Punk rock, rockabilly, ska, reggae, funk etc etc etc. Isso era The Clash. E London Calling, seu terceiro disco- em vinil, era duplo. A cada vez que ouço essa banda, gosto mais e mais. Continuar lendo “30 anos de um discão”
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Metallica 2.0
Aproveito que foi anunciado show extra do Metallica no Morumbi (31 de janeiro) para falar um poquinho do segundo álbum do quarteto. Quando Ride the Lightning foi lançado, no segundo semestre de 1984, o impacto foi imediato. Um dedilhado suave anuncia o ataque nuclear de Fight Fire With Fire. A velocidade, o peso, a rifferama, os solos e os cabelões estavam lá, mas a produção, quanta diferença! Continuar lendo “Metallica 2.0”
Metallica 1.0
Aproveito o primeiro dia de vendas ao público em geral de ingressos para o show do Metallica no Morumbi para começar a lembrar da discografia da banda californiana. Lançado em 1983, Kill´em All faz jus ao nome. É um massacre sonoro, de “Hit the Lights” a “Metal Militia” e sua irmã-gêmea, “Whiplash”. Continuar lendo “Metallica 1.0”
AC/DC 1.0
Esta é a capinha internacional do primeiro disco do AC/DC, que há alguns anos pintou por aqui numa simpática edição digipack, que ainda pode ser encontrada em lojas. Na real, o “High Voltage” que conhecemos é uma mistura das edições australianas do “High Voltage” e do “T.N.T.” – algumas músicas do “High Voltage” australiano não usadas na versão mundial entraram anos mais tarde no EP “Jailbreak”, em vinil – cuja faixa-título, raridade da edição australiana de “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” estourou no Brasil na época do primeiro Rock in Rio, em 1986. “Jailbreak” na voz inesquecível de Bon Scott e com o riff mortal de Angus Young, esse Chuck Berry “on the rocks”, movido a scotch e máscaras de ar. Continuar lendo “AC/DC 1.0”
FNM, Maracanã, 20 de janeiro de 1991
Não, a tarde/noite do verão carioca de 1991 do título não foi a data de algum clássico inesquecível do futebol. Mas sim uma das melhores noites do Rock in Rio II, o único dos 3 festivais da Artplan no Brasil disputado, digo, realizado no Maracanã. O Hanói Hanói abriu, com dia claro. Em seguida, os Titãs arrebentaram. A primeira banda importada da noite foi a americana Faith No More. Enquanto Bush-pai bombardeava o Iraque, na primeira guerra contra esse país, o FNM bombardeou o Maraca com quase todos os petardos do discão cuja capa ilustra este post. “The Real Thing” já era o terceiro LP / CD do FNM, mas o primeiro com Mike Patton e o primeiro a dar as caras no Brasil. Eu já conhecia o disco todo, já tinha escrito no meu fanzine “Headline” que era praticamente um greatest hits, de tanta música boa atrás da outra, já devia ter visto algo do FNM ao vivo na TV. Mas olha… Mike Patton, Jim Martin, Billy Gould, Mike Bordin e Roddy Bottum superaram qualquer expectativa. O FNM matou a pau! Com “From Out of Nowhere”, “Epic”, “Falling to Pieces”, o protótipo do funk-o-metal “We Care a Lot”, “The Crab Song, “The Real Thing”, a cover de “War Pigs”… Peso (muito), baixo funky e muita loucura, no palco e na plateia. O grupo ainda fez bons discos de estúdio, mas que eu saiba o show do Maracanã foi o ponto mais alto da história do quinteto, que meses depois voltou para uma turnê nacional.
Ah, sim, o 20/1/91 do Maracanã ainda teve Billy Idol e Guns N´Roses no auge, excelente formação, na turnê dos discos “Use Your Illusion”. Senhor show dos “Guns” também.
