasil 2014 (partidas de ida e volta entre 15 e 19 de novembro, o primeiro citado decide em casa):
Suécia x Portugal
França x Ucrânia
Romênia x Grécia (putz!)
Croácia x Islândia
A reta final das eliminatórias africanas, também em formato mata-mata (partidas de volta entre 16 e 19 de novembro):
Nigéria x Etiópia (deu Nigéria no primeiro jogo: 2×1)
Senegal x Costa do Marfim (primeiro jogo: Costa do Marfim 3×1)
Camarões x Tunísia (0x0 na ida)
Egito x Gana (na partida de ida, Gana goleou: 6×1)
Argélia x Burkina Faso (na 1ª partida, Burkina Faso 3×2)
E a repescagem mundial, com as partidas em 13 e 20 de novembro:
A Seleção Brasileira volta ao estádio Mané Garrincha em 7 de setembro. O Brasil enfrentará a Austrália, já classificada para a Copa de 2014, como Japão, Irã e Coreia do Sul. Os Socceroos são o tema da ilustração da artista plástica Lais Sobral, a segunda da série Te Vejo em 2014. Continuar lendo “Austrália 2014, no traço de Lais Sobral.”→
Grécia 2004. Portugal 2004. Brasil 2014 (mais Rio 2016!). “Eu sou você… amanhã”?
Sempre que leio as notícias sobre crise econômica na Grécia e em Portugal, não tenho como não me preocupar com o futuro do Brasil… A Grécia gastou os tubos com os Jogos Olímpicos de Atenas 2004. No mesmo ano, Portugal recebeu a Euro 2004. Muitos estádios e outros equipamentos erguidos para essas duas competições andam vazios… ou foram até abandonados. São elefantes brancos. Saca só os custos dos seis estádios usados na Copa das Confederações (para não falar dos outros seis da Copa do Mundo, três deles correndo o risco de serem os novos “Vaziozões”).
Estádio Nacional Mané Garrincha: R$ 1,2 bilhão (US$ 533 milhões)
Maracanã: R$ 1,049 bilhão (US$ 466 milhões)
Fonte Nova: R$ 699 milhões (US$ 310 milhões)
Mineirão: R$ 695 milhões (US$ 309 milhões)
Arena Pernambuco: R$ 532 milhões (US$ 236 milhões)
Castelão: R$ 518 milhões (US$ 230 milhões)
São estádios, ou melhor, “arenas” com padrão Fifa? São, sim senhor. Mas a questão é que nada em volta atende o elevado padrão Fifa. O transporte até os estádios está longe de ser padrão Fifa. Não temos trens interestaduais e escolas sequer no padrão Conmebol. A segurança pública, então, passa longe do padrão Fifa. Se algum torcedor estrangeiro passar mal, poderá ver que há hospitais públicos e particulares sem padrão Fifa também. Aliás, muitas coisas na Europa, onde moram os senhores Blatter e Valcke, também não têm padrão Fifa. Na verdade, acho que eles moram em Marte. Não sabiam que no Brasil quase nada tem padrão Fifa? Que isso leva muito tempo para construir?
É muito maneiro assistir a um jogo perto do campo, sem pista de atletismo. Sem dúvida. Não que não possa ser uma experiência legal também se tiver uma pista na frente. Não vai impedir um time de jogar bem, se tiver talento. Não vai impedir que uma torcida faça uma festa linda – como a do São Paulo já fez tantas vezes no Morumbi, como os times romanos fazem no Olímpico da cidade eterna. Aliás, na Europa há excelentes estádios com pistas de atletismo. A final da Copa de 74 foi num deles, hoje esquecido pelo futebol. Vai me dizer que Alemanha de Beckenbauer x Holanda de Cruyff não fizeram uma grande decisão?
Os três times mais rentáveis do mundo em 2012 (Real Madrid.Barcelona e Manchester United) não têm exatamente estádios novos. Vai me dizer que não poderia ter jogo de Copa do Mundo no Maracanã já bem reformado para o Pan 2007? No Mineirão ou no Castelão de antes das últimas reformas ou no Pacaembu? Com um mínimo de boa vontade, vai me dizer que não poderia ter abertura do Mundial no Morumbi? Não faz tanto tempo assim -Zidane, Ronaldo, Rivaldo jogavam (muita) bola- fui à Copa de 1998 na França (aliás, bem bagunçada no quesito ingressos; e houve muita briga de torcida) e, com exceção do Stade de France, não havia assim nenhuma arena galática. O Velódrome de Marselha, só agora está ganhando cobertura. O estádio Lescure, em Bordeaux, parecia um pouco com um Parque Antarctica – o de antes da reforma. Aliás, o futuro Allianz Parque (construído pela W Torre) não foi sequer considerado para o Mundial. Nada contra o Beira-Rio, vai ficar bonito, mesmo sem ter público assim tão pertinho do campo como no new Maraca, mas por que o estádio colorado foi convocado para a Copa e a Arena do Grêmio não?
Quem vai jogar no Mané Garrincha? Os grandes times do Rio de Janeiro? Pode ser, porque no Maracanã, não há acerto entre os futuros concessionários e o Flamengo, time de maior torcida. Mineirão: o Cruzeiro não tem lotado o estádio apesar de seu forte programa de sócio; o Galo prefere jogar no Independência, mais barato … e um alçapão fatal para o time visitante. O Castelão não lotou na rodada dupla de reinauguração, com partidas dos dois maiores times do Ceará. E a Arena Pernambuco? É bonita, tem uma acústica interessante, mas fica muito longe do centro do Recife (veja post anterior). Sport e Santa não abriram mão de seus estádios. Sobrou para a torcida do Náutico.
Governar não é construir estádios.
E como dizia pelo menos um cartaz no Castelão em Brasil x México, também “queremos hospitais padrão Fifa”.
Quando pedi à artista plástica Lais Sobral uma arte sobre o Japão, queria homenagear a classificação dos samurais azuis para a Copa do Mundo 2014. O “J-team” já foi eliminado da Copa das Confederações… mas caiu de pé, pô! Que jogo foi aquele conta a Itália, que emoção, quantas mudanças de rumo! Agora, é o tal negócio… a torcida pró-Japão gritar ‘olé’ para Itália quando os samurais tinham 2×0 no placar… a Azzurra é uma squadra que não dá para cutucar com vara curta, não se pode bobear (como Alemanha, Uruguai, Corinthians, Boca…).
Mas este post aqui é sobre o Japão… eu já tinha gostado da festa das torcida do país do sol nascente na classificação para 2014… e gostei desse time que veio ao Brasil. O talento do Kagawa, a concentração do Honda… Os japoneses deram azar de cair no mesmo grupo dos dois maiores campeões das Copas… e perder as duas primeiras partidas. Mas o futebol tem presente e futuro do outro lado do mundo. E claro, Zico e todos os brasileiros que trabalharam lá têm muito a ver com isso. Continuar lendo “Japão 2014, no traço de Lais Sobral.”→