Treze mil pessoas viram a suada vitória do São Paulo sobre o Guaratinguetá (2×1) na tarde desta quinta, no Morumbi. O dobro do público que costuma aparecer no Morumbi em jogos noturnos do Paulistão. Com promoção – ingressos a 20 reais, meia a 10 – o horário pode ser alternativa. Mas tem que ter promoção. 15h45 não é pior que 22h.
“Salve a Seleção!”. Músicas sobre o escrete verde-amarelo (do Sul-Americano de 1919 às últimas Copas) ganharam um dos 21 capítulos do livro Futebol no País da Música (Panda Books), que o jornalista Beto Xavier lançou na Fnac da Avenida Paulista. Quantas músicas sobre futebol você conhece? “Pra Frente Brasil”, “A Taça do Mundo é Nossa”, aquela do Skank (“É uma Partida de Futebol”), o tema do Canal 100, algumas do Jorge Benjor… Mas tem muito mais… O Beto aborda cerca de 500 canções, numa pesquisa que levou 15 anos. Vale a pena pegar este livro e depois sair buscando na internet… 10 PERGUNTAS PARA BETO XAVIER
Publicado em abril de 2009
Jornalista, radialista, gremista, apaixonado por música, por futebol – e colecionador de canções sobre o “esporte bretão”. Beto Xavier acaba de lançar seu primeiro livro, Futebol no País da Música (pela Panda Books). Resultado de garimpo esportivo-musical durante 15 anos! Gentilmente, ele respondeu por e-mail a 10 perguntas do Fut Pop Clube.
1) FUT POP CLUBE – Beto, no seu livro, você fala em casamento entre futebol e música brasileira. Quando eles começaram a namorar e quando casaram pra valer?
BETO XAVIER – Futebol e música começaram a namorar muito cedo. Como falo no meu livro, o pai do futebol brasileiro, CHARLES MILLER, era casado com uma grande pianista, igualmente pioneira na sua arte.Mas há vários casamentos, não só um. Mas acho que a primeira grande festa de casamento foi quando o BRASIL ganhou o primeiro título mundial. Aí a festa entre música e futebol foi de arrombar. Quem não se lembra de “A taça do mundo é nossa”? (ouça aqui a versão de Ivo Meirelles e Funk´n Lata)
2) FUT POP CLUBE – Na sua opinião, que gol merece uma música?
BETO XAVIER– Difícil, hein? Mas acho que o primeiro gol do Pelé contra a Itália na final da COPA DE 70 merecia uma música. Aquela cabeçada foi magistral. Aquele do Marcelinho Carioca contra o Santos também foi divino. Pessoalmente, o segundo gol do RENATO PORTALUPPI contra o HAMBURGO, na final do Mundial Interclubes de 83 também merecia. Um rock!
3) FUT POP CLUBE – Você viu o golaço do Grafite, na goleada do Wolfsburg contra o Bayern de Munique? Se ele tivesse marcado um gol assim com a camisa do Flamengo, alguém já estaria pensando numa música?
4) FUT POP CLUBE – Além de Jorge Benjor, que músico brasileiro pode lançar ao menos uma coletânea só de boas músicas sobre futebol?
BETO XAVIER – Sem nenhuma dúvida, MORAES MOREIRA. Lembrando que o CARLINHOS VERGUEIRO lançou 1999 um disco só com temas futebolísticos chamado “CONTRA-ATAQUE”.
Carlinhos Vergueiro
5) FUT POP CLUBE – Em 1982, o Júnior, então lateral da Seleção, vendeu 700 mil cópias do compacto “Povo Feliz (Voa Canarinho”) / “Pagode da Seleção”. Algum outro jogador-cantor se deu tão bem assim,? BETO XAVIER – Também não há dúvida. JÚNIOR foi o que melhor soube aproveitar, digamos, o talento musical. Lançou um compacto que vendeu 700 mil cópias e dois LPs com sambas, alguns muito bons.
O PELÉ também gravou bastante, mas não vendeu tanto quanto o LÉO.
6) FUT POP CLUBE Na sua opinião, que outro jogador mostrou muito talento como compositor, cantor ou músico e merecia mais sucesso comercial?
BETO XAVIER: Acho que o ESCURINHO, atacante colorado dos anos 70, merecia ser mais conhecido pelo lado musical. Canta, compõe e toca. Alguns sambas dele são muito bons..
7) FUT POP CLUBE – E na música popular brasileira, quais são os melhores boleiros? Quem bate a melhor bola?
