Negócio fechado

O Palmeiras já está no G4 e pode ser considerado favorito ao título. O tricampeão Muricy Ramalho fechou com o alviverde, depois de longa novela. O Palmeiras tinha o carro, agora tem o piloto.

P.S. No capítulo sobre o treinador, o livro Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro, do jornalista Maurício Noriega, diz que Muricy foi palmeirense na infância. Na apresentação no novo clube, Muricy comentou que chegou a jogar futsal no Palmeiras e que o pai era palmeirense. Ou seja, tá na cara… Sabia mais sobre a carreira de Muricy como meia habilidoso e técnico vencedor clicando ao lado.Como jogador do São Paulo nos anos 70, Muricy brilhou na conquista do Paulistão de 75, num time que tinha Pedro Rocha e Serginho. Estava no elenco que faturou o Brasileirão de 77, embora não tenha sido escalado por Minelli (seu grande ídolo como treinador). Segundo o Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa, aquele camisa 8 cabeludo entrou em campo  177 vezes e marcou 26 gols, entre 73 e 79. Muricy encerrou a carreira de meia no Puebla do México, onde foi campeão e é ídolo até hoje. Lá começou sua carreira de técnico. Depois, trabalhou ao lado de Telê Santana naquele São Paulo glorioso da primeira metade dos anos 90. Comandou o Expressinho que ergueu a Copa Conmebol de 1994 (um título sempre valorizado em entrevistas pelo goleiro do Expressinho, ninguém menos que Rogério Ceni). Com a doença de Telê, Muricy assumiu. Teve que ceder o lugar para Parreira, mas pouco depois reassumiu o time e ficou até um empate em 3×3 contra o Guarani pelo Paulista 97. Veio Darío Pereyra e Muricy treinou exatamente o Bugre, antes de ir para o Shanghai Shenhua, onde levantou a Copa da China, 98. De volta ao Brasil, andou por Ituano, Botafogo de Ribeirão e Santa Cruz. No Náutico, foi campeão estadual em 2001 e 02. É muito querido nos Aflitos e tem carteira de sócio. Passagem rápida pelo Figueira e, então, Inter, campeão gaúcho em 2003 e na volta, em 2005- ano em que quase beliscou o Brasileiro (o da Máfia do Apito). No São Caetano, foi campeão: o único título paulista do Azulão, em 2004.  De volta ao São Paulo no começo de 2006, não venceu estaduais ou Libertadores. Foi “só” tricampeão brasileiro.

Um comentário sobre “Negócio fechado

  1. Olá, sou acadêmico de Jornalismo em SC. Vi o link do seu blog em outro blog esportivo… Gostei do seu blog e da iniciativa dele. Também tenho um blog onde falo de futebol de uma forma geral, mas sempre buscando assuntos que possam surgir discussões e que sejam gostosos de se ler e fazer. http://jogafacil.zip.net.
    Também público lá os textos da minha coluna no site http://contato.net, onde escrevo sobre F-1. Abraços!

    Ericky Batista Maier

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