Coluna de Música do Fut Pop Clube 28/09/2010 Com o perdão do trocadilho, um biscoito fino da MPB boleira ganhou um relançamento na época da Copa do Mundo 2010. Contra-Ataque – Samba e Futebol, de Carlinhos Vergueiro, saiu em edição digipack pela gravadora Biscoito Fino, com 3 músicas a mais em relação ao CD original, de 1999, independente, “que o jogo é na raça” – como diz a letra de Camisa Molhada –
clássico do corintiano Toquinho e de Carlinhos Vergueiro (tricolor em SP e no RJ) sobre as peladas nos campos de terra, que diz presente nessa aula de samba e futebol. “Fique de olho no apito”… Quem ouvia as transmissões da equipe de Osmar Santos na rádio Globo SP no final dos 70 e 80 deve se lembrar da vinhetinha que anunciava o trio de arbitragem. Contra-Ataque, CD que tinha também Nação Corinthians, muito bonita (costuma ser usada em programas de TV), e músicas sobre Raíe Zico, agora tem aindaRomário, Linhas de Prazer e um samba inédito, Irrestível (parceria de Carlinhos com a filha, Dora Vergueiro, e Afonso Machado). Em Linhas de Prazer, o tricolor Vergueiro escala “linhas plenas de magia” de timaços que marcaram época: Continuar lendo ““Contra-Ataque”, de Carlinhos Vergueiro. Futebol em ritmo de samba.”→
Que jogão o do Beira-Rio neste domingo, hein? Um clássico, sim, entre um tri brasileiro, o Internacional, e um tetra, o Corinthians. Belos gols, bolas na traves, expulsões, empate no finalzinho e desempate no último instante. 3×2! E ainda tem gente que acha que o sistema de pontos corridos não tem emoção. Não que eu não goste de mata-mata. Muito pelo contrário. Temos que ter os dois sistemas. Mas para mim o certo mesmo é seguir Brasileirão em pontos corridos (de preferência, sem pontapé inicial no meio de fases decisivas de Libertadores e Copa do Brasil e sem tantos jogos no meio de semana). E uma Copa do Brasil forte, com os clubes que participam da Libertadores, sim. E uma final longe da Libertadores. Talvez no fim da temporada, logo após o campeonato nacional, como acontece na Espanha (na última Copa do Rey, milhares e milhares de torcedores do Atlético de Madrid e do Sevilla viajaram a Barcelona para ver a final no Camp Nou, vencida pelos sevilhanos).
Voltando ao BR-2010, após a 25ª rodada, 10 pontos separam o líder Fluricy, digo, Fluminense, do 7º, o Atlético Paranaense, em bela arrancada.
É G3 ou G4? Se for G3, mesmo, Flu (48 pontos ganhos), Corinthians (47 PG, 1 jogo a menos) e Cruzeiro (44PG) estariam na Libertadores, ao lado do campeão, Inter (4º na luta pelo BR, com 41 PG, 1 J a menos), e do vencedor da Copa do Brasil, o Santos (6º, com 38 PG, 1J a menos). Mas se a Libertadores 2011 voltar a ter o G4 do BR-10, entraria o Botafogo (logo abaixo do colorado, 40 PG). Essa decisão não pode ficar pra última rodada! Continuar lendo “PontosCorridos.com.br”→
Estreou no Festival do Rio 2010 e está no CineFoot 2011 o documentário Mario Filho, o Criador das Multidões, de Oscar Maron. Dá para ver o trailer no YouTube. … O Criador das Multidões, o filme, fala do grande cronistas esportivo, entusiasta da construção do Maracanã- que depois receberia seu nome. O diretor Oscar Maron (Canal 100 e Atlântida no C.V. ) usa crônicas do jornalista, cenas de arquivo que só pelo trailer já fico babando e depoimentos de Nelson Rodrigues (irmão do Maracanã, digo, de Mario Filho), Cony, João Máximo etc.
A exibição no CineFoot é neste sábado,28 de maio de 2011, no Unibanco Arteplex, Botafogo. Pena que este não vai passar em São Paulo.
Eles foram notícia durante a semana. Veículos como GloboEsporte.com e Folha de S.Paulo destacaram as atuações de Conca, Montillo eD´Alessandro no Brasileirão. Na revista Placar que acaba de chegar à bancas, o cruzeirense Montillo aparece liderando a disputa pela Bola de Ouro e pela Bola de Prata/categoria meia – prêmios oferecidos pela revista desde 1970. O tricolor Conca – rei das assistências no campeonato – aparece logo abaixo, em segundo entre os melhores meias e como terceiro melhor jogador. Após a 23ª rodada, o colorado D´Ale estava em 9º entre os meias, mas a julgar pelo fim de semana deve subir… Os três são argentinos. Montillo e D´Ale jogam com a 10. Conca, com a 11, mas pode ser considerado um típico camisa 10. Todos argentinos.
