50 anos do 1º título mundial do Santos

Réplica da camisa do alvinegro praiano em 1962, quando foi campeão mundial, presente no Memorial das Conquistas do Santos, tema de um Rolê do Fut Pop Clube.

No post anterior, mostrei a nova camisa 2 do Santos, a listrada com fundo preto (à la Juventus de Turim) para o número (laranja) nas costas.
Este post aqui é a minha homenagem – ainda que tardia – ao jogadores campeões mundiais de clubes em 1962. Uma conquista que precisa ser lembrada, reverenciada, homenageada (como Coutinho, Pepe, Lima e Dalmo foram homenageados na Vila Belmiro, neste domingo, antes de Santos x Vasco).
Em 11 de outubro de 1962, o Santos goleou o campeão europeu, o glorioso Benfica de Eusébio, Coluna e Simões: 5 x 2 em pleno estádio da Luz (versão anterior da ‘catedral’ encarnada, que foi reerguida ao lado para a Euro 2004), e levantou o seu primeiro Mundial de Clubes (você sabe, o bi viria no ano seguinte, contra o Milan). Pelé (hat-trick, triplete, três gols), Pepe e Coutinho marcaram para o então campeão da Libertadores. Eusébio e Santana diminuíram para os águias.

O Santos tinha vencido a primeira partida por 3×2 no Maracanã. Isso mesmo.No Rio de Janeiro. Com todo apoio da torcida carioca. Brasileira.

Diz a história que o glorioso Benfica estava tão certo que venceria na catedral da Luz que já começava a vender ingressos para um jogo desempate. Deu no que deu. O certo é que os portugueses reconheceram a superioridade santista e aplaudiram os novos campeões do mundo de clubes (lembrando que a Seleção Brasileira já era bicampeã do mundo, com muitos craques desse “Santástico”).

Quer uma ideia da repercussão da conquista? Neste sábado li na seção “O Globo Há 50 anos”, do jornal carioca, que em 13 de outubro de 1962, a rádio Globo do Rio retransmitiu a gravação integral da final contra o Benfica. Dois dias depois do decisão. Uma reapresentação da transmissão radiofônica. Sensacional!

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35 anos do bi colorado no Brasileirão

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Beira-Rio, 12 de dezembro de 1976. Mais de 84 mil pessoas superlotaram o estádio colorado na finalíssima do Campeonato Brasileiro num domingo de muito calor. O Corinthians vinha em busca de seu primeiro Brasileirão, embalado pela classificação heroica contra a máquina do Flu de Riva no Maracanã lotado – o jogo da “invasão corintiana”. O time treinado por Duque era pura raça. Que o Internacional, em busca do bicampeonato consecutivo, também tinha de sobra. Tinha Falcão em campo. E Minelli no banco. Dario- o Dadá Maravilha-, no primeiro tempo, e Valdomiro, no segundo, marcaram os gols do Inter. Bicampeão brasileiro. Continuar lendo “35 anos do bi colorado no Brasileirão”

11 perguntas para Maurício Noriega

Publicado em 23 de maio de 2009
Um dos textos mais lidos aqui no Fut Pop Clube é o que fala do livro Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro, do comentarista Maurício Noriega, do Sportv e do Bom Dia São Paulo. Antes de mais um fim de semana de transmissões do Sportv e entre um texto e outro no Blog do Nori, o cronista encontrou um tempinho para responder por e-mail 11 perguntinhas sobre treinadores.
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1 –Fut Pop ClubeNoriega, você acha que técnico ganha jogo, ganha Copa do Mundo? Como se diz, em evidente força de expressão, que Garrincha ganhou sozinho em 62, Maradona em 86 e Romário em 94… dá para arriscar dizer que algum técnico ganhou “sozinho” uma Copa ou título importante?
Maurício Noriega -Diria que jogadores ganham jogos e técnicos ganham títulos, fazem planejamento de trabalho a longo prazo, correção de rota, ajustes. O jogo é propriedade dos jogadores. Mas o trabalho de pensar uma temporada é do técnico.
2- Fut Pop Clube No futebol do século XXI, os técnicos são superestimados, valorizados além da conta?
Noriega – Em alguns casos, sim. Mas apenas porque os dirigentes são muito amadores, despreparados e engolem tudo que os técnicos falam, na maioria dos casos. Bons dirigentes não aceitam tudo que os técnicos pedem ou propõem. Casos do Juvenal Juvêncio [S.Paulo]e do Fernando Carvalho [Inter], por exemplo.
3 – Fut Pop ClubeQuem merece mais reconhecimento? Feola? Lula? Zagallo? Ênio Andrade?
Noriega – Todos merecem. Acho que Lula e Feola sempre foram injustiçados e injustamente ridicularizados. Espero que o livro ajude a mudar esse olhar míope sobre dois grandes treinadores. Zagallo é um mito do futebol e Ênio Andrade foi genial. Continuar lendo “11 perguntas para Maurício Noriega”

Livro: “Os 11 maiores técnicos do futebol brasileiro”

Publicado em 27 de abril de 2009
noriNori, primeiro gol, no Conjunto Nacional! Assim o locutor esportivo Luiz Noriega (que trabalhou em algumas Emissoras Associadas de Assis Chateaubriand e TV2 Cultura-SP) poderia narrar o lançamento do primeiro livro de seu filho, o comentarista esportivo Maurício Noriega (Bom Dia São Paulo, Sportv e Blog do Nori). Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro. Fazer listas de melhores  costuma dar sempre pano pra manga e o Maurício Noriega foi ousado ao assumir a “responsa”. Já me perguntaram quais foram os critérios. Entrevista ao GloboEsporte.com esclarece: pesquisa, 14 meses de pesquisa. Nori entrevistou mais de 80 profissionais no país e no exterior até chegar ao “time”. Continuar lendo “Livro: “Os 11 maiores técnicos do futebol brasileiro””

Livro: “Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro”

O livro de Maurício Noriega
O livro de Maurício Noriega

Mais um gol para a bibliografia brasileira sobre futebol, que disparou na tabela nos últimos anos. Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro (Editora Contexto) é o primeiro livro do jornalista Maurício Noriega, comentarista de esportes do querido telejornal Bom Dia São Paulo e do Sportv, e autor do Blog do Nori (atalho sempre aqui do lado direito). Chega à livrarias em 20 de março, mas já está à venda nas prateleiras virtuais. Nori explica: “São 11 perfis e 11 entrevistas com personalidades que sustentam uma escolha pessoal feita em análises e entrevistas ao longo de mais de 20 anos de carreira.

Os treinadores escolhidos por Nori são: Oswaldo Brandão, Vicente Feola, o húngaro Bela Gutman (Hungria, São Paulo FC, Benfica), Zagallo, Lula (Santos), Rubens Minelli, Ênio Andrade, Luxemburgo, Telê, Felipão e Muricy Ramalho.

No seu livro, Nori entrevista os campeões mundiais Djalma Santos, Dino Sani, Zito, Muller e Rogério Ceni, mais os craques Leivinha, Falcão, Alex e Arce, além de dois técnicos vencedores: Muricy e Luxemburgo.

Noriega sabe que a lista cria polêmica. Aproveito a deixa para convidar você a escolher seus técnicos preferidos. Pode ser um pouco difícil chegar a 11, entre os que acompanhamos. Eu vou tentar. P.S. – LEIA AQUI ENTREVISTA COM MAURÍCIO NORIEGA.