Penalidade Máxima

O fim de semana de tantos pênaltis decisivos (Cruzeiro de Porto Alegre eliminando Inter “B” nas quartas da Taça Piratini, com goleiro acertando e goleiro errando; ambas semifinais da Taça Guanabara definidas na marca da cal – Felipe conquistando a massa; Rogério Ceni desperdiçando a chance de se aproximar ainda mais do 100º gol na goleada contra o Bragantino ) lembrou-me de um conto arrepiante do goiano Flávio Carneiro, torcedor do Botafogo, no especial Literatura & Futebol da revista Bravo! (nas bancas). Uma narrativa praticamente cinematográfica, que prende o leitor até o apito final, digo, última linha. Continuar lendo “Penalidade Máxima”

Dois gols de letra

Duas leituras interessantes.

Uma acaba de chegar às bancas. Edição especial da revista Bravo! sobre Literatura & Futebol. Edição do jornalista e escritor Marcelo Moutinho. Contos, poesias e crônicas sobre o “esporte bretão” de um timaço de craques dos livros, revistas e jornais – feras como o vascaíno Drummond, o tricolor Nelson Rodrigues, o colorado Verissimo, Lima Barreto, dos botafoguenses Flávio Carneiro e Clarice Lispector etc. Como se não bastasse, as fotos são de seleção.

A outra dica não é tão recente. Da coleção Folha Explica, Futebol Brasileiro Hoje, do jornalista José Geraldo Couto (que assina saborosa coluna no esporte da Folha aos sábados).

São contratações recentes para o meu time de livros sobre futebol.

Sem pressa, voltarei ao assunto, com o maior prazer.

O profeta tricolor

Atualizado em agosto de 2012
Aproveito a semana do centenário de nascimento do escritor, jornalista e dramaturgo pra deixar a dica de uma coletânea de crônicas de Nelson Rodrigues: O Profeta Tricolor – Cem Anos de Fluminense – lançado para o centenário do clube das Laranjeiras (e, infelizmente, está fora de catálogo).

Curioso é que o livro foi um presente por uma rubro-negra.

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Julinho Botelho, Um Herói Brasileiro

Ele é um dos anjos barrocos do Museu do Futebol e está no livro dos dez mais do Palmeiras. O ponta-direita Julinho Botelho (*29/07/1929; + 11/01/2003) é o tema de uma biografia, escrita por Luciano Ubirajara Nassar.Julinho Botelho, Um Herói Brasileiro (editora Expressão e Arte). Foi lançado de novembro de 2010, na escola que leva o nome do craque de Juventus, Portuguesa, Palmeiras, Fiorentina e Seleção: colégio Julio Botelho, Rua Francisco Coimbra 855 – Penha (bairro da zona leste paulistana que o camisa 7 amava!).
Dica do seu Domingos D´Angelo,do MemoFut. Continuar lendo “Julinho Botelho, Um Herói Brasileiro”

Carlos Drummond de Andrade, “Quando É Dia de Futebol”

Atualizado em 24 de fevereiro de 2014

“O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé”.

Carlos Drummond de Andrade, em “Pelé 1.000”, Jornal do Brasil, 28/10/1969

http://www.companhiadasletras.com.br/
companhiadasletras.com.br/

Craques nascidos em outubro  – Garrincha, Pelé e Maradona – são personagens do livro Quando É Dia de Futebol , que reúne poemas, crônicas e até cartas em que o poeta mineiro fala do “esporte bretão” – e agora é relançado pela Companhia das Letras, depois de um tempo fora de catálogo. O livro foi organizado por netos de CDA, Luis Mauricio e Pedro Augusto Graña Drummond. Eles vasculharam os arquivos do avô e bibliotecas para compilar os textos, que revelam um poeta bastante inteirado sobre o dia a dia do futebol. Drummond também era um torcedor apaixonado.
Escolheu o Vasco, porque foi o primeiro grande clube carioca a contratar jogadores negros.  Há textos sobre as Copas de 54, 58, 62, 66 (publicadas no Correio da Manhã). 70, 74, 78, 82 e 86 (publicadas no Jornal do Brasil). Garrincha e Pelé ganham capítulos especiais.  Continuar lendo “Carlos Drummond de Andrade, “Quando É Dia de Futebol””

Pelé 70 anos

Publicado em 22 de outubro de 2010

Carteirinha de Dico -digo, Pelé - na Liga Bauruense de Futebol, em 1956. Do livro "Pelé - Minha Vida em Imagens".

Pelé faz aniversário em 23/10 ou 21/10? Em 1956, a carteirinha do futuro Rei na Liga de Bauru, pelo time do Radium, cravou 21 de outubro de1940. A reprodução desse documento é um dos encartes da autobiografia ilustrada Pelé – Minha Vida em Imagens. Tema de um dos posts mais lidos aqui no blog ultimamente.

