Livro: “À Sombra de Gigantes”

Livro: “À Sombra de Gigantes”

Madri. Paris. Londres. Berlim. Lisboa. Cinco dos principais destinos turísticos na Europa. E mais: Munique, Hamburgo, Roterdã, Turim e Glasgow. Em 50 dias, o jornalista Leandro Vignoli, gaúcho de Canoas, acompanhou os jogos de treze clubes especiais, em 10 cidades, de 8 países europeus. O foco não eram os grandes como Real Madrid, PSG, Arsenal, Chelsea, Bayern ou Juve. Mas sim aqueles que lutam para sobreviver, “À Sombra de Gigantes – Uma Viagem ao Coração das Mais Famosas Pequenas Torcidas do Futebol Europeu” – título e subtítulo do livro recém-lançado por Vignoli.

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É interessante, bem escrito e tem muita informação. Os ídolos, a história dos clubes, os estádios, os bairros, o perfil dos torcedores, os rivais. Cada capítulo, um time: St. Pauli, Union Berlin, Munique 1860, Fulham, Millwall, Leyton Orient, Queen’s Park (Escócia), Sparta Rotterdam, Rayo Vallecano, Espanyol, Belenenses, Torino e Red Star, de Paris. Ou seja, a viagem de Leandro Vignoli (com muitas horas de ônibus, hospedagem em hostel e dale fast food, pra economizar) é a trip dos sonhos de quem usa a hashtag “Ódio Eterno ao Futebol Moderno” e qualquer louco por futebol alternativo. Com uma pergunta em mente. Por quê? Por que torcer para times que nunca ganham títulos, ou não ganham há muito tempo?

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Torino, 110 anos de muita história.

Gagliardetto do Torino
Gagliardetto do Torino

Gagliardetto do Torino FC, sete vezes campeão italiano:

    • 1927-28
    • 1942-43
    • 1945-46
    • 1946-47
    • 1947-48
    • 1948-49
    • 1975-76

A squadra granata também ganhou 5 vezes a Coppa Itália (a última, de 92-93, com Casagrande no ataque). A história do Torino vai ficar pra sempre marcada por um acidente aéreo, quando o time voltava de Lisboa para a Turim, em maio de 1949: o desastre da basílica de Superga, que matou uma geração campeã. Cinco scudettos nos anos 40. O Grande Torino, base da seleção italiana.

Por uma terrível coincidência, o Toro completou 110 anos bem neste sábado, 3 de dezembro de 2016, dia em que a Chapecoense, irmanada na mesma dor, se despediu de um time inteiro.
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Gran Torino

grantorino1 Um filmão estreou sexta-feira nos cinemas brasileiros. Gran Torino, o novo Clint Eastwood, que dirige e atua. Ele faz Dirty Har… digo, Walt Kowalski, um veterano da Guerra da Coreia, ex-trabalhador da Ford e tem tanto humor como Muricy Ramalho em entrevista coletiva depois que o Tricolor perde… Ele literalmente rosna quase o tempo todo contra tudo e todos. Filhos, netos, carros japoneses, vizinhos imigrantes Hmong, etnia do sudeste asiático. Sua metralhadora giratória verbal rende risos nervosos durante quase toda a sessão. Não espere aqui de um legítimo Clint Eastwood uma inovação na narrativa, na forma de um filme distribuído pela Warner. Mas uma história bem contada que longe de defender a justiça pelas próprias mãos, propõe uma convivência melhor nesse mundo globalizado, apesar das piadas racistas do personagem – não confundí-lo com o diretor. Não é mais Dirty Harry. É o Clint Eastwood, diretor de filmes contra a pena de morte, como O Crime Verdadeiro.