Nas bancas: uma revista tradicional em casa nova. E uma nova revista, a “Corner”.

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Já está nas bancas uma edição historicamente marcante de “Placar“. A primeira feita fora da editora Abril. O título agora pertence à mesma editora da revista Caras. O Menon publicou em seu blog uma entrevista com o “publisher”, o argentino Edgardo Martolio. Os prêmios Bola de Prata e Bola de Ouro devem ser turbinados. Na nova edição, tem uma versão da Bola de Prata e de Ouro pra Copa América chilena, algumas novas seções (resumão, agendão) e uma abertura para outros esportes, pela primeira vez em muitos anos (nos seu auge, nos anos 70, a revista cobria F1, basquete, vôlei…).

Só agora encontrei o número 1 da “Corner, nova revista brasileira lançada em maio. Uma revista menos preocupada com o factual, e mais com a história e a política atrás do futebol.  A linha é bastante parecida com a de uma ótima revista editada em Barcelona, a “Panenka” – que já foi tema de um post aqui, meses atrás. Influência praticamente assumida numa entrevista com os editores da “Panenka”. Aliás, o primeiro número da “Corner” tem altas discussões sobre o jornalismo esportivo.
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O futebol brasileiro precisa de uma revolução, como a do #fussball.

http://www.panenka.org/
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É ótima a capa de abril de 2012 da revista “Panenka”, publicada em Barcelona. No texto que abre o dossiê sobre o futebol alemão na “Panenka” #7, de Raphael Honigstein e Aitor Lagunas, o alarme soou em 1999, depois da derrota de 3×0 para Croácia nas quartas de final do Mundial de 1998, na França (a seleção croata, com o artilheiro Suker, terminaria em 3º lugar).

Outras reportagens dizem que a mudança começou em 2000, depois da eliminação na primeira fase da Eurocopa. Não importa muito a data, o que importa é conhecer algumas medidas tomadas:

  • abertura de 121 centros de formação de jogadores, inspirados na academia de jogadores da França, Clairefontane
  • todos os clubes da primeira e da segunda Bundesliga foram obrigados a ter categorias de base

Hoje são 366 centros de treinamento, para 25 mil jovens alemães, com 1.000 técnicos, segundo a reportagem do correspondente do Estadão, Jamil Chade. Uma das revelações? Thomas Müller.

Um texto do “Lance!” esta semana lembrou que a Alemanha ganhou a Euro sub-21 em 2009 (4×0 na final contra a Inglaterra). No elenco, já estavam Neuer, Boateng, Hummels, Höwedes, Khedira, Özil.

Sem falar na média de público da Bundesliga, o campeonato alemão. 45 mil pessoas por jogo. Tenta comprar na internet ingresso para um jogo do St. Pauli, clube cult da segunda divisão. Tudo lotado.

O Brasil está vazio na tarde de domingo, como diz o samba de Milton Nascimento e Fernando Brant, mas aqui não é mais o país do futebol.

Há muito tempo.

“Panenka”: o futebol que se lê. Em castelhano.

http://www.panenka.org/
http://www.panenka.org/

Muito boa a capa da edição para a Copa do Mundo da ótima revista Panenka“, editada em Barcelona. Sobre o título “futebol e progresso” (inspirado no “ordem e progresso” da nossa bandeira), o  atleta representado na taça saca um megafone para protestar.”O futebol que se lê” diz o slogan da revista. Que de fato tem muita coisa pra ler. São bem abrangentes os dossiês que “Panenka” publica sobre clubes, campeonatos, temas, dominando boa parte das páginas da revista.
Dá pra ler a edição aqui, em castelhano. Continuar lendo ““Panenka”: o futebol que se lê. Em castelhano.”