Gylmar e De Sordi, campeões do mundo, no time lá de cima.

Um camisa 1 que começou a se consagrar mundialmente jogando com a 3.

Um lateral-direito que atuou em quase todas as partidas da campanha que deu ao Brasil sua primeira Copa do Mundo – menos a final, por contusão.

No mesmo fim de semana, perdemos os dois primeiros nomes da escalação do Brasil campeão em 1958. Gylmar, De Sordi…

Um mês atrás, partiu Djalma Santos, que substituiu De Sordi tão bem na final, que entrou para a seleção da Copa (mais tarde, jogou por uma seleção do mundo, com o escudo da Fifa no peito).

A Gylmar e De Sordi, seus parentes, seus fãs, seus torcedores, a homenagem dos súditos, como este blogueiro.

Muito obrigado, campeões! Continuar lendo “Gylmar e De Sordi, campeões do mundo, no time lá de cima.”

Uma “Manchete Esportiva” do tempo em que quem dava a bola era o Guarani

Reprodução: capa da “Manchete Esportiva” 08/08/1978, com a foto de Gervásio Batista

Por falar em revistas esportivas brasileiras, tirei do baú do Fut Pop Clube uma edição da saudosa “Manchete Esportiva”, do final dos anos 70. Foi uma segunda fase da publicação, que na sua primeira versão contava com as crônicas de Nelson Rodrigues (reunidas depois no ótimo livro “O Berro Impresso das Manchetes”). O exemplar cuja capa ilustra o post tem data de 8 de agosto de 1978, quando Guarani e Palmeiras se preparavam para “uma final paulista” no Brasileirão de 1978. Bugre e Verdão tinham eliminado o Vasco e Internacional nas semifinais. O Guarani venceria as duas partidas das finais, a primeira no Morumbi e a segunda no Brinco de Ouro. Continuar lendo “Uma “Manchete Esportiva” do tempo em que quem dava a bola era o Guarani”

Gylmar dos Santos Neves, 80 anos

O goleiro Gylmar dos Santos Neves – 80 anos neste 22 de agosto – foi campeão de tudo pela Seleção Brasileira e pelo Santos. E pediu bis. Só que antes também ganhou títulos pelo Corinthians (aliás, defendia o alvinegro quando foi campeão do mundo na Suécia, em 1958, inscrito com a camisa 3). No aniversário do grande goleiro, que começou no Jabaquara, lembro do livro Tributo a Gylmar, Matrix editora, de Marcelo Mello. Continuar lendo “Gylmar dos Santos Neves, 80 anos”

“1958 – O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil”

Já saiu em DVD o filme sobre a 1ª Copa do Mundo que a Seleção conquistou
Já saiu em DVD o filme sobre a 1ª Copa do Mundo que a Seleção conquistou

“Você sabia?”… O lateral-direito Djalma Santos, bicampeão do mundo pela Seleção – que chegou bem aos 80 anos, no último sábado – só jogou uma partida na Copa de 1958 (o são-paulino De Sordi sentiu uma contusão antes da final, contra os suecos, donos da casa). Djalma, então atleta da Portuguesa (jogaria ainda no Palmeiras e Atlético Paranaense), teria que marcar o ótimo ponta sueco Skoglund. Entrou e deu conta do recado tão bem que acabou escolhido para a seleção da Copa. Essa é uma das histórias contadas no documentário “1958 – O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil”, de José Carlos Asbeg, que estreou nos cinemas no ano passado (cinquentenário da conquista) e já saiu em DVD. O filme usa usa cenas oficiais da Copa, cedidas pela Fifa, e ouve depoimentos dos campeões mundiais Djalma, Nílton Santos, Dino Sani, Moacir, Zito, Mazzola, Zagallo e Pepe, mais o preparador Paulo Amaral. Didi, em material de arquivo. Estão no filme  suecos, vice-campeões, como os que marcaram na final, Simonsson e Liedholm (o dele foi um golaço). Franceses, como Just Fontaine, artilheiro recordista, e russos. Jornalistas como Luiz Mendes, Paulo Planet Buarque (que fala a frase que dá título ao filme) e João Máximo. Peraí, não ouviu Pelé? Essa foi uma crítica feita ao filme de Asbeg. Mas quer saber? Pelé já teve um filme inteiro pra ele. E é bom ouvir um pouco mais os outros monstros da bola. Todos salientam a importância para a conquista da Taça do Mundo não só de Pelé, mas de campeões que não estão mais entre nós: Garrincha, Vavá e o vice da CBD, Paulo Machado de Carvalho, que chefiou a delegação. A produção é cuidadosa, no acabamento de artes, nos cenários de entrevistas, na qualidade das imagens, no uso de históricas gravações de rádio em cima das cenas dos jogos –  vozes de locutores esportivos clássicos como Pedro Luiz, Edson Leite e Jorge Cury (a seca narração do gol de Gigghia que deu a Copa de 50 ao Uruguai, em pleno Maracanazzo). O que ficou um pouco confuso foi amarrar o filme todo em torno da decisão – os 5×2 contra a Suécia. E no meio desse momento glorioso ir contando a história: as tristes lembranças de 1950, a folha seca de Didi que classificou o Brasil pra Copa 58 e a campanha vitoriosa na Suécia. CLIQUE AQUI Continuar lendo ““1958 – O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil””