Lançamento: “Oswaldo Brandão – Libertador Corintiano, Herói Palmeirense”.

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Oswaldo Brandão foi técnico da Segunda Academia alviverde, bicampeã brasileira de forma consecutiva em 1972 e 73 – já tinha sido campeão da Taça Brasil de 1960, que hoje é equiparada ao Brasileirão, paulista de 1947, 59 e 72 pelo alviverde. Era o técnico do Palmeiras quando um gol de Ronaldo (Ronaldo Gonçalves Drummond, ex-Galo, futuro cruzeirense) impediu que o Corinthians de Rivellino acabasse com o jejum, num Morumbi lotado, na final do Paulistão de 74. Três anos depois, já sofrendo com a doença do filho, Márcio (câncer no cérebro), Oswaldo Brandão levou o Corinthians ao título paulista de 1977, acabando com os 23 anos de jejum de grandes títulos, com o chorado gol de Basílio contra a Ponte Preta. Aliás, Brandão era o treinador do Corinthians no último título antes da fila, o de 1954. Também foi campeão paulista em 71 pelo São Paulo de Gerson, Pedro Rocha, Toninho Guerreiro, Forlán, Terto, Paraná, Sérgio Valentim. O primeiro e até agora único treinador a boatar no peito faixa de campeão estadual por todas as cores do “trio de ferro” (Palmeiras, Corinthians e São Paulo). Na Seleção, lançou Falcão e Cerezo. Também levantou taça na Argentina, com o Independiente (Nacional de 1967).

Libertador Corintiano, herói palmeirense, como diz o título do livro que o jornalista Maurício Noriega está lançando pela editora Contexto. Esse livro era sonhado e preparado por Noriega há anos, como contou nessa #e-entrevista aqui pro Fut Pop Clube, em 2009.

Uma figura humana admirável. Sei até porque ele era muito amigo do meu pai, Luiz Noriega, e ouvi histórias muito, mas muito tocantes dele.

Brandão é o tema do capítulo 1 do primeiro livro de Nori, “Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro” (também da Contexto, 2009). Leivinha, craque dessa segunda academia alviverde, depois ídolo do Atlético de Madrid, diz que o técnico Brandão foi o “nº 1” de sua carreira, um treinador quase sempre paternalista, rude quando necessário.

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País do futebol?

Não vou falar aqui sobre o estapafúrdio regulamento do Campeonato Paulista, que permite que um time precise de um arquirrival para se classificar. Ok, também pode acontecer com o Brasileirão. Mas nos pontos corridos, um time com pontuação menor que outro não pode se dar melhor.

Não vou me estender muito sobre os públicos ridículos dos estaduais, mas … o Flamengo voltou a jogar para menos de mil pessoas? Fala sério! A última pesquisa da Pluri Consultoria mostrou que o futebol brasileiro teve média de apenas 4.721 espectadores em 2013. Eis os números, em ordem crescente de importância.

  • Estaduais: 2.526 torcedores/jogo.
  • Nacionais (Brasileirão séries A, B, C e D, mais Copa do Brasil: 7.936 espectadores/jogo. Isoladamente, a Série A do Brasileirão teve média de 14.951.
  • Regional (Copa do Nordeste): 8.886 torcedores/jogo.
  • Internacionais: 25.315 “hinchas/partido”, considerando  apenas os jogos em casa dos brasileiros na Libertadores, Sul-americana e Recopa em 2013.

Clique aqui para ver o Balanço de Público e Renda do Futebol Brasileiro em 2013, relatório consolidado da Pluri.

País do futebol? Com médias assim, não dá para competir com grandes ligas, nem ligas em crescimento, como a chinesa. O futebol brasileiro não consegue segurar jogadores como o raçudo Aloísio, “boi bandido”.
E olha só que curioso. A Lusa Tour, agência de viagens da Portuguesa de Desportos, vende um pacote turístico para ver “O Clássico” português, Porto x Benfica, na última rodada do campeonato da terrinha. Deve ser em 11 de maio (data e horário a confirmar). no estádio do Dragão, com possível festa dos #encarnados de Lisboa. E olha, é tentador.

