A banda carioca Metalmorphose faz neste domingo, 21 de junho, no Rio, um show com três motivos para chamar atenção de quem curte/curtiu metal brasileiro do começo dos anos 80: a comemoração dos 25 anos do disco Ultimatum, recentemente editado em CD (leia sobre o relançamento aqui); o lançamento do CD inédito Maldição e ainda a gravação de um DVD, A Esperança Nunca Morre. Metalmorphose toca às 19h, no teatro Odisséia, na Lapa, colada no centro do Rio. O ingresso mais caro custa 22 reais.
Categoria: Música
Frevo do Bi
Ao som – imaginário – de Frevo do Bi, sucesso arretado na voz de Jackson do Pandeiro, depois regravado por Tom Zé e Gereba e ainda por Silvério Pessoa, vamos lembrar também neste 17 de junho da finalíssima da Copa do Mundo de 62, disputada no Chile. Brasil 3, Tchecoslováquia 1. O tchecos abriram o marcador, com Masopust. Os canarinhos viraram com Amarildo, Zito e Vavá, diante de 69 mil pagantes. Brasil bicampeão mundial. Sem Pelé, machucado, Garrincha comandou o show. Taí uma conquista verde-amarela que poderia ser ainda mais documentada. 1958 já tem até filme. Bem, Garrincha, Alegria do Povo, primeiro filme de Joaquim Pedro de Andrade, que acaba de sair numa caixa de DVDs com a obra do diretor, mostra algo. Ambos filmes já foram abordados aqui no Fut Pop Clube.


Nesta quinta-feira, 11 da manhã, tem Brasil contra Estados Unidos, segunda rodada do grupo B da Confederations Cup. As duas seleções já se enfrentaram 11 vezes (veja a lista na página da CBF), com 10 vitórias brazucas e uma ianque. A partida mais importante entre Brasil x EUA sem dúvida foi a de 4 de julho de 94. Polêmico 1×0 pra Seleção, no caminho do tetra. Ah, para quem não sabe, o portal globoesporte.com está transmitindo os jogos dessa Copa ao vivo pela internet!
P.S. – peço desculpas pela falta de links e imagens dos textos abaixo, mas a provedora de internet me deu um cano hoje e estou num cyber.
O Galinho de Quintino
Por falar no moço que veio de Quintino,
bem que poderia ser relançado o disco Pintando o Oito, de Moraes Moreira (Ariola, 1983). Que termina com a linda Saudades do Galinho, composta quando o camisa 10 da Gávea foi jogar na Udinese, da Itália. A capa cairia no gosto da torcida rubro-negra, olha aí ao lado.
Um blues para Rory Gallagher
Num 14 de junho, o mundo do blues rock perdeu o espetacular guitarrista irlandês Rory Gallagher. Ele morreu com apenas 47 anos, devido a complicações após um transplante de fígado, em 1995.
Deixou uma pá de bons discos, como Photo-Finish, de 1978, gravado no estúdio alemão do produtor Dieter Dirks, que trabalhou com o Scorpions. Ouvi neste domingo. Gravado por um power-trio. É um blues eletrizante, com muita slide guitar, harmônica de vez em quando, batida sincopada, recomendado para quem gosta de Stevie Ray Vaughan, por exemplo. Certamente, os dois saudosos guitarristas tiveram muitos ídolos em comum – a bio do irlandês no site All Music diz que ele era um grande colecionador de discos e cita Leadbelly, Albert King, Freddie King, Buddy Guy, Muddy Waters e John Lee Hooker como influências – quase todos com clássicos regravados por SRV! Procure Shadow Play ou a balada bluesy Fuel to the Fire na internet. São dois dos destaques do disco. Para sorte de quem vive no século XXI, Rory Gallagher também fez grande shows, registrados em discos ao vivo ou DVDs (leia meu texto anterior). Dica de blog em inglês: Shadow Plays. Tem notícias de vários shows e festivais em tributo ao guitar hero irlandês.
Entrevista com Mauro Beting (final)
Seguimos com o papo via e-mail com o jornalista Mauro Beting. Abaixo, a linha atacante de raça, digo, as três últimas perguntas. Ele fala do pai, Joelmir Beting, de música -brinca de DJ!-e futebol, claro.
9 – Fut Pop Clube – Seu pai trabalhou no jornalismo esportivo antes de mudar para as páginas de economia. O estilo do Joelmir influenciou seu texto?
