Para contar a história de um craque de prenome Arthur que não o Zico, mas o neto dos alemães Guilherme Friedenreich e Guilhermina Schroder, filho de Oscar Friedenreich e da mulata Mathilde, o jornalista Luiz Carlos Duarte volta à São Paulo de bondes e maioria de estrangeiros, embora a casa dos Friedenreich em São Paulo tivesse mais catarinenses e paulistas que alemães. Esse Arthur, o Friedenreich ou simplesmente Fried foi o primeiro grande ídolo de massas do nosso futebol.
Em 1914, participou do primeiro jogo da Seleção, contra o Exeter City, no histórico estádios das Laranjeiras. No mesmo ano, com a camisa então branca do Brasil, foi à Argentina e trouxe a primeira taça internacional do futebol penta, a Copa Roca. Em 1919, nas mesmas Laranjeiras, uma conquista ainda maior: o nosso primeiro Sul-Americano. Gol de Fried, na segunda prorrogação contra o Uruguai. Esse gol -que valeu até música, o clássico chorinho “1×0” – merece até desenho no livro de Luiz Carlos Duarte. E está numa lista de 595 gols e 605 jogos, citados um por um, num dos extras do livro “Friedenreich – A Saga de um Craque nos Primeiros Tempos do Futebol Brasileiro” (Casa Maior Editorial). Bela radiografia do começo do futebol em São Paulo e no Brasil. Continuar lendo ““Friedenreich – A Saga de Um Craque nos Primeiros Tempos do Futebol Brasileiro””→
Dico, Poli e Jeff as estrelas do Estrela – o time do artilheiro dos gibisCapa da edição brasileira de “Dico, o artilheiro” nº 1, da extinta RGE
“Dico, o Artilheiro” foi um gibi que chegou às bancas brasileiras em 1975, através da extinta RGE – Rio Gráfica e Editora (hoje Editora Globo)., Fez grande sucesso com o público juvenil. Suas origens remontam, no entanto, a 1971, quando a King Features Syndicate (poderosa distribuidora de tiras de quadrinhos para jornais, do mundo inteiro) encomendou ao renomado quadrinista argentino José Luis Salinas uma série que tivesse o nobre esporte bretão como tema, na tentativa de fisgar o público norte-americano para o “soccer”, aproveitando todo o então forte impacto midiático da Copa de 70, realizada no México. O veterano Salinas (um dos principais nomes dos quadrinhos argentinos de todos os tempos) mostrou realmente que foi a escolha acertada para desenvolver “Dick the Gunner”, o nome original da série.
Todas as imagens são da coleção de Gustavo Valladares
O artista começou sua carreira como ilustrador ainda na década de 30 do século passado, porém, foi em 1949 que ocorreu a grande virada em sua carreira, através de Cisco Kid, personagem que o acompanharia por quase 20 anos. Ganhou todos os prêmios possíveis na Argentina. Também foi homenageado, em 1976, no festival de Lucca (Itália), com o troféu Yellow Kid, conhecido como o ‘Oscar dos quadrinhos’, ou seja, a distinção máxima para quadrinistas do mundo todo.
Cisco Kid, obra máxima de Salinas, saiu no Brasil em alguns jornais, nas páginas da revista Eureka, da extinta Editora Vecchi, e ainda num álbum especial da coleção de quadrinhos da L & PM Editora (capa ao lado). No total, a série foi publicada em 360 jornais, espalhados por dezenas de países.
Tira de Cisco Kid, de Salinas, na coleção de Gustavo Valladares
José Luis Salinas tinha experiência de décadas como quadrinista. Seu traço invariavelmente limpo, sereno, expressivo em cada quadrinho, em cada detalhe, combinou perfeitamente com os roteiros elaborados por seu compatriota Alfredo Julio Grassi.
Dico estreou oficialmente nos gramados, digamos assim, em 1973, inicialmente em alguns jornais dos Estados Unidos. Pouco depois, foi traduzido em vários países. Argentina, Portugal, Inglaterra, México e o Brasil foram os países onde o nosso herói obteve maior acolhida entre os leitores.
