“Canal 100: Uma Câmera Lúdica, Explosiva e Dramática”.

Era uma vez um futebol que tinha Pelé, Garrincha, Tostão, Gerson, Jairzinho, Carlos Alberto Torres, Félix, Coutinho etc etc etc.
E ainda era filmado (e editado) com uma classe…
As câmeras do Canal 100 são o tema de um livro de arte – de futebol-arte. “Canal 100: Uma Câmera Lúdica, Explosiva e Dramática” (Dois Um Produções), organizado por Carla Niemeyer (filha de Carlos Niemeyer, criador da produtora) e Cláudia Pinheiro, tem umas 300 imagens de clássicos do futebol brasileiro, que levavam ao deleite o torcedor brasileiro que ia ao cinema entre as décadas de 60 e 80. E mais recentemente, em algumas sessões de festivais como o CINEfoot.

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https://www.facebook.com/pages/DOIS-UM-Produções/

Este livraço, que saiu durante a Copa, custa 45 reais e inclui um DVD, com uns 40 minutos de gols do Canal 100. Olha só o que tem neste extra:

  • Fla-Flu de 1960, onde os rubro-negros quebraram a invencibilidade dos tricolores (de uniforme branco) no campeonato carioca, que seria o último conquistado pelo América.
  • Depois de uma reportagem do Canal 100 sobre o ‘Carnaval quatrocentão’, o DVD tem outro Fla-Flu, em Maracanã lotado. O que decidiu o título carioca de 1969. Tempos em que os uniformes clássicos (Fla de rubro-negro e Flu novamente de branco) não tinham marcas de patrocinadores. E que o goleiro também era chamado de “keeper”. Félix era o “keeper” do Flu. Rodriguez, o do Fla, dá um pique “a 100 km por hora” para reclamar do segundo gol tricolor. No final, o Flu ganhou por 3×2 e deu a volta olímpica. O técnico? Um mestre Telê Santana começando sua gloriosa carreira de treinador.
  • Depois do cinejornal sobre a visita da musa Claudia Cardinale ao Rio, para filmar “Uma Rosa para Todos” (no papel de uma mulata!), tem o clássico Botafogo x Santos no Torneio Rio São Paulo de 1964, já no começo de 1965. Do lado do glorioso, tinha Manga, Gerson, Jairznho, Garrincha… Do lado do alvinegro praiano, Gylmar, Pelé, Coutinho… E o Canal 100 ainda usava a versão instrumental de “Na Cadência do Samba”, a melô do “Que Bonito É”… Covardia…
  • A seguir, uma reportagem sobre o surf, “a nova moda das praias cariocas”, e outra toda sobre a estreia da Seleção Brasileira na Copa de 1966, contra a Bulgária, no estádio do Everton, Goodison Park. Pelé e Garrincha (com a 16), garantiram a vitória, ambos em belíssimas cobranças de falta. Pelé vibrou muito com o gol de Mané – foi o último do anjo das pernas tortas com a amarelinha.
  • Tem também um curta sobre o GP do Brasil de F1, num autódromo de Interlagos ensolarado e tomado por “150 mil pessoas” em 1973. O então campeão mundial Emerson Fittipaldi venceu de ponta a ponta, com a Lotus 72 D, aquela flecha negra, o carro mais bonito da história da Fórmula 1. Mas o segundo no pódio em Interlagos, Jackie Stewart, se recuperaria e adiaria o bi de Fittipaldi.
  • O último filme do DVD é a reportagem sobre o clássico Brasil 1×0 Inglaterra, na Copa de 1970, no México. O jogo da extraordinária defesa de Gordon Banks na cabeçada do Rei Pelé. E da jogadaça de Tostão no gol decisivo, de Jairzinho, o ‘furacão da Copa’.

O livro virou exposição em 2015. “Canal 100, uma câmera lúdica, dramática e explosiva” fica até 29 de março no Galpão das Artes – Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio. Continuar lendo ““Canal 100: Uma Câmera Lúdica, Explosiva e Dramática”.”

Sábado à noite no cinema. No CineFoot.

Félix "Papel", apelido lembrado no cartaz ali atrás, recebe a placa do jornalista Paulo Guilherme. FOTO Manu Justo/CineFoot
Félix, o goleiro do tri, e a taça CineFoot, que será entregue ao melhor filme. FOTO Manu Justo/CineFoot

Momento “coluna social” do Fut Pop Clube.
O goleiro da seleção tricampeão no México, em 70, Félix, é o boleiro homenageado da 1ª edição do CineFoot, Festival de Cinema de Futebol, que vai até amanhã, no Rio – depois, a mostra embarca para São Paulo (Museu do Futebol, 4 de junho). No sábado, antes da sessão dos filmes “Um Artilheiro no Meu Coração” e “Telê Santana: Meio Século de Futebol-Arte“, Félix recebeu a homenagem “Gol de Placa” da organização do festival, das mãos do jornalista Paulo Guilherme, autor do livro “Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1” (e também de “Os 11 Maiores Laterais do Futebol Brasileiro“). Figuraça, o Félix. Ele brincou com o gol que tomou do Uruguai, mas lembrou de uma grande defesa em seguida nesse jogo, e de outra defesaça, contra a Inglaterra. Quem também receberá uma placa do CineFoot é o cineasta Maurice Capovilla, diretor de “Subterrâneos do Futebol”, cartaz de uma sessão especial nesta terça-feira, último dia do festival no Rio, às 19h, no Unibanco Arteplex. Bacana!

