No país de Stoichkov, uma festa do metal.

Nestes dias em que se fala tanto do Big Five na África do Sul, peço licença para falar um pouco do Big Four, o G4 do thrash metal, tema da Coluna de Música, braço sonoro do Fut Pop Clube. O Vassil Levski, estádio nacional em Sofia, na Bulgária do artilheiro Stoichkov (que foi ídolo do Barcelona), tem um estilo clássico, com parte dos lugares cobertos por uma bela marquise. Na terça, 22 de junho de 2010,  foi cenário do encontro histórico dos quatro peso-pesados do thrash, vertente do heavy metal tão rápida como um trem-bala desses que vão ligar as capitais da Copa 2014 (… rs).  Anthrax, Megadeth, Slayer e Metallica, pela primeira vez juntos no mesmo festival (o Clash of the Tytans, anos atrás, reuniu apenas três deles). E mais: integrantes das quatro grandes tocaram uma música juntos, durante o show do Metallica, numa jam session pra não esquecer. Ah, o Tom Araya, do Slayer, entrou no gram… digo, palco, com o uniforme de La Roja – a seleção de seu país natal, o Chile. Pitacos sobre o que pude ver do festival europeu, na poltrona de um cinema paulistano, estão aqui ao lado, na Coluna de Música.

1998: minha “estreia” em Copas

Fui à Copa do Mundo de 1998, na França, como turista.Aliás, um dos milhares de brasileiros que compraram pacotes para ver jogos do Mundial e, chegando a Paris, descobriram que iam ficar a ver navios na partida inaugural, Brasil x Escócia. Estava formado o movimento dos sem-ingresso. Alguns poucos pagaram centenas de dólares a cambistas para ver a estreia da Seleção, no imponente Stade de France. Não me arrisquei. Acabei vendo o primeiro tempo num telão, numa área externa do Stade de France, ao lado de poucos brasileiros – e milhares de escoceses. Mico total. Pressentindo que aquele relativo clima de confraternização poderia mudar radicalmente em caso de alguma eventual provocação, preferi assistir ao fim do jogo no hotel (depois de muita briga, as empresas picaretas acabaram entregando ingressos para Brasil x Marrocos e Brasil x Noruega, mas o estrago já estava feito). Fiquei com tanta raiva de viajar para França e acabar vendo o jogo pela TV que no dia seguinte peguei um TGV e me mandei para Bordeaux.
Consegui comprar um ingresso na porta do simpático estádio Parc Lescure, que lembra vagamente o Palestra Itália, em São Paulo, gramado perto da torcida.
Num 11 de junho como hoje, Itália (vice-campeã em 94) e Chile jogaram pelo grupo B. De uniforme branco, a Squadra Azzurra saiu na frente. Contra-ataque veloz italiano: passe de Baggio para Vieri. Gol. 1×0. A seleção treinada por Cesare Maldini recuou demais. Parecia meio óbvio o que ia acontecer. Não deu outra. O Chile, que tinha os ídolos Ivan Zamorano e Marcelo Salas no ataque, chegou ao empate no finzinho da 1ª etapa. E virou na segunda. Dois gols de Salas. A Azzurra ganhou um pênalti nos últimos minutos. Quem se preparou para bater. Roberto Baggio. Justamente o responsável pelo último lance da copa anterior: aquele pênalti isolado sobre o travessão de Taffarel (“é tetra, é tetra!”). Desta vez, Baggio acertou a rede. 2×2. Repare na tristeza do narrador da TV chilena neste vídeo com os melhores momentos (link aqui).
O que achei muito curioso: apesar de a Itália ser vizinha da França, a torcida chilena me pareceu mais numerosa e muito mais barulhenta naquela tarde de Copa em Bordeau. “Chi-chi-chi, Le-le-le”.
Jogaço, cheio de estrelas do futebol nos anos 90. Devo dizer que foi difícil segurar a emoção de estar ali, por tudo o que tinha rolado de sacanagem com turistas brasileiros, sim, mas principalmente por ver pela primeira vez uma partida de Copa do Mundo, in loco, 20 anos depois de começar a acompanhar seriamente um Mundial pela TV (o de 1978). O Chile (que tinha atletas que passaram por clubes brasileiros, como o goleiro Tápia e o meia Sierra) ficou em segundo lugar no grupo. Que azar. Pegou o Brasil de cara, nas oitavas. Show de Ronaldo Fenômeno, Rivaldo Maravilha e cia no Parque dos Príncipes, estádio do PSG, em Paris. 4×1. A Itália foi mais adiante, só caiu nas cobranças de pênaltis ante a futura campeã, a França, nas quartas de final.

Chile no Blog da Bola do Museu do Futebol

Você pode ter visto no Show do Intervalo que o Palmeiras entrou em campo nesta superquarta com uma bandeira do Chile. Chile de Valdívia, mago que ainda é ídolo dos alviverdes. Chile de Figueroa, lateral-direito que não chegou há muito tempo do Colo-Colo e ainda disputa posição no time titular. E leva o mesmo sobrenome de grande ídolo da La Roja (seleção chilena) e do colorado – fez o gol que deu Internacional o Brasileiro de 75. Chile de Maldonado, polivalente jogador de marcação importante por onde passou no Brasil. Há quem diga que o título do Flamengo em 2009 deve muito à chegada do chileno. Flamengo que também tem Gonzalo Fierro.
Já deu para perceber que este post é uma lembrança ao país que sofreu o grande terremoto na madrugada do último sábado de fevereiro, certo?

