Em cartaz: “O Clã”.

Gostaria de dar outra dica de cinema. Por certo bem mais pesada que o documentário sobre Chico Buarque (post anterior).

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Classificação: 16 anos

“O Clã” (El Clan), de Pablo Trapero, conta em ritmo quase alucinante a história (real) dos Puccio, uma família de classe média argentina. O chefe da clã, Arquímedes Puccio, com passado de serviços aos milicos da sangrenta ditadura argentina, comandou clandestinamente já nos primeiros anos do governo Alfonsín um esquema para sequestrar gente rica, com o único objetivo de extorquir dinheiro e assim sustentar uma confortável vida de classe média. Mulher e quase todos filhos do casal ou faziam vista grossa ou participavam, de alguma maneira. Um dos filhos arrisca a carreira como jogador da seleção de rugby (os Pumas) participando das ações, que muitas vezes tinham como alvos amigos ou conhecidos da família. Vai viver um imenso dilema pessoal. Detalhe: o cativeiro das vítimas era na própria casa dos Puccio. Preste atenção nas constantes varrições que Arquímedes faz na calçada. Era pra ajudar a abafar os gritos dos reféns. Tenso filme de suspense, que deixa claro o terror psicológico e físico a que eram submetidos os sequestrados. Como no hit argentino da temporada passada, “Relatos Selvagens”, “O Clã” tem alguns dedos da produtora El Deseo, de Almodóvar.

Trapero levou o Leão de Prata de melhor direção em Veneza. O desempenho do Guilhermo Francella (vilão aqui, vítima em “O Segredo dos Seus Olhos”) como o psicopata Arquímedes Puccio é de Oscar. E a trilha sonora é muito boa: The Kinks, Creedence Clearwater Revival, Ella Fitzgerald and The Inkspots, David Lee Roth, e as bandas argentinas Seru Giran e Virus. Continuar lendo “Em cartaz: “O Clã”.”

#RockFlu histórico com Romerito e rock en español.

#RockFlu histórico com Romerito e rock en español.

Publicado em  15 de julho de 2015

Um grande ídolo do Fluminense é o convidado do programa Rock Flu 119. O paraguaio Julio César Romero Insfrán, o Romerito, conversa com Gustavo Valladares e Sergio Duarte sobre futebol, em especial, sobre o Flu, e escolheu o roteiro musical: Soda Stereo, Enanitos Verdes, Maná, Eagles, Creedence Clearwater Revival, U2, R.E.M., Beatles e Elvis Presley. Outro must do programa são os áudios de jogadas de Don Romero nas vozes de alguns de nossos melhores locutores. Romerito marcou o gol do título brasileiro do Flu, em 1984. Sintonize: http://www.rockflu.com.br/

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Clique: rockflu.com.br/
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“Bad Moon Rising” e o ano do futebol argentino.

1658646_723901857700208_7473823064499988095_oE que ano! Na quarta-feira, o San Lorenzo de Almagro enfrenta o Auckland City por uma vaga na final do Mundial de Clubes. Caso o Ciclón confirme a esperada final contra o Real Madrid (que na terça pega o Cruz Azul), vai precisar de muita torcida do Papa, é verdade. Mas só está no Marrocos porque ganhou sua primeira Copa Libertadores. eliminando o Botafogo, o Grêmio e o Cruzeiro, melhor time do Brasil.

Na Copa do Mundo, a ótima seleção argentina já tinha chegado até a grande final, no Maracanã, empurrada por sua torcida e embalada pelo hit “Decime que se siente”, provocadora adaptação de “Bad Moon Rising“, primeiro single do terceiro disco da banda americana Creedence Clearwater Revival (LP “Green River”, 1969).creedence

De um dos grandes sucessos do Creedence a Hilariê, da Xuxa, adaptar músicas populares é uma característica das torcidas argentinas. “Bad Moon Rising”, mesmo, já tinha versões cantadas por “hinchas” do próprio San Lorenzo e outros times argentinos (veja post no globoesporte.com): Nueva Chicago, Racing, Independiente, Belgrano, Talleres, Tigre, Quilmes, Boca Juniors e … River Plate!

Aqui no Brasil ganhou merecido destaque a linda festa no Monumental de Nuñez no dia em que River voltou a gritar “campeón” de uma copa internacional, a Sul-Americana (17 anos depois da Supercopa de 1997, contra o São Paulo ). Detalhe: em 2014, o clube da faixa vermelha usou um camisa que lembrou a do segundo título de Libertadores, em 1996.

Veja o clip publicado pelo canal do River Plate no You Tube. Mostra a festa da apaixonada torcida millonaria antes, durante e depois dos 2×0 contra o bom Atlético Nacional, da Colômbia. O vídeo foi feito pelo departamento de imprensa do River e pela Encender Comunicación e tá maneiro.

O programa Sportv News fez na quinta-feira uma edição desse belo clip, acrescentando narrações, a entrevista que o repórter André Hernan fez com um gandula especial, o filho do técnico Marcelo Gallardo –  olha que bacana! E inseriu um diálogo que é a chave do filmaço “O Segredo dos Seus Olhos”, e diz algo assim:

Um cara pode mudar de tudo. De rosto, de casa, de família, de namorada, de religião, de Deus. Só tem uma coisa que não pode mudar. Não pode mudar de … paixão!” (“O Segredo dos Seus Olhos”)

No filme do craque do cinema Juan José Campanella, escrito por Eduardo Sacheri, essa fala faz referência a um personagem que torce pro Racing Club, de Avellaneda. Que neste domingo pode ser campeão argentino depois de 13 anos! Ou o Racing aproveita a chance e volta a levantar uma taça agora… ou o campeão da Sul-Americana, o River, vai comemorar pela segunda vez na semana, com o possível título nacional #36. Continuar lendo ““Bad Moon Rising” e o ano do futebol argentino.”