Três vezes Obina

Manuel de Brito Filho roubou o show do primeiro confronto entre Ronaldo e SÃO Marcos, no derby disputado em Presidente Prudente – machucado na mão, o Fenômeno deixou o gramado com cerca de 20 minutos de bola rolando. Com muita vontade, ora pela esquerda, ora pela direita, ora no meio da área, o baiano Obina marcou de pexinho… de pênalti… em tabela com Diego Souza… ainda teve um gol anulado e bateu o pênalti duas vezes. Graças a Obina, nº 28, vai ter muita camisa do Palmeiras nas ruas nesta segunda-feira.  Com a derrota do Galo para o Goiás em pleno Mineirão, apenas um gol de saldo separa o alviverde da liderança (atleticanos e palmeirenses têm 28 pontos). Que estranho ver o Muricy comemorando gol do Palmeiras… Que sorte tem o Muricy. Pegar o time agora, lá em cima…  O Vitória fez o dever de casa e volta para o G4, em terceiro lugar, 24 pontos. O Inter está em 4º, com 24 pontos. Na Vila Belmiro, o Flamengo virou pra cima do Peixe e chegou aos 20 pontos, 9º lugar.

Washington fez um e arrumou uma expulsão. FOTO Divulgação VIPCOMM
Washington fez um e arrumou uma expulsão. FOTO Divulgação VIPCOMM
Em Barueri, o São Paulo venceu 1 fora de casa! Algo que não acontecia desde o Paulistão. Não sem uma dose de sufoco, especialmente depois que Washington foi expulso. Final: Grêmio Barueri 1×2 São Paulo – tricolor com 18 pontos, em 11º. No Maraca, Flu e Cruzeiro empataram em 1 gol. Menos mal pro Cruzeiro, com um jogo a menos. O Flu é o vice-lanterna, só na frente do Náutico, que arrancou um empate na Ilha do arquirrival Sport, no centenário clássico pernambucano: 3×3, em jogo cheio de alternâncias. A 14ª rodada começou no sábado, com a vitória do Bota sobre o Inter (3×2). O Avaí de Silas ganhou a 4ª seguida, e em Curitiba, contra o Furacão (3×1)- e supreende com 19 pontos, em 10º lugar. Grêmio virou pra cima do Santo André (3 a 2) e está chegando… Tem 21 pontos, ocupa o 8 º posto.

Na Série B, o Guarani empatou e segue na frente. A Lusa venceu e retorna ao 2º lugar. O Atlético-GO faturou em Brasília e segue firme rumo à Série A. O Figueirense venceu a Ponte em Campinas e pinta no G4.  O Vasco perdeu de virada do Bahia fora de casa e saiu do TOP 4.

Vasco de volta ao G4 da B

Caiu o último invicto da série B. O Guarani perdeu em casa por 2×1 para o Paraná, que dá uma respirada. Aliás, dos clubes que estavam no G4 após a 11ª rodada, só o Atlético Goianiense não tropeçou. Venceu o Fortaleza no Serra Dourada: 3 a 1. A Ponte empatou em Bragança (1×1). A Lusa perdeu no Ceará (2×0). Resultado: o Vasco, que goleou o ABC em S. Januário, voltou ao G4. Continuar lendo “Vasco de volta ao G4 da B”

Série B: mudanças no G4

Guarani empatou na Baixada Fluminense e segue líder(1×1 contra o Duque). A Lusa venceu o Dragão goiano (2a1) e é a novidade no G4. A Ponte venceu bem: 3 a o no agora lanterna Campinense. Mesmo com a derrota no Canindé, o Atlético Goianiense segue no g4, seguido de muito perto pelo Vasco.

Entrevista com Mauro Beting (parte II)

Abaixo, a segunda parte da e-entrevista que  o cronista esportivo Mauro Benting gentilmente concedeu aqui para o Fut Pop Clube.