Parte da Embaixada São-Paulina no Rio compareceu – uniformizada e tudo – à sessão, no cine Unibanco Arteplex, em Botafogo, para prestigiar o documentário de Ana Carla Portella e Danielle Rosa sobre Telê Santana. Dona Ivonete, viúva do grande técnico da Seleção de 82 e 86, e Renê Santana, o filho que chegou a ser treinador, também estavam na sala. Assim como a viúva de Ademir Marques de Menezes, o personagem do doc “Um Artilheiro no Meu Coração (leia mais detalhes sobre a sessão).

São-Paulinos no Rio. FOTO: Manu Justo/CineFoot
E isto é uma sala de cinema! FOTO Manu Justo/CineFoot

P.S. ATUALIZANDO EM 2 DE JUNHO: E um filme que fala muito aos gremistas, “Inacreditável: A Batalha dos Aflitos”, de Beto Souza, levantou a 1ª Taça CineFoot, no voto do público, categoria longa.

Na categoria curta-metragem, a taça ficou com “Mauro Shampoo: Jogador, Cabeleireiro e Homem”, de Leonardo Cunha Lima e Paulo Henrique Fontenelle.

Mestre Telê. Ademir Menezes. E o 13/10/1977. No cinema.

Sábado de rodada dupla no campeonato, digo, Festival de Cinema de Futebol, o CineFoot (afinal, vale taça pros melhores filmes!), no Rio. Na preliminar, a partir de 18h30, sessão de autógrafos do livro “Goleiros – Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1”, do jornalista Paulo Guilherme. A partir de 19h, os curtas “Loucos de Futebol”, centrado na torcida do Fortaleza, e a animação “O Artilheiro”; mais o filme “23 Anos em 7 Segundos: o Fim do Jejum Corinthiano”, sobre a conquista do Paulistão de 1977 (o alvinegro de Parque São Jorge não ganhava o estadual desde 1954). Ninguém dormiu direito em São Paulo naquela noite de 13 de outubro, depois do gol de Basílio…
No jogo de fundo, digo, na sessão das 21h, o CineFoot faz uma homenagem a Félix, goleiro do tri no México. Em seguida, passa os filmes “Um Artilheiro no Meu Coração” (sobre o goleador Ademir “Queixada” Marques de Menezes, ídolo de Sport, Vasco, Flu e Seleção) e “Telê Santana, Meio Século de Futebol-Arte”!

O documentário sobre o Mestre Telê foi dirigido pelas jornalistas Ana Carla Portella e Danielle Rosa. Elas ouviram um time de craques como Raí, Zico, Marcelinho Carioca, Renato Gaúcho, Sócrates, Zetti, Muller, Palhinha, Ricardo Rocha, Leonardo, Careca, outros treinadores, jornalistas e até músicos (os são-paulinos Nando Reis e Dinho Ouro Preto). No site oficial de “Telê Santana: Meio Século de Futebol-Arte“, dá para ver trailers do doc.

No Rio, o CineFoot rola no Unibanco Arteplex, em Botafogo. Grátis, mas é bom chegar com antecedência para garantir senha. Confira a programação completa no site do CineFoot. Abaixo, publico novamente meu texto sobre “Um Artilheiro no Meu Coração”, emocionante doc a respeito de Ademir Menezes, goleador de Sport, Vasco, Flu e Seleção nos anos 40 e 50.