Botafogo FC: Pantera da Mogiana

Publicado em outubro de 2010
Aguillera (depois Leonetti), Wilson Campos, Miro, Manoel e Mineiro; Mario e Lorico; Zé Mário, Sócrates, Osmarzinho (depois João Traina) e João Carlos Motoca. Com esse time, treinado por Jorge Vieira, o Botafogo de Ribeirão Preto empatou no Morumbi com o São Paulo – de Waldir Peres, Pedro Rocha (depois Muricy), Terto, Serginho, Zé Sérgio etc – já treinado por Rubens Minelli (que seria campeão brasileiro naquela temporada). O 0x0 valeu à Pantera da Mogiana o título de campeão do primeiro turno do Paulistão de 1977 (e a Taça Cidade de São Paulo). Na volta do time à Ribeirão, a cidade parou. Um dos orgulhos da história do tricolor de Ribeirão Preto, como mostra o livroBotafogo – Uma História de Amor e Glórias, de Igor Ramos (comprei o meu exemplar na loja do Museu do Futebol, algum tempo atrás).
Os 92 anos do Botafogo Futebol Clube (comemorados esta semana, em 12 de outubro de 2010) são a deixa perfeita para falar deste belo livro sobre um clube tradicional do interior paulista, neste momento em que a gente vê times mudando de uma cidade para outr. Depois do Grêmio Barueri que foi pra Prudente, agora acompanhamos o Guaratinguetá de mudança para Americana (fico imaginando o ânimo com que moradores da simpática “Guará” vão acompanhar o restante da campanha da Garça do Vale na série B do Brasileirão. É lamentável esse troca-troca).
Mas o tema do post é o Botafogo e Uma História de Amor e Glórias. O livro de Igor Ramos dedica um capítulo a grandes jogadores que passaram pelo Botafogo (a maioria, prata da casa). Como o meia Tim (Elba de Pádua Lima), o zagueiro Baldochi (que seria campeão do mundo na Copa 70, no México), o lateral Eurico (depois do Palmeiras, Grêmio, Seleção), o zagueiro Manoel (xerife de 1977), o ponta Zé Mário (que morreu precocemente, de leucemia), Paulo César (outro bom ponta, que jogou no São Paulo), o artilheiro Geraldão Manteiga (depois, do Corinthians). Sem falar nos irmãos Raí (vice-campeão da Taça São Paulo de juniores em 1984 com o Bota) e Sócrates (há uma lista de todos os jogos e gols do doutor pela Pantera, de 1972 a 78, e no finzinho da carreira, em 1989). Entre as muitas curiosidades e estatísticas do livro, há uma lista dos gols do Rei Pelé contra o Botafogo, as excursões internacionais e uma relação (atualizada até 27/02/2008) do Come-Fogo, o clássico de Ribeirão Preto, contra o Comercial. Continuar lendo “Botafogo FC: Pantera da Mogiana”

“Como o Futebol Explica o Mundo”

O título pode soar um pouco pretensioso, mas o livro é ótimo e ajuda a entender as cenas de violência e destruição num dos estádios mais simpáticos do “Velho Mundo”, o Luigi Ferraris, de Gênova, que interromperam a partida das eliminatórias da Euro 2012 entre Itália e Sérvia, aos 6 minutos. Como o Futebol Explica o Mundo – Um Olhar Inesperado sobre a Globalização (Zahar Editores), de Franklin Foer, que escreve para a revista The New Republic. Você vai ver que briga de torcida organizada está longe de ser exclusividade do Terceiro Mundo. No caso desta semana em Gênova, o vandalismo foi obra de grupos nacionalistas sérvios. A UEFA fala em investigação completa e independente. A notícia no site da UEFA diz que a punição pode variar de reprimenda e multa a fechamento de estádio e suspensão de competições. Novidades em 28 de outubro. Continuar lendo ““Como o Futebol Explica o Mundo””

O dia em que Djalma Santos jogou pelo São Paulo. 9/10/1960, segundo amistoso de inauguração do Morumbi.

Que a primeira parte do hoje cinquentão Morumbi foi inaugurada com um amistoso entre São Paulo e o Sporting Club de Portugal, em 2 de outubro de 1960, todo são-paulino roxo sabe. Um gol de Peixinho deu a vitória ao tricolor: 1×0. Este Álbum Comemorativo – Inauguração Estádio Cícero Pompeu de Toledo me chamou atenção para outro momento histórico. Uma semana depois da partida inaugural contra o Sporting, o São Paulo enfrentou o Nacional de Montevidéu, em outro amistoso, que também fez parte das comemorações pelo ano zero do Morumbi. Marcaram Canhoteiro e Gino Orlando, duas vezes. São Paulo 3×0. Detalhes nada pequenos: o lateral Djalma Santos, o ponta Julinho Botelho (ambos do Palmeiras) e o atacante Almir Pernambuquinho (então do Corinthians) vestiram a camisa tricolor (literalmente: o São Paulo jogou com o uniforme nº 2 contra o Nacional, que vestiu sua camisa nº 1, branca). Algo praticamente inimaginável hoje em dia: craques de times rivais emprestados para amistoso de inauguração. E mais. Pelé, o 10 do Santos, só não vestiu a camisa do São Paulo no amistoso porque sofreu uma distensão.

FONTE http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/historia/2013/7/24/sao-paulo-futebol-clube-lamenta-morte-de-djalma-santos/
Almir, Djalma e Julinho.: são-paulinos por um dia. FONTE http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/historia/2013/7/24/sao-paulo-futebol-clube-lamenta-morte-de-djalma-santos/

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Onde Foi Parar Nosso Tempo?

A seção FLYER informa: o jornalista Alberto Villas – de Admirável Mundo Velho e do delicioso O Mundo Acabou – lançou nesta quarta-feira seu quinto livro, o quarto pelo editora Globo: Onde Foi Parar Nosso Tempo? Que Fausto Silva poderia definir como “do tempo em que a gente escondia vassoura atrás da porta” para se livrar de visitas indesejadas. Vou descobrir se o americano Villas fala sobre futebol em algum dos 50 verbetes e depois atualizo o post.