Samba doc: “Cartola – Música para os Olhos”

cartolaÉ o documentário sobre Angenor da Silva, o Cartola, torcedor do Fluminense, fundador da Estação Primeira de Mangueira, autor de “As Rosas Não Falam” – talvez o samba mais blue (lindamente triste) da história etc. “Cartola – Música para os Olhos”, que passou nos cinemas em 2007. Tem depoimentos mil e conta como ele escreveu em 40 minutos a bonita “O Sol Nascerá (A Sorrir)”, parceria com Elton Medeiros.

Iron Maiden num cinema perto de você

666poster_8002 É, a donzela de ferro quer te pegar, não importa onde você esteja. No blog, tenho falado de filmes de rock e aí vem um certamente  muito especial. O documentário Flight 666, que acompanha a atual turnê do Iron Maiden. Sabe onde será o lancamento mundial? No Brasil, mais exatamente no Cine Odeon Petrobras, no centro do Rio, agora,  14 de março, mesma data do show do sexteto na Praça da Apoteose -do samba e agora do metal. Além da pré-estreia, o filme será exibido em cinemas do mundo todo, mas num único dia: 21 de abril. Portanto, é bom não bobear, porque essas coisas não têm segunda chance. Depois, só em DVD. E por melhor que seja o home-theater caseiro, não é a mesma sensação que ver o primeiro filme sobre o Iron Maiden no cinema! A página da banda na internet remete ao trailer do documentário no You Tube. Clique aqui.

O Casamento de Romeu e Julieta

No Brasil, um primo menos boleiro de “Febre de Bola” seria a comédia romântica “O Casamento de Romeu e Julieta”, dirigida pelo Bruno Barreto (2005).  A história do amor de um corintiano por uma donzela palmeirense que tem uma pai que é uma fera… digo, fanático pelo Palestra, meu. O filme é baseado no livro “Palmeiras, um Caso de Amor”, que o Mario Prata escreveu para a coleção Camisa 13, da editora DBA – Dórea Books and Art.

Continuar lendo “O Casamento de Romeu e Julieta”

Febre de bola | Fever Pitch

Ainda febredebfaltam ficções na hoje extensa literatura sobre futebol. Verdade. Na literatura pop inglesa, há um romance do escritor Nick Hornby –  um apaixonado pelo Arsenal,  grande time de Londres. O livro “Febre de Bola” (Fever Pitch, capa  ao lado direito), daqueles que você lê “de sentada”, acompanha as desventuras (até amorosas) de um torcedor do Arsenal durante os anos que o clube ficou “na fila”, sem títulos importantes. Virou filme, já exibido na TV a cabo. Colin Firth faz o professor, certamente um alterego de Nick Hornby. E depois ganhou versão hollywoodiana (“Amor em Jogo” no Brasil), trocando o futebol pelo beisebol e o Arsenal pelo Boston Red Sox. Drew Barrymore faz a a namoradinha. Torcedores die-hard e suas mulheres vão se identificar com livro e filmes.

Encruzilhada

ENCRUZILHADA (Crossroads) de Walter Hill. 1986.
ENCRUZILHADA (Crossroads) de Walter Hill. 1986.

“Encruzilhada” adquiriu um certo status de cult movie em meados dos anos 80 ao contar a história de um jovem guitarrista branco de blues em busca do sucesso, com referências à lenda de que o pioneiro bluesman  Robert Johnson teria vendido a alma ao diabo… A trilha sonora é de Ry Cooder. E o melhor do filme é um incendiário duelo de guitarra entre o personagem do jovem bluesman e o guitar hero Steve Vai. Vale a pena ver ou rever. Uma sessão da tarde perfeita!

E você? Gostaria de lembrar de algum filme sobre música ou futebol? Escreva para Fut Pop Clube.

Quase Famosos

"Quase Famosos" (Almost Famous), de Cameron Crowe
QUASE FAMOSOS (Almost Famous) de Cameron Crowe

Este deve ser um dos filmes de cabeceira de ex-fanzineiros e atuais blogueiros. Para nós, fãs de rock, é difícil não se identificar com a história do adolescente que gosta de escrever sobre música,  se deslumbra com a oportunidade de acompanhar uma banda na estrada, conhecer músicos, grupies… e ainda ganhar dinheiro com isso. Já ouvi falar de roqueiro que chorou de emoção no cinema… Destaque para a toda a trilha sonora, performances de Kate Hudson como a groupie Penny Lane e Philip Seymour Hoffman como o crítico Lester Bangs. E para duas cenas em especial: a da turma toda da banda fictícia Stillwater no velho busão, cantando “Tiny Dancer”, sucesso de Elton John – como bem lembrou o Marcos, do blog Futebol& Negócio; e para a hilária cena da tempestade no avião da banda: como os caras acharam que iam morrer, resolveram confessar os maiores segredos; depois que o batera sai do armário, acaba a turbulência. Rola que o diretor e escritor Cameron Crowe se inspirou no Led Zeppelin…

“O Milagre de Berna”

O MILAGRE DE BERNA (Das Wunder von Bern), de Sönke Wortmann
O MILAGRE DE BERNA (Das Wunder von Bern), de Sönke Wortmann

