O filme sobre Nilton Santos, “Ídolo”, em cartaz no Now, iTunes e Google Play.

Por falar em Alzheimer, o da poltrona já pode ver em casa o sensível documentário de Ricardo Calvet que acompanhou Nilton Santos já no fim da vida. “Ídolo” pode ser alugado no Google Play, iTunes e Now – dica do Antônio Leal, do festival CINEfoot.

O filme "Ídolo" já pode ser visto na sua casa.
O filme “Ídolo” já pode ser visto na sua casa.

Com precioso arquivo, incluindo narrações de rádio, “Ídolo” conta a carreira do craque conhecido como Enciclopédia do Futebol tanto no Botafogo como na Seleção (da reserva na Copa de 50 ao bicampeonato mundial em 58 e 62, passando pela Batalha de Berna, contra a Hungria, em 1954. A equipe de Calvet acompanhou Nilton Santos na clínica onde estava internado, o documentário tem ainda depoimentos de Zico, Junior, Evaristo de Macedo, Zagallo, Amarildo, Carlos Alberto Torres, PVC, Luiz Mendes, Just Fontaine, Dino Sani, Mengálvio, Coutinho, Pepe, Gerson e da jornalista Sandra Moreyra, que era botafoguense como o pai, Sandro, amigo de Nilton Santos e de Garrincha. Continuar lendo “O filme sobre Nilton Santos, “Ídolo”, em cartaz no Now, iTunes e Google Play.”

Uma Copa esquecida e um século de seleção brasileira, no 75º encontro do Memofut.

convite livro ivan soter 2015-1-1
No sábado que vem, o Memofut (grupo de literatura e memória do futebol) se reúne mais uma vez no auditório do Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. No encontro – aberto ao público-, a partir de 9h30, o Max Gehringer vai falar da chamada copa esquecida, o Mundial de 1954. Às 11h15, o pesquisador Ivan Soter bate um papo sobre um de seus livros: “Enciclopédia da Seleção – 100 Anos de Seleção Brasileira de Futebol – 1914 – 2014”.

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“O Milagre de Berna”: filme reconta a história da primeira das quatro estrelas da Alemanha.

O MILAGRE DE BERNA (Das Wunder von Bern), de Sönke Wortmann
O MILAGRE DE BERNA (Das Wunder von Bern), de Sönke Wortmann

Interessante rever “O Milagre de Berna” um dia depois do tetra da Alemanha. Essa ficção que passou rapidinho pelos cinemas brasileiros no final de 2004, começo de 2005 (foi lançada em DVD) faz um paralelo entre a situação difícil de uma família alemã depois da Segunda Guerra e a campanha campeã da seleção da Alemanha (Ocidental), na Copa da Suíça, em 1954.

E pensar que na primeira fase a seleção alemã tomou de 8×3 da invencível Hungria, de Puskas e companhia! Verdade que o técnico Sepp Herberger poupou titulares.

Na final, a favorita Hungria e a Alemanha voltaram a se enfrentar. O time vermelho chegou a abrir 2×0 no placar, mas tomou a virada (tá certo que o juiz anulou um gol húngaro). Final, 3×2, Alemanha campeã do mundo pela primeira vez. E esta simpática produção alemã ajuda  a entender porque jogadores como Fritz Walter e Rahn são lembrados até hoje nesta grande potência do futebol.

Chamam muita atenção as elogiadas cenas que recriam -em cores- lances decisivos da Copa do Mundo de 54, com ótima caracterização da época. Até o ator Henrik Benboom, que faz o papel de Puskas, usa aquele topete repartido ao meio do maior craque húngaro de todos os tempos… Bela a cena com o áudio de transmissão de rádio em cima das imagens da molecada jogando bola.

O diretor Sönke Wortmann também fez um documentário sobre a participação alemã na Copa de 2006, em casa: Deutschland. Ein Sommermärchen”.
Confira o trailer de “O Milagre da Berna”. Vale a pena procurar o DVD por aí. Continuar lendo ““O Milagre de Berna”: filme reconta a história da primeira das quatro estrelas da Alemanha.”

Luiz Mendes, o comentarista da palavra fácil

Minha gente, o rádio esportivo brasileiro está mais triste, assim como todo torcedor fissurado nas emocionantes transmissões radiofônicas de futebol, como este que vos bloga.
Morreu Luiz Mendes, o comentarista da palavra fácil.
Mas pode chamar também de Senhor Copa do Mundo. O gaúcho radicado no Rio de Janeiro trabalhou em todos os Mundiais desde o de 1950, no Brasil. Foi o único a transmitir para o Brasil a final da Copa de 1954, na Suíça. Era torcedor do Grêmio e do Botafogo, que decretou luto oficial de três dias. Que carreira! Que bela história a do casamento com Daisy Lúcidi – por quem se interessou quando ela era atriz de rádio, e ele, ouvinte.
A capinha que ilustra o post é a da biografia “Minha Gente – Luiz Mendes – O Mestre da Crônica Esportiva do Brasil”, de Ana Maria Pires (editora 7 Letras/Fuperf). Dica do colecionador Domingos D´Angelo, que listou quatro livros escritos por Luiz Mendes: Continuar lendo “Luiz Mendes, o comentarista da palavra fácil”

Carlos Drummond de Andrade, “Quando É Dia de Futebol”

Atualizado em 24 de fevereiro de 2014

“O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé”.