Mauro Beting – Muito. Por DNA, não por cópia. Mas, claro, sem a mesma qualidade. O que é bom é que sempre soube que eu não estava à altura dele. Nunca pretendi chegar perto. Mas, de fato, tem alguma coisa. No início de carreira, até fiz alguns textos que ele assinou. Uma baita honra. E sei que, desde o início, até sempre, as pessoas vão comparar, vão achar que ele me botou nos lugares em que trabalhei… sou tão burro que só fui trabalhar com ele depois de 17 anos de ofício. Ele é o pior nepotista que existe, embora nós façamos há 5 anos o programa mais nepotista da história da TV brasileira: “Beting & Beting” [canal Band Sports].
10 – Fut Pop Clube – Você escrevia sobre música pop no começo dos anos 90, no jornal FT, do grupo Folha, que depois virou Agora. Que som você gosta de ouvir hoje? Que show te tiraria de casa?
Mauro Beting – Gosto desde música napolitana até rock bem alternativo.
Não pude ir ao Radiohead, mas é um show que me tiraria de casa. Como Oasis[NdaR: site reformulado!]. Como REM. Como Pink Floyd. U2. Travis. Stevie Ray Vaughan (in memorian). Beatles. Kinks. João Gilberto. Tom Jobim. 10.000 Maniacs. Cowboy Junkies. Ih… tanta gente e tanto gênero. Menos breganejo e pagode, tudo eu escuto. Discothèque, blues, chorinho, hinos de clubes e de países. Nos últimos tempos, tenho até brincado de DJ, numa festa do Simoninha de MPB, e de rock lá na Funhouse, em São Paulo. É o meu maior prazer depois do futebol. por mim, tocaria todas as noites, vendo jogos antigos no telão.
11 – Fut Pop Clube -Pra terminar, uma pegadinha. Qual é o maior Palmeiras da história? O da Arrancada Heróica de 1942? O campeão da Copa Rio, em 1951? A primeira Academia que disputava com o Santos de Pelé? A segunda Academia, bicampeã brasileira? O time que saiu da fila em 93/93 e também foi bi brasileiro? O do ataque de 100 gols? Ou o campeão da América? Difícil, hein?
Mauro Beting – o que mais marcou é o de 12 de junho de 1993. Por culpa de tudo que não fizeram desde 18 de agosto de 1976, excetuando 9 de dezembro de 1979 [Nota do blog: ficou curioso? veja que jogo foi esse no Futpédia]. O futebol mais lindo que vi de verde, e dos mais lindos que vi na vida, é o do primeiro semestre de 1996. O que mais prendeu a respiração foi o de 16 de junho de 1999. Mas aquele que vi em 20 de fevereiro de 1974 ser bi brasileiro é uma rima que foi uma seleção do Brasil em 1974. Enfim, todos esses, e muito mais. Pelo futebol, o de 1996, mas durou pouco. Pela bola, fico com a segunda academia. Técnica, tática e física. E tinha Ademir. Tinha Luisão Pereira. Tinha Leivinha. Tinha Leão. Tinha Dudu. Tinha César Maluco. E tinha um moleque de seis anos que curtia o primeiro e último amor além da família. E, entre nós, tem família melhor que a do nosso time?
Fut Pop Clube -Valeu, Mauro Beting. Muito obrigado!
Blues e jazz
Para quem não está nem aí pro jogo da Seleção contra o Paraguai hoje, gosta de blues e tem 75 reais no bolso, uma bela dica é o show do guitarrista Coco Montoya no Bourbon Street, em São Paulo, às 22h30. O bluesman tocou com Albert Collins e foi um dos Bluesbreakers de John Mayall, grande revelador de guitarristas.
Melhor ainda na quarta que vem: o show é do quarteto de John Hammond – os dois guitarristas tocam ainda no festival de blues e jazz de Rio das Ostras, neste feriadão. Há alguns anos, assisti a um showzaço do John Hammond no próprio Bourbon Street. Na base da guitarra acústica e harmônica (gaita). Na época, a MTV fez um especial com ele, quase um ABC para quem gosta de blues acústico. Mas nem só de blues desplugado vive o “Robert Johnson branco”. Tenho um disco chamado Trouble no More, em que ele também arrebenta no blues elétrico e eletrizante. Coco Montoya(veja) toca esta sexta e sábado no Rio das Ostras Jazz e Blues. John Hammond (veja) manda seu blues no sábado e domingo no festival fluminense, que ainda tem o pianista Ari Borger, muito jazz e música instrumental.
