O Cruzeiro, atual campeão brasileiro – e líder do atual campeonato – comemorou a marca de 60.000 sócios-torcedores (programa Sócio do Futebol). Muito bom. No Brasileirão 2013, em que levantou o título, a Raposa teve média de 28.911 pessoas como mandante, segundo relatório da Pluri Consultoria.
Uniformes: em abril, a Olympikus apresentou as camisas 1 e 2: a azul e a branca. Com as tradicionais cinco estrelas soltas no lado esquerdo do peito e o scudetto de campeão brasileiro no centro.
É a terra de Jimi Hendrix, do Soundgarden, do Pearl Jam, do Alice in Chains, do essencial Nirvana. Guitarras na mão, rock grunge na cabeça, café e tortas de chocolate para espantar o frio… e soccer! O SeattleSounders FC, da Major League Soccer, tem a terceira melhor média de público (jogos em casa), segundo ranking divulgado pela Pluri Consultoria. Dezesseis times da MLS ficaram entre os 60 primeiros em questão de comparecimento ao estádio. A lista da Pluri leva em consideração a última temporada completa de campeonatos nacionais – no caso dos times brasileiros, o Brasileirão 2013. E o campeão nacional, o Cruzeiro, tem a oitava melhor média. Confira o top 10 do ranking:
River Plate: 49.368 torcedores/jogo, 73% de ocupação no Monumental de Nuñez. Décima-quarta posição no ranking mundial.
América do México: 44.567. Ocupação: 42% do Azteca.
Os Soundersde Seattle mobilizam 43.124 por jogo ( e é uma torcida participativa, como as que gente conhece). Ocupação: 85% dogigantesco Century Link Field.
Tigres, do México: 41.050, o que representa 80% do estádio Universitário de Nuevo León.
Boca Juniors: 36.389 xeneizes/partido, 74% da Bombonera.
Rosario Central: 35.900 canallas/partida; 86% do Gigante de Arroyito.
O rival do Rosario Central, o Newell´s Old Boys, está em 7º, com 35.235 leprosos/partida, que ocupam 84% do estádio Marcelo Bielsa.
Cruzeiro: 28.900 por jogo; 50% do Mineirão.
Monterrey: 28.634 rayados/partido; 74% da capacidade do estádio Tecnológico.
Independiente: 27.556 diablos rojos por partida, 57% do estádio Libertadores de América.
No ranking da Pluri de médias de público, versão Américas, o Santa Cruz aparece em 12º (o Santinha que disputou a Série C ), o Corinthians em 15º, o Flamengo em 19º, o São Paulo em 21º, o Grêmio em 33º, o Sampaio Correa (34º), o Bahia em 44º, o Fluminense em 51º, o Vasco em 52º e o Sport em 56º. Confira o relatório completo aqui.
Bahia, Ceará, Cruzeiro, Flamengo, Inter, Sampaio Corrêa, Sport ou Atlético Goianiense serem campeões estaduais não chega a ser uma novidade. Nem o CENE em MS ou o Londrina no Paraná. Agora, o Ituano ser campeão paulista num ano em que os grandes entraram no campeonato (entraram, mesmo? só se for pelo cano!)… O Galo de Itu já tinha ganho o título em 2002, quando os grandes jogaram o Rio-São Paulo e só entraram num tal de Supercampeonato Paulista, de tiro curtíssimo e regulamento tão ridículo como o Paulistão 2014. O que não tira os muitos méritos do Ituano, num ano em que os times do interior voltaram a fazer festa.
Rivaldo parou. Aos 41. O craque tímido que começou a fazer maravilhas no seu estado de Pernambuco, com a camisa tricolor do Santa Cruz – tanto que é citado na canção mais conhecida da banda Mundo Livre S/A, “Meu Esquema”. Explodiu no Mogi Mirim, foi emprestado para o Corinthians, mas acabou no Palmeiras, que acabou com os Paulistas de 1994 e especialmente, 1996. Timaço.
PILOTA D´OR: Bola de Ouro em catalão. 1999. Com a camisa do centenário do Barça, Rivaldo ergue a Bola de Ouro. Em 5 anos de Camp Nou, 136 gols, 2 títulos de La Liga, 1 Copa do Rei e uma Supercopa da Uefa. FOTO : FCB
Destaque do Deportivo La Coruña que disputava título no campeonato espanhol nos anos 90, foi vendido para o Barcelona, onde é considerado uma legenda (veja a homenagem do site do Barça). Apesar de não se entender muito com o treinador holandês Louis Van Gaal, viveu seu auge nos anos no Camp Nou. Ganhou uma Bola de Ouro da revista “France Football” antes do prêmio ser unificado com a Fifa.