Montillo FOTO Washington Alves / Vipcomm
Coincidência? FutPopClube procurou dois jornalistas que escreveram livros sobre essa mística camisa, tão querida pelos brasileiros. Marcelo Barreto, do Sportv, hoje âncora e editor-chefe do “Sportv News”, lançou este ano “Os 11 Maiores Camisas 10 do Futebol Brasileiro”, pela Contexto. Vladir Lemos, do “Cartão Verde” da TV Cultura, é coautor (com André Ribeiro) de A Magia da Camisa 10 (Verus Editora). Gentilmente, Marcelo e Vladir responderam por e-mail às 3 perguntinhas do blog.
FutPopClube – Com o Paulo Henrique Ganso machucado, os melhores “camisas 10” do Brasilerão são mesmo os gringos? Conca, Montillo, D´Alessandro? Queria saber a opinião de vocês.
MARCELO BARRETO – Hoje, sim. É só ver a convocação do Mano Menezes para os próximos amistosos: o único meia com característica de camisa 10 é o Philippe Coutinho; Wesley joga mais recuado e Carlos Eduardo e Giuliano (o único convocado que joga no Brasil), mais avançados. Faltou opção.
VLADIR LEMOS – Bom, o Ganso é um caso especial. E, pra mim, o estilo dele lembra muito o de camisas 10 antigos. O cara esbanja classe, espero que volte exatamente do mesmo jeito. Com ele fora, o destaque é o Conca, que está jogando muito bem. Vejo o D’Alessandro oscilar demais, nem sempre está acima da média. E o Montillo, apesar de ter sido impressionante nos últimos jogos, acabou de chegar. Como tem jogado aqui mais do que parecia jogar quando estava fora, prefiro conter a empolgação.
FutPopClube– Há uma carência desses camisas 10 autênticos, entre os brasileiros que jogam aqui?
MARCELO BARRETO – Já estou começando a achar que há essa carência no mundo. Mas no Brasil e na Argentina não deveria haver. Talvez o problema esteja nas divisões de base. Jogador, no Brasil de hoje, é criado para exportação, e na Europa não há espaço para o autêntico camisa 10. Ou o cara é volante ou é atacante. VLADIR LEMOS – Quando a gente olha pro passado, a impressão é que o 10 à moda antiga virou raridade mesmo, mas o futebol mudou. Outra coisa, andam dando um monte de tarefas a mais para os caras que podem cumprir esse papel. Só quando o jogador vira unanimidade é que permitem a ele o direito de comandar o time. Tem a questão da diminuição dos espaços, a força física e por aí vai.
FutPopClube – Por outro lado, a Argentina é uma fábrica de camisas 10?
MARCELO BARRETO – Nem tanto. O que parece é que eles não conseguem prestar atenção nos melhores que revelam. Deixaram Conca e Montillo irem para um mercado menor, o Chile, e depois para o Brasil. O D´Alessandro é um caso diferente, fez sucesso, foi para a Europa, se perdeu um pouco por causa do comportamento e foi resgatado pelo Inter. Lá tem o Riquelme, que é bem o que eles chamam de “enganche”, o 10 da Argentina. Messi é o 10 da seleção, mas saiu de lá muito novinho e – como acontece com todo meia bom de bola – virou atacante na Europa. VLADIR LEMOS – Não sei se a Argentina é essa fábrica de 10 que a pergunta sugere. A Argentina é uma “escola” de futebol, como o Brasil também é. Riquelme, Messi e Cia? Ok. Creio que essa impressão fica um pouco pelo estilo de jogo deles que deixa esse tipo de talento em evidência.
(Atualizado em 27/9) O técnico Mano Menezes convocou 23 jogadores para a Seleção Brasileira que vai fazer amistosos contra o Irã, em 7 de outubro, nos Emirados Árabes Unidos, e contra Ucrânia, em 11/10, em Derby, na Inglaterra. A maior notícia do dia é que Neymar ficou de fora. Quer saber? Mano está pra lá de certo. E é pro bem do garoto. Jogador de futebol, por melhor que seja, não pode se sentir o dono do mundo, acima da lei etc etc etc. Você concorda? Boas novas: Elias (tá jogando muito) e Giuliano.
Os 23 de Mano para outubro: Continuar lendo “Os 23 de Mano – sem Neymar.”→
Se você, como eu, tem cartão postal ou fotos do Maracanã, guarde bem. Essa recordação vai virar raridade. O estádio da final da Copa 1950, de tantas finais de Taças Guanabara, Campeonatos Cariocas, Brasileirões, do Pan 2007 está passando pela maior reforma de seus 60 anos, como podemos ver nas imagens, divulgadas pela Empresa de Obras Públicas do Rio (Emop).