A imagem ao lado eu descobri no excelente Blog da Bola, do Museu do Futebol. Que publicou ainda no domingo, 28/02, o post Porque Nada Tenemos, Todo Lo Haremos, assinado por André Assis. O título remete à frase do cartola Carlos Dittborn, depois do  terremoto de 9,5 graus na escala Richter que matou 5.700 pessoas em maio de 1960. A Copa do Mundo estava marcada para menos de 2 anos depois. Pois o Chile a realizou a contento, e você sabe, o Brasil ganhou o bi, com show de Garrincha (o México também promoveu uma Copa, a de 86, um ano depois de um tremor que matou 10 mil pessoas). O Blog do Juca acrescenta que Dittborn morreu 32 dias antes do campeonato do mundo de 62.

Bem, e a imagem acima? O Blog da Bola explica que é um LP em homenagem à seleção chilena, de 62, que fez boa campanha no Mundial disputado em casa.  Selo Odeon. Um disco com narração de gols, músicas, lembranças do Mundial, como os que eram lançados no Brasil antes ou depois das Copas, como este aqui, de 1958.

Fica a dica: o Blog da Bolabraço virtual do Museu do Futebol – vale a visita, como o museu propriamente dito. O atalho está sempre na coluna da direita, debaixo da retranquinha Links/Mundo Curioso da Bola.

Não faltará a garra uruguaia na Copa

É a seleção com mais garra do mundo. Pode até faltar qualidade, mas os caras lutam pela bola como um faminto por um prato de comida. A duras penas e com muita emoção, o Uruguai é o 32º (e último) classificado para a Copa do Mundo de 2010. Em Montevidéu, a Celeste empatou com a Costa Rica, que também lutou muito. E completa o fechado clube dos campeões mundiais – todos os sete estarão presentes na África do Sul. Hoje a França se garantiu na prorrogação contra a Irlanda em Saint Denis com um gol absurdo… Henry apalpou, arrastou a bola com a mão (se fosse no vôlei ou no handebol, que usam a mão, não valeria… no futebol, pode…). Agora, segurem Les Bleus. E nada de tremer ao ouvir a Marselhesa, galera!

Também se classificaram hoje Argélia (eliminou Egito), Eslovênia (surpreendeu a Rússia), Grécia (barrou Ucrânia e Shevy… que pena) e Portugal (eliminou a Bósnia). Só quero ver se tiver Brasil x Portugal na Copa. Com Deco, Pepe e Liédson do lado de lá. Os grupos da Copa do Mundo 2010 serão sorteados em 4 de dezembro, na Cidade do Cabo!

Últimos 9 lugares para a África do Sul

fwclogo Estamos a 233 dias do pontapé inicial da Copa do Mundo (11 de junho de 2010). Hoje foram sorteados os confrontos que vão decidir as últimas quatro seleções europeias do Mundial. Portugal x Bósnia. França x Irlanda. Rússia x Eslovênia. Grécia x Ucrânia. Os quatro play-offs será disputados em 14 e 18 de novembro. Osvencedores do mata-mata vão à África do Sul. Veja quem já está lá e quem pode ficar com as outras 5 vagas. Continuar lendo “Últimos 9 lugares para a África do Sul”

Mais 8 passaportes carimbados

fwclogoO Chile de “El Loco Bielsa” e do mago Valdivia se juntou a Brasil e Paraguai e garantiu vaga na África do Sul, ao derrotar a Colômbia de virada e em Medellín: 4 a 2. Com um gol de Palermo aos 47´ do 2º tempo, a Argentina de Maradona penou para bater o Peru por 2 a 1 na cancha do River Plate. Decisão da última vaga sul-americana direta na quarta-feira, 20h, em Montevidéu: Uruguai x Argentina. Celeste com 24 pontos, alviceleste com 25. Correndo por fora, o Equador visita o Chile.

Na Europa, Dinamarca, Alemanha, Sérvia e Itália pegaram 4 das 13 vagas da zona Uefa. Holanda, Inglaterra e Espanha já estavam lá. Faltam 6 vagas – 4 delas serão decididas em mata-mata entre segundos colocados dos grupos. França e Portugal estão vivos nessa luta.

México e Estados Unidos garantiram 2 das 3 vagas diretas da Concacaf.

A Costa do Marfim também vai à Copa da África do Sul, como Gana. Faltam 3 lugares do continente africano. Apostaria em Camarões e Egito, pela classificação e tabela. Entre Tunísia e Nigéria, não faço ideia de quem leva.

América do Sul-África do Sul

fwclogoO gol de Cabanãs assustou, mas a seleção virou com Robinho e Nilmar. Vai tranquila para a Copa das Confederações. Se as Eliminatórias terminassem agora, estariam na Copa 2010: o Brasil, o Chile de Valdivia, o Paraguai e a Argentina. O Equador disputaria repescagem. Dois pontos atrás, a Celeste Olímpica está a perigo. Aliás, a ESPN deu uma estatística impressionante. A última vitória do Uruguai em Copas do Mundo foi em 1990. 1 a 0 sobre a Coreia do Sul. A Celeste ficou fora em 94, 98 e 2006; em 2002 empatou 2 e perdeu 1. Enquanto isso, os paraguaios podem ir à sua quarta Copa seguida. Mas ainda faltam quatro rodadas. No primeiro fim de semana de setembro, tem “só” Argentina x Brasil, na cancha do River Plate, em Buenos Aires. Maradona x Dunga. Messi x Kaká e cia! Em seguida, o Brasil recebe o Chile em Salvador. Em outubro, as duas últimas rodadas dessas Eliminatórias, que são longas, mas lotam estádios. Possivelmente já classificado, o Brasil pega a Bolívia nas alturas e depois a Venezuela, em casa.