6 – Fut Pop Clube Dos 10 eleitos para seu livro, algum poderia ter mudado o rumo do Brasil em alguma Copa? Ou quem sabe aquele time da Academia que com a camisa da Seleção goleou uruguaios em 65? Dudu e Ademir não foram pra a Copa de 66…

Mauro Beting – Ademir, certamente, poderia ter qualificado o Brasil-74. Mas não passaria pela Holanda. Em 70, não foi preciso. Em 66, nem ele daria jeito naquela zona. Jair Rosa Pinto fez o que pôde pelo Brasil-50. Oberdan era goleiro do mesmo nível de Barbosa. Julinho fez quase tudo em 54, e só não poderia mais que Garrincha em 1958 e 1962. Dudu estava muito bem em 1966, possivelmente melhor que Denílson – como Servílio era o melhor do time brasileiro e foi inexplicavelmente cortado por Feola.

Em 1965, uma Seleção toda de alviverdes. Valdir Joaquim de Moraes à esquerda. FOTO: Academia de História do Palestra-Palmeiras
Em 1965, uma Seleção toda de alviverdes. Valdir Joaquim de Moraes à esquerda. FOTO: Academia de História do Palestra-Palmeiras

Luís Pereira dificilmente faria melhor que Oscar e Amaral em 1978. Djalma Santos sempre fez tudo. Evair poderia ter feito parte do grupo de 94. Mas não seria titular. Marcos poderia ter sido reserva em 2006. Também não mudaria.

7 – Fut Pop Clube –Agora, dois dos 10 mais do Palmeiras também poderiam entrar num livro sobre os 10 mais da Portuguesa. Tiveram passagens muito boas pela Lusa antes do Palmeiras, não?

Mauro Beting – Certamente. Djalma é quem mais jogou pela Lusa, Julinho deve ter sido o maior craque da Lusa. Luís Pereira também jogou muito, já em fim de carreira, em 1985. O interessante, Lima, é que muitos dos dez poderiam ter feito história em outros rivais. Djalma não foi aceito no Corinthians. Julinho não foi notado no Parque São Jorge. Ademir quase treinou lá, e fez um treino ótimo no Santos. Oberdan só não jogou no Corinthians porque não quis. Marcos foi reserva do sub-20 alvinegro. Evair quase foi para o Timão em 1995, e não passou na peneira do São Paulo, em 1984. Ufa!

8 – Fut Pop Clube – Sempre que você dá entrevistas, lembra da mulher e filhos. Como você administra seu tempo dedicado à família com tanto jogo, trabalho em rádio, TV, coluna de jornal, blog, colaboração em revistas  e ainda como professor de jornalismo?

Mauro Beting – Não administro. Amo. Eles sentem, claro. Mas, dentro do possível, coloco no colo, levo pra cabine, pro estúdio, pro treino, pro jogo, pra vida. E, graças a Deus, eles não querem ser jornalistas. Meu pai me levava junto e deu no que não deu. Hahahaha. Mas, de fato, faço tudo por eles, e para eles. Infelizmente, falta apenas mai tempo para curti-los. Mas também, amo o que faço.

NO POST ABAIXO, O FINAL DA ENTREVISTA.

Uma nova voz na série B (atualizado)

Foi dada a largada também para a divisão de acesso do campeonato mais bacana do mundo, o Brasileirão. Um blogueiro não pode abraçar o mundo e acompanhar todas as competições legais, mas pretendo manter um olho na Série B, com tantos times que foram campeões ou vice da 1ª divisão. A torcida do Vasco seguiu o canto e transformou São Januário realmente num caldeirão, lotado (aparentemente por bem mais que os 13 mil anunciados), em jogo que passou ao vivo em TV aberta para o Rio (estreia em transmissões da Globo aberta de Luiz Carlos Júnior e Alex Escobar). Torcida que cantou quase o tempo todo, mesmo que o gol do veloz Rodrigo Pimpão contra o Brasiliense só tenha saído aos 16 minutos do segundo tempo (veja/reveja). Continuar lendo “Uma nova voz na série B (atualizado)”