“1×0 (Um a Zero)”, clássico do choro de Pixinguinha e Benedito Lacerda, versão cantada, com a letra do Nelson Angelo, que se encaixou perfeitamente no time que já estava ganhando…
“Na Cadência do Samba (Que Bonito É)”, clássico de Luiz Bandeira, a melô do Canal 100. Pa pa pá, pa pá…
e ainda a bonita “Futebol”, de Naná Vasconcelos.
“Na Cadência do Samba“, o disco, capinha ao lado, ainda tem a ótima “Badêjo ou Badéjo” e sambas de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Jorge Aragão etc etc etc.
Gostaria de prestar uma homenagem ainda que tardia ao clarinetista e saxofonista Paulo Moura. 1997. Nome do CD: Pixinguinha – Paulo Moura & Os Batutas, gravado ao vivo no Rio de Janeiro. Pixinguinha… blog sobre futebol… não tem outra. “Um a zero”. Choro clássico. Golaço de Paulo Moura, em disco tributo ao centenário de Pixinguinha, revivendo o octeto, formação dos Batutas.
Capa do LP “Pintando o Oito”, que inclui “Saudades do Galinho”
Muito bom o show Jogando por Música, que o Moraes Moreira leva no Sesc Vila Mariana até este domingo de oitavas de final da Copa, às 18h. É olha que é só ele, voz e violão. Moraes não nega que é Flamengo, como mostra a capa ao lado, do LP “Pintando o Oito”, que alguém poderia relançar em CD e por que não, em vinil. Toca “Samba Rubro Negro” (Wilson Batista e Jorge de Castro), “Saudades do Galinho”, composta quando Zico foi vendido para a Udinese, “Despedida do Galinho”, feita quando o camisa 10 da Gávea pendurou as chuteiras (“Vitorioso Flamengo” ficou no banco de reservas).
Mas o show -parte de uma programação sobre futebol do Sesc Vila Mariana- teve novidades. No palco, Moraes disse que nos últimos tempos começou a torcer para um segundo time. O Santos. E mostrou uma inédita: “Outros Pelés”, sobre os novos Meninos da Vila. No meio da nova cação, incluiu um trecho de “1×1”, clássico do repertório de Jackson do Pandeiro. Show.
No set-list do espetáculo Jogando por Música desta sexta-feira, outras canções que cantam futebol, de alguma maneira: “Só Se Não For Brasileiro Nessa Hora” (dos tempos de Novos Baianos), “Sangue, Suingue e Cintura”, dedicada à Seleção de Telê na Copa de 1982, “Espírito Esportivo”, “O que é o que é”, “Nega Manhosa” (de Herivelto Martins), “Meninas do Brasil” (parceria com Fausto Nilo) e “Onde que Fica a África”, feita para Copa do Mundo 2010. O público acompanhou a nova melodia. E olha que “Brasil Campeão” (parceria com Pepeu, feita para a Copa de 1990) não foi relacionada.
Há uma canção sobre Elza Soares, a mulher da vida de Garrincha, com letra muito boa. O público canta junto clássicos do repértorio dos Novos Baianos e da carreira-solo de Moraes: “Lá Vai o Brasil Descendo a Ladeira”, “Brasil Pandeiro”, “Preta Pretinha”, “Besta é Tu”. Em homenagem às festas de São João, “Festa do Interior”. Seguidinha por “Pombo Correio” e a doce “Sintonia. Demais. Gostaria de ver o set-list? Aproximado, ok? Continuar lendo “Moraes Moreira: Jogando por Música”→
Lembrei-me do som e letra de “Camisa Molhada” (a melô do “Fique de Olho no Apito”, clássico da MPB sobre futebol de Carlinhos Vergueiro e Toquinho, que era usada nas transmissões esportivas da rádio Globo-SP) depois desse Brasil 3×1 Costa do Marfim. Juiz (fraco, fraco) deixando o pau cantar no gramado do Soccer City, não tirando de campo os marfinenses que deram entrada violentíssimas, e amarelando Kaká, que caiu na provocação dos “elefantes”. Isso, pra ficar no campo disciplinar. O 2º gol do Luís Fabiano (golão, embora com ajuda da “mano de Dios”) soma-se aos outros lances polêmicos do Mundial 2010. Fique de olho no apito, pra variar.
***** A clássica “Camisa Molhada (Fique de Olho no Apito)” está no CD “Contra-Ataque – Samba e Futebol”, de Carlinhos Vergueiro, ao lado de outras músicas sobre futebol.