A revista portuguesa “Mundo de Aventuras” foi a responsável pelo enquadramento da série em novo formato, mais adequado para a publicação de revistas, adaptando as tiras de jornais para novas diagramações de páginas inteiras, com o objetivo de publicar cada história completa da saga de modo separado e organizado. Foi este material, batizado de “Dick, o Avançado-Centro”, que chegou até nós como “Dico, o artilheiro”. Em revista própria, Dico e seus companheiros Jeff, Poli e toda a equipe do Estrela Futebol Clube apareciam ao lado de reportagens sobre futebol e muitos brindes, como figurinhas e adesivos para times de botão, por exemplo, que faziam a alegria da molecada: os primeiros exemplares da revista, em especial, foram disputados a tapa, nas bancas de jornais, esgotando sua tiragem rapidamente.
Adesivos do Estrela, time do Dico, para o futebol de botão.
“Dico, o Artilheiro” foi o último projeto de quadrinhos desenvolvido por José Luis Salinas – e, quando Salinas deixou a série, o gibi continuou, por breve período, pela pena de outro ótimo ilustrador argentino: Lucho Olivera.
A seção DE LETRA informa: a Bússola Editora está lançando “Barbosa – Um gol silencia o Brasil”, livro de Roberto Muylaert – jornalista/empresário alucinado por Copas do Mundo.
Renato Zanata Arnos se prepara para lançar a biografia de um dos craques mais importantes da geração 80 do Flamengo campeão de tudo: “Adílio, Camisa 8 da Nação” (editora iVentura). A noite de autógrafos rola em 13 de maio, na Travessa,em Ipanema.
Reproduzo dentro do post o release do novo livro de Renato Zanata. Continuar lendo ““Adílio – Camisa 8 da Nação””→
Não, não é um complô de nove técnicos retranqueiros contra os “centroavantes de ofício” como Fred, Luís Fabiano, Leandro Damião, legítimos camisas 9. Já está nas livrarias o novo livro dos escritores, roteiristas e jornalistas José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta. E “Nove contra o 9” (editora Objetiva) é um romance policial cheio de ironias, uma leitura leve, divertidíssima e inteligente. Aqui, o vidente Zé Cabala e seu auxiliar Gulliver investigam o assassinato do atacante Beleza, do Banânia EC, em pleno gramado, depois de marcar seu milésimo gol.
Outro livro sobre clube brasileiro lançado no fim de 2012 é “Eternos Campeões”, obra do Grupo Helênicos, formado por pesquisadores da história do Coxa.
Comecei a reparar nesta coleção no final de 2012. São livros pop-up sobre quatro grandes clubes brasileiros. Tiver oportunidade folhear um exemplar e achei muito legal. Imagine a criançada! Ou melhor, a gurizada, no caso de “O Colorado”…
O livro-brinquedo sobre a história do Internacional, mais “O Coringão”, “O Mengão” e “O Vascão” saíram pela editora Belas Letras. Dentro do post, três vídeos que podem dar uma noção melhor dos livros. Continuar lendo “Livros que saltam aos olhos: histórias de Corinthians, Flamengo, Internacional e Vasco em pop-up.”→
“O Barça – Todos os segredos do Melhor Time do Mundo” (Qualimark Editora)
Uma dica de livro sobre este Barcelona, que ‘faturou’ o simbólico título de campeão de inverno (1º turno) na Espanha com folga, sobra e recorde (55 pontos em 57 possíveis – 11 a mais que o segundo, o Atlético de Madrid, e 18 acima do Real. Foram 18 vitórias e 1 empate). “O Barça – Todos os Segredos do Melhor Time do Mundo” (“Il Barça: tutti i segreti della squadra più forte del mondo”) é um golaço do ensaísta e jornalista italiano Sandro Modeo, e foi lançado no Brasil em 2012 pela Qualimark Editora,. Texto de alta qualidade, que contextualiza a história do clube-nação na história da Catalunha.
“A vanguarda cultural e futebolística do Barça, de acordo com essa perspectiva, é um resultado da vanguarda catalã”.
Sandro Modeo, que antes escreveu sobre José Mourinho (“L´alieno Mourinho”) faz citações de livros de ficção científica, mas também fala de sistemas táticos, estratégias e dá informações como essa: a cada jogo, o Camp Nou recebe 9 mil “turistas” procedentes do mundo todo (taí um exemplo para os novos estádios brasileiros). Continuar lendo ““O Barça – Todos os Segredos do Melhor Time do Mundo””→