“A Bola Não Entra por Acaso”

Imagine Santos de Neymar, Ganso e companhia x Barcelona de Messi, Xavi, Iniesta e co. na final do Mundial de Clubes, que em 2011 volta ao Japão. Seria show, seria 10… Fãs do futebol ofensivo do Barça e do futebol “discotèque, livre, leve e solto” (copyright Osmar Santos) dos Meninos da Vila 3G devem estar esfregando as mãos de contentamento, esperando uma eventual decisão como essa – e os torcedores do Peixe começando economizar para atravessar o mundo e torcer pelo tri também do Mundial, in loco. Pois bem: que golaço aço aço marcou o Santos ao fazer o possível e o impossível para segurar Neymar e Paulo Henrique Ganso na Vila famosa. Deu no que deu: Taça Libertadores nas mãos do capitão Edu Dracena – e no Memorial das Conquistas do Santos. Tomara que consigam manter o 10 e 11 alvinegros pelo menos até enfrentar o 6, o 8 e 10 blaugranas
Feito do clube a ser ainda mais louvado se a gente notar que o Santos não tem a maior torcida do Brasil, não tem os maiores patrocínios, não tem as maiores verbas de TV. Por outro lado, os 77 km de distância do eterno rame-rame de briguinhas do Trio de Ferro da capital talvez ajudem o Santos Futebol Clube a fazer o que faz melhor: revelar e aproveitar jogadores da base e jogar bola. Jogar muita bola.
O título deste post é uma referência a um livro -mais de gestão e negócios do que sobre bola-, mas muito interessante para saber como um dos adversários do Santos no Mundial de Clubes 2011 saiu da 13ª posição entre os times mais ricos da Europa para disputar o topo desse ranking com o arquirrival madrilenho. Sim, porque em Ligas Espanholas e Champions League, o Barcelona tem nadado de braçada nos últimos anos. Editado aqui pela Larousse, A Bola Não Entra por Acaso (La Pilota No Entra per Atzar, no título original, em catalão) foi escrito pelo empresário e consultor Ferran Soriano, vice-presidente econômico do Barça, nos cinco primeiros anos da retomada. Ajudou-me a entender como o Más que un Club que eu vi festejar como título um quarto lugar na liga espanhola 2000/2001, com um show de Rivaldo nos 3×2 sobre o Valencia (porque representava classificação para a Champions) se tornou esse bicho-papão de títulos na Espanha e Europa. Continuar lendo ““A Bola Não Entra por Acaso””

Quanto vale o $eu time? (2009)

Publicado em 28/12/2009

Deu no esporte do Estadão deste domingo. A reportagem Marcas que valem uma fortuna (link aqui) mostra um estudo da Crowe Horwath RCS sobre o valor da marca de cada um dos 12 maiores clubes do país. Segundo a reportagem, a Crowe Horwath RCS leva em consideração torcida, receitas, marketing, estádio, bilheteria e mídia. Flamengo, Corinthians e São Paulo lideram o ranking, com valores acima de 500 milhões de reais. O Palmeiras vem em quarto, com 420 milhões. Inter e Grêmio disputam mais um Gre-Nal- no entanto, com cifras bem abaixo dos 4 líderes desse ranking. Colorado, 231 milhões; tricolor, 214. Num patamar abaixo, Cruzeiro (139) , Santos (135), Vasco (122). Depois, Fluminense, 109. Botafogo, 97. E supresa, o Atlético Mineiro (clube de massa, sempre liderando rankings de público nos campeonatos) aparece apenas em 12º, com 92 milhões de reais, segundo o estudo.

Esse ranking e os valores dos novos patrocínios de camisas que circulam por aí (Flamengo, R$28 milhões; Corinthians, até R$60 milhões, somando todos os patrocínios) me fez lembrar uma conversa de jornalistas-torcedores semana passada. Será que com essa concentração de renda, o Brasileirão (que já teve 14 campeões diferentes desde 1971) tende a ser dominado por três, quatro, cinco grandes clubes? Será que a lista dos campeões ficará mais restrita ao fechado clube dos que hoje são hexa (São Paulo, Flamengo), tetra (Corinthians, Palmeiras, Vasco) ou tri (Inter)? Com um Cruzeiro, Grêmio ou Santos beliscando de quando em vez? De maneira geral -e vamos ver como o Vasco vai se comportar em 2010-, são esses 8 ou 9 times que estão sempre brigando pelas vagas para a Libertadores. O que você acha?
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