Difícil imaginar que uma agência de viagens ligada ao Futebol Clube do Porto ou ao seu rival Sport Lisboa e Benfica venda pacotes para o #adepto ver uma partida entre as #equipas do Vasco e da Portuguesa, ou mesmo um Fla-Flu, um Dérbi paulistano, um Majestoso, um Choque-Rei…

http://www.lusatour.com.br/
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Lançamento: “Os Clássicos do Futebol Brasileiro”.

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No fim de semana, teve Come-Fogo e Majestoso no futebol paulista. Numa das semifinais da Copa do Nordeste, tem Clássico das Multidões. Se você tá boiando neste post, uma leitura curiosa pode ser o livro “”Os Clássicos do Futebol Brasileiro“, de José Renato Santiago e Marcelo Unti. “Mil e uma” curiosidades sobre 201 dérbis dos  estados e dos estádios do Brasil.

A noite de autógrafos é nesta quinta, 13 de março, às 19h, no São Cristóvão – um clássico dos bares da Vila Madalena, em São Paulo.

Na orelha do livro, o jornalista Maurício Noriega cita Vinicius:

Jogos comuns, vocês que me perdoem, mas os clássicos são fundamentais – Nori.

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Assim não dá mais

  • Quarta-feira, Bento Gonçalves. Durante a partida em que o Esportivo local venceu o Veranópolis, pelo campeonato gaúcho, o juiz Márcio Chagas da Silva foi ofendido. Depois do jogo, ainda encontrou o carro amassado e sujo. Jogaram bananas no capô e até no escapamento, segundo o juiz. O Esportivo lamentou, indicou à polícia dois torcedores que ofenderam Márcio Chagas da Silva, mas como mandante, pode perder  pontos. E amigos do Esportivo, lamento, não adianta espernear.
  • Quina-feira, Mogi Mirim. Durante e depois da goleada do Santos, que enfiou uma goleada de mão cheia (uma #manita, 5×2) no Mogi, o craque Arouca também foi vítima de ofensas raciais.  Arouca publicou uma nota em que dá um olé nos racistas. Sem falar no golaço que fez – a melhor resposta. Aliás, como eu torço pro Cruzeiro dar uma goleada no Real Garcilaso! A Federação Paulista agiu rápido e interditou o estádio do Mogi Mirim.

Para aqueles que mostram sua má educação e falta de sensibilidade em Bento Gonçalves, Mogi Mirim ou qualquer estádio do Brasil, recomendo a leitura de um clássico de Mário Filho, “O Negro no Futebol Brasileiro” (Mauad Editora) – capa abaixo.Vale um curso.o negro no futebol brasileiro

  • 375 pagantes… Público do jogo entre Bonsucesso e Flamengo, time de maior torcida do país, pelo estadual do Rio. Ok, várias desculpas: quarta-feira de cinzas, Data Fifa, dia de jogo do Brasil, foi em Volta Redonda, tarde da noite… Mas… também não dá mais pra manter os campeonatos estaduais do jeito que estão. Assim não tem quem segure nem jogadores médios no Brasil. É amador.  Continuar lendo “Assim não dá mais”

Saiu: “Os Sem-Copa”.

Oberdan Cattani, Heleno de Freitas, Tesourinha, Evaristo de Macedo, Roberto Batata, Dener, Canhoteiro, Alex, Friedenreich. “Craques que encantaram o Brasil e nunca participaram de um Mundial”. É o subtítulo de “Os Sem-Copa” (Maquinária Editora), o novo livro da jornalista Clara Albuquerque (autora de “A Linha da Bola“).

http://www.maquinariaeditora.com.br/
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Boa dica da coluna de Mauro Beting no “Lance!” de hoje. Continuar lendo “Saiu: “Os Sem-Copa”.”