“Futebol Musical Brasileiro Social Clube”
Para saudar o chocolate canarinho (4×0) em pleno estádio Centenário, um disco que saiu na época da última Copa do Mundo, creio. Futebol Musical Brasileiro Social Clube, terceiro disco-solo do botafoguense Pedro Lima. O vocalista escala 11 golaços da MPB que celebra o futebol-arte. Um a um é o rojão de Edgar Ferreira arretado por Jackson do Pandeiro. Em Meio de Campo, de Gilberto Gil, também conhecido na voz de Elis, Pedro faz dupla com Nilze de Carvalho. Um a zero é o choro campeão de Pixinguinha e Benedito Lacerda com a letra artilheira do Nelson Angelo. Na vez de O que é… O que é (Moraes Moreira), Pedro tabela com Zezé Motta. Mais clássicos da MPB boleira: Geraldinos e Arquibaldos, de Gonzaguinha, Camisa 10 (Hélio Matheus e Luis Wagner) e O Campeão (Meu Time), sambão de estádio com canja do próprio Neguinho da Beija-Flor. Gol de placa do rubro-negro Benjor, a versão Pedro Lima para Ponta de Lança Africano (Umbarauma) ganhou clip (veja). Com a camisa 9, vem a regravação de Aqui é o País do Futebol, samba de Milton Nascimento e Brant, neste jogão com passe de Roberto Menescal. A 10, Pedro Lima deixa para a cover de O Futebol, do tricolor Chico Buarque. E na ponta-esquerda, com a 11, claro, o cantor/treinador convoca Canhoteiro, sensacional balada gravada primeiro por Fágner (fã do Fortaleza) e Zeca Baleiro, que é Peixe. As 11 músicas não são inéditas, mas os arranjos ficaram bem diferentes e interessantes.Dá para ouvir trechinhos dos 11 clássicos no site da gravadora Sala de Som (clique aqui). Ou algumas faixas na página do Pedro Lima no My Space.
Chama a atenção o projeto gráfico bacana, com referências a futebol de botão e totó, ou pebolim, ou fla-flu etc. Vale a pena ouvir a reportagem sobre o disco Futebol Musical Brasileiro Social Clube no blog O Gol de Letra, de Jana e Nanda. Quer saber mais sobre a MPB artilheira? Leia textos do Fut Pop Clube sobre a pesquisa do Beto Xavier, que resultou no livro Futebol no País da Música.
Viradão Carioca
Tomara que sempre que surgirem boas ideias urbanas no Rio ou em São Paulo, o bairrismo não impeça a outra metrópole de adotar algo parecido. Depois da Virada Cultural paulistana, que já teve 5 edições e se espalhou pelo interior paulista, o Rio estreia neste fim de semana o Viradão Carioca. Só que com 48 horas de cultura, duplicando as 24 horas de maratona na Paulicéia. No FLYER ao lado, duas dicas: o sambista Marcos Sacramento canta neste sábado, 6 de junho, a partir de 7 da noite, bem na frente do estádio do Bangu. Leia outros textos do Fut Pop Clube sobre o Marcos Sacramento.
E o Jards Macalé se apresenta às 9 da noite, numa lona cultural da Ilha do Governador. Quer saber mais sobre a relação do flamenguista Jards Macalé com o futebol? Entre no blog O Gol de Letra, de Jana e Nanda.
Seção FLYER informa: MUSTANG acústico hoje no Rio.
A banda Mustang faz show acústico hoje no Rio. Oito da noite, na loja Sempre Música, no Catete.
Leia aqui outros textos do blog sobre Mustang e a banda anterior do Carlos Lopes, Dorsal Atlântica.
Um blues para Koko Taylor (1928-2009)

Aos 80 anos, morreu a blueswoman americana Koko Taylor, que veio ao Brasil algumas vezes. Entre as dezenas de bons discos gravados pela cantora, queria destacar o primeiro, Koko Taylor, de 1969, produzido por um astro blues, Willie Dixon. Em especial, a eletrizante gravação de Wang Dang Doodle, composta pelo próprio Dixon. Se não me engano, quem arrebenta na guitarra nesta versão é Buddy Guy. Vale procurar na internet: Koko Taylor, Wang Dand Doodle. Recomendo.