BETO XAVIER – Tem vários, mas destaco alguns: CHICO BUARQUE, MORAES MOREIRA, FAGNER, CARLINHOS VERGUEIRO, DJAVAN, GUINGA, PEPEU GOMES.
FUT POP CLUBE – No livro, você compara os Novos Baianos com o carrossel holandês, a Laranja Mecânica da Copa de 74. Por quê?
BETO XAVIER – O conceito é parecido. OS NOVOS BAIANOS eram uma verdadeira comunidade. Todos moravam juntos, todos tocavam, cantavam e compunham. A HOLANDA era mais ou menos isso. Me lembro que os jogadores holandeses foram os primeiros a levarem as mulheres para uma competição tão importante como uma Copa do Mundo. Além disso, tanto os NB como o “Carrossel Holandês” deram ares de renovação em suas áreas. Há uma foto emblemática num daqueles fascículos da coleção “HISTÓRIA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA”. Todos os NOVOS BAIANOS reunidos numa varanda vendo um jogo pela TV. A partida é HOLANDA 2×0 URUGUAI pela COPA de 74.
9) FUT POP CLUBE – Sabe de algum outro país de fanáticos pela bola com uma tradição semelhante de músicas sobre futebol?
BETO XAVIER – Não com a música popular. Mas os ingleses sempre foram muito musicais em relação ao futebol.
10) Pelé x Maradona… quem recebeu mais homenagens musicais? Só o Manu Chao fez duas sobre Diego:”Santa Maradona” no tempo da banda Mano Nega e “La Vida Tombola” no último disco, “Radiolina”…
BETO XAVIER – Por incrível que pareça o MARADONA é mais cantado na ARGENTINA do que o PELÉ no BRASIL, que também é muito citado em músicas aqui em nosso país.
Em casa, o Brasil passou fácil, fácil, pela seleção peruana, lanterna das Eliminatórias sul-americanas. Desta vez jogou com apoio do público – que não lotou o Beira-Rio do centenário Internacional, mas até ensaiou um grito (meio tímido) de L-U-Í-S F-A-B-I-A-N-O, para comemorar os dois gols do raçudo e oportunista camisa 9 de Dunga. Em julho, as paradas vão ser bem mais difíceis. Uruguai, em Montevidéu, e Paraguai (hoje com 3 pontos a mais), no Brasil. Não há dúvida que a seleção vai à Copa. Caso Luís Fabiano tenha algum problema, Dunga tem boas opções. Agora, e se Kaká não chegar bem ao Mundial? Bata três vezes na madeira.
Terminou há instantes Bolívia x Argentina, em La Paz. Foi 6 a 1. Seis a um para a Bolívia! Não é primeiro de abril. Uma das grandes favoritas à Copa do Mundo 2010 caiu feio diante da seleção que era lanterna nas Eliminatórias da América do Sul. Um camisa 9 com sobrenome de artista plástico fez 3 gols: Botero. Marcelo Moreno, ex-ídolo cruzeirense, Alex da Rosa, brazuca naturalizado boliviano, e Torrico infernizaram o frágil sistema defensivo montado por Maradona. O elástico placar (pior derrota da Argentina na história, ao lado do 1×6 para Tchecoslováquia em 58) poderia ter sido ainda mais largo se não fossem defesas de Carrizo – e o frango do goleiro boliviano no chte de longe de Lucho González. Clique em leia mais para saber as manchetes dos sites argentinos. Continuar lendo “Um olé histórico a 3.600 m”→
"Maradona e mais 11", pede a faixa dos Maradonianos
ÚLTIMA PARTE DA COBERTURA DO JOGO ARGENTINA X VENEZUELA
O mesmo Maradona que foi recebido no gramado com refrões “olê olê olê, Diego, Diego” e “Maradooo, Maradooo” usou cartazes com frases motivadoras no vestiário da celeste y blanca. “Futebol-uniforme-povo. Tudo junto”. “A camiseta se sente no coração”. “Vamos ganhar o povo com futebol”. “Com todos os problemas do país, a alegria são vocês”. Antes da vitória por 2×0 no amistoso contra a França, em Marselha, Maradona já havia usado cartazes motivadores, como: “Lo equipo somos todos. La única titular es la camiseta – todos formamos a equipe. A única titular é a camiseta”. Continuar lendo “Notinhas Maradonianas”→
Torcedores argentinos e venezuelanos chegaram ao estádio no mesmo ônibus
Está certo que partidas entre a maioria das seleções – ainda mais de países amigos – não têm assim aquela rivalidade de jogos entre clubes. É um clima mais “ecumênico”, o futebol pelo futebol, sem revanchismos. No caminho do local da goleada argentina sobre a Vino Tinto, peguei um ônibus que misturava venezuelanos e argentinos, daqueles tipos que capricham na produção e são mostrados pelas câmeras de TV. Um hincha argentino estava de gaúcho, com camisa 10 em homenagem a Gardel e uma réplica da Copa do Mundo na mão. Outro levava uma perna de pau do Independiente. Perdão, conterrâneos de Hugo Chávez, a seleção é fraquinha. Mas esta camisa grená certamente seria uma das mais bonitas da Copa do Mundo. Dentro do estádio, apenas uma pequena parte reservada aos visitantes. Mas havia venezuelanos de camisa e tudo no setor que fiquei, no meio do estádio. Na boa. Na paz. Continuar lendo “Linha 130, rumo ao Monumental de Nuñez”→
Momentos antes da estreia de Maradona: note a aglomeração de fotógrafos no banco da Argentina, à direita.