No finalzinho da temporada espanhola de 2000/2001, tive o privilégio de conseguir um lugarzinho descoberto lá no alto do Camp Nou, naquele jogo que Rivaldo quase que sozinho derrotou o Valencia. Marcou 3 belos gols. um #hat-trick – na Espanha, um #triplete. Fiquei sentado ao lado de holandeses como Van Gaal, atrás de um dos gols. A meta em que Rivaldo acertou um golaço de bicicleta, de fora da área, no finalzinho do jogo. 3×2. Os torcedores invadiram o campo (citado na capa abaixo, do caderno de esporte do meu exemplar do “El Periódico”, recordação da época). Comemoravam o quarto lugar! Nunca tinha visto isso. Sabe por quê? O resultado classificou o Barça pra Champions 2001/2002 depois de alguns anos fora. Nunca vou me esquecer de ver entre torcedores, senhoras e uma criança de cadeira de rodas gritando #Ribaldo, Ribaldo, Ribaldo. O jeito como eles pronunciam o nome do craque. Fiquei orgulhoso de ser brasileiro. Assisti in loco a um recital de Rivaldo no Camp Nou.
Capa do esporte do jornal catalão EL PERIÓDICO, no dia seguinte ao show de Rivaldo: 3×2
A decepção verde-amarela na Olimpíada de 1996 foi compensada muitas vezes, em duas Copas. Rivaldo jogou muita bola em 98 na França, ajudando a levar o Brasil à fatídica final do 0x3 no Stade de France. E em 2002, jogou tão bem ou melhor que Ronaldo Fenômeno, o artilheiro do penta.
Rivaldo rodou. Milan, Cruzeiro, futebol grego, Uzbeque, voltou pro agora seu Mogi Mirim, pediu licença para jogar no meu São Paulo, onde estreou marcando um belo gol contra a Linense e arrumou confusão com Carpegiani. Esteve em Angola, passou pelo São Caetano e pendura a chuteira agora depois de jogar ao lado do filho, no Mogi.
Na superterça 11 de março, depois da Champions é a hora de Copa Libertadores. É neste pequeno e simpático estádio -no pequeno e simpático Uruguai- que o Defensor Sporting recebe o Cruzeiro, atual campeão brasileiro.
O estádio Luis Franzini – pouco maior que o estádio do Juventus, na Rua Javari -tem a arquibancada toda pintada com a cor do clube violeta. Fica ao lado do Parque Rodó, pertinho do Rio da Prata, bem no circuito dos turistas que visitam a bela e calma Montevidéu. Tive o prazer de ver um jogo também de Libertadores no verão de 2011 (fotos de celular abaixo). Atmosfera legal e bem família.
Oberdan Cattani, Heleno de Freitas, Tesourinha, Evaristo de Macedo, Roberto Batata, Dener, Canhoteiro, Alex, Friedenreich. “Craques que encantaram o Brasil e nunca participaram de um Mundial”. É o subtítulo de “Os Sem-Copa” (Maquinária Editora), o novo livro da jornalista Clara Albuquerque (autora de “A Linha da Bola“).
Dez mil… dez mil e um… dezesseis mil e nove… enfim, 29.120 torcedores. O número de torcedores que ia entrando no Mineirão no fim da tarde de terça-feira era atualizado, um por um no placar eletrônico do estádio novo em folha. Confesso que nunca vi isso em outro estádio ou ginásio. E ainda tinha uma contagem do número de Sócios do Futebol, o programa de fidelidade do Cruzeiro. O campeão brasileiro encheu os dedos de uma mão para contar os gols da partida contra a Universidad de Chile, pela Libertadores 2014. 5×1. Uma #manita, na linguagem #futbolera, #futbolês castelhano. Com direito a #hat-trick de Ricardo Goulart.
Imagem de divulgação do aplicativo
Por falar na Raposa, o Cruzeiro e a Netco Sports lançaram este mês um aplicativo chamado Fotofan. Semelhante a um #app do Paris Saint-Germain. No Fotofan do Cruzeiro, o torcedor tem uma série de filtros e padrões para incrementar suas fotos na internet, mais ou menos como no Instagram (exemplo acima). Continuar lendo “China Azul em tempo real.”→
Mal começou … e até que começou com bons jogos… mas já aparecem os velhos problemas da Libertadores.
A CBF e a presidente da República manifestaram revolta com o episódio de racismo contra Tinga, na partida do Cruzeiro contra o Real Garcilaso, no Peru. Tem que ter punição.
Henrique Portugal, do Skank, e o jornalista Bruno Mateus, estão lançando “Tricampeão Brasileiro”. A sessão de autógrafos é nesta quinta-feira, 23 de janeiro, das 18h30 às 20h30, na loja do Cruzeiro ao lado da sede Barro Preto, em BH.
O blog Fut Pop Clube saúda o Cruzeiro, inquestionável campeão brasileiro de 2013, faltando 4 rodadas pro fim do segundo turno. O primeiro campeão da era pontos corridos (em 2003) é o primeiro campeão a vencer todos os 19 adversários ao menos uma vez. Sobrou! Continuar lendo “Um campeão cinco estrelas”→