… e depois, na projeção 3D divulgada pela Emop
Tem torcedor do Flamengo rindo de orelha à orelha. O custo dessa maravilha? 705 milhões de reais. Vamos torcer para que pare por aí. Do lado esquerdo, o Maraca como conhecemos. Do lado direito, o estádio Mário Filho da Copa 2014, ou já de 2012, fim previsto das obras (projeção em 3D). A Emop afirma que as mudanças mostradas nas projeções do novo Maracanã podem sofrer algumas alterações. Por exemplo. As cadeiras, que nas imagens 3D parecem fixas, serão retráteis. Dentro do post, mais duas imagens de como vai ficar o que Jorge Cury chamava de “o maior do mundo”. Fotos de divulgação da Emop.
Ao som do riff de The Ocean, clássico do Led Zeppelin, está entrando no ar Guitarras, digo, o programa Rock Flu nº 70 (ouça aqui e continue navegando no blog!). É que o convidado de Serginho Duarte e Gustavo Valladares nesta edição é Paulo “Heavy” Sisinno, que produzia o programa Guitarras para o Povo, depois somente Guitarras (entre outros) na saudosa rádio Fluminense FM, a Maldita – escola de rock para quem morou no Rio nos anos 80, como este que vos digita. Continuar lendo “Guitarras para o povo!”→
Rogério marcou seu primeiro gol no Maracanã FOTO Maurício Val / Vipcomm
No grande clássico tricolor da 17ª rodada do Brasileirão 2010 – Fluminense 2×2 São Paulo, o goleiro-artilheiro Rogério Ceni marcou, de falta, o 90º gol de sua carreira. O primeiro (com bola rolando) no Maracanã! Dá para conferir a lista completa no site do capitão são-paulino: www.rogerioceni.com.br. Clique em carreira e, depois, em lista de gols. Outra lista de feitos do goleiro cresceu: a de pênaltis defendidos (veja SPFCpedia). Continuar lendo “#Rogério Ceni 90 gols:o 1º no Maraca”→
Aproveito esse grande momento do futebol carioca para um toque rápido sobre a reedição atualizada da História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906-2010 (Maquinária Editora), livro de Roberto Assaf e Clovis Martins. Um calhamaço de 700 páginas com detalhes do primeiro ao mais recente campeonato estadual do Rio.
Ele é um dos principais personagens do filme Uma Noite em 67, excelente documentário já lançado em DVD. O time de coração de Chico Buarque está na ponta do Brasileirão, contratou Deco, Belletti, trouxe Washington de volta, manteve Conca e Fred – e ainda contou com o Dia do Fico de Muricy Ramalho. No oitavo DVD da série retrospectiva dirigida por Roberto de Oliveira, o cantor, compositor (e peladeiro nas horas vagas) Chico Buarque mostra sua paixão não só pelo tricolor, mas pelo futebol de modo geral. O nome do DVD é uma referência ao samba dedicado a Mané, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro: O Futebol, de Chico Buarque, um dos camisas 10 da paquera futebol e música no Brasil. Ou melhor, camisa 9, de Pagão, ex-jogador do Santos, ídolo de Chico – que o encontra num dos capítulos do DVD (ele também vê Pelé, Ronaldinho Gaúcho e os veteranos do Santos – que ganham do Politheama em amistoso na Vila Belmiro. Politheama é o time de pelada de Chico, que herdou o nome de seu jogo de botão. Manda seus jogos no campo Vinicius de Moraes. E como diz o hino, o Politheama cultiva a fama de jamais perder – fora amistosos. “Alguns empates”. Fala sério, Chico!
E ele fala de uma maneira bem divertida de futebol, ao lembrar do Maracanazo de 1950 (tem áudio de gol narrado por Edson Leite), das idas ao Pacaembu… E ainda tem uma pá de músicas que de alguma maneira citam futebol, como Conversa de Botequim (Noel Rosa/Vadico), E o Juiz Apitou (Antonio Almeida/Wilson Batista) Doze Anos (com Moreira da Silva), Pelas Tabelas, Bom Tempo (com Toquinho) etc. Para estufar o filó, mesmo.
Outra dica:a letra de O Futebol, esse clássico boleiro de Chico, é analisada quase verso por verso, na edição de julho da revista Língua Com sorte ainda por ser encontrada nas bancas. O artigo do professor João Jonas Veiga Sobral está na seção Obra Aberta da revista e também pode ser lido aqui.
A música estreou no disco de 1989 do cantor e compositor tricolor. Dois anos depois, ganharia uma excelente versão do Quarteto em Cy, CD Chico em Cy.