O “cocoricocó” que o goleiro Green, do West Ham e do English Team, engoliu no empate em 1×1 com os Estados Unidos poderia perfeitamente estar na sala que leva o nome de Granja, numa exposição muito bacana sobre os mundiais, que o Museu do Futebol inaugurou há pouco: As Copas de A a Z. Neste domingo, Chaouchi, da Argélia, também foi enganado pela Jabulani, na derrota para a Eslovênia, que lidera o grupo C. Será que a bola tem algo a ver?
Estive quinta-feira no Museu do Futebol e, talvez por ter entrada franca naquele dia, a exposição estava bem movimentada. E a montagem dessa sala Granja, com muito milho e uma TV num poleiro exibindo alguns frangos das Copas, chamou a atenção do público.
A letra C é de Chocolate, dedicada às maiores goleadas dos mundiais.
E, de Estilo: tributo à cabeleira de Valderrama.
F é de Figurinha. Na paredes, reproduções de cromos de figurões de Copas, como Puskas e Dino Zoff. Também há reproduções xerográficas coloridas de quatro álbuns de copas passadas, como a de 1950 e a de 1982 (do Ping-Pong).
M de música, com trilhas sonoras que embalaram Mundiais: “Touradas em Madrid” (cantada no Maracanã em 1950, na goleada de 6 a 1 sobre a Espanha), “A Taça do Mundo é Nossa” (58), “Pra Frente Brasil” (70), “Voa Canarinho” (82) e uma que eu não me lembrava, “O Mundo é Verde-Amarelo”, gravada por toda a Seleção de 1986.
E assim por diante, até as letras Y de Yashin, o “aranha negra”, goleiro da URSS, e Z de Zebra, claro, homenagem à zebrinha do “Fantástico” e a surpresas como EUA 1X0 Inglaterra, no estádio Independência, de Belo Horizonte, em 1950.
Criativa e muito bem montada como todas as exposições do Museu do Futebol, As Copas de A a Z são um bom passeio para quem quer curtir o clima de Copa, até 7 de novembro… (confira horários na página do Museu). LEIA TAMBÉM:
Exposição Placar/40 Anos: Futebol História e Paixão (essa acaboui, mas no post pode ver fotos) Blogue da Bola
Confirmado: Kaká é o 10 da Seleção na Copa do Mundo. Há alguns dias, no boletim radiofônico “As Copas de Max”, na CBN, Max Gehringer lembrou da história do samba “Camisa 10″, de Hélio Matheus e do gremista Luiz Vagner, gravada pra Copa de 74 por Luiz Américo, torcedor do Peixe. Tempos de desconfiança da torcida, período de entressafra de craques… Dizia a letra: “Desculpe seu Zagallo, mexe neste time que está muito fraco…”
Só nos resta torcer para que o 10 de 2010 tenha mais sorte que o 10 de 1974…
“Camisa 10” virou samba rap na voz de Marcelo D2, no CD “Agita Brasil”, coletânea lançada pela revista Placar e selo Epic/Sony Music, antes da Copa de 98.
Em 2006, a série “Som da Copa”, do jornal “Hoje” reuniu Luiz Vagner e Luiz Américo numa reportagem para recordar a canção, que está na memória afetiva de quem curte música sobre futebol no Brasil (“…é camisa 10 da seleção, laiá laiá laiá”).
Curiosidade: no finalzinho da reportagem, um tal de Neymar, 4 anos mais moleque, já aparecia aprontando… Para saber mais sobre esse e outros clássicos da música brasileira sobre o esporte da bola, recomendo o livro do Beto Xavier, “Futebol no País da Música” (Panda Books). Links:
Hoje é aniversário do flamenguista Jorge Benjor, ou Jorge Ben, como ainda preferem chamar os fãs das antigas. O papa do sambalanço chegou a jogar como ponta-direita, na base da Gávea – usava a camisa 7. Jorge, que toca nesta quinta-feira, 24 de março, no Sesc Catanduva, interior de São Paulo, ainda deve estar curtindo o título brasileiro de 2009. Aliás, no CD duplo extra da tentadora caixa Salve Jorge! há duasgravações sobre futebol que eu não conhecia: Camisa 12 (muito boa, dá pra ouvir no site de Benjor; como ficou inédita até o fim de 2009?) e uma versão acústica do hino popular do Flamengo. A capinha ao lado é do clássico Jorge Ben, de 1969.