“Going to the Match”: a fotografia da paixão pelo futebol.

IMG_20150904_202628Dica da ótima revista Líbero. O fotógrafo Przemek Niciejewski, especializado em cultura do futebol, se prepara para lançar um livro de fotos, resultado da experiência de 25 anos registrando os torcedores e os grandes estádios lotados de campeonatos milionários como a Bundesliga ou da Premier League, mas também o futebol amador, em países como a Polônia – terra natal de Niciejewski. “Going to the Match” é o nome do projeto, que está sendo viabilizado pelo sistema de ‘vaquinha online’, o crowdfunding, na plataforma Kickstarter (clique aqui). As contribuições começam em 20 euros, o que daria direito a um exemplar do livro. “Going to the Match” deve ter 204 páginas, 160 fotos, no formato 17 x 23.5 cm, capa dura.
No link dentro do post, dá pra ver um slide-show com muitas fotos de Niciejewski. Continuar lendo ““Going to the Match”: a fotografia da paixão pelo futebol.”

Obrigado, “Jornal da Tarde”!

Reprodução da capa do JT sobre a “tragédia do Sarrià” em 6/07/82, com a premiada foto de Reginaldo Manente (ganhou o Prêmio Esso de Fotografia em 1982)

Se é verdade que é uma imagem vale mil palavras, então, a foto do menino chorando com a clássica camisa da seleção do mestre Telê Santana é um resumo perfeito da chamada “tragédia do Sarrià” e do desfecho da campanha brasileira na Copa do Mundo de 1982, na Espanha. O trabalho, de Reginaldo Manente, ocupou quase toda a primeira página do “Jornal da Tarde” no “day after” da “tragédia” – e depois ganhou o Prêmio Esso de Fotografia, edição 1982.
Primeiras páginas chamativas como essa foram a marca registrada do “Jornal da Tarde” – “JT” para os íntimos -, publicado pelo grupo do jornal “O Estado de São Paulo” desde 1966 e que hoje foi para as bancas pela última vez. Posso citar também a capa no dia seguinte de outra tragédia, a derrota da emenda das Diretas-Já, em abril de 1984. A primeira página do “JT” saiu toda de luto. Também me lembro da campanha que o jornal fez no mandato de Paulo Maluf como governador de São Paulo. Ele abriu a Paulipetro e prometeu encontrar petróleo no interior do estado de São Paulo. O “JT” criou uma charge de Maluf como Pinóquio. O nariz ia crescendo dia a dia, até atravessar a primeira página toda.
Posso dizer que pude acompanhar o “Jornal da Tarde” no seu auge. Quando eu aprendi a ler, meu pai assinava o “Estadão”.  Comecei a ler o noticiário do meu time, passei para o esporte, variedades e depois, o jornal todo.

Talvez pelo fato de o “Estadão” não circular às segundas, meu pai comprava o “Jornal da Tarde” nesses dias. Sorte minha. Segunda-feira era o dia da “Edição de Esportes”, caderno que fez história e sobre o qual vou me deter mais adiante.
Mudamos para a Belo Horizonte, 18 meses depois para o Rio de Janeiro … e continuamos leitores do “Jornal da Tarde”. Quando meu velho viajava para São Paulo, trazia o “JT” pra mim. Em tempos sem internet, isso era ouro. Em determinados dias, procurávamos o “JT” em alguma banca maior, com jornais de outros estados. Era um jornal muito bonito, fácil e gostoso de ler. Capas politizadas, muitas charges, excelente aproveitamento das fotos. Ainda tinha o caderno de variedades, seções como “Modo de Vida” e “Divirta-se” (com o roteiro cultural).
A “Edição de Esportes” de todas as segunda-feiras parecia quase uma revista. Capas bem desenhadas, cobertura completa da rodada do fim de semana e, num tempo com bem menos futebol ao vivo na TV, havia os desenhos de Gepp & Maia, reproduzindo os principais gols da rodada – que achado! Lembro da primeira página da “Edição de Esportes” sobre o primeiro título nacional do São Paulo, o Brasileiro de 77, decidido já em março de 78: só uma foto da hoje malfadada “taça das bolinhas”, num fundo preto, com a manchete: “Essa taça é tua, São Paulo”.
Toda a vez que um campeonato terminava, a “Edição de Esportes” do “JT” era um “must” para todo torcedor: campanha completa, análise dos jogos, perfis dos jogadores, dezenas de fotos, bastidores  da decisão. Itens de colecionador. Devo ter até hoje algumas dessas edições especiais, dos anos 80.

A “EE” do “JT” tinha também a coluna “Bola de Papel”, com o Alberto Helena Jr e depois com o Roberto Avallone.
Certamente meu pai preferiria que o seu primogênito seguisse uma carreira de exatas, em especial, engenharia, como a profissão dele. Mas o gosto pela leitura de jornais, em especial a do “JT” no auge, influenciou demais a vida profissional do filho.
Obrigado, pai!

Obrigado, “Jornal da Tarde”.

Exposição: Bonequinhas de Luxo

Publicado em 8 de setembro de 2011

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A seção Flyer pede licença ao futebol um minutinho para dar uma dica para quem gosta de artes plásticas, cinema, fotogragia e moda.

Maria Corda revista por Lais Sobral

Lindas atrizes do cinema americano dos anos 20 e 30 são personagens da exposição Bonequinhas de Luxo, da artista plástica Lais Sobral, em cartaz até o fim de setembro na galeria da biblioteca pública da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.Os rostinhos das musas foram trabalhados pela Lais e aparecem em colagens, caixinhas, em instantâneos -magicamente misturados com os corpos de modelos de BH – e repaginados com figurinos desenhados e coloridos pelo traço chic da artista.

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Clara Bow e Louise Brooks repaginadas com estilo por Lais Sobral

Eu realmente gamei nessas “musas do filó” acima – elas são suspensas por um filó, como tento mostrar na foto. E como este (ainda) é um blog sobre futebol, não custa lembrar que filó também é usado por alguns locutores e cronistas esportivos para descrever a rede, no momento de um gol. É isso aí. Tá no filó (como diriam narradores como Fernando Sasso). Golaço da artista plástica Lais Sobral (confira mais imagens do trabalho dela aqui). Continuar lendo “Exposição: Bonequinhas de Luxo”