Poster do documentário sobre Ademir Menezes

“Deem-me Ademir que eu lhes darei o campeonato”. A frase é do treinador Gentil Cardoso, que ao acertar com o Fluminense, pediu a contratação de Ademir Marques de Menezes (1922-1996), o Ademir Menezes, ou simplesmente Ademir, o “Queixada”, jogador do Vasco, o Expresso da Vitória nos anos 40. A frase de Gentil Cardoso é propositalmente repetida no documentário Um Artilheiro no Meu Coração, de Diego Trajano, Lucas Fitipaldi e Mellyna Reis. É um curta-metragem sobre Ademir Menezes, artilheiro isolado da Copa de 50, com 9 gols (num Mundial só, recorde não superado nem por Jairzinho ou Ronaldo). Voltando à frase de Gentil Cardoso sobre Ademir, contada no filme pelo comentarista Luiz Mendes: o ponta de lança (termo criado pelo mesmo Luiz Mendes) foi contratado, sim, pelo Fluminense. A peso de ouro. E sagrou-se campeão carioca em 1946 (um “supercampeonato” contra Fla, Bota e Mecão). Aliás, Ademir, foi campeão por onde passou. Tri pernambucano pelo Sport. Pela seleção carioca, 3 vezes brasileiro de seleções. 3 vezes campeão carioca , campeão sul-americano de clubes em 1948 pelo Vasco, para onde retornou depois da vitoriosa passagem pelo tricolor das Laranjeiras. Ademir também foi campeão pela Seleção Brasileira: em 49, Sul-Americano; em 52, Pan-Americano (há uma foto, do arquivo do jornal Última Hora/Folha Imagem, que mostra Ademir e Getúlio Vargas, com a taça desse Pan de 1952 – vi no jornal Valor, caderno Eu&, 15/01/2010). Só não foi campeão do mundo. E o rótulo de vice em 1950 magoava o artilheiro, como mostra o documentário.Um Artilheiro no Meu Coração fala ainda do clube de bairro que revelou Ademir Menezes para o Sport Recife: o Centro Esportivo de Pina. Traz depoimentos de jornalistas pernambucanos, cariocas, Evaristo Macedo, Roberto Dinamite…

O trio de diretores festeja o prêmio Cristina Tavares

Uma linda crônica de Armando Nogueira, publicada em O Globo, em 1987, emprestou o nome ao documentário, vencedor do prêmio Cristina Tavares na categoria documentário, em 2008, e do prêmio especial do Júri Oficial do Cine PE, em 2009, na categoria vídeo digital. O documentário – que nesta primeira versão tem 24 minutos – inclui entrevistas em dias de jogo na Ilha do Retiro e São Januário. E a conclusão lamentável: hoje em dia, o nome de Ademir Menezes (ou seu apelido Queixada) não é conhecido por torcedores de Vasco e Sport – pelo menos entre os entrevistados que aparecem no vídeo. Ficou interessado no documentário Um Artilheiro no Meu Coração? Os interessados podem escrever para um dos diretores, Diego Trajano. E-mail: dtrajano@hotmail.com
Galeria de fotos no Flickr.

México 1970

Estamos a praticamente 2 meses do pontapé inicial da Copa do Mundo 2010. Chegou às bancas (na sexta-feira) o primeiro DVD da Coleção Copa do Mundo Fifa 1930-2006, lançada pela Abril. E nada mais tentador do que começar a série do que o mítico Mundial de 70, no México. Brasil tri e com show de bola. “Dream team”, apelida o Dossiê preparado pela Placar que vem junto com o filme (veja a capinha mais à direita; o formatinho é de gibi, as informações são valiosas). E o DVD propriamente dito é o filme oficial da Copa de 70, “The World At Their Feet”  – com todos os seus problemas (excesso de narração em off, ausência de replays, historinha dispensável – menino fanático que viaja ao México escondido da mãe) e vantagens: filmagem muito boa, em película, e a própria Copa de 70. Além do show das feras que o Saldanha preparou e o Zagallo comandou na hora H, teve o que é considerado o melhor jogo da história dos Mundiais: Itália 4×3 Alemanha, na semifinal que apontou a Squadra Azzurra como adversária do Brasil na grande final. Até os uniformes das seleções de 70 parecem os mais maneiros de todos os tempos. Repare como o Tostão jogou bola… é brincadeira o que ele faz no lance contra a Inglaterra que terminou com o gol de Jairzinho, o furação da Copa. E as jogadas de Pelé que não terminaram com a bola no fundo da rede, mas entraram para a coleção de imagens clássicas do esporte mundial.
O primeiro volume da Coleção Copa tem ainda 2 extras: biografias de Ronaldo Fenômeno e Roberto Baggio, mais um Top 10 dos gols de longa distância.
Na semana que vem, sai mais um DVD: o filme da Copa de 2002.
LISTA DOS TRICAMPEÕES E A CAMPANHA DO BRASIL:
Continuar lendo “México 1970”

Ídolos imortais do Flu

Marcos Carneiro de Mendonça, Castilho, Félix – goleiros. Pinheiro, zagueiro. Romeu e Telê Santana, pontas. Orlando Pingo de Ouro, Valdo e Assis, atacantes. E o meia Rivellino! 10 mais do FluEsses são os eleitos por jornalistas para o livro Os Dez Mais do Fluminense, escrito por Roberto Sander. Mais um da coleção Ídolos Imortais, da Maquinária Editora. Saiba mais sobre alguns desses ídolos tricolores e outros também no site oficial do Flu. Leia sobre outros títulos da coleção: https://futpopclube.wordpress.com/?s=%C3%8Ddolos+Imortais