Cento e vinte e uma vezes Flamengo

O Flamengo faz aniversário em 15 de novembro. Em 2016, o rubro-negro está completando 121 anos de praia. O Fla é um dos clubes mais cantados pelo timaço da MPB FC, juntamente como o Corinthians, como já mostraram pesquisadores como Beto Xavier. São centenas de canções sobre o clube, jogadores, torcida. Em mensagem pro blog, o pesquisador Paulo Tinoco fala em 550 músicas, incluindo regravações. Separamos quatro discos de nossa coleção que fazem homenagens ao mais querido.

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Trilha sonora do título carioca de 1980

Em dezembro, fez 35 anos que Fluminense conquistou o campeonato carioca de 1980. Na campanha de 80, a torcida tricolor estreou nas arquibancadas do velho Maraca um de seus cantos mais conhecidos: “A benção, João de Deus” – homenagem ao papa João Paulo II, que você sabe, ao lado de Ghiggia e Frank Sinatra, silenciou o Maracanã.

Eram tempos que os clássicos levavam facilmente pelo menos 100 mil pessoas ao estádio. O gol do título – uma cobrança de falta de Edinho contra o vascaíno Mazaropi – abre um LP de vinil lançado pela CID em 80: “É Campeão – Os gols que deram o título ao tricolor” – achado num sebo de Copacabana, 35 anos depois do lançamento. O disco tem oito gols da campanha do Flu, narrados pelo garotinho José Carlos Araújo (então na rádio Nacional), e muitos sambas e marchinhas, em pout-pourris com o conjunto Explosão do Samba. Logo depois do golão de Edinho, vem o hino mais popular do Fluminense, obra de Lamartine Babo. E uma versão de “O Campeão (Meu Time)”, clássico samba de arquibancada de Neguinho da Beija-Flor, que é… rubro-negro. Entre um gol de Cláudio Adão e outro do meio-campo Gilberto, camisa 8 (ambos contratados pelo Flu naquele ano), tem marchinhas clássicas, como “Piada de Salão” e “Chiquita Bacana” e composições de João Roberto Kelly, um tricolor de coração.

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#Tijucamérica

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O blog Fut Pop Clube saúda o título da segundona do futebol do Rio, conquistado pelo Mecão (o acesso à elite do futebol carioca já estava garantido) com a dica de uma leitura divertidíssima: “Tijucamérica”, do jornalista José Trajano, que como qualquer pessoa que já tenha assistido à ESPN no Brasil tá careca de saber, é americano fanático.
Sabe aquelas listas de melhores da história de um time? Pois a “chanchada fantasmagórica” de José Trajano pega o
“dream team” do America e bota o time de zumbis pra disputar de novo o campeonato carioca. Mas os mortos-vivos é que levam susto com o “New Maraca”.
Tudo com muita informação sobre o “Saaangue”, a Tijuca e figuras dos anos dourados do rádio e do Rio. Lamartine Babo incluído.
Esta semana, Trajano autografa seu novo livro no Rio em três eventos. O lançamento é da Paralela.

  • Terça-feira, 28 de julho, às 19, na Livraria da Travessa em Ipanema: http://on.fb.me/1HYAZZw
  • Quinta-feira, 30 de julho, às 19h, na Livraria Saraiva do Shopping Tijuca: http://on.fb.me/1JqfPIh
  • Sábado, 1º de agosto, às 11h, no Bar do Chico (Rua Afonso Pena, 128).

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#PartiuSérieA: Mecão e Portuguesa Carioca de volta à primeira divisão do Rio.

Bom saber que a Portuguesa da Ilha do Governador e o Mecão voltaram à série A do campeonato estadual do Rio, em 2016. Dia 25, o America Football Club e a Associação Atlética Portuguesa vão decidir o título de 2015 da segundona #carioca. O America queria levar o jogo pro Maracanã. Seria interessante. Com promoção, poderia atrair torcedores de todos os times. A Portuguesa, mandante, não topou. Tá no direito dela.

Saúdo o retorno de times clássicos aos principais campeonatos estaduais, que no entanto, precisamo mudar. Têm que ser mais curtos, mais atraentes. E todos os participantes deveriam participar de alguma divisão do Campeonato Brasileiro, nem que fosse numa Série E, F, G ou H, regionalizada.

