Aqui é trabalho. E respeito. E por que não, um pouco de carinho e reconhecimento.

Arte: LAIS SOBRAL https://www.flickr.com/photos/lais-sobral/
Arte: LAIS https://www.flickr.com/photos/lais-sobral/

Veja só, no post anterior, a confiança e mesmo idolatria que o Atlético de Madrid e os torcedores colchoneros demonstram em relação ao treinador Diego Simeone, campeão de Liga na Espanha, vice da Champions, atual campeão das últimas Copa do Rei e Supercopa de Espanha. Justíssimo. Em Madri, tem até cachecol em homenagem ao Cholo, apelido de Simeone, como eu já mostrei aqui no blog. Aí você muda o Google Earth pro Morumbi, em São Paulo, e vê parte dos torcedores organizados, de dirigentes e corneteiros em geral botarem na corda bamba toda hora o técnico Muricy Ramalho, é bom lembrar, tricampeão brasileiro pelo tricolor entre 2006 e 2008 – três títulos seguidos, sem sequer um Kaká ou Luis Fabiano no time!-, e também é muito bom lembrar, o cara que salvou o São Paulo do rebaixamento em 2013 e, em 2014, levou o time ao vice-campeonato brasileiro e de volta à Libertadores.

Mas… “Libertadores virou obrigação”… “É! Q u a r t a – f e i r a! “, toda aquela pegação no pé do Maicon … O São Paulo tem estrelas, é verdade, mas não um elenco equilibrado. Caiu no grupo da morte da Libertadores, estreando contra o maior rival, embalado depois de superar o Once Caldas, na casa dele, que é um alçapão. A diretoria tricolor comprou muitos atacantes, quase que se esqueceu da defesa. Perdeu Kaká. Mais do que a técnica do camisa 8 que ficou pra sempre no coração e na mente do torcedor são-paulino, perdeu sua raça, sua vontade, sua dedicação, que fez com que até os jogadores mais descansados do grupo marcassem o campo inteiro em 2014. É culpa do técnico? Você acha que o Muricy não gostaria de ter Kaká na Libertadores?

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É Muricy!

O bem informado Blog do Birner publicou, às 17:59, e o site oficial do São Paulo confirmou, às 19h30. Caiu Paulo Autuori. Volta Muricy Ramalho. O técnico que foi tricampeão brasileiro com o São Paulo entre 2006 e 2008 reassume com a missão de salvar o tricolor do rebaixamento, num ano de desempenho pífio do time (campanhas vergonhosas na Libertadores, na excursão internacional e no 1º turno do Brasileirão). Missão bastante complicada, que desafiará a frase que virou uma espécie de slogan de Muricy, e você vê abaixo numa arte do programa Sócio-Torcedor do SPFC, anos atrás.

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Curioso é que Muricy “Isso Aqui é Trabalho, Meu Filho” Ramalho volta ao eixo Morumbi-Barra Funda 40 anos depois de estrear no time profissional do São Paulo (veja post anterior).

Inacreditável o “planejamento” da atual diretoria do São Paulo.  Esperou terminar a pausa da Copa das Confederações para demitir Ney Franco. Apostou em Paulo Autuori – boa gente que há anos não ganha nada – sabendo que Muricy – o preferido da torcida – estava no mercado, era uma carta na manga. Trazer Muricy é a última cartada para evitar o rebaixamento. Mas essa solução deveria ter sido adotada 3 meses atrás. O novo velho técnico vai ter que correr contra o relógio. Continuar lendo “É Muricy!”

Muricy 4.0

Arte: LAIS SOBRAL
Arte: LAIS SOBRAL para o @FutPopClube

Muricy Ramalho completa em 2013 quarenta anos de “isso aqui é trabalho, meu filho”, digo, de futebol profissional. Foi em 1973 que o jovem meia cabeludo e rebelde revelado pelo futebol social do São Paulo Futebol Clube estreou no time de cima do tricolor paulista – mais exatamente em 21 de agosto de 1973, num amistoso contra o União Bandeirante, no interior do Paraná, informa Michael Serra, do arquivo histórico do São Paulo e do site SPFCpédia.
Muricy foi campeão paulista de 1975 na belíssima campanha comandada pelo técnico José Poy. Estava no elenco campeão brasileiro de 1977, mas às voltas com contusões, não era titular de Minelli (grande e assumida influência na futura função). Acabou indo pro México, onde foi campeão e ídolo vestindo a camisa do Puebla. Lá mesmo começou a carreira de técnico… De volta ao São Paulo, trabalhou com o mestre Telê Santana treinando o chamado expressinho – campeão da Copa Conmebol 1994. O resto é história.

É o Muricy camisa 8 dos anos 70, cabeludo, que andava de macacão e tamanco (para desapontamento do querido durão José Poy), amigão de Serginho Chulapa, fã do som de Rita Lee e seu Tutti Frutti, o homenageado desta arte – a primeira colaboração para o Fut Pop Clube da artista plástica Lais SobralContinuar lendo “Muricy 4.0”

Choque-rei: Muricy x São Paulo

Será que o Muricy vai ser tetra? E levar o Palmeiras ao penta? Será que o São Paulo será campeão pela 4ª vez seguida? Ou será que os vizinhos de centros de treinamento na Barra Funda vão morrer abraçados e abrir espaço para outra via? Como os clubes gaúchos, Goiás ou o 4º título do Corinthians no ano?
Acho que o campeonato não termina neste domingo, embora uma vitória alviverde fora de casa signifique uma grande vantagem ao líder do Brasileirão, que repatriou Vágner Love e não deve ceder ninguém pro exterior.

Espero que os confrontos fiquem dentro do campo de jogo. Torcedor, ganhando ou perdendo, os jogadores seguem recebendo salários, treinando, jogando, mudando de clubes. Não destrua a sua vida ou a dos outros. Nada de Mancha contra Independente.

Tudo de Marcos x Rogério Ceni… Washington x Obina… Ricardo Gomes x Muricy Ramalho, que pela primeira vez dirige o Palmeiras  contra o clube em que foi tricampeão como treinador e comandou durante 360 partidas – sem falar nos 177 jogos em que vestiu a camisa tricolor nos anos 70.

Fica como raridade o adesivo do projeto Sócio-Torcedor do São Paulo, distribuído até poucos meses atrás, com um dos bordões de Muricy: “Isso aqui é trabalho, meu filho”. Clique para ver.

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