Este filme passou rapidinho pelos cinemas brasileiros no final de 2004, começo de 2005, mas vale a pena procurar o DVD. É uma ficção que tem como pano de fundo a campanha campeã da seleção da Alemanha (Ocidental), na Copa da Suíça, em 1954.  E por que o feito é considerado o Milagre de Berna? É que na época o gigante do futebol era a Hungria, de Puskas e companhia. Na primeira fase, a Alemanha tomou de 8×3 do time de Puskas. Verdade que poupou titulares, sim. Na final, a favoritaça Hungria e a Alemanha voltaram a se enfrentar. O time vermelho chegou a abrir 2×0 no placar, mas tomou a virada (tá certo que o juiz anulou um gol húngaro). Final, 3×2, Alemanha campeã do mundo pela primeira vez. E esta simpatícissima produção alemã ajuda  a entender porque jogadores como Fritz Walter e Rahn são lembrados até hoje nesta grande potência do futebol. O roteiro é OK e chamam muita atenção as elogiadas cenas que recriam -em cores- lances decisivos da Copa do Mundo de 54, com ótima caracterização da época. Até o ator Henrik Benboom, que faz o papel de Puskas, usa aquele topete repartido ao meio do maior craque húngaro de todos os tempos… Golão, golão, golão.

SOM NA TELA: Yardbirds em “Depois Daquele Beijo”

DEPOIS DAQUELE BEIJO (Blow-up), de Michelangelo Antonioni

DEPOIS DAQUELE BEIJO (Blow-up), de Michelangelo Antonioni

Mais um indicação para o seu, o meu, o nosso festival particular de filmes sobre música ou futebol. “Depois Daquele Beijo”, o clássico “Blow-Up” de Antonioni, de 1966, não é exatamente um filme de rock. Mas numa cena, o fotógrafo interepretado por David Hemmings (que contacena com a bela Vanessa Redgrave) acaba parando num casa de shows de Londres, onde se apresentam  The Yardbirds, então com ninguém menos do que Jimmy Page (com  maior cara limpa de adolescente) e Jeff Beck na guitarra. A banda toca “Stroll On”, uma versão um pouco diferente do classicão “The Train Kept A-Rollin’ “. Uma ceninha só do filme, mas vale a pena ver  Jeff Beck dando uma de GUITAR HERO nervosinho, batendo a guitarra no amplificador, quebrando o instrumento e jogando parte para a platéia, que fica alvoraçada. E o fotógrafo com cara de “o-que-é-que-eu-estou-fazendo-aqui”… Também é bem interessante a cena do jogo de tênis imaginário!Ah, a trilha desse filme quase sem palavras é de Herbie Hancock, papa do piano jazz, autor por exemplo da sensascional “Cantaloupe Island”, regravada pelo US3 como “Cantaloop” nos anos 90.

Deixa o Rock Rolar

ac-dc-let-there-be-rock-posters1Era o título nacional do filme “Let There Be Rock”. Estrelando: AC/DC. Lá por 1982/83, foi exibido nos cinemas brasileiros.  Imagine um mundo sem MTV nem internet, quanto mais MP3… Blog? O que é isso? E ainda por cima um país com poucas rádios que tocavam rock (bem, isso não mudou muito) e uma ou duas revistas especializadas. Ir à livraria Siciliano folhear revista gringa era o jeito. Nesse contexto, poder ver um filme de rock no cinema, de um grupo que ainda não havia feito shows no Brasil, era o máximo. Fui pelo menos duas vezes ao cinema para ver “Let There Be Rock”, com seu bom título brasileiro: Deixa o Rock Rolar! E rolava durante mais de uma hora e meia. Registro de um show do quinteto em Paris em 79, na turnê de “Highway to Hell”, ainda com o vocalista Bon Scott – que morreria dois meses depois, sufocado pelo próprio vômito, numa noite de muita bebedeira.  Traz rockaços desta que é uma das bandas mais populares do mundo, como “The Jack”, “Highway to Hell” e “Whole Lotta Rosie”.  Angus Young não para de solar sua Gibson SG, aliás, não para. Tanto que recebe até máscara de oxigêncio nos bastidores. Que eu me lembre, não saiu sequer em VHS no Brasil, quanto mais em DVD.

Atualizando em junho de 2011: finalmente, o filme está saindo agora em DVD e Blu-Ray! 

Uma grande chance para os jovens fãs que o AC/DC não para de conquistar conhecerem melhor o carismático Bon Scott, que eu prefiro em relação ao Brian Johnson. O AC/DC já tocou no Brasil, já lançou vários DVDs, mas pra mim nada teve o impacto de ver “Let There Be Rock” no cinemão.

“O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”

ano-em-que-meus-pais-poster011

A minha primeira lembrança é o filme de Cao Hamburger: “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, “lançado em 2006, que me emocionou até numa segunda sessão. Não é exatamente sobre futebol, mas a Copa de 70, a bola, o jogo de botão são importantes panos de fundo na tocante história de Mauro, Hanna (show de bola, as duas atuações infanto-juvenis), Shlomo, Ítalo e dos pais do menino, passada no Bom Retiro, bairro de São Paulo, no contexto dos piores anos de chumbo da ditadura militar.

A idéia inicial era chamar a produção de “Vida de Goleiro”, posição preferida do menino Mauro. Com medo de afugentar o público antifutebol, Cao Hamburger optou pelo título que faz referência ao iugoslavo “Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios”. Gosta de futebol? Veja. Não gosta? Também veja.

De qual filme sobre futebol você gosta mais? Mande sua sugestão clicando em comentários ou pelo meu e-mail. Vale documentário, ficção, docudrama etc.