México 1970

Estamos a praticamente 2 meses do pontapé inicial da Copa do Mundo 2010. Chegou às bancas (na sexta-feira) o primeiro DVD da Coleção Copa do Mundo Fifa 1930-2006, lançada pela Abril. E nada mais tentador do que começar a série do que o mítico Mundial de 70, no México. Brasil tri e com show de bola. “Dream team”, apelida o Dossiê preparado pela Placar que vem junto com o filme (veja a capinha mais à direita; o formatinho é de gibi, as informações são valiosas). E o DVD propriamente dito é o filme oficial da Copa de 70, “The World At Their Feet”  – com todos os seus problemas (excesso de narração em off, ausência de replays, historinha dispensável – menino fanático que viaja ao México escondido da mãe) e vantagens: filmagem muito boa, em película, e a própria Copa de 70. Além do show das feras que o Saldanha preparou e o Zagallo comandou na hora H, teve o que é considerado o melhor jogo da história dos Mundiais: Itália 4×3 Alemanha, na semifinal que apontou a Squadra Azzurra como adversária do Brasil na grande final. Até os uniformes das seleções de 70 parecem os mais maneiros de todos os tempos. Repare como o Tostão jogou bola… é brincadeira o que ele faz no lance contra a Inglaterra que terminou com o gol de Jairzinho, o furação da Copa. E as jogadas de Pelé que não terminaram com a bola no fundo da rede, mas entraram para a coleção de imagens clássicas do esporte mundial.
O primeiro volume da Coleção Copa tem ainda 2 extras: biografias de Ronaldo Fenômeno e Roberto Baggio, mais um Top 10 dos gols de longa distância.
Na semana que vem, sai mais um DVD: o filme da Copa de 2002.
LISTA DOS TRICAMPEÕES E A CAMPANHA DO BRASIL:
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Figurinhas

Edu, reforço colorado. FOTO Lucas Uebel VIPCOMM
Edu, reforço colorado. FOTO Lucas Uebel VIPCOMM

Grande reforço com anos de experiência na Espanha, mas nascido em Jaú. Luís Eduardo Schmidt, o Edu, fazia na quarta-feira apenas sua segunda partida pelo Internacional, mas foi decisivo. Marcou dois dos três gols da vitória colorada sobre o Atlético Mineiro, que valeu ao Inter o título simbólico de “campeão de inverno” (e o troféu Osmar Santos, dado pelo diário Lance! ao vencedor do 1º turno do Brasileirão). Edu começou no XV de Jaú e começou a brilhar no São Paulo, onde participou (e bem) das campanhas vitoriosas nos Paulistões de 98 e 2000. Foi vendido muito jovem para o Celta de Vigo, onde jogou de 2000 a 2004. Depois, atuou no Real Bétis, de Sevilla. Um grande time que tem oscilado entre a elite e segundona da Espanha. No Bétis, Edu foi campeão da Copa do Rey em 2005 e seus gols salvaram o time do rebaixamento em 2006/07. Mas o Bétis voltou a cair – hoje disputa a segunda divisão espanhola. E Edu foi repatriado pelo Inter, atento às boas oportunidades.

O outro personagem da rodada de meio de semana é um zagueiro, o zagueiro artilheiro (27 gols pelo Corinthians). Chicão, nome de jogador valente. Aliás, Chicão e o filho agora corinthiano de um grande santista. Na quarta-feira, antes do Grande Jogo no Pacaembu, meu amigo santista me contou que o filho de 6 anos tinha trocado o São Paulo pelo Corinthians e só queria saber de Chicão, Chicão, Chicão. Foi no pequeno torcedor que pensei quando Chicão fez gol contra, sem querer, diga-se. Foi no pequeno torcedor que pensei quando Chicão virou o clássico, aos 43 minutos do segundo tempo. Dois para o Corinthians de Chicão e agora do menino de 6 anos, um para o Santos do pai dele.

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