Peço licença para parafrasear o bom título que os dois principais jornais argentinos usaram na cobertura antes do jogo de estreia de Maradona como treinador da seleção alviceleste em Eliminatórias e também jogando em casa. “Maradona monumental”, cravaram o Clarín e o La Nación, na edição impressa de sábado, relembrando grandes momentos de don Diego na “cancha” do River Plate. Que ficou lotada nesta noite de sábado para ver Argentina x Venezuela. Os argentinos saudaram a entrada do treinador que é um ídolo maior que os atuais jogadores ao coro de “olê olê olê, Diego, Diego”. De emocionar a paixão que o povo argentino tem por El Diez. Maradona armou sua equipe num superofensivo 3-4-3. E olha que o Zanetti não joga na defesa faz tempo, que eu saiba. E foi numa jogada individual do jogador da Inter de Milão que Messi abriu o placar. Restante do primeiro tempo: faltou troca de posições entre os 3 atacantes. Os dois delanteros venezuelanos levaram perigo à defesa argentina, que pode ficar exposta demais contra um adversário mais forte. O segundo tempo foi um passeio. Continuar lendo “Messi Monumental. Argentina 4×0 Venezuela.”→
Os torcedores argentinos ficaram ansiosos para o primeiro jogo em Buenos Aires de Maradona como treinador da alviceleste. Na chegada, me deparei com uma fila monstruosa – de virar esquina – perto do ginásio Luna Park. Dito e feito. Os ingressos mais baratos para o jogo entre Argentina e Venezuela (35 pesos) se esgotaram em poucas horas – a fila chegou a 10 quadras! A expectativa de recorde de renda em jogo de Eliminatórias na Argentina foi confirmada: mais de 4 milhões e 800 mil pesos – mais de 1 milhão de euros).
Quem segura o Palmeiras no Paulistão? O alviverde está matematicamente classificado para as semifinais. Virada pra cima do Bragantino no Palestra. 2×1, 2 gols do jovem atacante paraguaio Ortigoza, já apelidado de Coalhada por causa da cabeleira que lembra a do personagem do Chico Anysio (palmeirense verde, aliás).
Na Taça Rio, terceira vitória de virada seguida do Fluminense. Mais um 3×1, sobre o Friburguense. A transmissão do canal PFC (pay per view da Net) mostrou muitos torcedores do Flu com ingresso na mão que não conseguiram entrar no acanhado estádio de Nova Friburgo. Como diria o âncora, é-uma-ver-go-nha.
No Rio Grande do Sul, o Inter vai goleando por 4×1 e o Taison já anotou três…
A lamentar, o rebaixamento do Brasil de Pelotas, que não conseguiu se recuperar do acidente de busão em que perdeu três bravos Xavantes, incluindo o maior ídolo da torcida, o artilheiro Cláudio Millar.
Na grande “ola” de biografias sobre futebol, li a notícia sobre o lançamento deste livro no Blog do Daniel Perrone, sempre em cima do lance. O tema é o goleiro-artilheiro Rogério Ceni, capitão do São Paulo nas suas grandes conquistas da década. O autor, o excelente repórter André Plihal, da ESPN Brasil, que acompanhou (para dar um exemplo) a vitoriosa viagem tricolor ao Japão, em 2005. Maioridade Penal-18 anos de histórias inéditas na marca do cal já está em pré venda no site da editora Panda Books. Entrega só no começo de abril.
Aproveito para saber do leitor quais os três goleiros que você levaria para a Copa 2010, se fosse técnico da Seleção. Se quiser, escreva também os três que você acha que o Dunga vai levar. Só não vale xingar o treinador, ok, pessoal?