D de domingo. D de dérbis. D de decisão.

Na reta finalíssima dos estaduais brasileiros e dos nacionais na Europa, um domingo de muitos clássicos decisivos. No Rio de Janeiro, Clássico Vovô, repetindo a polêmica decisão do Campeonato Carioca de 1971, tema de livro de Eduardo Coelho: “Carioca de 1971 – a verdadeira história da vitória do Fluminense sobre a Selefogo alvinegra” (Maquinária Editora).
Em Minas Gerais, tem Clássico das Multidões.
Mesmo apelido do duelo que decide o Campeonato Pernambucano.
No Ceará, domingo de Clássico Rei.
Saiba o que significam esses e outros apelidos de clássicos estaduais no post anterior. Ah, sim, na Bahia, tem Ba-Vi, e no Paraná, o Atle-Tiba. Mas esses dois são mais fáceis de descobrir…
Na Itália, olha só, um dos maiores clássicos do mundo pode decidir o campeonato – e um dos participantes não tem chances de título. Se o Milan vence o Derby della Madonnina, deixa a decisão pra última rodada. Se a Inter ganha, pode dar o título à Juve, líder invicta, que visita o Cagliari.
Aqui em São Paulo, conseguirá o Guarani segurar o Santos de Neymar?
Será um domingo de muitas emoções, em muitos estados, na Itália… e na Inglaterra, onde City e United travam um autêntico derby de Manchester pelo título, sem se enfrentarem mais.  Continuar lendo “D de domingo. D de dérbis. D de decisão.”

Escurinho, um bicampeão

O escudo do bi, no internacional.com.br

Olha lá no elenco do Internacional, campeão brasileiro de 1975. Escurinho está lá.
Olha lá no elenco do Inter, bicampeão brasileiro no ano seguinte. Escurinho está lá.
Não era titular, geralmente, mas costumava entrar e marcar gols importantes.
Lembro também que o atacante Escurinho, já jogador do Palmeiras, foi pro gol tentar defender una cobrança de pênalti, após a expulsão de Leão, a primeira partida das finais do Brasileiro de 78, conquistado pelo timaço do Guarani.
Escurinho foi ainda hepta campeão gaúcho pelo Colorado e campeão no Equador pelo Barcelona de Guayaquil.
Escurinho atacou na área musical. Em 1970, gravou um compacto com quatro sambas, inpirados em Lupicínio Rodrigues, segundo o livro de Beto Xavier.
Foi com muita tristeza que recebi a notícia da morte de Luiz Carlos Machado, o Escurinho. Parada cardíaca, depois de sofrida partida contra o diabetes. O Internacional – que já havia destinado renda de um uniforme retrô e, junto com a G7 Cinema, arrecadação do filme “Nada Vai Nos Separar” ao tratamento do ídolo – divulgou nota de pesar  e uma capa especial no site. Descanse, Escurinho. Continuar lendo “Escurinho, um bicampeão”

Torcida metal

O momento do futebol mineiro não é bom. Três times ameaçados no Brasileirão. Mas confesso que fiquei impressionado com a quantidade de torcedores / fãs com camisetas do Atlético – Galo Metal – e do Cruzeiro, no dia metal do Rock in Rio. Inclusive o guitarrista Phil Campbell, do Motörhead, usou uma do Gal, certamente presenteada pelo Paulo Xisto, baixista do Clube Atlé…, digo, baixista do Sepultura (tinha o nome de Paulo nas costas).

Também marcaram presença no clássico, ou melhor, no festival, torcedores de Flamengo, Fluminense, Vasco (felizes da vida com a fase turbinada do chamado Trem-Bala da Colina) e Botafogo, claro; de São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Coritiba, Grêmio, Internacional, Bahia, Remo, Paysandu, Santa Cruz, Sport, Náutico (Metal Alvirrubro), CSA etc etc etc… e até do Paraguai!

Agora, eu pergunto: se os torcedores falam a mesma língua, moram na mesma cidade, dividem os mesmos interesses e gostos musicais, seja heavy metal ou samba, por que se agridem, se matam tanto uns aos outros? Hein? Por que não aceitar a diferença e conviver com isso? Qual seria a graça de um campeonato estadual sem o seu maior arquirrival?

Leia meus pitacos sobre o Rock in Rio na Coluna de Música do Fut Pop Clube.

Noite de gala. Épica!

Que rodada foi essa do Brasileirão!?!? Às 11 e pouco da noite, eu tuitava: “Superquarta no #Brasileirão, hein? Ótimos públicos nos estádios, muitos gols . . . Mal podia esperar pelos segundos tempos. Que jogaço aço aço o clássico nacional, continental, mundial na Vila Belmiro. O Santos de Muricy abriu 3×0. Com gol de placa de Neymar e tudo.  O Flamengo de Luxemburgo encostou. Elano perdeu pênalti. O rubro-negro empatou. No segundo tempo, o Santos fez 4×3. Mas o Fla empatou e virou, com show e hat-trick de Ronaldinho Gaúcho. A despeito do resultado adverso, torcedores do Peixe que foram à Vila vão ter muita história para contar sobre esse jogão, destaque na imprensa mundial – só o site do Marca reserva quatro destaques na capa! E vale repetir a máxima: os quase 13 mil espectadores poderiam sair e pagar de novo o ingresso depois do 1º gol do Neymar. Gol de placa, jogo de enciclopédia.

Um olho na Vila, outro no Couto Pereira. O São Paulo de Adílson virou com 3 a zero. Belos gols. A torcida do Coxa não deixou de apoiar. Impressionante. O tricolor chegou ao quarto gol com Lucas. Com um a menos, o Coritiba foi encostando, fazendo gols… E olha… se tivesse mais 5 minutos de jogo, era capaz de empatar e virar. O São Paulo conseguiu outra boa vitória fora, mas não dá para dizer que o Coritiba saiu derrotado. Continuar lendo “Noite de gala. Épica!”

A 2 jogos da Libertadores 2012

Coritiba x Vasco. Vasco x Coritiba. Grande final da Copa do Brasil 2011! Merecida classificação de ambos. Com jogadores que não estavam dando lá muito certo em outros times, como Diego Souza e Alecsandro, o Vasco chegou. Sei não, mas quando Juninho Pernambucano reestrear, o time treinado por Ricardo Gomes vai dar trabalho.

Bandeira oficial do Coxa
FOTO Marcelo Sadio / http://www.vasco.com.br