Minuto de silêncio para Seu Mário Travaglini

Não pode passar em branco aqui a morte de Mário Travaglini, técnico campeão por Palmeiras, Vasco, Fluminense, Corinthians e medalhista de ouro no Pan-1979.

O ex-zagueiro do Ypiranga, Nacional, Ponte Preta e Palmeiras conquistou seu primeiro estadual como treinador da academia alviverde: em 1966, contra Santos de Pelé e tudo. Pelo Palmeiras, também foi o técnico campeão da Taça Brasil 1967, que na reunificação dos títulos equivale ao campeonato brasileiro.

Seu Mário também se deu bem no Rio. Campeão brasileiro de 1974 pelo Vasco, de Roberto Dinamite.

Pelo Fluminense, ganhou com a Máquina o torneio de Paris e o carioca de 1976.

Foi o técnico da Democracia Corintiana. Campeão paulista de novo, em 1982.

Pela Seleção Brasileira, ganhou a medalha de ouro no Pan de 1979, em Porto Rico.

Obrigado, seu Mário. Descanse em paz.

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Troca-troca já foi tema de música de Jorge Ben Jor.

15219_366848486769850_857745890_nJadson já estreou pelo Corinthians. Alexandre Pato foi apresentado nesta terça pelo São Paulo. O troca-troca entre os tricolores paulista e carioca não vai rolar – pelo menos por enquanto, São Paulo e Fluminense não vão trocar Osvaldo e Wagner.
A propósito, o GloboEsporte.com fez uma lista de trocas famosas entre grandes clubes brasileiros. Uma delas mexeu com o futebol carioca em meados dos anos 70. O Fluminense de Francisco Horta mandou pro Flamengo o goleiro Roberto, o lateral Toninho e o atacante Zé Roberto – todos atuaram,Toninho mais,  na campanha do título carioca de 1975. E o Flu trouxe da Gávea o goleiro Renato, o lateral Rodrigues Neto e o atacante argentino Doval.
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Francisco Horta, o cartola tricolor, ainda fez um troca-troca com o Botafogo. Mandou Manfrini e Mário Sérgio, levou Dirceu.
E com o Vasco. Para ter Miguel, Horta cedeu o zagueiro Abel, o lateral Marco Antônio e o meio-campo Zé Mario. Chacoalhou o mercado. E foi bicampeão carioca. E essa “trocação” toda foi o tema de uma música de Jorge Ben Jor, ainda Jorge Ben, mesmo, no LP  “A Banda do Zé Pretinho“, que chegou para animar a festa em 1978 via Som Livre. Está fora de catálogo – meu exemplar é um LP de vinil, recentemente achado numa feirinha de discos em Sampa.
O álbum, que Ben dedica “ao mais Flamengo” e “ao mais anti-Flamengo”, está cheio de referências ao futebol, especialmente no lado A.
“Troca-Troca” é uma gentil homenagem a Francisco Horta (“fez voltar ao Rio de Janeiro/a época de ouro da capital do futebol”). E tem mais:
O clássico “Cadê o Penalty” (aqui respeito a grafia inglesa do encarte) foi regravado pelo Skank, na sua estreia pelo selo Chaos/Sony Music, no começo dos anos 90.

Penalty, penalty, penalty, penalty, penalty/Cadê o penalty/que não deram pra gente/no primeiro tempo…

“Era uma Vez 13 Pontos” narra o destino que um trio de sortudos vai dar para o prêmio da loteria esportiva, fechando um irrepreensível lado a. Continuar lendo “Troca-troca já foi tema de música de Jorge Ben Jor.”

Canarinho básico

Alvinegros, colorados, coxas e tricolores da Bahia ganharam terceiros uniformes amarelos. A Nike, fabricante de materiais esportivos de Corinthians, Santos, Inter, Coritiba e Bahia está de olho no torcedor que vestir o canarinho da Seleção Brasileira neste ano de Copa, sem esquecer do time de coração.

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Corinthians e Santos já estrearam suas #amarelinhas. O Coxa é no próximo jogo.
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