Da Lama ao Caos
O discão de estreia de Chico Science & Nação Zumbi vai ter seus 15 anos lembrados nesta sexta-feira, 18 de setembro, em S.Paulo. A banda Nação Zumbi vai tocar o sensacional Da Lama ao Caos inteiro, da primeira à última faixa. Lá estão algumas das melhores músicas dessa fusão saborosa de guitarras envenenadas com beat e bits pernambucanos. Rios Pontes e Overdrives, A Cidade, A Praieira (“uma cerveja antes do almoço é muito bom/pra ficar pensando melhor), Da Lama ao Caos, Risoflora… Continuar lendo “Da Lama ao Caos”
25 anos de um discão: “Powerslave”
O disco do Iron Maiden que geralmente aparece em almanaques e listas de melhores é o terceiro álbum de estúdio da banda inglesa, “The Number of The Beast“, que marcou a estreia de Bruce Dickinson e ainda conta com o excelente batera Clive Burr. Entre os favoritos do blog, está “Powerslave” (ouça trechos). O disco lançado justamente antes do primeiro showzão do Maiden na América do Sul, o de 11 de janeiro de 1985, Rock in Rio I. Continuar lendo “25 anos de um discão: “Powerslave””
SRV
Fui apresentado ao som do guitarrista texano que deu sangue novo e pegada roqueira ao blues por um saudoso amigo de faculdade, músico fissurado por rock e (futebol) do bom. Ele me emprestou uma fitinha K7 (ahn? era final dos anos 80!) e não me disse qual era o som. Gostei. “Tem influência de Hendrix, mas não só”. Era Stevie Ray Vaughan, com o seu Double Trouble. Comecei a procurar discos, o Live Alive foi um dos primeiros CDs que comprei na vida… Poucos anos depois, já estagiário, recebi via agência internacional a notícia do precoce desaparecimento do bluesman- SRV morreu num acidente de helicóptero junto com o piloto e 3 pessoas da equipe de Eric Clapton, em 27 de agosto de 1990. Apenas 7 anos depois do espetacular disco de estreia: Texas Flood. Que mostrou a levada típica de Stevie, o shuffle, em blues-rocks como Love Struck Baby, ótimas covers como Mary Had a Little Lamb, de Buddy Guy, baladas blues, lancinantes blues, emocionantes blues. A repercussão da estreia foi tão boa que Vaughan abriu mão de seguir tocando com David Bowie, com quem gravou guitarras do disco Let´s Dance. Compre, grave, baixe, jogue Rock Band, dê um google, não importa o jeito, mas ouça Stevie Ray Vaughan. Seus ouvidos merecem. Continuar lendo “SRV”
Pearl Jam
Que me perdoe o mestre Telê Santana, que odiava que nossos gramados fossem usados e pisados em shows. Mas que espetáculo foi o Pearl Jam no Pacaembu! Rolou no glorioso 2005, 14 anos após o lançamento de Ten. Discão que hoje (27/8/09) atinge a maioridade. 18 anos da estreia do Pearl Jam. No começo de 2009, Ten foi relançado com faixas bônus e/ou DVD acústico. Pearl Jam continua aprontando. The Fixer, primeiro som do novo disco, Backspacer, já está na rede.
Um showzão no Shea Stadium
Ouvir o show do The Clash no Shea Stadium é um belo e radical jeito de aguentar o trânsito lento de São Paulo (40 minutos para percorrer 6 km de carro, fala sério!). O concerto no histórico estádio de beisebol nova-iorquino e foi lançado em CD mais ou menos na mesma época em que o velho estádio do NY Mets foi ao chão, em outubro de 2008. O discão foi gravado durante os shows em que o Clash abriu para o The Who, em 1982. A banda punk havia lançado outro discão, Combat Rock. “Should I Stay or Should I Go” tocava muito no rádio americano. E o compacto seguinte “Rock the Casbah”, estava no Top 40 e rolava na MTV de lá, assim como em muitos programas de clips aqui. E a performance eletrizante de “Rock the Casbah” arrebata corações, mentes e corpos. CLIQUE EM MANTER A LEITURA para saber outros destaques do CD ao vivo do Clash e que outras grandes bandas tocaram no Shea Stadium (1964-2008).