Nesta quinta, bomba a notícia que a Copa Sul-Minas volta a ser discutida, talvez com a participação da dupla Fla-Flu. Pode ser o começo de uma liga de clubes?
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Olaria Atlético Clube, 100 anos

Olaria Atlético Clube, 100 anos

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O saudoso Jorge Curi poderia arrancar do peito o refrão.

Anotem… tempo e placar em Baririiii !!!!!

Curi, já são decorridos 100 anos de Olaria Atlético Clube. O azulão da Bariri completou o centenário em 1º de julho. Comemorou neste fim de semana com Romário e tudo. O #baixinho começou no time azul-celeste da rua Bariri. E como a gente lembrou no post anterior, o hino do Olaria é um dos 11 compostos por Lamartine Babo para times que disputavam o campeonato carioca lá pela segunda metade dos anos 40. Ouça o hino e confira a letra de Lamartine dentro do post.

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Só dá Lalá! Lamartine Babo escreveu os hinos populares de Fla, Flu, Bota, Vasco, do seu Mecão e de mais 6 times.

Post inspirado pela publicação nas redes sociais do Flamengo, que em 9 de julho comemorou os 70 anos do hino popular do rubro-negro (“Uma vez Flamengo, Sempre Flamengo”). Segundo o site do Fla, a composição de Lamartine Babo foi gravada pela primeira vez em 1945 por Gilberto Alves.
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Sem dúvida, é um lindo hino, que caiu na boca do povo. Mas  – confirma o site do Fla – oficialmente o hino do Mengo é a marchinha composta pelo ex-goleiro dos anos 1910 Paulo Magalhães (aquela que diz “Flamengo, Flamengo, Tua Glória é Lutar”). Agora, o que o torcedor que acompanha bem o futebol do Rio está careca de saber é que Lamartine Babo também compôs hinos para os rivais Fluminense (“Sou tricolor de coração…”), Vasco (“Vamos todos cantar de coração…”) e Botafogo (“Botafogo, Botafogo, campeão desde…”). Para o seu time de coração, o America – hino que muita gente considera o mais bonito da safra (“Hei de torcer, torcer, torcer…” adaptação da canção americana “Row Row Row”). Para o São Cristóvão, pro Bangu. Para os tradicionais times do subúrbio Bonsucesso, Madureira e Olaria e até pro Canto do Rio, lá da querida Niterói.  Onze hinos, quase que de uma canetada só! Lamartine Babo topou o desafio de Heber de Boscoli, do programa de rádio  “Trem da Alegria” (programa que passou pelas rádios Mayrink Veiga, Globo, Tupi, Mundial e novamente Mayrink). Um hino por semana, segundo o Dicionário Cravo Albin. No palco iluminado do futebol carioca da metade dos anos 40 em diante, só deu Lalá no gogó do torcedor.

E com uma homenagem a Lá Lá Lá, Lamartine, a Imperatriz Leopoldinense foi campeã carnaval carioca em 1981. O enredo se chamou “O teu cabelo não nega (Só dá Lalá)”.

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Futebol Bossa Nova, tema da revista FFW Mag!

http://ffw.com.br/mag/
http://ffw.com.br/mag/

Gosta de revistas? Fica a dica da edição especial da ffw mag!, publicada pelo Paulo Borges da semana de moda da aniversariante Sampa (SPFW) no finzinho de 2013, certamente de olho neste 2014 da “Copa das Copas”! Tem editoriais de moda, claro, mas também bastante coisa para ler ótimas fotos, beeeem abertas.

Tem textos de Roberto Damatta, entrevistas com Romário e Paulo André, artigos sobre Lamartine Babo (autor dos hinos de quase tudo quanto é time carioca), sobre o campeonato de peladas do Amazonas (o Peladão), Valderrama e um especial de corte de cabelos, futebol feminino, homossexualismo x intolerância estúpida no futebol, perfil do clube mais rock´n´roll do mundo, o St. Pauli, de Hamburgo, ensaios fotográficos na rua Javari em dia de jogo do Juventus da Mooca, no clássico Butão x Montserrat, em 2002, e com os nosso amigos do Encontro de Colecionadores de Camisas. Afinal, é uma revista fashion. Continuar lendo “Futebol Bossa Nova, tema da revista FFW Mag!”