Carlos Drummond de Andrade, em “Pelé 1.000”, Jornal do Brasil, 28/10/1969

http://www.companhiadasletras.com.br/
companhiadasletras.com.br/

Craques nascidos em outubro  – Garrincha, Pelé e Maradona – são personagens do livro Quando É Dia de Futebol , que reúne poemas, crônicas e até cartas em que o poeta mineiro fala do “esporte bretão” – e agora é relançado pela Companhia das Letras, depois de um tempo fora de catálogo. O livro foi organizado por netos de CDA, Luis Mauricio e Pedro Augusto Graña Drummond. Eles vasculharam os arquivos do avô e bibliotecas para compilar os textos, que revelam um poeta bastante inteirado sobre o dia a dia do futebol. Drummond também era um torcedor apaixonado.
Escolheu o Vasco, porque foi o primeiro grande clube carioca a contratar jogadores negros.  Há textos sobre as Copas de 54, 58, 62, 66 (publicadas no Correio da Manhã). 70, 74, 78, 82 e 86 (publicadas no Jornal do Brasil). Garrincha e Pelé ganham capítulos especiais.  Continuar lendo “Carlos Drummond de Andrade, “Quando É Dia de Futebol””

Copa de Filmes: Sérgio Duarte, do Rock Flu.

Mais uma lista de filmes sobre futebol, nesta copa virtual de cinema: agora, dicas de Sérgio Duarte, do programa Rock Flu (que nestes 30 dias de Mundial 2010 botou no ar, na internet, duas edições especiais). Vai mais Serginho!
Documentário nacional: Pelé Eterno.

Ficção nacional: O Casamento de Romeu e Julieta [direção de Bruno Barreto. Comédia romântica sobre o relacionamento do corintiano Romeu com a palmeirense Julieta (Julinho + Echevarrieta, dois grandes nomes que passaram pelo Palestra, sacou?). A donzela tem um pai que fica uma fera ao descobrir o que o Romeu fez para conquistar a simpatia do candidato a sogrão, em plena viagem de volta do Mundial de Clubes de 1999 em Tóquio. Mario Prata – que escreveu Palmeiras um Caso de Amor para a coleção Camisa 13, da DBA – participou do roteiro. Rara oportunidade para ver os tricolores Luiz Gustavo e Luana Piovani com a camisa do Palmeiras, não é, Serginho? ]

Ficção estrangeira: O Milagre de Berna [de Sönke Wortmann. Drama ambientado no pós-guerra, que se desenvolve numa família alemã e na Copa do Mundo da Suíça, 1954. Cenas de jogos muito bem encenadas. A final daquele Mundial, em que a Alemanha de Rahn e Fritz Walter derrotou a Hungria de Puskas, empresta o rótulo – O Milagre de Berna – à película. Com certeza, é um dos melhores filmes em que o futebol tem papel importante].
Curta-metragem nacional/ficção: Ernesto no País do Futebol, de André Queiróz, Thaís Bologna [um menino argentino e seus coleguinhas… brasileiros! Dá para ver o filme no Porta Curtas].
Curta-metragem nacional/documentário: Geral, de Anna Azevedo [o show dos geraldinhos no Maraca].

Valeu Serginho!

O Brasil nas Copas

Max Gehringer vai dar uma palestra no Museu do Futebol, 27 de fevereiro, às 10h. A palestra não é sobre mercado de trabalho ou problemas de condomínio. Max Gehringer vai falar sobre as Copas de 1930, 1934 e 1938.

Cartaz da Copa de 1930
Cartaz da Copa de 1934
Cartaz da Copa de 1938

Comentarista da Rádio CBN e consultor do Fantástico, Max  também pesquisa futebol e em 2006 escreveu uma série de 9 fascículos sobre a história da Taça Jules Rimet, publicada pela revista Placar. “As Copas do Pré-Guerra” são os primeiros temas de uma série de oito palestras organizadas pelo Museu do Futebol e pelo grupo MemoFut, “O Brasil nas Copas”, sempre aos sábados pela manhã.

Capinha do livro do Geneton

O segundo tema, em 6 de março, será o “Complexo de vira-lata”. Geneton Moraes Neto e Robert Muylaert vão abordar a Seleção nas Copas de 1950 e 1954. Entre outros livros, Geneton escreveu “Dossiê 50 – Os Onze jogadores Revelam os Segredos da Maior Tragédia do Futebol Brasileiro” (ao que me parece, esgotado na editora, a Objetiva), sobre o Maracanazzo na final da Copa de 1950.
Seu Domingos D´Angelo, do MemoFut, lembra que Roberto Muylaert escreveu “Barbosa, Um Gol Faz Cinquenta Anos ” (RMC Editora, 2000) e, ao lado de Armando Nogueira e Jô Soares, lançou"A Copa que Ninguém Viu e a que Não Queremos Lembrar"A Copa que Ninguém Viu e A Que Não Queremos Lembrar” (Companhia das Letras, 1994)

Então, O Brasil nas  Copas começa no sábado, 27/02, às 10h, no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Palestras abertas ao público e de graça.